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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Movimento a favor da Festa dos Toiros na Póvoa de Varzim - Nota à Comunicação Social

13.06.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

         Movimento a favor da Festa dos Toiros na Póvoa de Varzim - Nota à Comunicação Social

 

O Movimento a favor da Festa dos Toiros na Póvoa de Varzim, nasceu e é composto por pessoas, aficionados e amigos, da tauromaquia, Poveiros e não só, Mulheres e Homens, de diferentes e diversos matizes partidários, religiosos, culturais e sociais.

 

Envolve-os, une-os, o gosto, respeito e paixão pela Festa dos Toiros. Pela Tradição, Cultura, Arte e Estética, que fazem parte da história nos usos e costumes poveiros e do Norte de Portugal.

 

Imagem nacional e internacional de marca incontornável, as corridas de toiros na Póvoa de Varzim, por via das transmissões pela televisão, e pelas reportagens que a Comunicação Social divulga, é também um dos seguros elos de ligação às comunidades poveiras que por esse mundo existem. Ver e rever as touradas é um ‘matar saudades’, um relembrar dos seus usos e costumes.

 

As corridas de toiros no Norte, ou a Norte do Rio Douro, têm sido no calendário da temporada tauromáquica nacional,um ex-libris de valor turístico impagável. - Uma imagem vale mais que mil palavras!

 

Foi assim ao longo de cerca de 70 anos, tantos os que no próximo completa e comemora a Praça de Touros da Póvoa de Varzim. Uma tradição que remonta desde do inicio dos anos 1900.

 

Assim, não foi sem espanto e surpresa, que a comunidade poveira, e nortenha, para não dizer nacional, de onde este Movimento nasceu e vive, tomou conhecimento público, de que a Câmara Municipal tem os seus imediatos planos, remodelar a Praça de Touros, aproveitando para acabar de vez com este cartaz turístico sazonal de Tradição e Cultura.

 

Um anúncio, e possível concretização, que não fez parte de promessa eleitoral, e não mereceu qualquer discussão pública, até agora.

 

As declarações públicas de “continuidade das corridas de touros, independente  das obras ali necessárias”, feitas no inicio de Novembro de 2017, mais adensam a perplexidade do anúncio agora produzido.

 

Não existindo da parte dos aficionados poveiros, ou não, qualquer animosidade contra os que não gostam da Festa dos Toiros, afastado está assim um conflito, que alguns, maldosamente, querem provocar.

 

A ir por diante o anúncio agora motivo de apreensão, extemporâneo e impensável, será, quanto muito, uma acto de censura e desrespeito por Direitos Constitucionais, em confronto de gostos.

 

O Movimento a favor da Festa dos Toiros na Póvoa de Varzim, constituído por gente livre, vai, com serenidade, mas com firmeza, aguardar o evoluir da concretização do anúncio de uma Tradição, certos que as fortes raízes nos usos e costumes da Póvoa de Varzim será com cuidado considerado.

 

Póvoa de Varzim, 13 de Junho de 2018

31 ANOS É MUITO TEMPO… MUITOS DIAS, MUITAS HORAS

13.06.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

31 ANOS É MUITO TEMPO… MUITOS DIAS, MUITAS HORAS

europa fm 2.jpgCumprem-se nesta data 31 anos sobre a minha estreia na Rádio e consequente percurso na crítica tauromáquica até aos dias de hoje, passando por jornais (Nova Verdade, Correio da Manhã, Olé), revistas (Ruedo Ibérico, Contra Barreira), televisão (RTP, Sol e Toiros TV), internet nos precursores Tauromaquia Portuguesa on-line e Toiros&Cavalos e um conjunto bastante alargado de participações/colaborações em programas de diversas rádios às quais estavam ligados colega como o Eduardo Leonardo (grande mestre, infelizmente já desaparecido), Marcelo Mendes (RCA), Paulo Beja (Ribatejo, Marinhais e Popular FM), Catarina Bexiga (Voz de Alenquer), Joaquim Mesquita (Voz do Sorraia), uma episódica participação do sombra Sol da Voz de Lisboa da Renascença com Maurício vale e outra no Sol e Toiros da Antena Um com Virgílio Palma Fialho.

 

Acho que é um curriculum do qual me posso orgulhar, ainda para mais por ter conseguido um importante desiderato: o respeito dos profissionais da festa em todas as vertentes, granjeando muita amizades. Aprendi muito com os mais velhos porque nunca tive a veleidade de pensar que sabia tudo e menos ainda de não estar atento ao que diziam e faziam, em silêncio, até ao dia em que ousava perguntar o porquê de algumas coisas.

 

Fui aprendendo da tradição oral junto de gente ligada às diversas vertentes da Festa. Fui escutando comentários,

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ouvindo programas como o Sol e Toiros e o Clarin da RNE, vendo programas de televisão, assistindo a corridas por todo o País, Espanha e França. Vi actuações das maiores figuras de finais dos anos 70, e das décadas que se seguiram, até aos dias de hoje. Li jornais e revistas, portugueses e espanhóis, onde a temática taurina era abordada por pessoas que sabiam do que escreviam e que pouco se importavam se as suas apreciações das corridas incomodavam alguém. Mas havia nível na escrita, quer em termos técnicos que em português. Algo que hoje, infelizmente, e salvo raras excepções, não se verifica.

 

O que evoluímos na rapidez de acesso às ditas “fontes de informação” e à notícia na hora, regredimos nos outros aspectos: escreve-se mal e com poucos conhecimentos técnicos de toureio e do comportamento do toiro. Hoje vale quase tudo para dar nas vistas e permitem-se comentários nas redes sociais que demonstram o baixo nível a que isto chegou!

 

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 Não adianta querer estar na frente da corrida, liderar o pelotão, se, depois, não há estaleca para manter uma posição equidistante em relação a todos os intervenientes na festa; se não há capacidade para separar o trigo do joio; se as amizades e os negócios de impõem ao relato da verdade do que se passou na arena. Não apenas no que se escreve mas também no que são os registos fotográficos. Eu escrevo o que quero, o que me dá na real gana e coloco as fotos que eu escolho como mais aptas a retratar o que escrevi.

 

Nestes 31 anos nunca houve um patrocínio de um toureiro, de uma empresa taurina, o que fosse ao Barreira de Sombra. Esse é o preço da independência, da isenção. E sim, é verdade, sou um amador, um amante da festa brava que sobre ela escreve e fotografa. Não, não quero ser um profissional como muitos dos que por aí andam.

 

E volto a referir que o preço da independência e da isenção é elevado mas é o único que aceito!

 

António Lúcio

13/06/2018