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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SERÁ QUE OS VIANENSES NÃO GOSTAM MESMO DE TOURADAS?

18.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Ze Andrade.jpgNão creio. E não creio eu, como por certo não acreditam, todos os Vianenses, que não foram tidos nem achados, para que as Festas da Senhora da Agonia fossem privadas desta tradicional secular manifestação cultural.

 

Que relação existe entre a situação de abandono a que está votada a Praça de Touros de Viana de Castelo, e a situação presente que vivem os aficionados da Póvoa de Varzim? Muita!

 

Em Viana do Castelo, por estupidez natural de uns tantos, e a natural cobardia dos restantes, a tradicional corrida de toiros integrada nas Festas da Senhora da Agonia, foi por Vianenses, ou que como tal se intitulam, ‘democraticamente’ deitada ao lixo. Sim lixo. Lixo, e um abandono miserável, é o que tem presentemente para oferecer a Praça de Touros de Viana do Castelo. Com papas e bolos se enganam os tolos, diz o bom povo. E é com o silêncio do bom povo que o palco de grandes tardes - pela sua arena passearam a sua arte, valentia e coragem os maiores cavaleiros, toureiros e forcados, nacionais, e até estrangeiros – se mantém o  presente estado de confrangedor degradação.

 

Aceitar como boas as intenções de certos políticos, é no que dá. E aceitar como boas, intenções que durante as campanhas eleitorais sempre foram escondidas, ainda pior. Pior ainda, quando essas ‘boas intenções’ sabem a despotismo, ignorância e vingança. E uma terra sem memória, ou que dela não cuida, não tem razão para queixa futura. Ao deixar acabar a tradicional tourada, Viana do Castelo vem pode tentar redimir-se com o altruísmo de recolher o Gil Eanes, que uma ‘bondade’ não desculpa nem enterra a outra.

 

Mas nesta saga presente de ‘apagar a memória’, colectiva, Viana do Castelo, infelizmente, já não é caso único. Póvoa de Varzim vive presentemente com o mesmo destino por aqui traçado. Lá como cá, tudo ‘democraticamente’ votado na Assembleia Municipal. Isto é, quem tinha, e tem, por dever, defender as suas raízes identitárias, as suas tradições, a cultura local, em nome não se sabe de quê, nem de quem, foram, são a mão, que aponta a arma e mata.

 

Criminosos ‘democraticamente’ eleitos, dirão, a coberto da ‘descentralização’, papaguearão, coisas do uso e abuso dos ‘poderes municipais’, rematarão. Tudo em nome, e para o bem do Povo, argumentarão estes novos ‘censores do gosto’. Povo, essa entidade que serve para tudo. Que  nunca os ouviu em campanha, quando andam a pedir o seu voto, falar sobre o ‘crime’ que já trazem na cabeça. Criminosos que a coberto da Democracia se querem prepotentes, vingativos e censores do gosto. Goste-se ou desgoste-se das corridas de toiros, são atitudes tomadas como estas, tomadas por eleitos, escondidas durante as campanhas eleitorais, que fazem subir o numero de descrentes e as abstenções, quando não o saudosismo.

 

O que se passou em Viana do Castelo, ou passa na Póvoa de Varzim, é um atentado à Constituição, à Lei, ao Direito de viver em Democracia. Porque é o viver em Liberdade que começa a ficar em causa. E porque basta de canalhices, aqui fica para que conste como reagem os Homens Livres, que amam a Liberdade... e sabem viver bem com nela e com ela, respeitando, para ser respeitados.

 

Para memória futura, aqui fica este texto. É dedicado aos Vianenses, Poveiros, às gentes do Norte, a todos aqueles que reclamam o direito de gostarem da Festa dos Toiros. Ás vitimas de atentado aos direitos, liberdades e garantias de viver em Liberdade, em Democracia. Contra os gestos despóticos de autarcas que, depois de eleitos se esquecem daqueles que os elegeram e, que se afirmassem claramente aquilo que fizeram agora, depois de eleitos, nunca teriam chegado aos cargos que ocupam. Como Cultura, a Tauromaquia esta legalmente protegida… e perdurará.

 

José Andrade

Por cortesia de Minho Digital - http://www.minhodigital.com/news/sera-que-os-vianenses-nao

AS FOTOS DO FESTIVAL TAURINO DE ARRUDA DOS VINHOS .- 17 DE AGOSTO

18.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

FADO MARIALVA A CAVALO

GILBERTO FILIPE

PARREIRITA CIGANO

ANTÓNIO PRATES

FORCADOS DA MOITA

FORCADOS DE ARRUDA DOS VINHOS

FORCADOS DO CARTAXO

ISRAEL LANCHO

DIOGO PESEIRO

 

TRIUNFO CLARO DE ANTÓNIO PRATES. UM BOM NOVILHO DE CALEJO PIRES E OUTRO DE EGNº JORGE CARVALHO. FADO MARIALVA ANIMA NOITE EM ARRUDA DOS VINHOS.

18.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “José Marques Simões” – Arruda dos Vinhos – 17/08/18 – Festival Taurino

Director: Francisco Calado – Veterinário: José M. Lourenço – Lotação: 1/2 casa

Cavaleiros: Gilberto Filipe, Parreirita Cigano, António Prates (praticante)

Forcados: Amadores da Moita, Arruda dos Vinhos, Cartaxo

Espadas: Israel Lancho, Diogo Peseiro (novilheiro)

Ganadarias: Santa Maria (1º), Engº. Jorge Carvalho (2º, 4º e 5º), Calejo Pires (3º)

coretsias 170818.JPGTRIUNFO CLARO DE ANTÓNIO PRATES. UM BOM NOVILHO DE CALEJO PIRES E OUTRO DE EGNº JORGE CARVALHO. FADO MARIALVA ANIMA NOITE EM ARRUDA DOS VINHOS.

 

O festival taurino misto que encerrou as festas de Arruda dos Vinhos arrancou com uma bonita prestação do grupo “Fado Marialva a Cavalo”, com Rodrigo Pereira, Manuel da Câmara e Francisco Martins que cantaram uma série de fados bem conhecidos e que animaram e ajudaram a aquecer o ambiente para a parte taurina, acompanhados por Bernardo Romão e Luís Petisca na guitarra portuguesa e Armando Figueiredo na viola de fado, eles que acompanharam o arrudense fadista e bombeiro Rodrigo Figueira que cantou no intervalo.

 

No capítulo taurino triunfo claro para o cavaleiro praticante António Prates frente a um bom novilho de Calejo Pires. Uma actuação onde esteve bem na brega e cuja ferragem curta foi de muito bom nível, entrando nos terrenos do novilho, cravando bem, chegando com facilidade ao público. Rematou com dois palmitos, um deles de violino e deu volta com forcado e ganadeiro.

 

Gilberto Filipe abriu praça com um novilho de Santa Maria que se revelou um pouco tardo. Cumpriu com os compridos e a sua actuação com os curtos foi de bom tom, com alguns bons ferros que o público aplaudiu.

 

Parreirita Cigano teve uma actuação de menos a mais frente a um bom e codicioso novilho de Engº. Jorge Carvalho. Tentou dar primazia ao novilho nas investidas para os compridos que não foram muito bem colocados mas foi depois em crescendo na série de curtos, seis, que foi colocando em sortes frontais. Saudou nos tércios apesar de ter sido autorizado a dar volta.

 

NO capítulo dos pegas, os três Grupos em Praça não estiveram muito bem, em parte porque os forcados da cara não encontraram os melhores terrenos e momentos para se fecharam na cara dos novilhos. Pelos Amadores da Moita Francisco Tavares consumou a única pega de caras à primeira tentativa. Rui Varelas dos Amadores de Arruda dos Vinhos só à 4ª tentativa  conseguiu consumar depois de ter estado mal a recuar nas outras três e mal ajudado e Duarte Campino, dos Amadores do Cartaxo, que esteve mal a reunir na 1ª tentativa fechou-se com decisão ao segundo intento.

 

A segunda parte do festival foi destinada ao toureio a pé. O matador Israel Lancho esteve bem de capote com verónicas e desenhou uma faena de muleta com bom nível pelos dois pitóns enquanto o novilho com ferro do Engº. Jorge Carvalho, durou. Duas tandas de derechazos e outra de naturais de boa nota foram o mais positivo do seu labor.

 

O quinto da noite, também do Engº. Jorge Carvalho, era andarilho, sem querer fixar-se e Diogo Peseiro não conseguiu luzir-se nem de capote nem de muleta. O novilho precisava de uns muletazos a dobrar, intensos e que servissem para o tentar fixar, o que não aconteceu. Pouco toureado, pouco placeado, Peseiro apenas nas bandarilhas se mostrou mais acertado mas, ainda assim, abaixo daquilo que já lhe vimos e sabemos ser capaz de executar.

 

Dirigiu o espectáculo Francisco Calado assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço.

 

Texto e foto: António Lúcio