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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

ESTABELECIDAS AS REGRAS DE ACESSO A DELEGADOS TÉCNICOS TAUROMÁQUICOS

23.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

É através de despacho dos Ministros da Cultura e da Agricultura e Pescas que foram publicadas as regras de acesso ao corpo de Delegados Técnicos Tauromáquicos da IGAC e cujo texto, publicado hoje no Diário da República é o seguinte:

Diário da República n.º 16/2018, Série II de 2018-01-23

  • Data de Publicação:2018-01-23
  • Tipo de Diploma:Despacho
  • Número:891/2018
  • Emissor:Cultura e Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural - Gabinetes dos Ministros da Cultura e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural
  • Páginas:2753 - 2754
  • Parte:C - Governo e Administração direta e indireta do Estado
  • Sumário

Aprova as matérias a incluir na prova escrita de conhecimentos e os critérios de seleção e avaliação de diretores de corrida e médicos veterinários que constituem o corpo de delegados técnicos tauromáquicos

  • Texto

Despacho n.º 891/2018

Considerando que nos termos do artigo 4.º do Regulamento do Espetáculo Tauromáquico (RET), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 89/2014, de 11 de junho, a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) é a entidade competente para assegurar a direção e assessoria dos espetáculos tauromáquicos através de delegados técnicos tauromáquicos, incumbindo-lhe, neste âmbito, manter um corpo de delegados técnicos tauromáquicos, assegurar o seu registo, emitir as respetivas credenciações e designar os delegados técnicos tauromáquicos para cada espetáculo;

Considerando que, atualmente, por força de diferentes fatores, o corpo de delegados técnicos tauromáquicos apresenta uma escassez elevada ao nível de diretores de corrida, sendo urgente integrar novos diretores para assegurar, sem sobressaltos, a época tauromáquica de 2018;

Considerando que para efeitos de seleção de delegados técnicos tauromáquicos, as matérias a incluir na prova escrita de conhecimentos e os critérios de seleção e avaliação presencial são definidos por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da cultura e da veterinária, sob proposta do Inspetor-Geral das Atividades Culturais;

Considerando que a proposta formulada é adequada aos propósitos de uma seleção rigorosa e criteriosa de possíveis candidatos ao exercício das funções, respetivamente, de diretores de corrida e médicos veterinários, que constituem o corpo de delegados técnicos tauromáquicos;

Nos termos e para os efeitos do disposto no n.º 6 do artigo 5.º do Regulamento do Espetáculo Tauromáquico, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 89/2014, de 11 de junho, determina-se o seguinte:

1 - O procedimento de seleção de diretores de corrida é constituído por prova escrita de conhecimentos, entrevista de seleção e avaliação presencial.

2 - O procedimento de seleção de médicos veterinários para assessorar os espetáculos tauromáquicos é constituído por entrevista de seleção e avaliação presencial.

3 - O procedimento é conduzido por um júri de avaliação constituído, no mínimo, por 3 elementos efetivos e 2 suplentes, designados pelo Inspetor-Geral das Atividades Culturais.

4 - A publicidade do procedimento de seleção é efetuada mediante aviso publicado na página eletrónica da IGAC e num jornal diário de circulação nacional, com definição dos requisitos gerais e específicos exigíveis, dos métodos a aplicar, legislação específica aplicável e número de vagas a preencher.

5 - A falta de comparência ou classificação inferior a 9,5 valores em cada uma das fases de avaliação, determina a exclusão imediata do candidato.

6 - Na fase de avaliação presencial o júri pode ser coadjuvado por delegados técnicos em funções ou outros peritos técnicos, quando tal seja considerado necessário a uma mais adequada avaliação do exercício das suas funções.

7 - As matérias a incluir na prova escrita de conhecimentos dizem respeito a questões associadas aos regimes legais de funcionamento dos espetáculos e artistas tauromáquicos, dos espetáculos de natureza artística, orgânica da IGAC e do regime geral de contraordenações, bem assim como sobre outras matérias conexas com aquelas e consideradas indispensáveis a um correto e eficaz exercício das funções em causa.

8 - A entrevista de seleção, conduzida pelo júri de avaliação, destina-se a avaliar, através de contacto interpessoal, os conhecimentos, experiência e perfil do candidato.

9 - Mediante decisão fundamentada e em função da experiência do candidato, o júri de avaliação pode dispensar de alguma ou algumas das fases do procedimento os médicos veterinários que atualmente integram o corpo de delegados técnicos tauromáquicos e que pretendam assumir a função de diretor de corrida.

10 - A avaliação presencial dos candidatos decorre em contexto prático e é destinada a comprovar as competências necessárias ao exercício das funções em causa, sendo acompanhada e avaliada pelo júri de avaliação através da atribuição das classificações de Elevado, Bom, Suficiente, Reduzido e Insuficiente, aos quais correspondem, respetivamente, às classificações de 20, 18, 14, 8 e 4 valores.

11 - O peso relativo de cada um dos métodos de avaliação é expresso através da seguinte fórmula:

  1. a) Diretores de Corrida - PEC (30 %) + ES (35 %) + AP (35 %) = CF
  2. b) Médicos Veterinários - ES (50 %) + AP (50 %) = CF

12 - Os resultados obtidos na aplicação dos métodos de seleção serão valorados de 0 a 20, sendo considerado apto o candidato que tenha classificação igual ou superior a 9,5 valores.

9 de janeiro de 2018. - O Ministro da Cultura, Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes. - 10 de janeiro de 2018. - O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Manuel Capoulas Santos.

in www.dre.pt

 

 

CARTEL DEFINIDO PARA O FESTIVAL DA RÁDIO CAMPANÁRIO

23.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

festival_rc_2018.jpg

Conforme a Rádio Campanário já informou, o seu IX Festival Taurino, evento que já tem marca no panorama taurino nacional e até mesmo internacional, irá realizar-se no próximo dia 10 de março, pelas 16 horas, no Coliseu de Redondo.

 

Hoje anunciamos um cartel singular e memorável. Em praça irão estar os cavaleiros António Ribeiro Telles, Rui Fernandes, Diego Ventura, Filipe Gonçalves, João Moura Jr. e a praticante Mara Pimenta, numa tarde que se prevê de emoções.

 

Para as pegas irão estar dois valorosos Grupos de Forcados, os Amadores de Évora e Redondo, capitaneados respetivamente por João Pedro Oliveira e Hugo Figueiras.

 

Neste festejo promovido pela Rádio Campanário lidar-se-ão seis novilhos/touros de Casa Prudêncio.

 

De salientar que já podem ser reservados os bilhetes para este festival, através dos telefones 268980222 ou 961349379 e ainda em www.radiocampanario.com

 

Este vai ser certamente um dos cartéis que marca esta temporada taurina portuguesa.

Temporada 2018 na Figueira da Foz a ser Definida no Campo Ganadero

23.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Tauroleve após o devido reconhecimento e avaliação no campo selecionou o regresso da ganadaria de Higino Soveral após o êxito alcançado na temporada transata.

 

Partindo de um efetivo da antiga casta portuguesa dos campos do Mondego, a divisa de Higino Soveral foi reconstituída em 1974 através da compra de vacas e sementais de António Barbeiro, e em 1992, solicita a adesão à Associação de Criadores de Toiros de Lide, concluindo as provas de acesso em 1995.

 

Entretanto, a partir daquela data, introduz sementais de Rio Frio, José Lupi e Ascensão Vaz para, ultimamente agregar um lote de vacas e sementais de José Luis Vasconcellos e Souza d’Andrade, procedência que progressivamente, tem substituindo o restante efetivo.

@DR_Higino2018.jpg

Foto: DR

AUMENTOU O NÚMERO DE ESPECTADORES NA TEMPORADA 2017

21.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Diminuiu o número de espectáculos na temporada 2017, de 191 para 181 segundo a IGAC ou de 218 para 205 segundo a Protoiro (pouco importa quem tem dados mais fiáveis) mas aumentou significativamente o número de espectadores e as médias por espectáculo (de 362057 para 377952 segundo a IGAC ou de 430150 para 435660 segundo a Protoiro).

 

O que importa registar? Que no ano passado houve mais gente a ir aos toiros do que no ano anterior, aumentando a média  de espectadores em cerca de 1.8% segundo a Protoiro, e isto independentemente da forma como ambas as entidades registam os valores de assistentes aos espectáculos tauromáquicos que se realizam um pouco por todo o País.

 

Incontestável porque são, pelo menos 5500 espectadores a mais segundo a Protoiro ou cerca de 15800 se atentarmos nos dados da IGAC (um crescimento de pouco mais de 4%). Entre estes dois valores (1,8% e 4%) deverá andar a verdade dos números e dos presentes nas praças de toiros.

 

Não deixam de ser também importantes os resultados das transmissões televisivas de espectáculos (3 pela RTP e 1 pela TVI) que tiveram um valor acumulado médio de perto de 2 milhões de telespectadores, valor este que se registou no momento máximo de audiência da corrida transmitida pela TVI desde o Campo Pequeno.

 

 Não menos importante é o registo que a IGAC faz do crescimento de total de espectadores em algumas praças de toiros em 2017 quando agrupa as 10 praças de toiros com mais de 10000 espectadores no total da temporada, lista esta que é encabeçada pela Praça do Campo Pequeno com 61580 espectadores , seguida por Albufeira com 25199 e Vila Franca de Xira com 20102. No que a médias diz respeito, as três com melhores resultados foram: Santarém (5719.5), Coruche (5020) e Campo Pequeno (4736.9).

 

A lista das 10 praças é a seguinte:

Praça

Total Espectadores

Espectáculos

Média

Campo Pequeno

61580

13

4736.9

Albufeira

25199

26

969.1

Vila Franca

20102

9

2233.5

Nazaré

18303

6

3050.5

Coruche

15060

3

5020

Moita

12402

5

2480.4

Évora

12149

5

2429.8

Montijo

11847

4

2691.7

Santarém

11439

2

5719.5

Alcochete

10170

4

2542.5

 

UMA VISITA AO TEMPLO DO TOIRO BRAVO – HERDADE DA GALEANA

21.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

IMG_0894 (1).JPGQuando nos adentramos num templo (Templo: edifício destinado ao culto; monumento em honra de uma divindade; (do latim templu, local sagrado), sabemos que pisamos terreno sagrado, local de culto de uma religião ou onde se adora uma divindade. E, no caso, essa divindade é, nem mais nem menos, que o Toiro Bravo, o bos taurus ibericus, o toiro de lide. Objecto de culto desde os mais remotos tempos da civilização, conhece na Herdade da Galeana um dos seus locais de adoração e onde o tempo parece parar e até o silêncio se escuta.

 

Defesa plena da biodiversidade, onde convivem muitos outros elementos de uma fauna que só no espaço onde pasta a Toiro Bravo é possível encontrar, convivem nesse espaço de mais de 900 hectares espécies como os grous, as rolas e muitas outras espécies de aves, raposas, águias, lebres, patos… a par dos porcos pretos que se alimentam das bolotas do montado de sobro e azinho. Um espectáculo para os sentidos que, aqui, se mantém muito mais despertos e atentos. Cada momento é, verdadeiramente, único!

IMG_0996 (1).JPG 

A ganadaria de Murteira Grave foi fundada em 1944 por Manuel Joaquim Grave, avô do actual titular, e estreou-se, oficialmente, em 1950 na Praça de Toiros de Évora, na corrida de S. Pedro, vindo a adquirir antiguidade em 21 de Junho de 1964 ao lidar 6 novilhos na Monumental de Las Ventas em Madrid, sendo o seu percurso bem conhecido dos aficionados (vide www.murteiragrave.com). Em 1958 passou para o nome de Joaquim Manuel Murteira Grave e desde então sempre se lidou sob este nome, tendo como ferro uma espora, divisa amarela e azul.

 

IMG_0979.JPGDesde o ano de 2002 que a ganadaria é gerida por Joaquim Manuel de Vasconcellos e Sá Grave, veterinário doutorado em Produção Animal pela Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa e um enorme apaixonado pela ganadaria brava, levando a que, com os seus profundos conhecimentos técnico-científicos e a sua afición, tivesse investido muito na busca de um tipo de toiro que zootecnicamente se aproximasse do ideal (baixo, fino de agulhas, bem posto de cornamenta, que invista por baixo, humilhado) e que pudesse ter uma qualidade acima da média no que à capacidade de investida e de entrega durante a lide dizem respeito.

 

Nos últimos anos, com a mescla de sangues, as experiências feitas nos lotes de vacas a que eram agregados os diversos sementais, Joaquim Grave conseguiu um toiro harmónico no que a trapio respeita e de boas notas no que ao toureio diz respeito, mais homogéneos nas investidas e na qualidade das mesmas, vencendo vários troféus em disputa nas corridas onde os seus toiros entraram e abrindo, aos poucos, as portas de Espanha que se haviam fechado por causa das célebres doenças das vacas loucas e da língua azul.

 

Joaquim Grave mostrou-nos os diversos cercados desta idílica Herdade da Galeana, falando com paixão sobre os seus toiros e as suas ilusões com vista não apenas às próximas corridas (Lisboa – Campo Pequeno, uma corrida de enorme presença e trapio; Abiúl onde triunfou em 2017 e repete na corrida mista; e ainda outras duas para praças de Espanha), ao festival de Mourão a 4 de Fevereiro, mas também com vista aos anos vindouros onde as camadas que tivemos oportunidade de ver e fotografar deixam antever belos toiros. De realçar que para 2022, assim Deus o permita, existem 3 exemplares com uma pelagem quase branca na sua totalidade.

 

Na Herdade existem também dois espaços que servem para os almoços e convívios de que mais de 3400 pessoas puderam desfrutar nos dois últimos anos após visitas ao espaço da ganadaria e ainda uma sala de troféus recentemente concluída e que denota um bom gosto muito acima da média e que valoriza, esteticamente, todo o espaço.

 

Que os sucessos se mantenham e este espaço continue a ser um Templo Sagrado não apenas do Toiro Bravo mas de todas as espécies que aí vivem e se reproduzem.

 

Veja de sgeuida todas as fotos (clicar nas setas para avançar ou retroceder).

 

 

PROTOIRO - A TEMPORADA TAURINA DE 2017 EM NÚMEROS

20.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Temporada Tauromáquica de 2017 foi marcada pelo crescimento de espectadores nos espectáculos taurinos nacionais e por um conjunto de indicadores muito positivos que remetem para a retoma e crescimento do sector no país.

A temporada de 2017 registou um crescimento de 1,8% do número de espectadores nos espectáculos tauromáquicos (435.660) em relação ao ano de 2016 (430.150).

 

O número médio de espectadores nas corridas de toiros tem vindo a crescer desde 2013. Em 2017 registou-se um aumento significativo de 9,1% no número médio de espectadores nas corridas de toiros passando de 2375 (2016) para 2591 (2017). A taxa média de ocupação das praças em Corridas de toiros subiram também de 66% (2016) para 70% (2017). Estes são indicadores muito positivos e que apontam para uma retoma do crescimento de assistência aos espectáculos tauromáquicos.

 

Realizaram-se 205 espectáculos, menos 13 que em 2016 (218) o que já era esperado visto que duas praças de primeira categoria como Almeirim e Setúbal não estarem activas por se encontrarem a ser alvo de obras de renovação. Quanto à tipologia de espectáculos, as corridas de toiros continuam a dominar representando 69% dos espectáculos tauromáquicos. O ano de 2017 ficou também marcado pelo regresso das transmissões televisivas de Corridas de toiros na TVI. Este regresso foi marcado por um enorme sucesso e liderança de audiência que conjugado com as 3 Corridas transmitidas pela RTP1 obtiveram um acumulado médio de cerca de 2 milhões de telespectadores (1,8 milhões) num exemplo cabal de serviço público, liderando as audiências nacionais em vários segmentos horários. A Tauromaquia é uma realidade nacional. Olhando em detalhe para o território, o distrito de Lisboa liderou em número de espectáculos (37) crescendo 8,3% em relação a 2016. Albufeira é novamente a cidade com mais espectáculos (27), 22,7% em relação a 2016. A nível regional o crescimento da média de ocupação das praças em corridas de toiros foi a grande tónica de 2017. O  Alentejo lidera com 74% de ocupação, seguido do Algarve com 73%, e da região Norte (72%)

 

Luis Rouxinol liderou o ranking nacional de Cavaleiros com 39 actuações, Manuel Dias Gomes liderou os Matadores com 11 actuações, os Forcados Amadores de Évora com 20 actuações. A liderança do ranking dos novilheiros praticantes e cavaleiros praticantes é ocupada por mulheres, respectivamente Paula Santos e Cláudia Almeida.  A tauromaquia popular não está incluída neste relatório mas importa referir que se realizaram em Portugal mais de 1000 espectáculos de tauromaquia popular, onde se incluem por exemplo as Touradas à Corda, largadas, esperas, e capeias entre outros.

 

Análise Detalhada

A Temporada de 2017 foi marcada pelo crescimento de espectadores nos espectáculos taurinos e por um conjunto de indicadores muito positivos que remetem para a retoma e crescimento do sector no país. O número de espectadores nas praças de toiros nacionais foi de 435.660, o que representa um crescimento de 1,8% do número de espectadores em relação ao ano de 2016 (430.150).
 O nº médio de espectadores por espectáculo nas corridas de touros continua a crescer desde 2013. Em 2017 este indicador subiu para os 2591 espectadores por corrida em relação aos 2375 em 2016, um aumento de 9,1%. 

 

Em Portugal continental e ilhas realizaram-se 205 espectáculos, menos 13 do que em 2016.  Para esta ligeira redução contribuiu o facto de duas praças de primeira categoria estarem encerradas para obras de remodelação (Almeirim e Setúbal), Além disso nos últimos anos tem havido um esforço de ajustamento do número de espectáculos por parte dos empresários, apostando na qualidade em detrimento da quantidade, e que vem agora revelar resultados positivos. Destes, e analisando por tipologia de espectáculo, destacam-se as Corridas de Touros, com 69% do total dos espectáculos realizados, mais 1% do que em 2016.

 

Comparando o número médio de espectadores por espectáculo noutro sectores culturais, como o teatro, cinema ou ópera, comprova-se que estes ficam a uma grande distância dos números das corridas de toiros, com uma média de 2591 espectadores por corrida. O teatro tem um número médio de 195 espectadores por sessão (dados Pordata 2016), enquanto o cinema tem um número médio de 23 espectadores por sessão (dados Pordata 2016) e a Ópera tem um número médio de 460 espectadores por sessão (dados Pordata 2016).

 

Em 2017 foram transmitidas 4 corridas de toiros. Três pela RTP1 e uma pela TVI que regressou às transmissões de corridas. A aposta foi muito bem sucedida tendo a corrida liderado audiências e alcançado 2 milhões de telespectadores. As quatro transmissões registaram um acumulado médio de cerca de 2 milhões de telespectadores (1.8 milhões), mostrando uma vez mais a grande adesão dos portugueses à cultura taurina. Estas transmissões de serviço público levam a cultura portuguesa à casa de todos os portugueses e lideraram audiências em vários segmentos horários, numa aposta ganha. 

 

A tauromaquia tem uma expressão nacional com espectáculos de norte a sul do país, passando pelos Açores. Realizaram-se espectáculos taurinos em todos os distritos com excepção de Braga, Aveiro e Vila Real. O distrito com mais espectáculos em 2017 foi o de Lisboa com 37 espectáculos, crescendo 8,3% em relação a 2016. A cidade com mais espectáculos realizados em 2017 foi Albufeira, com 27 espectáculos, representando uma subida de 22,7% em relação aos 22 de 2016. Segue-se Lisboa com 14 espectáculos e Vila Franca com 11, uma subida de 57% em relação aos 7 espectáculos de 2016.

 

Em relação à percentagem média de ocupação das praças em Corridas de Toiros por região, o ano de 2017 ficou marcado por um crescimento exponencial. O  Alentejo lidera com 74% de ocupação (crescimento de 8,8%), seguido do Algarve com 73% (crescimento de 40.4%) e da região Norte 72% (crescimento de 1,4%), Centro-Norte 71% (crescimento de 1,4%), Açores 71% (aumento de 12,7%), com a região de Lisboa a registar a única descida para 58%.  Por distrito, Viana do Castelo e Viseu lideraram com uma taxa de 100% de ocupação em corridas de toiros. Estes resultados regionais e distritais comprovam a enorme adesão à tauromaquia nestas regiões.

 

A tauromaquia contribui de forma muito positiva para o saldo da balança comercial (exportações – importações). Depois do pico de crescimento de 2016 as exportações de touros de lide (669) registaram em 2017 uma descida para 295 reses, e o aumento de importações de 7 em 2016 para 24 em 2017. Estes números resultam da redução de animais disponíveis nas ganadarias portuguesas, pelo que o seu foco foi o mercado interno, restando menos animais para exportação. 

 

O escalafón (ranking) de actuações de Cavaleiros Tauromáquicos foi liderado por Luís Rouxinol (39 actuações), seguido de Manuel Telles Bastos (30) e Marcos Bastinhas (29). Manuel Dias Gomes liderou o escalafón dos Matadores de Toiros (11 actuações) seguido por António João Ferreira (7) e Nuno Casquinha (3).

 

Os Forcados Amadores de Évora lideraram a sua categoria (22 actuações), seguidos pelos Amadores do Montemor e Beja (18) e os Amadores de Coimbra, Ribatejo e Vila Franca de Xira (17). André Rocha (54 actuações), António Telles Bastos e Manuel dos Santos (46) e João Neves Ribeiro (45) ocuparam os primeiros postos do escalafón dos Bandarilheiros. Quanto aos Novilheiros, Joaquim Ribeiro “Cuqui” (4) e Diogo Peseiro (2) preenchem este escalafón. Paula Santos liderou o top dos Novilheiros Praticantes (9 actuações). Cláudia Almeida e Francisco Núncio lideram o top de Cavaleiros Praticantes, com 10 actuações. Bruno Lopes liderou na categoria de Bandarilheiros Praticantes com 49 actuações. 

 

Quanto às Empresas, o ranking foi liderado pela Touros das Sesmarias com 26 espectáculos organizados, seguida de Paulo Pessoa de Carvalho com 18 e a S.R.U. do Campo Pequeno com 14. 

 

As Ganadarias que mais lidaram em Portugal foram a ganadaria Pinto Barreiros, que lidou 47 toiros, seguida da ganadaria Falé Filipe, com 40 e Casa Prudêncio com 39. Contabilizando também as corridas lidadas fora de Portugal, o ranking ganadeiro continua liderado pela ganadaria Passanha, com 66 toiros lidados, seguida de Pinto Barreiros com 47 e Nuñez de Tarifa com 45 toiros reses lidadas. 

 

Os Directores de Corrida com mais corridas dirigidas foram Agostinho Borges, com 53 espectáculos dirigidos, Marco Gomes, com 24 espectáculos e Rogério Jóia com 21 espectáculos dirigidos. 

 

Em 2017 ocorreram 11 mudanças de categoria profissional, destacando-se os dois novos cavaleiros profissionais, Parreirita Cigano (em Lisboa) e Luis Rouxinol Jr. (em Lisboa). Ascenderam à categoria de Cavaleiro Praticante Manuel Oliveira e Mafalda Robalo (em Albufeira) e José Moreira (em Alcochete). João D’Alva (em Vila Franca de Xira) Luís Silva (em Albufeira) e Rui Jardim (em Azambuja) ascenderam à categoria de Novilheiros Praticantes. Obtiveram a categoria de Bandarilheiros Profissionais João Filipe Oliveira (na Chamusca), Sérgio Silva (na Figueira da Foz) e Francisco Marques (na Moita).

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Na elaboração deste resumo estatístico foram usados como fontes os dados da Associação Nacional de Toureiros (ANDT) e da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), sendo cruzados entre si. Obtemos assim resultados rigorosos e que espelham a totalidade da actividade do sector cultural taurino português, pois os dados compilados pela Inspeção Geral das Actividades Cultural (IGAC) não retratam toda a realidade taurina portuguesa, sendo somente um relatório administrativo da actividade deste organismo público. Outras fontes: Pordata e GFK/CAEM (Audiências). Foram contabilizados todos os espectáculos públicos em que foi lidada pelo menos uma rês brava de lide.

 

 

SETE CANDIDATOS À "PALHA BLANCO"

20.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

IMG_8963.JPGForam sete as propostas apresentadas à Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca no concurso para exploração da Praça de Toiros “Palha Blanco” nos 3 próximos anos (2018 a 2020):

1.ª - Ovacão e Palmas (Luís Miguel Pombeiro) : 20.500 € no 1.º ano e 21.500 € no 2.º e 3.º ano;

2.ª - Toiros + (Henrique Gil): 18.500 €;

3.ª - Soc. das Campinas (José Luís Gomes): 18.500 €;

4.ª - Toiros e Tauromaquia (António Manuel Cardoso “Néné”): 20.000 €;

5.ª – Frenetik Smile Comunicacão (Jorge Vicente): 21.000 € + receita de Festival Taurino de Domingo de Páscoa para a Misericórdia;

6.ª – Rafael Vilhais: 19.500 €;

7.ª - Tauroleve (Ricardo Levesinho): 18000 € + donativo de 2.500€ / ano no mínimo a favor da Misericórdia.

DOMINGO, NÃO PERCA A REPORTAGEM DA NOSSA VISITA Á HERDADE DA GALEANA

18.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

IMG_0894.JPGAqui fica um curto excerto do que poderá encontrar no nosso e vosso "BARREIRA DE SOMBRA" no próximo domingo, dia 21.

Quando nos adentramos num templo (Templo: edifício destinado ao culto; monumento em honra de uma divindade; (do latim templu, local sagrado), sabemos que pisamos terreno sagrado, local de culto de uma religião ou onde se adora uma divindade. E, no caso, essa divindade é, nem mais nem menos, que o Toiro Bravo, o bos taurus ibericus, o toiro de lide. Objecto de culto desde os mais remotos tempos da civilização, conhece na Herdade da Galeana um dos seus locais de adoração e onde o tempo parece parar e até o silêncio se escuta.

 

Defesa plena da biodiversidade, onde convivem muitos outros elementos de uma fauna que só no espaço onde pasta a Toiro Bravo é possível encontrar, convivem nesse espaço de mais de 900 hectares espécies como os grous, as rolas e muitas outras espécies de aves, raposas, águias, lebres, patos… a par dos porcos pretos que se alimentam das bolotas do montado de sobro e azinho. Um espectáculo para os sentidos que, aqui, se mantém muito mais despertos e atentos. Cada momento é, verdadeiramente, único!

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FESTIVAL DA RÁDIO CAMPANÁRIO TERÁ LUGAR NO COLISEU DO REDONDO

18.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Coliseu de Redondo recebe Festival Taurino da R. Campanário por falta de condições da Praça de Vila Viçosa
 

Como é do conhecimento público, a Rádio Campanário leva a efeito há 9 anos consecutivos, o tradicional e já conceituado Festival Taurino, realizado até à data na Praça de Touros de Vila Viçosa.

 

A Rádio Campanário existe há 33 anos, apoiando esta tão nobre arte da cultura portuguesa que é a tauromaquia. Sendo esta estação emissora de cariz regional, mas sedeada em Vila Viçosa, considerou a sua administração, que aqui se continuasse a realizar. Assim, gostaria esta equipa que continuasse a ser, pelo que foi endereçado, no dia 19 de dezembro, um pedido de cedência da Praça, à Casa Telles, proprietária do imóvel.

 

No dia 12 de janeiro, fomos informados através de email, pela Casa Telles, na pessoa do Sr. Manuel Telles, da “não cedência da praça" para realização do Festival Taurino "por esta não apresentar as condições necessárias para tal”.

 

Recorde-se que esta velhinha e castiça praça, já não abriu portas para a tradicional Corrida de Toiros de setembro, e que também não foi cedida na altura a qualquer outra associação ou instituição que se predispusesse a realizar a corrida.

 

Mas esta estação emissora, pretende continuar a realizar e promover a tauromaquia e nomeadamente o Alentejo. Para que não se perca este tradicional evento, um dos mais conceituados festejos no calendário taurino, decidiu a Rádio Campanário pedir à Câmara Municipal de Redondo a cedência do Coliseu de Redondo, para a realização do mesmo. A autarquia acedeu ao pedido, demonstrando quase de imediato disponibilidade para receber este festejo de grande importância para a região, nomeadamente para a economia local, recebendo milhares de pessoas vindas de todo o país.

 

Assim, a 10 de março, o Coliseu de Redondo receberá o 9º Festival Taurino da Rádio Campanário, com um cartel de luxo.

 

A equipa e direção da Rádio Campanário agradece publicamente à Câmara Municipal de Redondo pela cedência do espaço.