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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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TEMPOS MORTOS NUMA CORRIDA DE TOIROS

18.02.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

IMG_9359Não tive hipótese de estar presente no recente debate realizado no Campo Pequeno sobre o tempo que duram as corridas de toiros mas, uma vez mais, não deixou de expressar as minhas opiniões sobre o assunto. Valem o que valem…

  1. Á ESPERA DA ENTRADA PARA AS CORTESIAS - 3 e 4 toques de aviso do cornetim para que o desfile comece

Em muitas corridas, depois do primeiro toque de cornetim, a horas, existem mais dois e três toques antes de que os forcados avancem – são os primeiros a sair para a arena – esperando que cavaleiros e matadores estejam prontos. Já chegou a demorar mais de 5 minutos esta espera (Lisboa, Padilla)

 

  1. AS CORTESIAS - em vez de passarem a arena em quartos de círculo, os cavaleiros deveriam dar uma volta inteira (os 3 ou os 6) à arena e sair recuando pelo mesmo centro por onde entraram; se se tratar de uma corrida só com matadores, as cortesias podiam ser feitas à moda de Espanha

 

  1. AQUECIMENTO DO CAVALOS – um sem número de voltas e voltinhas depois de entrarem na arena e antes de que saia o toiro. Na realidade, o aquecimento já foi feito no pátio de quadrilhas ou no exterior da praça durante a pega do toiro anterior ou da volta á arena do toureiro anterior.

 

  1. VOLTAS Á ARENA APÓS OS FERROS – em média 1 por cada ferro. O tempo continua a contar desde que o toureiro cravou o primeiro ferro mas a verdade é que se dão voltas e mais voltas após os ferros quando nada as justificava.

 

  1. A CENA DO MAIS UM – o pedido de ferros extra e com mudança de montada. Um exagero em muitos espectáculos. Após o primeiro aviso, muitas vezes os toureiros pedem mais um ferro e aproveitam ainda para mudar de montada. E se falham o ferro extra, lá vem o pedido para um outro mais.

 

  1. A COLOCAÇÃO PARA A PEGA – nem sempre da forma mais simples e pelo caminho mais curto (pior ainda nas repetições). Os bandrailheiros poderiam optar muitas vezes por levar o toiro pelas tábuas e evitar capotazos que tiram investida ao toiro e em muitas ocasiões os obrigam a trabalho redobrado quando o toiro sai solto dos capotes e, direção à querença natural.

 

  1. O ARRANJO DA ARENA PARA O TOUREIO A PÉ - nas corridas mistas os burladeros deviam estar sempre colocados e os areneiros deveriam alisar a arena durante a volta do toureiro anterior.

 

  1. A RECOLHA DOS TOIROS – deixados muitas vezes junto à porta dos currais e depois daí tirados pelos bandarilheiros para que entrem os cabrestos (bastava abrir as portas e o toiro entraria); poucas são as vezes em que a recolha com cabrestos é rápida e efetiva. Contudo, e atendendo à tradição, uma tentativa de recolha com cabrestos deveria sempre ser tentada, mas também condicionada a um curto espaço de tempo.

 

  1. AS VOLTAS Á ARENA – nem sempre justificadas mas que parecem de contrato e as insistências de cavaleiro ou forcado, uns para os outros quando a volta é só para um…

 

  1. OS TEMPOS DE LIDE – demasiado longos para a generalidade das lides e para as pegas; treze minutos de tempo máximo para uma lide a cavalo; 13 minutos para a faena de muleta, não havendo tempo limite para o toureio de capote nem para a colocação das bandarilhas; as pegas não podem exceder 10 minutos.

 

  1. O INTERVALO – devia ser suprimido em todos os espectáculos, excepto naqueles em que um toureiro lidasse sozinho 6 toiros. As idas ao wc e aos bares podem acontecer nos intervalos entre lides.

Com a colaboração e compreensão de todos os intervenientes seria possível diminuir entre 25 e 35 minutos cada espectáculo. E se bem se recordam, os recentes festivais taurinos em Mourão não duraram mais de 2h15. Para meditar!