Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

CORRIDA DE SÃO PEDRO EM ÉVORA - AS FOTOS DE MARIA JOÃO MIL-HOMENS

01.07.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

ÚLTMA HORA - Reuniões da ATTP com os Partidos Políticos

01.07.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Informação importante

Reuniões da ATTP com os Partidos Políticos

No próximo dia 6 de julho são votadas na Assembleia da República três propostas de lei anti-taurinas. Uma, do Bloco de Esquerda, visa impedir o apoio institucional à realização de espetáculos que inflijam sofrimento físico ou psíquico ou provoquem a morte de animais (considerando esse Partido que a tauromaquia, apesar de a lei a definir como cultura, se enquadra no âmbito da proposta de lei); outra, do mesmo bloco, visa condicionar a transmissão televisiva de corridas de toiros, devido a supostos problemas para as crianças. O terceiro, do PAN, visa pura e simplesmente determinar a abolição de corridas de touros em Portugal.

 

Uma delegação da ATTP – Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal deslocou-se no passado dia 27 ao Parlamento, onde realizou vários encontros com Deputados do PCP (Ângela Moreira), CDS/PP (Patrícia Fonseca), PS (Pedro do Carmo e, posteriormente, Maria da Luz Rosinha) e PSD (Joel Sá, Nuno Serra e Fernando Negrão, líder do Grupo Parlamentar). O PEV e o BE não responderam ao pedido de audição.

 

Trazemos motivos de grande preocupação. Depois do parecer contrário da ERC ao segundo dos projetos de Lei, este parece ter poucas condições de passar, mas o mesmo não se pode dizer dos outros dois.

 

A TTP a todos os Partidos comunicou que:

  1. Considera inaceitável o ambiente persecutório contra a cultura tauromáquica que se manifesta de forma crescente, mais virulenta e totalitária, em vários domínios;
  2. Considera que uma eventual proibição de corridas de toiros ou de algumas das suas manifestações poderá ter consequências muito graves. O povo que será espoliado dos seus direitos, lutará por eles, de forma que poderá provocar alterações sérias da ordem pública, com consequências imprevisíveis, que podem ser graves. Os Deputados que agora viabilizarem estes projetos serão então responsabilizados;
  3. De resto, mesmo que as leis não sejam aprovadas, a TTP fará um registo dos Deputados anti-taurinos, de modo a divulgá-lo em futuras eleições, apelando a que nenhum português que saiba o que é a democracia cultual vote neles.
  4. A TTP tomou conhecimento do trabalho que têm feito as Senhoras e Senhores Deputados que têm vindo a trabalhar a favor do chumbo dos projetos e disponibilizou-se para os ajudar, em nome do direito à identidade, à democracia cultural, à liberdade, e contra as ameaças do populismo animalista, ao seu modo de atuar autoritário e aos seus objetivos contrários ao humanismo e aos direitos humanos.
  5. A TTP trocou ainda impressões com os diferentes Partidos sobre outros dois assuntos: (i) a forma como os animalistas têm sequestrado o Estado, nomeadamente as entidades que têm por responsabilidade a proteção dos cidadãos e das crianças, através de sucessivas denúncias visando afastar, de forma discriminatória e sem base legal nem científica, as crianças da Festa de Toiros; (ii) os comportamentos de alguns autarcas que ofendem, nas palavras e nos atos, não apenas os aficionados, mas também os seus colegas de terras taurinas, ao mesmo tempo que revelam os perigos da “municipalização” da regulação da Festa de toiros pretendida pelo governo.

 

A estas questões o PCP respondeu que, como de costume, é a favor do bem-estar animal e da preservação de uma cultura secular e identitária no país, pelo que votará contra os projetos de lei. Não tendo posição definida sobre a questão das crianças nem da municipalização, a Senhora Deputada agradeceu as informações que lhe foram dadas numa conversa agradável e séria. A TTP afirmou a tauromaquia como a primeira defensora do bem-estar animal e convidou a Deputada Ãngela Moreira para, quando quiser, visitar uma ganadaria.

 

O Deputado do PS, Pedro do Carmo, informou parecer-lhe que a situação nunca esteve tão complicada como está agora. Posteriormente, a Senhora Deputada Maria da Luz Rosinha, manifestou a mesma preocupação. O PS, por norma, dá liberdade de voto aos seus Deputados, embora a Direção do Grupo Parlamentar dê uma indicação de voto, no sentido de chumbar as propostas anti-taurinas. A TTP procurou contactar o líder do Grupo Parlamentar do PS, o que ainda não conseguiu. Ambos os Deputados temem que, em relação a anos anteriores, mais deputados do PS votem do lado anti-taurino, enquanto o comportamento do PSD, com nova direção e dois deputados anti-taurinos na Direção do Grupo Parlamentar, é imprevisível.

 

Os Deputados do PS referiram ainda o contraste entre o modo profissional e com muitos meios através dos quais os anti-taurinos fazem o seu lóby, incluindo com ofertas de Natal aos Deputados, o que, juntamente com a criação de um ambiente cultural manipulado e demagógico, vão levando muitos políticos a temer a ação animalista. Há que perguntar onde foram buscar o dinheiro para as prendas e se esse dinheiro não podia ter sido utilizado para proteger pessoas e animais.

 

A TTP instou o PS a apelar aos seus autarcas de municípios taurinos para repudiarem as declarações do autarca da Póvoa de Varzim.

 

Os Deputados do PSD Joel Sá e Nuno Serra confirmaram que, na sua opinião, a tauromaquia nunca esteve tão em risco como agora. Não se sabe a posição do Presidente do Partido e basta não haver disciplina de voto para poder haver uma proibição. O PAN fez uma jogada de risco, apostando tudo ou nada (não apenas a proibição do financiamento, ou da participação das crianças, ou das transmissões televisivas, mas propondo a abolição das corridas) num momento em que pode encontrar alguma vulnerabilidade no PSD. A Decisão da ERC que elaborou um parecer, pode ter morto uma das propostas, mas a do PAN é neste momento a mais perigosa. A TTP foi recebida com grande simpatia por Fernando Negrão, líder Parlamentar do PSD, que também se mostrou preocupado e disponível para encontrar soluções que evitem más decisões. Informou que conversará com o Presidente Rui Rio no sentido de que o PSD, como de costume, imponha disciplina de voto.

 

Quanto às declarações do Presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, os Deputados do PSD disserem que o problema não se resolve no Parlamento. É preciso ir à Póvoa de Varzim falar com o Presidente da Câmara e com os aficionados do Norte. E pressionar os Deputados do Distrito.

 

Pelo CDS/PP a Senhora Deputada Patrícia Fonseca informou que só o Deputado João Rebelo, objetor de consciência anti-taurino, poderá não seguir a disciplina de voto. Manifestou a sua convicção de que a influência dos animalistas se deve a que as pessoas estão preocupadas com os cães e os gatos, por causa do envelhecimento e da companhia que lhes fazem, o que favorece a propaganda animalista. Vai falar com o PSD e com o PS. A ATTP sugeriu que seria bom se na Assembleia da República os Deputados formassem um clube taurino, com membros de todos os Partidos. Foi ainda sugerida a necessidade de envolver mais o deputado João Almeida, muito aficionado e conhecedor do mundo dos toiros. A ATTP sugeriu ainda que a líder do CDS/PP estaria em muito boas condições para colocar o assunto das crianças na agenda, de modo a promover um debate sério e cientificamente informado sobre o tema. Quanto à questão autárquica, a Deputada Patrícia Fonseca informou que o CDS/PP é liminarmente contrário.

 

Em suma, e quanto ao assunto que mais interessa, o resultado da votação vai depender do PSD e do PS, já que o BE, o PCP e o CDS/PP têm os votos decididos, o primeiro a favor dos projetos que configuram um absurdo, injusto e anti-democrático ataque à festa de toiros, enquanto os outros dois irão votar contra, respeitando os cidadãos e a democracia cultural, atitude que se enaltece. Num momento de grande delicadeza e incerteza, a TTP-Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal apoia e deposita as melhores esperanças nos esforços que estão a fazer os Deputados do PS e do PSD que lutam pelo chumbo das propostas que vão ser votadas, e apela a todos os aficionados que o façam também. E convida-os a dirigir-se à Assembleia da República no dia 6 de julho, onde estão reservados lugares para poderem assistir à votação, conforme informação divulgada na página de Facebook através da Tertúlia Festa Brava.

 

Alagoa, Portalegre

01 de julho de 2018

 

O Presidente da Direção

Luís Capucha

AS FOTOS DA 8ª CORRIDA ADEGA DE PEGÕES - MONTIJO 30/06/18

01.07.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

ANTÓNIO TELLES

LUÍS ROUXINOL

MANUEL RIBEIRO TELLES BASTOS

LUÍS ROUXINOL JR

FORCADOS DE SANTARÉM

FORCADOS DO MONTIJO

 

MONTIJO - ROUXINOL JR VENCE PRÉMIO Á MELHOR LIDE NA 8ª CORRIDA ADEGA DE PEGÕES. GRANDE CURRO DE CHARRUA

01.07.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “Amadeu Augustos dos Santos” – Montijo – 30/06/18 – Corrida de Toiros

Director: Lourenço Lúzio – Veterinário: Feliciano Reis – Lotação: ¾ fortes

Cavaleiros: António Telles, Luís Rouxinol, Manuel Ribeiro Telles Bastos, Luís Rouxinol Jr

Forcados: Amadores de Santarém e Amadores do Montijo

Ganadaria: António Charrua

IMG_8924.JPGROUXINOL JR VENCE PRÉMIO Á MELHOR LIDE NA 8ª CORRIDA ADEGA DE PEGÕES. GRANDE CURRO DE CHARRUA

A 8ª corrida da Adega de Pegões, que comemora 60 anos de existência, integrada nas Festas de S. Pedro no Montijo, homenageou o seu presidente e teve em Luís Rouxinol Jr o vencedor do prémio à melhor lide enquanto Ruben Giovetti, dos Amadores de Santarém, foi o autor da melhor pega da noite e vencedor do respectivo troféu, escolhas que mereceram o aplauso do público que preencheu em mais de ¾ a lotação do tauródromo.

 

O curro de toiros de António Charrua, muito no tipo da ganadaria alentejana, teve bastante qualidade, destacando-se o bravo primeiro, com boa nota o segundo e cumprindo com nobreza e suavidade os restantes, justificando a chamada do maioral após a lide do quinto da ordem.

 

Abriu praça António Ribeiro Telles, autor de uma lide muito interessante pela abordagem da brega e remate das sortes, pela forma como se impôs desde os compridos, um deles de muito boa execução e por ter dado primazia na investida ao toiro em algumas sortes, aguentado ao máximo a investida e cravando de alto a baixo e como mandam as regras. Foi uma actuação de muito interesse.

 

Luís Rouxinol não deixa créditos por mãos alheias e esteve muito bem nas preparações e nos remates onde houve bons momentos como, aliás, haveria na cravagem da ferragem rematada com um bom par de bandarilhas, entre fortes aplausos. Uma boa actuação de Rouxinol.

 

Em terceiro lugar actuou Manuel Ribeiro Telles. Uma actução bem dentro do seu estilo clássico. Bem na brega, teve bons ferros curtos, levantando bem o braço e cravando como se exige e que foram bem apontados. Outra lide em muito bom nível, aproveitando bem a nobreza do toiro.

 

Luís Rouxinol Jr saiu disposto a arriscar e, como diz o ditado «quem não arrisca não petisca», o que é certo é que Rouxinol Jr petiscou o prémio de melhor lide. Envolveu-se na brega e nos remates das sortes, bem executadas e também, com alguma euforia popular nas bancadas, rematou com um bom par de bandarilhas.

 

As lides a duo que encerraram a corrida, Teles no quinto da ordem e Rouxinóis no último, tiveram algum interesse, foram ritmadas e entretidas.

 

Dois Grupos de Forcados pegaram os seis toiros e se houve muitas tentativas a culpa foi dos forcados que nem sempre entenderam o que fazer frente aos toiros. Por Santarém esteve bem na 2ª tentativa em que fez tudo bem feito; Hugo Santa numa rija pega à primeira e Ruben Giovetti na melhor pega da noite à primeira. Pelos Amadores do Montijo Ricardo Parracho falhou 3 tentativas sendo emendado por João Paulo Damásio á primeira, seguido por José Pedro Suiças à 1 e Élio Lopes só à 4ª e a sesgo conseguiu consumar.

 

Direcção de Lourenço Luzio (poderia e deveria ter autorizado a volta do ganadeiro após as lides de 1º e 2º da corrida) assessorado pelo veterinário Feliciano Reis.

 

Texto e foto: António Lúcio

JOSÉ MARIA MANZANARES DE REGRESSO AO CAMPO PEQUENO

01.07.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

_ARJ6352.JPGDepois do êxito registado na sua estreia no Campo Pequeno, a 13 de Julho de 2017, José Maria Manzanares volta na próxima quinta-feira à Monumental de Lisboa, onde ainda se respira o perfume das suas faenas de há um ano.

 

José Maria Manzanares, nascido a 3 de Janeiro de 1982, na cidade espanhola de Alicante, adoptou o mesmo nome artístico de seu pai, o grande José Maria Manzanares, prematuramente falecido em 2014 e um dos maiores nomes da história do toureio.

 

Manzanares (filho) ainda iniciou os estudos em Veterinária, mas cedo se apercebeu que o seu caminho era ou toureio. Com 19 anos, apresentou-se como Bezerrista em Campotéjar. Debuta com picadores em Nîmes a 22 de Fevereiro de 2002 e toma a alternativa de Matador de Toiros em Alicante, a 24 de Junho de 2003, apadrinhado por Enrique Ponce, com o testemunho de Francisco Rivera Ordoñez e toiros de Daniel Ruiz. Foi uma tarde apoteótica e emocionante, saldada pelo corte de três orelhas, um rabo e a consequente saída em ombros pela porta grande.

 

De então para cá foi construindo uma carreira de tal forma consistente que faz dele uma das principais figuras da actualidade, a sua arte deslumbrou os aficionados que assistiram à sua actuação no Campo Pequeno.

 

_ARJ6500.JPGJosé Maria Manzanares actuará esta quinta-feira no Campo Pequeno alternando com outra grande figura da actualidade, o seu compatriota José António Morante de la Puebla, outro toureiro que encantou os aficionados portugueses, na lide de quatro toiros de Paulo Caetano.

 

A lide a cavalo está a cargo de João Ribeiro Telles, com dois toiros da divisa da casa, que serão pegados pelo Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca, capitaneados por Pedro Coelho dos Reis.

 

Fotografias:  Gabinete de Comunicação de José Maria Manzanares

JOÃO RIBEIRO TELLES NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA, NO CAMPO PEQUENO

01.07.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra


20180405 CPQCORRIDAFH0251.jpg

 É já na próxima quinta-feira que João Ribeiro Telles actua pela segunda vez nesta temporada no Campo Pequeno, agora incluído num cartel com dois dos maiores matadores de toiros da actualidade: José Maria Manzanares e Morante de La Puebla. Pega o Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca, capitaneado por Pedro Coelho dos Reis. Lidam-se seis toiros sendo dois para cavalo da ganadaria Ribeiro Telles e quatro para a lide a pé de Paulo Caetano.

 

João Ribeiro Telles nasceu a 23 de Junho de 1989, em Lisboa, no seio de uma dinastia de toureiros, cedo se dedicando à arte de Marialva, seguindo o exemplo de seu Trisavô, Avô, Pai e Tios.

 

No dia 14 de Fevereiro de 1999, num festival em Coruche, toureia pela primeira vez em público, com 9 anos de idade! Após sete temporadas como Amador, pisando algumas das mais importantes praças de toiros e ombreando com muitas figuras do mundo taurino, a Prova de Praticante chega a 30 de Outubro de 2005, em Vila Franca de Xira.

 

4 de Setembro do ano de 2008. Praça de Toiros do Campo Pequeno. Cheia. Entusiasticamente disposta a assistir ao momento histórico. O avô David Ribeiro Telles abre as cortesias, envergando um traje campero. O Campo Pequeno vibrou de um modo especial.

 

João Ribeiro Telles, cumprindo a tradição familiar, vestiu a casaca que fora usada por todos os Cavaleiros da Casa Ribeiro Telles no dia das suas alternativas. O momento solene em que o pai, João Ribeiro Telles entrega o 1º ferro comprido e, emocionado, concede a seu filho a tão sonhada Alternativa, é gravado para sempre nos milhares que assistiram na Praça e através da transmissão televisiva. Aqui, começou a carreira profissional do João Ribeiro Telles, em tom de êxito crescente que se confirma e cresce a cada corrida.