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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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PROTOIRO - TENTAR PROIBIR TOURADA É FOLCLORE MEDIÁTICO

16.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Prótoiro desvaloriza nova investida do PAN e considera-a
mais uma ação desesperada de um partido em luta pela sobrevivência

A Prótoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia desvaloriza a mais recente e já esperada iniciativa do PAN para tentar proibir a Tourada em Portugal. Trata-se de uma rotina demagógica, fundamentada em mentiras, que ataca a Constituição da República Portuguesa. Representa uma nova iniciativa antidemocrática de um partido desesperado e cada vez mais extremado na luta pela sobrevivência.

A identidade de um povo, ao contrário do que defende o PAN, manifesta-se pelo respeito da diversidade cultural e não pela imposição de uma ideologia única. Aliás, a vontade agora manifestada nesta posição radical vai contra o que defende a Constituição da República Portuguesa. Refere o nº2, do art. 43º: “O Estado não pode programar a Educação e a Cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”. O nº 1 do artigo 73º: “Todos têm direito à Edução e à Cultura”.

Como é recorrente na comunicação deste partido, a argumentação é falsa. Se não vejamos:

  1. Não é a primeira vez que a Assembleia da República debate a proibição de touradas em Portugal. Já em 2011 o assunto foi discutido, tendo sido amplamente rejeitado por cerca de 80 por cento dos deputados.
  1. Em 2017 realizaram-se 205 espetáculos tauromáquicos em 80 municípios e não 181 em 44 conforme refere o PAN.
  2. Estes espetáculos realizaram-se em 15 distritos de norte a sul do país, além da Região Autónoma dos Açores.
  3. No ano passado registou-se um aumento de 1,8 % do número de espectadores em touradas para um total de 435 660.
  4. Não contabilizados estão os mais de 1000 eventos de tauromaquia popular que se realizam por todo o País, como a Vaca das Cordas (Ponte de Lima), a Capeia Arraiana (Sabugal), as largadas de toiros (Ribatejo) e as Touradas à Corda (Açores).
  5. As estimativas da Prótoiro apontam para três milhões de pessoas envolvidas em eventos tauromáquicos em todo País ao longo de 2017.

A Prótoiro compreende o folclore agora proposto por um partido que apenas tenta aumentar desesperadamente a sua visibilidade. Não representa mais de 75 mil pessoas em todo o País e procura com estas investidas lutar pela sobrevivência. Quer inverter a queda nas sondagens e evitar o desaparecimento do único deputado com assento parlamentar.

Esta iniciativa terá o mesmo destino das duas propostas anteriores do PAN, que visaram proibições na atividade tauromáquica. Foram chumbadas por mais de 80 por cento dos deputados que deram uma demonstração clara da defesa dos valores da democracia e da liberdade cultural.

ANA RITA – O REGRESSO ÀS ARENAS PORTUGUESAS É EM AZAMBUJA

16.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

O regresso às arenas portuguesas da cavaleira Ana Rita é um dos grandes aliciantes da tradicional corrida de toiros que se realiza em Azambuja por ocasião da sua centenária Feira de Maio.

 

Integrada num cartel de acérrima competição, Ana Rita terá o seu reencontro marcado com a afición portuguesa no próximo dia 27 de Maio numa arena de enorme significado para si, assim como junto dos seus seguidores que desejavam este momento à muito tempo.

 

Após anos de ausência, Ana Rita regressa a Portugal depois de temporadas em que marcou pontos além fronteiras, entre as quais a última onde cumpriu 29 contratos, tendo em 26 saído pela porta grande, onde se destaca a tarde de Yecla em que lidou toiros da mítica ganadaria de Victorino Martin em que cortou três orelhas, numa tarde em que se converteu como a primeira artista a lidar toiros dessa ganadaria.

 

Já na presente temporada, Ana Rita manteve o seu registo de triunfos tendo alcançado a primeira porta grande na arena francesa de Arzacq após o corte de duas orelhas.

 

Para além de Ana Rita, completam o cartel os cavaleiros Marcos Bastinhas e Jacobo Botero, estando as pegas a cargo dos amadores do Ribatejo e Azambuja, numa tarde em que se lidam seis bonitos toiros da ganadaria de Silva Herculano.

 

CAMPO PEQUENO - CONVERSANDO COM ANTÓNIO RIBEIRO TELLES

16.05.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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 Mais uma vez presente na corrida com que se comemora o aniversário da reinauguração do Campo Pequeno, colocámos três questões a António Ribeiro Telles, o mais antigo dos cavaleiros em praça, na corrida desta quinta-feira.

No cartel figuram os cavaleiros António Ribeiro Telles, Pablo Hermoso de Mendoza (rejoneador espanhol) e João Moura Caetano, bem como os grupos de forcados amadores de Lisboa e de Coruche, respectivamente capitaneados por Pedro Maria Gomes e José Tomás. Lida-se um curro da divisa Ribeiro Telles.

  1. Qual o seu estado de espírito num momento em que vem ao Campo Pequeno depois do grande triunfo de domingo passado em Salvaterra?

 

(António Ribeiro Telles/ART): - Naturalmente que esse triunfo, bem como o que já levo da temporada me dão muita tranquilidade para encarar a corrida da próxima quinta-feira n Campo Pequeno. As coisas têm corrido bem e oxalá eu repita aí o êxito de Salvaterra. Vamos a ver se sou capaz.

 

  1. Como encara a competição com Pablo Hermoso e João Moura Caetano?

ART – De uma forma muito saudável. Sou amigo de ambos, mas lá por sermos bons amigos, dentro da arena as coisas são diferentes. Estamos aí para competir e, como costumo dizer, cada um para “puxar a brasa à sua sardinha”. É como se fosse com qualquer outro colega... Agora este cartel acho-o perfeitamente rematado, um cartel com muito interesse.

 

  1. Que espera do curro de toiros, por sinal da divisa Ribeiro Telles?

ART - A corrida está bonita, muito bem rematada. Bem apresentada e com a dignidade mais que suficiente para ser lidada no Campo Pequeno. Espero que saiam bem e que proporcionem um bom espectáculo.

 

A corrida tem início às 21h45.