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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

ANTÓNIO RIBEIRO TELLES

LUÍS ROUXINOL

JOÃO MOURA JR

FORCADOS AMADORES DE VILA FRANCA

1ª PEGA - VASCO PEREIRA

2ª PEGA - MÁRCIO FRANCISCO

 

3ª PEGA - FRANCISCO FARIA

FORCADOS DO APOSENTO DA MOITA

1ª PEGA - RUBEN SERAFIM/MARCO VENTURA

2ª PEGA - JOSÉ Mª. BETTENCOURT

3ª PEGA - LEONARDO MATHIAS

OUTRAS FOTOS/OUTROS MOMENTOS

 

Praça de Toiros do “Campo Pequeno” – Lisboa – 24/08/18 – Corrida à Portuguesa

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: 90%

Cavaleiros: António Telles, Luís Rouxinol, João Moura Jr

Forcados: Amadores de Vila Franca e Aposento da Moita

Ganadaria: Murteira Grave

TVI lisboa 240818.JPGACABOU EM GRANDE PLANO A CORRIDA DOS 25 ANOS DA TVI

 

Grande expectativa em relação a esta corrida realizada à sexta-feira no Campo Pequeno integrada nos 25 anos da TVI que fez questão de a transmitir ainda que não em directo… O curro de toiros de Murteira Grave, alguns deles autênticas estampas de toiros de lide e a competição entre os três cavaleiros e os dois Grupos de Forcados, fizeram com que os aficionados se deslocassem até À praça e quase preenchessem na totalidade as bancadas da praça. E não saíram defraudados já que a corrida teve muitos motivos de interesse e os dois últimos toiros proporcionaram os triunfos a Rouxinol e a Moura Jr assim como duas grandes pegas de caras. Emoção do princípio ao fim, o que é de registar.

 

António Ribeiro Telles teve duas actuações de boa nota, estando bem a lidar, procurando colocar o seu primeiro toiro nos terrenos mais idóneos pois este por vezes escolheu a defesa de tábuas. Os seus primeiro e último curtos foram de mérito pela forma como abordou as sortes, e também no segundo a sesgo mostrou todas as suas qualidades lidadoras. No quarto daorde, que se mostrava desinteressado, tardo e a medir, voltou a ter de se empregar numa brega meticulosa e deixou de novo dois curtos de muito mérito porque o toiro não permitia distrações.

 

Luís Rouxinol atravessa um grande momento e isso foi patente e notório na forma como se empregou na brega e no tremate das sortes. O seu primeiro, um precioso burraco, saiu algo trotão, mansote e com pouca chama. Rouxinol teve no terceiro curto o seu melhor ferro nesta lide, entrando em terrenos de compromisso e rematou com um ferro de violino. No bravote quinto da noite, que teve qualidade nas investidas encastadas, o cavaleiro das Faias esteve inspirado na brega, lidando muito bem e deixando bons curtos que o público aplaudiu com força. Terminou com um de palmo e um bom par de bandarilhas.

 

Em terceiro lugar actuou João Moura Jr. O sue primeiro, uma verdadeira estampa, com muita presença, teve um comportamento estranho apesar de não comprometer no momento da sorte e até ter investido de largo por 2 vezes. Com ele desenvolveu uma lie com interesse, indo a mais na série de curtos que foram do agrado do público. Contudo seria no bom toiro sexto da noite, bravote e a investir em todos os terrenos que Moura Jr assinou alguns dos melhores momentos da noite. Bons ferros curtos, a atacar de largo e com reuniões ajustadas, dois deles rematados com duas ajustadas piruetas, levantaram o público dos seus lugares. Uma grande actuação a encerrar uma corrida cheia de motivos de interesse.

 

Noite com alguma dureza para os forcados e grandes pegas de caras. Vila Franca levou claramente a melhor sobre o Aposento da Moita, grupo que continua a revelar bastas lacunas e falta de confiança de muitos dos seus elementos. Melhores corridas virão. Os Amadores de Vila Franca abriram praça com uma grande pega de caras por intermédio de Vasco Pereira à segunda depois de ter estado enorme e aguentado uma barbaridade na primeira tentativa. Márcio Francisco consumou à segunda uma boa cara sendo que na primeira tentativa o toiro deu um violento derrote lateral que não o deixou fechar-se. E para encerrar com chave de oiro, Francisco Faria com uma excelente pega á primeira e tecnicamente perfeita, com o grupo a ajudar bem.

 

Pelo Aposento da Moita Ruben Serafim saiu lesionado ao fim de 3 tentativas em que esteve desafortunado nas reuniões e foi dobrado por Marco Ventura á segunda e com ajudas carregadas. O cabo José Maria Bettencourt também não esteve bem e só à 3ª e com ajudas carregadas consumou. Encerrou praça com uma grande pega de caras ao primeiro intento Leonardo Mathias com o grupo a ajudar bem.

 

O curro enviado pela ganadaria Murteira Grave estava muito bem apresentado, algumas estampas de toiro de lide, com trapio, e teve um comportamento díspar sendo os dois últimos claramente os melhores dos seis que se lidaram.

 

O espectáculo foi dirigido por Pedro Reinhardt assessorado pelo médico veterinário Jorge Moreira da Silva.

Texto e foto: António Lúcio

COLHIDA DE SORAIA COSTA - EXCLUSIVO BARREIRA DE SOMBRA

 

Baião 23Agosto2018 010.JPGBaião, este ano com nova organização, voltou a registar cerca de ¾  dos lugares da praça de toiros. Nesta 3ª. Quinta-feira de Agosto, integrada no programa das Tradicionais Festas em honra de S. Bartolomeu, patrono da vila, ali teve lugar a já tradicional corrida de toiros. Como não andava por perto algum canal de televisão, os ‘animais’, perdão, os familiares e amigos dos ‘animais’, faltaram para ‘alegrar’ o acontecimento. Mas calor não faltou. É que por aquelas bandas das franjas do Serra do Alvão, à temperatura alta que se registava, é de louvar alta aficion que trocou os banhos de água, por banhos de sol… e alguma poeira, que a dita cuja, despejada generosamente sobre o saibro da arena, como por magia, deu para evaporar em minutos. Mas para os baionenses, ou baioneses, ir aos toiros na tarde do dia da festa e feira grande, mais que uma tradição, é um ritual já consagrado.

 

E assim voltou a acontecer nesta quinta-feira, dia 23 de Agosto de 2018.  O cartel prometia. Iriam actuar os cavaleiros: Marco José, Ana Batista e Soraia Costa. As rezes a serem lidadas, com peso médio de cerca de 480 quilos, bonitos, com trapio e muito bonita e boa apresentação, eram da ganadaria, Fontembro, e seriam pegados, se assim a tanto ajudasse a arte e os braços, pelos Grupos de Forcados Amadores de:- Lisboa e Coruche, comandados por Pedro Maria Gomes, e José Tomás.

 

Seria, dispiciendo, redundante e até petulante da nossa parte, escrever ou descrever lide a lide, ferro a ferro, de uma tarde de toiros em que tudo, ou quase tudo, correu e esteve bem, foi agradável e muito participada, quer pelos intervenientes, quer, e sobretudo, pelo aficionados e público presente. Sim, só com muita aficion e muito gosto pela festa de toiros, se pode suportar, diria, aguentar um calor tórrido, um sol inclemente, durante cerca de 3 horas, que foi quanto durou o espectáculo, repetimos, muito participado e interessante, com emoção q.b. Emoção nas lides de Março José – porque razão anda este cavaleiro tão afastado das grandes praças, dos grandes cartéis? - que brindou a concorrência com três lides de muito bom nível artístico e bem montar. Emoção e uma enorme satisfação por testemunhar a grande actuação, firme, serena e ‘mandona’ de Ana Batista. Três toiros, três grandes momentos de lidar toiros, como Ana já à uns tempos não nos premiava. Foi uma ‘Senhora’ alegre e que transmitiu alegria. Emoção ainda, com a colhida de Soraia Costa.

 

Cavaleira praticante Soraia Costa, foi colhida com grande aparato, quando o seu primeiro toiro, o terceiro da tarde, por sinal o segundo com mais peso dos seis Fontembro  lidados, saiu ‘solto’ dos curros, não respondendo aos capotes dos bandarilheiros, investiu sobre a montada. Uma colhida que levou o cavalo e a cavaleira e a embater contra a trincheira e depois a cair no chão com alguma violência. Violência que levou a que a mesma tivesse perdido os sentidos durante alguns segundos.

 

Com o natural alvoroço que estes momentos e acontecimentos provocam, Sem esquecer o tempo que foi gasto nas sempre necessárias operações e correcções motivadas pelo percalço, ou incidente que teve como protagonista a jovem cavaleira praticante, Soraia Costa, necessariamente deu origem a corrida se alongasse enquanto era  avaliada pelo médico de serviço na corrida. O touro que lhe tocava em sorte, foi entretanto lidado por Marco José, correu assim o turno, com Ana Batista, que lidou o sexto touro da tarde.


Soraia Costa ainda regressou à arena, logo após a lide de Marco José, que fez questão de a convidar para a volta, onde recolheu apoio e o carinho do público. Aconselhada pela equipa médica, que procedeu a nova reavaliação do seu estado, foi aconselhada, e transportada ao Hospital de Penafiel, para realizar alguns exames de diagnóstico. Por informação então logo ali recolhida, estava bem e não apresentava, felizmente, lesões de maior gravidade.

 

A volta á arena de José Luís Gomes, após a lide do último da tarde, enquanto representante da ganadaria Fontembro, foi justa e merecida. Um bom curro merece ser destacado.

 

Pegaram, pelo Grupo Forcados Amadores de Lisboa, Nuno Santos ao 2º. Intento o 1º. da tarde, Mário Real, ao 3º. Intento, o 3º. da tarde e Tiago Silva, à 1ª. Ao 5º. Da tarde.

 

Pelos Amadores de Coruche, Roberto Graça ao 3º. Intento, ao 2º. Da Tarde, Tiago Gonçalves à 1ª., ao 4+. e Eduardo Poeiras, numa grande pega, ao 6º..

 

Dirigiu, com aquela já conhecida eficiência, simpatia e saber, o senhor Francisco Calado, que teve como assessor veterinário o senhor dr. Carlos Costa.

Texto e foto: José Andrade