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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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BOA CORRIDA DE TOIROS NAS FEIRAS NOVAS DE PONTE DE LIMA - POR JOSÉ ANDRADE

Ponte de Lima – 10/Setembro/2017

Tradicional corrida integrada nas tradicionais Feiras Novas

Director: Rogério Joia – Veterinário: Carlos Santos

Lotação: A uma centena lugares de esgotar

Cavaleiros: Marcos Bastinhas, João Salgueiro Jr, Soraia Costa

Forcados: Amadores de Montemor e Amadores do Aposento da Chamusca

Ganadaria: Mata-o-Demo

 

Ir a Ponte de Lima, para ver toiros ou não, é sempre uma visita agradável. A Vila que não quer ser cidade, tem sempre um novo e diferente encanto em cada visita. E neste dias de Feiras Novas, o encanto é servido aos molhos, ou não fosse Ponte de Lima tomada de assalto por milhares de parolos e saloios. Sim, saloios, do Sul, da região saloia de Lisboa e arrabaldes, e os seus correspondentes parolos do Norte. E a denúncia começa no linguarejar. Nestes dias de Feiras novas, Ponte Lima mais parece a sede da ONU, que outro qualquer mundano sitio do planeta. Se não tropeçar num Camaronês que escolhe o inglês para se fazer entender, é seguro que vai ouvir falar russo, chinês, francês macarrónico, ou castelhano de Salamanca. E se uns vão às Feiras Novas para comprar ou vender, são incontáveis os que por se deleitam em viver intensamente o ambiente de confraternização à solta.

 

Mas, contrariando o que algumas almas taurinas solenemente decretam, esta Crónica sobre a corrida de toiros que teve lugar neste domingo, calorento de Setembro, em Ponte Lima, por opção e defeito do cronista, vai escrita como de uma redacção se trata-se. Escrever sobre toiros, escrevendo com seriedade, gosto (amor) e com honestidade intelectual, é sempre um acto e um gesto louvável e de louvar. Falando de toiros, toureiros, e da gente que os acolhe e estima. É que se o ‘convertido’ entende, o grande público, o que gosta da Festa, mas não tem cátedra, ditas as coisas com simplicidade, assimila mais facilmente. E o cronista, se não consegue convencer os ‘eruditos’, procura converter os humildes. Para já, o retorno, não tem sido de modo a desperdiçar.

 

O empresário Pedro Pinto, voltou este ano a poder contar com a vontade da Comissão de Festas das Feiras Novas, e a corrida de toiros, tradicional no programa das Feiras, foi mesmo por diante. Tradicional na concretização, tradicional na forma agradável como o público participou, e como decorreu espectáculo.

 

E o espectáculo iniciou-se com um minuto de silêncio pelo forcado Pedro Primo, dos Amadores de Cuba, esta semana falecido, vitima de sequências de pega na sua praça da sua terra, Cuba.

 

O curro desigual de novilhos/toiros da ganadaria Mata-o-Demo, que soubemos depois, foi remendada com exemplares de outra casa, deu boa contribuição para a boa nota final do conjunto do espectáculo.

 

Marcos Bastinhas, abriu praça com a lide um exemplar, que nem matava, nem era um demo, imprimiu aquele seu ritmo já habitual, cumprindo a cravagem com três compridos, bem preparados, de frente, com colocação certa e certeira, bem rematada. E se nos compridos já tinha dito ao que vinha, nos curtos, rematados com um de palmo, e o já par a duas mãos, marca Bastinhas, adoçou o gosto e o apetite para o resto das lides. Pegou à 2ª., Vasco Ponce, dos Amadores de Montemor, numa ajuda a carregar, falta que o derrotou no primeiro intento.

 

Mas se no seu primeiro Marcos Bastinhas já empolgara a concorrência, no 4º., após brindar aos bombeiros presentes, em brinde emotivo, nos dois compridos mostrou quem mandava. Foi nos curtos que a lide foi a mais e, mais uma vez, rematada com o par a duas mãos, pedido que deixa o respeitável empolgado. Pegou à primeira, numa primeira pega fardado, Vasco Coelho dos Reis, que teve como primeiro ajuda, seu Tio, o cabo dos Amadores do Aposento da Chamusca, Pedro Coelho dos Reis.

 

João salgueiro Júnior teve uma prestação no seu primeiro, dentro da linha Salgueiro da Costa, ritmada e de ataque. Três compridos colocados com boa nota na preparação, cuidadoso nos remates dos curtos, a fazer durar a luta que o oponente deu. Pegou à 1ª. Rafael Monteiro, do Aposento da Chamusca. Como não há quinto mau, Salgueiro Júnior, entrou com um comprido a castigar, e fez dos curtos, quatro, e do de palmo com que terminou a sua prestação, uma actuação equilibrada e a exigir que volte em próximo cartel. Pegou este Mata-o-Demo, o 5º. da tarde, à 3ª., já com uma ajuda a carregar, Miguel Silva, dos Amadores de Montemor.

 

Depois das elogiosas prestações recentemente tidas na Figueira da Foz e no Campo Pequeno, havia expectativa na actuação da cavaleira praticante, Soraia Costa. Não desmereceu a cavaleira praticante, quer pela ilusão criada, quer o carinho e apoio do público. E dos companheiros de lide, Marcos Bastinhas e João Salgueiro Júnior. E Soraia cumpriu e agradou, deixou aficion em Ponte de Lima. Mais e melhor pelas condições do seu primeiro, que do segundo e último, Soraia soube esperar, preparar e lidar. O primeiro, um toiro bem apresentado, que deu luta, e os oito ferros cravados, três compridos e cinco curtos, foram demonstrativos da lide que merecia, frontal. O último toiro, pequeno, demasiado, por isso mesmo, exigia, e exigiu outro entendimento de lide, não podia dar o que não tinha. Aquele ferro final era desnecessário, mas acabou redondeando a prestação. Pegou, à 4ª. tentativa, já com o grupo a carregar, como devia, Vasco Carolino, dos Amadores de Montemor, comandados por António Vacas de Carvalho, e o 6º., resolvido ao segundo intento por Tiago Oliveira, dos Amadores do Aposento da Chamusca, comandados por Pedro Coelho dos Reis.

 

Não nos cansamos de aqui destacar, pelo bem, ou menos bem, louvando ou questionando, a forma como são dirigidos/conduzidos os festejos. Daí o nosso aplauso para a condução, com acerto e muito saber de Rogério Joia. Estava e não estava lá, diz tudo.

 

Crónica de José Andrade

ÚLTIMA HORA : JOÃO MESQUITA TEVE ALTA HOSPITALAR

O jovem forcado João Mesquita, dos amadores de Coruche, acaba de ter alta hospitalar depois da violenta colhida sofrida no pega do último toiro da corrida de ontem em Sobral de Monte Agraço. Segundo informação prestada pelo seu pai, o nosso colega e amigo Joaquim Mesquita, o jovem forcado irá agora recupem casa, não se tendo verificado, felizmente, qualquer lesão de maior gravidade.

LISBOA - TRIUNFO DE DIAS GOMES E BRONCA HISTÓRICA A PADILLA

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 07/09/17 – Corrida Mista

Director: Manuel Gama – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: + ½ casa

Cavaleiro: Luís Rouxinol

Forcados: Amadores de Santarém

Matadores: Juan José Padilla e Manuel Dias Gomes

Ganadarias: Vinhas (1º e 4º), Manuel Veiga (2º, 3º, 5º e 6º)

 

TRIUNFO DE DIAS GOMES E BRONCA HISTÓRICA A PADILLA

 

A penúltima corrida da temporada lisboeta fica marcada pelo fim do idílio entre Padilla e o público de Lisboa que lhe tributou uma histórica bronca no quinto da noite (nunca havia presenciado uma bronca de tal ordem a um toureiro em Lisboa depois da reinauguração da praça) e ao triunfo da raça e do querer de um toureiro português que merece mais e melhores oportunidades: Manuel Dias Gomes.

 

É por ele que começo esta breve apreciação à corrida. Manuel Dias Gomes cumpriu no seu primeiro e mostrou bom toureio de capote e solvência na muleta. Mas foi no que encerrou praça – que não teve muita qualidade mas foi muito bem toureado – que Dias Gomes mostrou a sua raça e deu o seu grito a dizer “estou aqui, tenho valor, vou triunfar!” E se esteve de novo muito bem de capote – aquelas verónicas de mãos muito baixas são excelentes -, foi com a muleta que deu um importante passo em frente, colocando a carne no assador, desenhando muito bons muletazos por ambos os pitóns, obrigando o toiro a seguir a muleta mesmo quando este gazapeava e se queria ficar a meio do passe. Uns naturais de bom traço e mais uns quantos derechazos que fizeram soar fortes ovações (e sabemos como é difícil aquecer o ambiente depois de uma bronca como sucedera no toiro toureiro anteriores). No final, um toureio de cercanias, muito próximo dos pitóns, sempre do agrado do público. Uma grande actuação do matador português.

 

Bronca histórica a Juan José Padilla no quinto da noite. No seu primeiro lanceou bem de capote, esteve abaixo do habitual nas bandarilhas e com a muleta uma faena de trâmite sem grandes motivos para recordar. No quinto, não o quis  ver de capote e a sua quadrilha, que em Portugal intervém demasiado e sem justificação alguma, teve uma lamentável prestação no tércio de bandarilhas que o matador de Jerez não quis preencher e que motivou a bronca do público. Bronca que foi crescendo de tom quando o matador começou a deixar-se desarmar algumas vezes com a muleta depois de ter sacado duas ou três tandas de muletazos que até tiveram alguma qualidade até motivaram o director de corrida a conceder música. Mas foi mau, muito mau o final da lide e o público, de forma bem sonora expressão a sua indignação com uma forte bronca.

 

Luís Rouxinol abriu praça e não se entendeu com o Vinhas que lhe tocou em sorteio. Uma lide discreta. Mas no quarto da ordem Luís Rouxinol  puxou dos galões e mostrou porque é preferido do público ao fim de 30 anos de alternativa. Uma lide bem medida, com bons ferros curtos, rematando com um de palmo, um bom par de bandarilhas e outro de palmo debaixo de fortes ovações do público.

 

Os Amadores de Santarém concretizaram duas valentes pegas de caras ao primeiro intento por intermédio de António Taurino e Francisco Graciosa, ambos muito bem nos cites, no provocar da investida, no receber o toiro e fechar-se com raça e com o grupo a ajudar bem.

 

Os bandarilheiros Cláudio Miguel, João Ferreira  e João Oliveira tiveram de saudar em ambos os toiros após brilhantes tércios de bandarilhas.

 

Lidaram-se toiros de Vinhas, manso e sem trapio o primeiro, e a cumprir o segundo, e de Manuel Veiga que não tiveram a qualidade necessária para o toureio.

 

Direcção acertada de Manuel Gama com assessoria veterinária de Jorge Moreira da Silva.

 

Crónica de António Lúcio

ANGF LAMENTA MORTE DE PEDRO PRIMO

É este o teor da comunciação da Direcção da Associação Nacional de Grupos de Forcados sobre a morte do jovem forcado Pedro Primo:

"Os FORCADOS estão de Luto 


A triste notícia irrompeu pela madrugada de hoje, o Forcado Pedro Primo, elemento do Grupo de Forcados Amadores de Cuba, faleceu na Hospital Curry Cabral, na sequência das tentativas de pega que efetuou no passado sábado, dia 2 de setembro, na Praça de Toiros da Cuba.

 
A ANGF e todos os Forcados estão solidários com o Grupo de Forcados Amadores da Cuba, com os seus elementos e com a Família do malogrado Forcado. 


Pedro Primo, Forcado Amador, será relembrado sempre por todos aqueles que respeitam a essência do Forcado, da sua Dignidade e Integridade. 


A tauromaquia está de luto, os Forcados sentem a dor desta perda mas, para sempre, teremos de Honrar o nome de Pedro Primo por tudo o que deu de si em ser Forcado. 


Os nossos sentidos pêsames para toda a sua Família, para o Grupo de Forcados Amadores da Cuba e seus elementos. 


Que descanse em paz. 

 
Lisboa, 6 de Setembro de 2017 "

A PASSOS LARGOS PARA O FINAL DA TEMPORADA…

IMG_4052.JPGE com a Feira de Campo á porta. Pois se Lisboa teve o seu Bullfest, a verdade é que é no coração do Ribatejo, numa emblemática Herdade, a Torrinha, que a aproximação de público e de aficionados ao meio taurino e equestre, mas acima de tudo ao meio rural e ás suas tradições, se vai fazer num fim de semana prolongado e a começar já na próxima sexta-feira.

 

A conquista de novos espectadores para as corridas de toiros começa exactamente nesta aproximação que só o meio rural permite. É esta inserção no terreno onde se criam cavalos e toiros, mas também onde coexistem as explorações de ovinos e caprinos, de suínos, e que só num espaço como este podem permitir o acercamento necessário para que a generalidade do público entenda a riqueza da campina em todos os aspectos e a preservação da bio-diversidade, num espaço ecologicamente muito equilibrado e onde as espécies coabitam sem qualquer restrição que não a do seu habitat natural.

 

Por isso, demonstrações de falcoaria, demonstrações equestres, treinos de toureio a cavalo e a pé, os recortadores, e um núcleo importante de expositores industrias ao lado de outros de artesanato, de gastronomia, de representações de casas agrícolas, etc, farão a diferença e mostrarão o quão importante é aproximar os que vivem nas cidades e cujos contactos com as vivências rurais se foram perdendo.

 

 A temporada taurina vai a caminho do seu final e a passos largos. Alguns triunfos importantes; umas quantas lotações esgotadas; uma provável diminuição do total de espectáculos mais condizente com a nossa real situação económica e de falta de uma verdadeira figura capaz de movimentar multidões ou, até, de um cartel que reúna interesse e seja repetido em várias praças por forma a provocar essa competição que tanto falta faz e traga de volta as filas junto às bilheteiras com dias de antecedência sobre a data anunciada dessa corrida de máxima categoria.

 

A passos largos caminhamos para o final de mais uma temporada... Exactamente como escrevi: mais uma temporada! Alguns factos dignos de realce? Claro que sim. Deles falaremos depois da Feira de Outubro em Vila Franca. Algo de verdadeiramente extraordinário durante a temporada? Tenho dúvidas… Houve lotações esgotadas que não eram esperadas? Houve, mas faltaram muitas mais e continuidade aos triunfos de alguns toureiros para fossem verdadeiramente capazes de congregar à sua volta a vontade do grande público em os ver. Se calhar porque também alguns desses triunfos não foram aproveitados em termos de marketing como o poderiam e deveriam ter sido… Em vez de apoderados temos…?????

 

Vem aí a Feira da Moita já na próxima semana mas o facto da semana que a antecede, é a anulação da corrida de dia 28 em Lisboa!!! Razões? A empresa diz que as apresentará em conferência de imprensa amanhã, às 19h30. Esperamos para ouvir as razões da empresa.

 

Terça-feira, dia 12, arranca mais uma edição da Feira Taurina da Moita. Uma Feira equilibrada, com cartéis para todos os gostos e acessível em termos de preços já que os mesmos começam nos 15 euros, excepção à novilhada de dia 13 com o preço único de  euros e ao espectáculo de recortadores de dia 16 com o preço único de 12 euros.

 

Depois da Moita, restará Vila Franca de Xira com espectáculos na primeira semana de Outubro, sabendo-se que Casquinha e Juan Leal toureiam no dia 1 a corrida mista.

 

Esperamos que estes últimos espectáculos que ainda faltam realizar possam ser de êxito artístico e financeiro.

 

PS: e quando escrevo estas palavras, fico chocado com a morte prematura de mais um jovem forcados, 25 anos de idade, dos Amadores de Cuba, por fratura do fígado numa colhida no passado dia 2 quando se despedia das arenas na praça da sua terra. Que descanses em paz, Pedro Primo.

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