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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

CAMPO PEQUENO DISTINGUIDO EM BAEZA

24.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Comissão Organizadora do ciclo de conferências “Baeza Renacimiento y Toros”, da cidade espanhola de Baeza (Jaen), distinguiu o Campo Pequeno “pelo trabalho extraordinário que vem desenvolvendo em prol da festa de toiros”.

A distinção será entregue ao Director de Actividades Tauromáquicas do Campo Pequeno, Rui Bento, no dia 3 de Maio.

Juntamente com o Campo Pequeno foram distinguidas as empresas de Las Ventas (Madrid), Olivenza (Espanha), Casa de Toreros (México) e Istres (França).

O Ciclo de conferências “Baeza Renacimiento y Toros” integra-se num plano de comemorações mais vasto que tem por objectivo divulgar a ligação desta cidade andaluza ao movimento renascentista, o qual inclui uma corrida de toiros a realizar a 5 de Maio, com  a participação do rejoneador Leonardo Hernández e dos matadores de toiros José Mari Manzanres, Alejandro Talavante e Cayetano Rivera Ordoñez.

OS CABOS DOS 3 GRUPOS DA NOVILHADA DO CAMPO PEQUENO FALARAM DO EVENTO E DA TEMPORADA

24.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Cabos dos grupos de forcados Amadores da Moita., Tertúlia Tauromáquica do Montijo e Arruda dos Vinhos antecipam a respectiva participação na novilhada de sábado, no Campo Pequeno

 

Que significa para o Grupo a inclusão no cartel da novilhada de Abono no Campo Pequeno?

- Pedro Raposo /Amadores da Moita (PR) - É com um sabor muito especial e com o enorme sentido de responsabilidade que o Grupo Forcados Amadores da Moita, vê a sua inclusão no cartel da Novilhada do Campo Pequeno, visto que já há alguns anos o grupo não pegava em Lisboa.

- Márcio Chapa /Amadores da Tertúlia Tauromáquica do Montijo (MC)- Para o nosso grupo tem um significado muito especial. É um sonho realizado estar no cartel da novilhada de Abono do Campo Pequeno, porque há mais de 30 anos que o nosso grupo não pegava na praça de toiros mais importante do nosso país que é o Campo Pequeno! Por isso aqui fica a nossa gratidão por estarmos presentes no Abono do Campo Pequeno 2018!

- Rodolfo Costa /Amadores de Arruda dos Vinhos (RC) – É uma grande responsabilidade pegar no Campo Pequeno, mas, ao mesmo tempo, um prazer enorme em representar a nossa terra e dignificar a tradição de pegar toiros, no ano em que comemoramos 10 anos de existência.

 

  • Quais os objectivos do grupo para esta temporada?

PR -  0s objectivos para a temporada são de nos apresentar sempre em bom nível, dignificando assim o nome do Grupo Forcados Amadores da Moita e a figura do forcado.

MC - Os nossos objectivos para esta temporada são sempre grandes: Tentar estar presentes no maior número de corridas que nos for possível; honrar sempre a nossa jaqueta e o bom nome da nossa terra! Mas o nosso grande objectivo para este ano era voltar estarmos presentes numa corrida de toiros no Campo Pequeno!

RC - Queremos fazer uma boa temporada, chegar aos 10 espectáculos e fazer boas pegas.  

 

  • Como define o momento actual do Grupo?

PR - O actual momento do Grupo Forcados Amadores da Moita é bastante interessante. É um grupo com bastantes jovens o que vem reforçar a sua coesão e a sua continuidade num futuro.

MC - No actual momento, defino o grupo com muita qualidade, jovem e com muito vontade de vencer. Uma família muito unida!

RC - -Temos um misto de juventude e de alguns veteranos que dão garantias para uma temporada em que não tememos os desafios e onde nos comprometemos a honrar e dignificar as jaquetas que envergamos.

PRÉMIOS DE SEVILLA FEIRA DE ABRIL 2018 – EL JULI MÁXIMO TRIUNFADOR

24.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Vários são os prémios que se atribuem no final da cada Feira de Abril em Sevilha. Estes são os mais representativos:

 

XXXIX Trofeo Equipo Médico de la Maestranza "Dres. Vila"

Quite mais artístico para Andrés Roca Rey, 19de abril, nos segundo e sexto toiros de Jandilla

Quite ao perigo para José Maria Manzanares e Sebastián Castella pelo quite a Valentin Lujan da quadrilha de Alejandro Talavante no sexto toiro de Nuñez del Cuvillo lidado a 17 de abril.

 

Prémio Taurino do Colégio Oficial de Veterinários de Sevilla

“Orgullito”, de Garcigrande, negro listão, de 528 kg. de peso e marcado com o número 35, 5º da tarde, lidado e indultado por El Juli.

 

XXIX edición del trofeo "Mejor lección torera"

Pepe Moral, dia 22 de abril, na corrida de Miura

 

Troféus da Real Maestranza de Caballeria de Sevilla

Triunfador da Feira: El Juli.

Melhor faena: El Juli.

Melhor estocada: José María Manzanares.

Melhor rejoneador: Andrés Romero.

Melhor toureio de capote: Manuel Escribano.

Melhor banderilheiro de capote: José Chacón.

Melhor par de bandarilhas: Curro Javier.

Melhor picador: Paco de María.

Melhor Ganadaria: Garcigrande

Melhor Touro: Orgullito, da ganadaria Garcigrande.

NOVILHADA DE 28 ABRIL NO CAMPO PEQUENO - CÂMARA MUNICIPAL DE ARRUDA DISPONIBILIZA AUTOCARRO

24.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, através dos seus Serviços Culturais, disponibiliza um autocarro para aqueles que queiram ir á novilhada de 28 de Abril no Campo Pequeno apoiar o Grupo de Forcados Amadores de Arruda dos Vinhos que comemoram 10 anos de existência que pega esta novilhada ao lado dos Amadores da Moita e da Tertúlia Tauromáquica do Montijo. Os bilhetes para a novilhada custam 10 euros e o transporte é gratuito saindo ás 19h do Terminal Rodoviário de Arruda.

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NUNO CASQUINHA – UM GUERREIRO PORTUGUÊS NO PERÚ (3/3)

24.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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 BS – Hoje, através das redes sociais e da comunicação toda a gente vai tendo acesso ás noticias do que vais fazendo lá no Perú e são essas fontes de notícias que também nos enchem de agrado por saber que há toureiros portugueses que triunfam lá fora e cresce a expectativa de os ver fazer cá algo. Acho que as pessoas no ano passado já olharam para ti de uma forma diferente. O Perú continua a ser uma aventura enorme…

 

NC – São muitos os inconvenientes e as dificuldades que temos de superar á parte do toiro que é o que aqui temos. Por exemplo, eu creio que o maior, á parte de viver sozinho, são centenas de horas por ano de solidão e de manter a mente forte e são vários anos a passar lá o Natal, o Ano Novo, os meus anos. Á parte disso, penso que o mais duro é sem dúvida as viagens. Cheguei a fazer viagens de 15 horas, de 18 horas e muitas vezes ter de tourear os meus 2 toiros e sair para chegar no dia seguinte quase á hora da corrida, tirando o traje pelo caminho e tudo. Ou seja, isso alegra porque é de toureiro, foi o que sempre quis, tourear tanto ter tanto reconhecimento, mas é duro! Curiosamente dou-me conta dessas dificuldades quando estou cá, na minha zona de conforto. Digo, realmente passo coisas que não sei como é que as aguento, mas é a paixão enorme que tenho pelo toureio e a ambição que graças a Deus tenho. Continuo a sonhar com as praças grandes. Isso é o que me faz em qualquer sítio, em qualquer toiro, não utilizo o Perú só para ir toureando mas para me superar, independentemente que isso me traga mais ou menos orelhas, mas isso tem-me feito superar, cada vez mais, e realmente chego aqui e já me é mais fácil, porque é tudo mais cómodo.

 

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 BS-Já reparei que tu, por todos os lados por onde tens passado, fazes amizades com relativa facilidade, e tens lá no Perú muita gente pendente de ti, que te apoiam, que te convidam para tentadeiros, para suas casas. É um reconhecimento e uma ajuda boa para passares esses momentos mais difíceis de saberes que estás a 14/15 horas de casa…

 

NC- Sem dúvida que essas amizades e o apoio que tenho tido lá da parte dos aficionados, dos ganadeiros e da imprensa também, tem-me ajudado imenso. Tenho-me sentido acarinhado e sito que em nenhum outro país me sentiria com essa moral. E tenho imensas pessoas que fazem às vezes horas e horas de autocarro, como eu, para me irem ver tourear. Todo esse apoio tem sido importantíssimo e faz-me sentir como estando em casa.  Nunca me canso de agradecer ao Perú pelo que me deu e dá tanto pessoalmente como profissionalmente.

 

BS – Como é que vês o panorama taurino nacional, estando de fora? Achas que há capacidade por parte dos empresários para perceberem que há algumas coisas a mudar e tem de mudar com o toureio a pé e se calhar outro tipo de espectáculos com mais ritmo e mais interesse? O toureio a pé traz muito interesse com as corridas mistas, talvez seja o caminho para que vocês possam ter um futuro assegurado aqui em Portugal?

 

NC – Penso que tem de haver uma ligeira modificação que já se viu no ano passado. Creio que a partir da corrida do Juli que toureou no Campo Pequeno com o Ventura já as pessoas começaram a olhar para o toureio a pé de outra forma. Têm vindo várias figuras de Espanha e creio que as pessoas também estão um pouco fartas de ver sempre o mesmo. Sempre o mesmo tipo de espectáculo e aqui há lugar para todos, não se tira o lugar a ninguém. E havendo mais diversidade há mais público e os toureiros estariam mais toureados e o público acostumava-se mais ao que é o toureio a pé. É óbvio que não entende muito em alguns sítios ainda porque não o vivem, e também outra coisa que ia ajudar os jovens que agora estão de novilheiros, ou a começar de bezerristas, que sabem que é um salto enorme das escolas para quando vão para Espanha, debutar com picadores e entrar nas feiras de novilhadas. É um mundo á parte. E quando levam uma boa preparação daqui… Se aqui não podem, que é a sua Pátria, que é onde mais deviam ser acarinhados e ter mais oportunidades, se estão á espera de um país onde sempre serão tratados como estrangeiros… Se cá não temos essas oportunidades, devia-se facilitar mais os jovens que querem ser toureiros, mais oportunidades e outros mais veriam que aqui se pode tourear, que valia a pena. Alguns não se decidem porque pensam “que futuro vou eu ter aqui?”

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BS – Tourear sempre lá fora, é duro e complicado, não é para todos?

 

NC – Tem de se ter paixão e ambição. É algo que eu prefiro sempre que as pessoas falem de mim, que não seja eu a falar de mim, mas agora, se calhar, estou a colher um bocadinho os frutos de tantos anos, não só desde que fui para o Perú mas também de novilheiro e agora já vai existindo algum reconhecimento.

 

BS – Obrigado matador por teres partilhado estes momentos, estas experiências com os nossos leitores. Sorte para a temporada.

Entrevista e fotos: António Lúcio