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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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FRANCISCO PALHA, O “GRITO DO IPIRANGA” E UM FERRO DO OUTRO MUNDO. GRANDE TARDE DE TOIROS EM CALDAS DA RAINHA

16.08.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “Manuel dos Santos” – Caldas da Rainha – 15/08/18 – Corrida de Toiros

Director: Francisco Calado – Veterinário: José Manuel Lourenço – Lotação: casa cheia

Cavaleiros: Filipe Gonçalves, João Ribeiro Telles, Francisco Palha

Forcados Amadores de Santarém e Caldas da Rainha (25º aniversário)

Ganadaria: Dr. António Silva

Francisco Palha_Caldas_15_08_18.JPGFRANCISCO PALHA, O “GRITO DO IPIRANGA” E UM FERRO DO "OUTRO MUNDO". GRANDE TARDE DE TOIROS EM CALDAS DA RAINHA

 

Não deixou margem para dúvidas. Pela atitude, pelos terrenos pisados, por alguns grandes ferros e um outro do “outro Mundo” e que fez levantar o público das bancadas tal a verdade colocada na abordagem da sorte, no marcar dos tempos, na entrada portentosa ao pitón contrário, por como a montada se arredondou na sorte e permitiu a cravagem ao estribo e o remate como mandam os cânones. Foi o “grito do Ipiranga” de Francisco Palha e quem não souber o significado da expressão, pois que procure no compêndios de História ou no google que está tão na moda!!!

 

Filipe Gonçalves abriu praça frente a um toiro que cumpriu e trouxe emoção. A sua lide foi pautada por alguma irregularidade que compensou nos bons ferros que deixou e na forma como rematou com um de violino e outro de palmo, sempre do agrado do grande público. No quarto da ordem voltou a ter alguns momentos em tom maior, nomeadamente nos 4º e 5º ferros e rematou com um bom par de bandarilhas. Duas actuações que agradaram ao público que lhe tributou fortes ovações.

 

João Ribeiro Telles também teve duas actuações que chegaram ao público. O seu primeiro, manso que buscava tábuas, teve muito que lidar e João Ribeiro Telles soube dar-lhe a volta. Bem na brega, teve alguns bons ferros pisando terrenos de compromisso. Os dois últimos foram de muito boa nota. No quinto da ordem, que saiu com pata e a apertar, teve uma lide de grande nível na cravagem dos curtos, o segundo com uma “paradinha” na reunião e os quarto e quinto em sortes frontais bem marcadas. Rematou com um de violino e outro de palmo.

 

Francisco Palha atravessa um momento muito importante para a sua carreira. Como referi na introdução a esta crónica, o 15 de Agosto em Caldas da Rainha foi o seu “grito do Ipiranga” e marca uma afirmação clara na candidatura ao pódio e ao primeiro lugar entre os seus pares. Bregou com classe, cravou bem a ferragem, pisou terrenos de compromisso frente a um manso que pediu o bilhete de identidade. Uma lide em crescendo e que teve no 4º curto um ferro do “outro Mundo” pela abordagem de largo, encurtando as distâncias provocando o toiro que apenas em curto e nos tércios se decidiu por uma investida forte e com a montada a aguentar essa entrada ao pitón contrário e a sair da sorte bem arredondada permitindo um ferro único. No que encerrou praça, um lide muito completa, com bons momentos de brega, ferros bem cravados e rematados, saindo com plano de triunfo.

 

Para as pegas aos seis Silvas saíram os Forcados de Santarém e de Caldas da Rainha, estes a comemorarem 25 anos de existência. Pegas duras e difíceis já que os toiros não deram facilidades e exigiram muito aos dois Grupos. Por Santarém abriu praça o valente Lourenço Ribeiro que esteve enorme nas duas tentativas – consumou na 2ª-, suportando os derrotes violentos do toiro. António Taurino fechou-se bem ao primeiro intento e Ruben Gioveti só à segunda conseguiu fechar-se com o grupo a ajudar bem. Pelos Amadores de Caldas da rainha abriu praça o cabo Francisco Mascarenhas que só conseguiu consumar à 4ª e com ajudas carregadas. António Cunha esteve muito bem a consumar à primeira no quarto da ordem e Lourenço Palha muito bem à segunda tentativa.

 

Os toiros de Dr. António Silva, muito bem apresentados e com trapio, deram condições de lide desiguais, encastados e a pedirem contas a cavaleiros e forcados, trouxeram emoção ás bancadas.

 

Dirigiu Francisco Calado assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço com casa cheia até á bandeira.