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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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MAIS DE SESSENTA JOVENS DISPUTARAM AS ELIMINATÓRIAS DO CONCURSO DE TOUREIO DE SALÃO “VEM TOUREAR”

23.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Mais de seis dezenas e jovens participaram, no fim-de-semana de 21 e 22 de Abril, nas eliminatórias do Concurso de Toureio de Salão “Vem Tourear”, realizadas respectivamente no Montijo e na Chamusca.

 

Os candidatos foram agrupados em dois escalões etários (6-13 anos e maiores de 13 anos) e puderam exibir-se nos três tércios da lide.

 

Além de concorrentes em nome individual, participaram no certame representantes das Academias e Escolas de Toureio do Campo Pequeno, Montijo, Moita, Vila Franca de Xira (Escola José Falcão), Azambuja, Santarém, Samora Correia, Clube Taurino do Concelho da Chamusca e Clube Taurino de Alter do Chão.

 

A final do concurso realiza-se no próximo sábado, no Campo Pequeno, às 16 horas e será disputada entre 36 apurados.

 

São os seguintes os apurados da Academia de Toureio do Campo Pequeno:

João Silva, Martim Silveira

Eduardo Frazão

Vicente Sanchez

Rui Cardoso

João Pinto

Rodrigo Caldeira

Alexandre Pimenta

 

O concurso “Vem Tourear” é uma organização conjunta da Escola Taurina do Montijo, Academia de Toureio do Campo Pequeno e Clube Taurino do Concelho da Chamusca.

 

Apurados na eliminatória do Montijo (escalão maiores de 13 anos).jpg

Rui Cardoso, (Academia do Campo Pequeno)na prova de toureio d e muleta.jpg

 

Apurados na elimintoria do Montijo (escalão 6-13 anos).jpg

 

Fotos de Frederico Henriques

I FEIRA DAS TERTÚLIAS TAUROMÁQUICAS DO CONCELHO DE VILA FRANCA DE XIRA

23.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

FestTert_lias2018_1_600_839.pngSábado dia 5 de Maio

 10h00 Desfile de Tertúlias, acompanhado pelo “Grupo de Músicos do Ateneu Artístico Vilafranquense” Da Praça Afonso de Albuquerque até à Praça de Toiros “Palha Blanco”

 

11h30 Inauguração da Mostra “Tertúlias do Concelho de Vila Franca de Xira” Praça de Toiros “Palha Blanco” - antigo “Redondel”

 

13h00 Espaço para “Comes e Bebes” Tenda junto ao Monumento ao Forcado

 

15h30 Novilhada Popular com 6 Escolas de Toureio (Entrada gratuita) Escola Taurina de Madrid Escola Taurina de Valência Escola de Toureio José Falcão  Escola Taurina de Salamanca Academia de Toureio do Campo Pequeno Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita 3 Novilhos Palha . 3 Novilhos Carlos Falé Filipe Praça de Toiros “Palha Blanco”

 

17h30 Largada de um toiro  Largo 5 de Outubro

 

18h30 Colóquio: “O Movimento Tertuliano” Oradores : Luciano Sánchez Hernández - Presidente da Federação das Peñas Taurinas de Salamanca Vitor Escudero - Aficionado e Cronista Taurino David Silva- Estudioso de Assuntos Taurinos Moderador : Luís Capucha - Presidente da Associação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal Praça de Toiros “Palha Blanco” - Arcadas

 

20h00 Espaço para “Comes e Bebes” Tenda junto ao Monumento ao Forcado

 

21h30 Desenjaulamento de toiros para a Corrida de domingo Praça de Toiros “Palha Blanco”

 

22h30 Fado com Margarida Arcanjo e Fandango com Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arcena Tenda junto ao Monumento ao Forcado

 

Domingo dia 6 de Maio

10h00 Receção às Tertúlias convidadas e entrega de lembranças Praça de Toiros “Palha Blanco” - antigo “Redondel”

 

10h30  Largada de um toiro Largo 5 de Outubro

 

12h00 Grupo de Música Popular Portuguesa “Flor do Trevo”  Tenda junto ao Monumento ao Forcado

 

13h00 Espaço para “Comes e Bebes” Tenda junto ao Monumento ao Forcado

 

14h30 Visita a Tertúlias

 

16h30 Corrida de Toiros das Tertúlias Praça de Toiros “Palha Blanco”

 

20h00 Encerramento da Feira

 

Fonte: https://www.cm-vfxira.pt/

FESTA DE CAMPO NA HERDADE DA MACHOA - FOTOS MARIA MIL-HOMENS/PORTA DOS SUSTOS

23.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Para ver todas as fotos vá clciando nas setas.

 

MANO-A-MANO INÉDITO EM CORUCHE A 27 DE MAIO

23.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Empresa De Caras, Tauromaquia, Lda. irá realizar em Coruche no domingo, 27 de maio 2017, por ocasião da Ficor 2018. Um inédito mano a mano entre as jovens promessas da atualidade, Francisco Palha e Luís Rouxinol Jr, dois jovens cavaleiros de alternativa que se destacaram na ultima corrida realizada em Coruche defrontando toiros da centenária ganadaria Palha e que aceitaram o desafio de voltar a enfrentar os Palhas num duelo único e importantíssimo para as suas carreiras! Dois grupos de Forcados Amadores, Lisboa e Coruche, na disputa de um trofeu para a melhor Ajuda com o nome de um Forcado que vestiu as jaquetas de ambos os grupos e neles se tornou histórico, Carlos Galamba!

 

Importante destacar que haverá 2000 bilhetes a 10 euros e os jovens até aos 16 anos não pagam desde que acompanhados de um adulto!

 

Bilhetes á venda a partir do dia 27 abril, nas bilheteiras da praça de toiros, na tabacaria Cabra Cega, (junto ao Lidl) ou na internet no site www.tauronews.com as reservas podem ser feitas para o número 93 96 99 310.

 

Vamos de novo encher a Monumental do Sorraia com um cartel inédito!

 

270518 - Coruche.png

 

NUNO CASQUINHA – UM GUERREIRO PORTUGUÊS NO PERÚ (2/3)

23.04.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

IMG_8073.JPGBS – Gostava que pudesses passar isso para os nossos leitores. O ambiente que se vive no Perú é absolutamente diferente, quer por via da cultura, quer pela forma como as pessoas vivem o ambiente á volta das corridas, com muita gente espalhada pelas encostas á volta das praças…

 

NC – É engraçado porque há pueblos que podem ter 1000 ou 2000 habitantes, e uma praça para 8 ou 10 mil e enchem essa praça e os montes estão cheios. Eu creio que devia ser parecido ao que acontecia aqui ou em Espanha nos anos 50. Essa admiração que têm pelos toureiros, assim que chegam ao pueblo, querem tirar fotografias connosco, querem levar-nos a suas casas a comer. Realmente ali sentimos logo esse carinho e essa admiração, o que nos enche de moral e depois também há uma organização das corridas um pouco diferente. Raras são as praças que têm empresários. São Comissões ou Mordomos que organizam as corridas; cada ano “toca” a uma família, a Mordomos diferentes e eles tentam fazer mais e melhor cada ano. Sai dos próprios bolsos o dinheiro para permitir os melhores espectáculos. Os bilhetes são baratos para que toda essa gente possa ir mas eles não vivem do lucro das corridas. Muitas vezes esse lucro reverte para a municipalidade…

 

IMG_8119.JPGBS – Por isso, se calhar, é que tem o ambiente que tem, sem esse critério empresarial do lucro, trazem-se os melhores porque se querem mostrar os melhores e o público participa mais porque tem bilhetes mais baratos, porque não se procura o lucro.

 

NC – É exactamente isso que eles dizem. Se a Comissão anterior levou um toureiro bom e dois medianos, no ano seguinte têm de ir 2 bons e 1 mediano. Eles pagam o que for necessário para levar os melhores toiros e toureiros e a verdade é que a Festa em muitos países vai decaindo e lá vai em crescendo. E como não há sistema empresarial, não há os interesses das trocas, do que vai grátis para tourear. É a afición que exige os toureiros. É uma forma mais pura.

 

BS – Essa, se calhar, era a fórmula que se deveria utilizar em muitos sítios para que as coisas pudessem romper para diante. A participação dos peruanos no espectáculo é muito superior á dos outros países onde há corridas de toiros.

 

NC – Sem dúvida. Depois das corridas chegamos a estra mais dIMG_8273.JPG

 

e 1 hora a dar autógrafos, pedem-nos por favor para tirar uma foto, veneram-te mesmo, pareces mesmo um herói e isso também nos enche de moral.

 

BS – O toiro é muito diferente do toiro da Península Ibérica, do toiro mexicano, da Califórnia onde também já estiveste?

 

NC – Embora havendo pouquíssimo Santa Coloma e Saltillo, o encaste predominante é Domecq mas comprado a ganadarias de Equador ou de Colômbia mas muitas vezes pela altitude e tudo, o toiro é mais parecido ao toiro mexicano do que ao toiro daqui (Península Ibérica). Há sítios de imensa altitude, de mais de 4000 metros…

 

BS – Deve ser difícil para quem está a tourear adaptar-se ao ar rarefeito, ao pouco oxigénio; os primeiros dias devem ser complicados.IMG_8136 (1).JPG

 

NC – Por acaso tive facilidade. É estranho porque aqui não há altitude. E já toureei 3 vezes na praça mais alta do mundo, que é Macuzan, a 5000 metros de altitude. Temos dificuldade em recuperar e nota-se inclusive nos toiros que não são dessa zona, toiros que vão da costa e dão 2 voltas á arena e abrem a boca. O próprio toiro custa-lhe, imagine-se a nós.

 

BS – Nos últimos anos tens toureado bastantes corridas e este ano vais novamente para o Perú. Tens alternado com toureiros de lá e de outros países. Para quando a apresentação numa das praças grandes de lá, Acho por exemplo?

 

NC – Sim, Acho é a mais importante, depois estão Cutervo e Chota. Cutervo toureei lá o ano passado, saí em ombros, uma feira importante. Depois há Celendin a Chauanca. Em Acho é complicado, quem é contratado são as figuras de Espanha e um ou dois peruanos. É complicado. Gostaria muito de aí tourear, vamos a ver se há possibilidade. O critério é o dos triunfadores da temporada espanhola e um ou dois do Perú. O ano passado fiz 37 corridas no Perú, 3 em Espanha, 3 em Portugal e uma na Venzuela (44 no total). O ano passado foi a temporada mais redonda. Foi a temporada em que andei cada vez mais á vontade, fazia mais coisas aos toiros, notava essa evolução.

 

BS – Não há muito tempo, na entrega dos prémios do Clube Taurino Vilafranquense, dizia-se que o Nuno Casquinha fora premido com o troféu á melhor lide e que havia um matador que havia saído em ombros e ao mesmo tempo falava-se de que se calhar havia quem tivesse visto o Nuno a tourear muito melhor, mais repousado, mais templado,  com outra capacidade para ler os toiros. Isso é fruto de tourear muito mais escpectáculos. Vila Franca 2017 marca um antes e um depois?

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NC – Eu penso que sim. De cara sobretudo á opinião das pessoas e aos contratos que vão surgindo… Eu  penso que a temporada no geral é que marca um antes e um depois porque aqui nem foi das melhores faenas da temporada porque o primeiro toiro foi um toiro que se deixou, o 2º mais complicado, não pude fazer faenas de estar a gosto, mas sim, houve entrega, de passar ás pessoas essa mensagem de que estava ali a outro nível.

 

BS – Como aficionado aquilo que vi foi outra dimensão do teu toureio, mais metido na faena, mais repousado, procurando templar e levar a faena bem medida para que tivesse 30 passes muito bons e depois rematar e acabar. Penso que isso passou para a generalidade das pessoas.

 

NC – Este triunfo de Vila Franca foi importante e realmente o tourear com continuidade faz-nos entende melhor as condições dos toiros. Eu também pus da minha parte. Há dois anos já houve uma mudança na minha mentalidade. Agora cada vez que entro numa praça só estou eu e o toiro. A mim sempre me deu muito medo o que diziam as pessoas, os críticos, o que saía na imprensa e realmente esse era o meu temor e então o resultado era precisamente o contrário, era estar acelerado, era querer fazer tudo e ás vezes sem ter aquela calma do «no passa nada», como agora em Serpa em que o novilho de capote já ia para tábuas, nas bandarilhas não saía de tábuas e eu mantive essa tranquilidade. E na muleta já lhe fiz faena. Se calhar se fosse há uns tempos atrás pensaria “ui já vai ser difícil fazer a tal faena de sonho”. Já não ponho essa expectativa tão alta.

 

BS – Já fizeste Serpa, vem aí Vila Franca com toiros de Palha, uma responsabilidade acrescida e depois o Campo Pequeno uma corrida que pode ter repercussão para mais contratos aqui em Portugal?

 

NC- Sim, espero que sim, que seja positivo estas corridas, que triunfe. Tanto uma corrida como a outra são duas ganadarias muito exigentes, que todos os aficionados sabem e nós toureiros também. Tenho muitos espectáculos já apalavrados no Perú até essas datas para chegar toureado mas a verdade é que são sempre as 2 datas que estão na minha cabeça. O ano passado foi um ano de semear e este ano colher algo e continuar a semear obviamente. O que mais quero é aproveitar estas oportunidades e que o que aconteceu no ano passado não foi obra do acaso. Tem de haver um certo equilíbrio.

 

BS – E continuidade, porque sem continuidade os resultados não são os mesmos… E aqui se calhar faz falta um circuito com maior número de corridas com matadores de toiros até porque temos matadores de toiros portugueses para fazer esse circuito,

 

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 NC -  Sim, temos matadores muito válidos e que triunfaram, muitas vezes até ao pé de figuras espanholas, mais toureados com mais experiência, e destacaram-se os toureiros portugueses. Têm valor toureando tão pouco e estando á altura que estão, poderiam ter mais oportunidades.  Penso que em Portugal, até que não se triunfe no estrangeiro é complicado que as pessoas aqui nos olhem de outra maneira. E não é só no toureio, em qualquer outra actividade isso acontece. Agora, por exemplo, já vejo que as pessoas já começam a reconhecer tudo isto. Agora quando não estamos à espera - esperava-o nos primeiros anos – agora que vou á minha de tentar triunfar, agora sim vou sentindo esse reconhecimento das pessoas.

 

(Continua amanhã)