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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

CAMPO PEQUENO 24/08/18 - CORRIDA DO 25º ANIVERSÁRO DA TVI - AS FOTOS DE ANTÓNIO LÚCIO

25.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

ANTÓNIO RIBEIRO TELLES

LUÍS ROUXINOL

JOÃO MOURA JR

FORCADOS AMADORES DE VILA FRANCA

1ª PEGA - VASCO PEREIRA

2ª PEGA - MÁRCIO FRANCISCO

 

3ª PEGA - FRANCISCO FARIA

FORCADOS DO APOSENTO DA MOITA

1ª PEGA - RUBEN SERAFIM/MARCO VENTURA

2ª PEGA - JOSÉ Mª. BETTENCOURT

3ª PEGA - LEONARDO MATHIAS

OUTRAS FOTOS/OUTROS MOMENTOS

 

ACABOU EM GRANDE PLANO A CORRIDA DOS 25 ANOS DA TVI

25.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do “Campo Pequeno” – Lisboa – 24/08/18 – Corrida à Portuguesa

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: 90%

Cavaleiros: António Telles, Luís Rouxinol, João Moura Jr

Forcados: Amadores de Vila Franca e Aposento da Moita

Ganadaria: Murteira Grave

TVI lisboa 240818.JPGACABOU EM GRANDE PLANO A CORRIDA DOS 25 ANOS DA TVI

 

Grande expectativa em relação a esta corrida realizada à sexta-feira no Campo Pequeno integrada nos 25 anos da TVI que fez questão de a transmitir ainda que não em directo… O curro de toiros de Murteira Grave, alguns deles autênticas estampas de toiros de lide e a competição entre os três cavaleiros e os dois Grupos de Forcados, fizeram com que os aficionados se deslocassem até À praça e quase preenchessem na totalidade as bancadas da praça. E não saíram defraudados já que a corrida teve muitos motivos de interesse e os dois últimos toiros proporcionaram os triunfos a Rouxinol e a Moura Jr assim como duas grandes pegas de caras. Emoção do princípio ao fim, o que é de registar.

 

António Ribeiro Telles teve duas actuações de boa nota, estando bem a lidar, procurando colocar o seu primeiro toiro nos terrenos mais idóneos pois este por vezes escolheu a defesa de tábuas. Os seus primeiro e último curtos foram de mérito pela forma como abordou as sortes, e também no segundo a sesgo mostrou todas as suas qualidades lidadoras. No quarto daorde, que se mostrava desinteressado, tardo e a medir, voltou a ter de se empregar numa brega meticulosa e deixou de novo dois curtos de muito mérito porque o toiro não permitia distrações.

 

Luís Rouxinol atravessa um grande momento e isso foi patente e notório na forma como se empregou na brega e no tremate das sortes. O seu primeiro, um precioso burraco, saiu algo trotão, mansote e com pouca chama. Rouxinol teve no terceiro curto o seu melhor ferro nesta lide, entrando em terrenos de compromisso e rematou com um ferro de violino. No bravote quinto da noite, que teve qualidade nas investidas encastadas, o cavaleiro das Faias esteve inspirado na brega, lidando muito bem e deixando bons curtos que o público aplaudiu com força. Terminou com um de palmo e um bom par de bandarilhas.

 

Em terceiro lugar actuou João Moura Jr. O sue primeiro, uma verdadeira estampa, com muita presença, teve um comportamento estranho apesar de não comprometer no momento da sorte e até ter investido de largo por 2 vezes. Com ele desenvolveu uma lie com interesse, indo a mais na série de curtos que foram do agrado do público. Contudo seria no bom toiro sexto da noite, bravote e a investir em todos os terrenos que Moura Jr assinou alguns dos melhores momentos da noite. Bons ferros curtos, a atacar de largo e com reuniões ajustadas, dois deles rematados com duas ajustadas piruetas, levantaram o público dos seus lugares. Uma grande actuação a encerrar uma corrida cheia de motivos de interesse.

 

Noite com alguma dureza para os forcados e grandes pegas de caras. Vila Franca levou claramente a melhor sobre o Aposento da Moita, grupo que continua a revelar bastas lacunas e falta de confiança de muitos dos seus elementos. Melhores corridas virão. Os Amadores de Vila Franca abriram praça com uma grande pega de caras por intermédio de Vasco Pereira à segunda depois de ter estado enorme e aguentado uma barbaridade na primeira tentativa. Márcio Francisco consumou à segunda uma boa cara sendo que na primeira tentativa o toiro deu um violento derrote lateral que não o deixou fechar-se. E para encerrar com chave de oiro, Francisco Faria com uma excelente pega á primeira e tecnicamente perfeita, com o grupo a ajudar bem.

 

Pelo Aposento da Moita Ruben Serafim saiu lesionado ao fim de 3 tentativas em que esteve desafortunado nas reuniões e foi dobrado por Marco Ventura á segunda e com ajudas carregadas. O cabo José Maria Bettencourt também não esteve bem e só à 3ª e com ajudas carregadas consumou. Encerrou praça com uma grande pega de caras ao primeiro intento Leonardo Mathias com o grupo a ajudar bem.

 

O curro enviado pela ganadaria Murteira Grave estava muito bem apresentado, algumas estampas de toiro de lide, com trapio, e teve um comportamento díspar sendo os dois últimos claramente os melhores dos seis que se lidaram.

 

O espectáculo foi dirigido por Pedro Reinhardt assessorado pelo médico veterinário Jorge Moreira da Silva.

Texto e foto: António Lúcio

BAIÃO - 23 DE AGOSTO - AS FOTOS DE JOSÉ ANDRADE

25.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

COLHIDA DE SORAIA COSTA - EXCLUSIVO BARREIRA DE SOMBRA

 

Baião, 23 de Agosto 2018 - Primeiro as Senhoras. Marco José sobressaiu

25.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Baião 23Agosto2018 010.JPGBaião, este ano com nova organização, voltou a registar cerca de ¾  dos lugares da praça de toiros. Nesta 3ª. Quinta-feira de Agosto, integrada no programa das Tradicionais Festas em honra de S. Bartolomeu, patrono da vila, ali teve lugar a já tradicional corrida de toiros. Como não andava por perto algum canal de televisão, os ‘animais’, perdão, os familiares e amigos dos ‘animais’, faltaram para ‘alegrar’ o acontecimento. Mas calor não faltou. É que por aquelas bandas das franjas do Serra do Alvão, à temperatura alta que se registava, é de louvar alta aficion que trocou os banhos de água, por banhos de sol… e alguma poeira, que a dita cuja, despejada generosamente sobre o saibro da arena, como por magia, deu para evaporar em minutos. Mas para os baionenses, ou baioneses, ir aos toiros na tarde do dia da festa e feira grande, mais que uma tradição, é um ritual já consagrado.

 

E assim voltou a acontecer nesta quinta-feira, dia 23 de Agosto de 2018.  O cartel prometia. Iriam actuar os cavaleiros: Marco José, Ana Batista e Soraia Costa. As rezes a serem lidadas, com peso médio de cerca de 480 quilos, bonitos, com trapio e muito bonita e boa apresentação, eram da ganadaria, Fontembro, e seriam pegados, se assim a tanto ajudasse a arte e os braços, pelos Grupos de Forcados Amadores de:- Lisboa e Coruche, comandados por Pedro Maria Gomes, e José Tomás.

 

Seria, dispiciendo, redundante e até petulante da nossa parte, escrever ou descrever lide a lide, ferro a ferro, de uma tarde de toiros em que tudo, ou quase tudo, correu e esteve bem, foi agradável e muito participada, quer pelos intervenientes, quer, e sobretudo, pelo aficionados e público presente. Sim, só com muita aficion e muito gosto pela festa de toiros, se pode suportar, diria, aguentar um calor tórrido, um sol inclemente, durante cerca de 3 horas, que foi quanto durou o espectáculo, repetimos, muito participado e interessante, com emoção q.b. Emoção nas lides de Março José – porque razão anda este cavaleiro tão afastado das grandes praças, dos grandes cartéis? - que brindou a concorrência com três lides de muito bom nível artístico e bem montar. Emoção e uma enorme satisfação por testemunhar a grande actuação, firme, serena e ‘mandona’ de Ana Batista. Três toiros, três grandes momentos de lidar toiros, como Ana já à uns tempos não nos premiava. Foi uma ‘Senhora’ alegre e que transmitiu alegria. Emoção ainda, com a colhida de Soraia Costa.

 

Cavaleira praticante Soraia Costa, foi colhida com grande aparato, quando o seu primeiro toiro, o terceiro da tarde, por sinal o segundo com mais peso dos seis Fontembro  lidados, saiu ‘solto’ dos curros, não respondendo aos capotes dos bandarilheiros, investiu sobre a montada. Uma colhida que levou o cavalo e a cavaleira e a embater contra a trincheira e depois a cair no chão com alguma violência. Violência que levou a que a mesma tivesse perdido os sentidos durante alguns segundos.

 

Com o natural alvoroço que estes momentos e acontecimentos provocam, Sem esquecer o tempo que foi gasto nas sempre necessárias operações e correcções motivadas pelo percalço, ou incidente que teve como protagonista a jovem cavaleira praticante, Soraia Costa, necessariamente deu origem a corrida se alongasse enquanto era  avaliada pelo médico de serviço na corrida. O touro que lhe tocava em sorte, foi entretanto lidado por Marco José, correu assim o turno, com Ana Batista, que lidou o sexto touro da tarde.


Soraia Costa ainda regressou à arena, logo após a lide de Marco José, que fez questão de a convidar para a volta, onde recolheu apoio e o carinho do público. Aconselhada pela equipa médica, que procedeu a nova reavaliação do seu estado, foi aconselhada, e transportada ao Hospital de Penafiel, para realizar alguns exames de diagnóstico. Por informação então logo ali recolhida, estava bem e não apresentava, felizmente, lesões de maior gravidade.

 

A volta á arena de José Luís Gomes, após a lide do último da tarde, enquanto representante da ganadaria Fontembro, foi justa e merecida. Um bom curro merece ser destacado.

 

Pegaram, pelo Grupo Forcados Amadores de Lisboa, Nuno Santos ao 2º. Intento o 1º. da tarde, Mário Real, ao 3º. Intento, o 3º. da tarde e Tiago Silva, à 1ª. Ao 5º. Da tarde.

 

Pelos Amadores de Coruche, Roberto Graça ao 3º. Intento, ao 2º. Da Tarde, Tiago Gonçalves à 1ª., ao 4+. e Eduardo Poeiras, numa grande pega, ao 6º..

 

Dirigiu, com aquela já conhecida eficiência, simpatia e saber, o senhor Francisco Calado, que teve como assessor veterinário o senhor dr. Carlos Costa.

Texto e foto: José Andrade