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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

PROTOIRO - A TEMPORADA TAURINA DE 2017 EM NÚMEROS

20.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Temporada Tauromáquica de 2017 foi marcada pelo crescimento de espectadores nos espectáculos taurinos nacionais e por um conjunto de indicadores muito positivos que remetem para a retoma e crescimento do sector no país.

A temporada de 2017 registou um crescimento de 1,8% do número de espectadores nos espectáculos tauromáquicos (435.660) em relação ao ano de 2016 (430.150).

 

O número médio de espectadores nas corridas de toiros tem vindo a crescer desde 2013. Em 2017 registou-se um aumento significativo de 9,1% no número médio de espectadores nas corridas de toiros passando de 2375 (2016) para 2591 (2017). A taxa média de ocupação das praças em Corridas de toiros subiram também de 66% (2016) para 70% (2017). Estes são indicadores muito positivos e que apontam para uma retoma do crescimento de assistência aos espectáculos tauromáquicos.

 

Realizaram-se 205 espectáculos, menos 13 que em 2016 (218) o que já era esperado visto que duas praças de primeira categoria como Almeirim e Setúbal não estarem activas por se encontrarem a ser alvo de obras de renovação. Quanto à tipologia de espectáculos, as corridas de toiros continuam a dominar representando 69% dos espectáculos tauromáquicos. O ano de 2017 ficou também marcado pelo regresso das transmissões televisivas de Corridas de toiros na TVI. Este regresso foi marcado por um enorme sucesso e liderança de audiência que conjugado com as 3 Corridas transmitidas pela RTP1 obtiveram um acumulado médio de cerca de 2 milhões de telespectadores (1,8 milhões) num exemplo cabal de serviço público, liderando as audiências nacionais em vários segmentos horários. A Tauromaquia é uma realidade nacional. Olhando em detalhe para o território, o distrito de Lisboa liderou em número de espectáculos (37) crescendo 8,3% em relação a 2016. Albufeira é novamente a cidade com mais espectáculos (27), 22,7% em relação a 2016. A nível regional o crescimento da média de ocupação das praças em corridas de toiros foi a grande tónica de 2017. O  Alentejo lidera com 74% de ocupação, seguido do Algarve com 73%, e da região Norte (72%)

 

Luis Rouxinol liderou o ranking nacional de Cavaleiros com 39 actuações, Manuel Dias Gomes liderou os Matadores com 11 actuações, os Forcados Amadores de Évora com 20 actuações. A liderança do ranking dos novilheiros praticantes e cavaleiros praticantes é ocupada por mulheres, respectivamente Paula Santos e Cláudia Almeida.  A tauromaquia popular não está incluída neste relatório mas importa referir que se realizaram em Portugal mais de 1000 espectáculos de tauromaquia popular, onde se incluem por exemplo as Touradas à Corda, largadas, esperas, e capeias entre outros.

 

Análise Detalhada

A Temporada de 2017 foi marcada pelo crescimento de espectadores nos espectáculos taurinos e por um conjunto de indicadores muito positivos que remetem para a retoma e crescimento do sector no país. O número de espectadores nas praças de toiros nacionais foi de 435.660, o que representa um crescimento de 1,8% do número de espectadores em relação ao ano de 2016 (430.150).
 O nº médio de espectadores por espectáculo nas corridas de touros continua a crescer desde 2013. Em 2017 este indicador subiu para os 2591 espectadores por corrida em relação aos 2375 em 2016, um aumento de 9,1%. 

 

Em Portugal continental e ilhas realizaram-se 205 espectáculos, menos 13 do que em 2016.  Para esta ligeira redução contribuiu o facto de duas praças de primeira categoria estarem encerradas para obras de remodelação (Almeirim e Setúbal), Além disso nos últimos anos tem havido um esforço de ajustamento do número de espectáculos por parte dos empresários, apostando na qualidade em detrimento da quantidade, e que vem agora revelar resultados positivos. Destes, e analisando por tipologia de espectáculo, destacam-se as Corridas de Touros, com 69% do total dos espectáculos realizados, mais 1% do que em 2016.

 

Comparando o número médio de espectadores por espectáculo noutro sectores culturais, como o teatro, cinema ou ópera, comprova-se que estes ficam a uma grande distância dos números das corridas de toiros, com uma média de 2591 espectadores por corrida. O teatro tem um número médio de 195 espectadores por sessão (dados Pordata 2016), enquanto o cinema tem um número médio de 23 espectadores por sessão (dados Pordata 2016) e a Ópera tem um número médio de 460 espectadores por sessão (dados Pordata 2016).

 

Em 2017 foram transmitidas 4 corridas de toiros. Três pela RTP1 e uma pela TVI que regressou às transmissões de corridas. A aposta foi muito bem sucedida tendo a corrida liderado audiências e alcançado 2 milhões de telespectadores. As quatro transmissões registaram um acumulado médio de cerca de 2 milhões de telespectadores (1.8 milhões), mostrando uma vez mais a grande adesão dos portugueses à cultura taurina. Estas transmissões de serviço público levam a cultura portuguesa à casa de todos os portugueses e lideraram audiências em vários segmentos horários, numa aposta ganha. 

 

A tauromaquia tem uma expressão nacional com espectáculos de norte a sul do país, passando pelos Açores. Realizaram-se espectáculos taurinos em todos os distritos com excepção de Braga, Aveiro e Vila Real. O distrito com mais espectáculos em 2017 foi o de Lisboa com 37 espectáculos, crescendo 8,3% em relação a 2016. A cidade com mais espectáculos realizados em 2017 foi Albufeira, com 27 espectáculos, representando uma subida de 22,7% em relação aos 22 de 2016. Segue-se Lisboa com 14 espectáculos e Vila Franca com 11, uma subida de 57% em relação aos 7 espectáculos de 2016.

 

Em relação à percentagem média de ocupação das praças em Corridas de Toiros por região, o ano de 2017 ficou marcado por um crescimento exponencial. O  Alentejo lidera com 74% de ocupação (crescimento de 8,8%), seguido do Algarve com 73% (crescimento de 40.4%) e da região Norte 72% (crescimento de 1,4%), Centro-Norte 71% (crescimento de 1,4%), Açores 71% (aumento de 12,7%), com a região de Lisboa a registar a única descida para 58%.  Por distrito, Viana do Castelo e Viseu lideraram com uma taxa de 100% de ocupação em corridas de toiros. Estes resultados regionais e distritais comprovam a enorme adesão à tauromaquia nestas regiões.

 

A tauromaquia contribui de forma muito positiva para o saldo da balança comercial (exportações – importações). Depois do pico de crescimento de 2016 as exportações de touros de lide (669) registaram em 2017 uma descida para 295 reses, e o aumento de importações de 7 em 2016 para 24 em 2017. Estes números resultam da redução de animais disponíveis nas ganadarias portuguesas, pelo que o seu foco foi o mercado interno, restando menos animais para exportação. 

 

O escalafón (ranking) de actuações de Cavaleiros Tauromáquicos foi liderado por Luís Rouxinol (39 actuações), seguido de Manuel Telles Bastos (30) e Marcos Bastinhas (29). Manuel Dias Gomes liderou o escalafón dos Matadores de Toiros (11 actuações) seguido por António João Ferreira (7) e Nuno Casquinha (3).

 

Os Forcados Amadores de Évora lideraram a sua categoria (22 actuações), seguidos pelos Amadores do Montemor e Beja (18) e os Amadores de Coimbra, Ribatejo e Vila Franca de Xira (17). André Rocha (54 actuações), António Telles Bastos e Manuel dos Santos (46) e João Neves Ribeiro (45) ocuparam os primeiros postos do escalafón dos Bandarilheiros. Quanto aos Novilheiros, Joaquim Ribeiro “Cuqui” (4) e Diogo Peseiro (2) preenchem este escalafón. Paula Santos liderou o top dos Novilheiros Praticantes (9 actuações). Cláudia Almeida e Francisco Núncio lideram o top de Cavaleiros Praticantes, com 10 actuações. Bruno Lopes liderou na categoria de Bandarilheiros Praticantes com 49 actuações. 

 

Quanto às Empresas, o ranking foi liderado pela Touros das Sesmarias com 26 espectáculos organizados, seguida de Paulo Pessoa de Carvalho com 18 e a S.R.U. do Campo Pequeno com 14. 

 

As Ganadarias que mais lidaram em Portugal foram a ganadaria Pinto Barreiros, que lidou 47 toiros, seguida da ganadaria Falé Filipe, com 40 e Casa Prudêncio com 39. Contabilizando também as corridas lidadas fora de Portugal, o ranking ganadeiro continua liderado pela ganadaria Passanha, com 66 toiros lidados, seguida de Pinto Barreiros com 47 e Nuñez de Tarifa com 45 toiros reses lidadas. 

 

Os Directores de Corrida com mais corridas dirigidas foram Agostinho Borges, com 53 espectáculos dirigidos, Marco Gomes, com 24 espectáculos e Rogério Jóia com 21 espectáculos dirigidos. 

 

Em 2017 ocorreram 11 mudanças de categoria profissional, destacando-se os dois novos cavaleiros profissionais, Parreirita Cigano (em Lisboa) e Luis Rouxinol Jr. (em Lisboa). Ascenderam à categoria de Cavaleiro Praticante Manuel Oliveira e Mafalda Robalo (em Albufeira) e José Moreira (em Alcochete). João D’Alva (em Vila Franca de Xira) Luís Silva (em Albufeira) e Rui Jardim (em Azambuja) ascenderam à categoria de Novilheiros Praticantes. Obtiveram a categoria de Bandarilheiros Profissionais João Filipe Oliveira (na Chamusca), Sérgio Silva (na Figueira da Foz) e Francisco Marques (na Moita).

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Na elaboração deste resumo estatístico foram usados como fontes os dados da Associação Nacional de Toureiros (ANDT) e da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), sendo cruzados entre si. Obtemos assim resultados rigorosos e que espelham a totalidade da actividade do sector cultural taurino português, pois os dados compilados pela Inspeção Geral das Actividades Cultural (IGAC) não retratam toda a realidade taurina portuguesa, sendo somente um relatório administrativo da actividade deste organismo público. Outras fontes: Pordata e GFK/CAEM (Audiências). Foram contabilizados todos os espectáculos públicos em que foi lidada pelo menos uma rês brava de lide.

 

 

SETE CANDIDATOS À "PALHA BLANCO"

20.01.18 | António Lúcio / Barreira de Sombra

IMG_8963.JPGForam sete as propostas apresentadas à Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca no concurso para exploração da Praça de Toiros “Palha Blanco” nos 3 próximos anos (2018 a 2020):

1.ª - Ovacão e Palmas (Luís Miguel Pombeiro) : 20.500 € no 1.º ano e 21.500 € no 2.º e 3.º ano;

2.ª - Toiros + (Henrique Gil): 18.500 €;

3.ª - Soc. das Campinas (José Luís Gomes): 18.500 €;

4.ª - Toiros e Tauromaquia (António Manuel Cardoso “Néné”): 20.000 €;

5.ª – Frenetik Smile Comunicacão (Jorge Vicente): 21.000 € + receita de Festival Taurino de Domingo de Páscoa para a Misericórdia;

6.ª – Rafael Vilhais: 19.500 €;

7.ª - Tauroleve (Ricardo Levesinho): 18000 € + donativo de 2.500€ / ano no mínimo a favor da Misericórdia.