Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

2016 ESTÁ A CAMINHAR A PASSOS LARGOS PARA O SEU FINAL

14.12.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

FELIS NATAL 1.jpg

O ano de 2016 está quase a chegar ao fim: faltam 18 dias para que as trombetas anunciem o novo ano. Mas enquanto isso não chega, vão-se anunciando as primeiras novidades para os primeiros cartéis da temporada; terminam uns e começam outros apoderamentos; mudam as empresas nas praças de toiros. Aliás, é sempre assim no final de cada temporada.

 

O reforço de posições de Rafael Vilhais, enquanto empresário e com o anúncio de contratação de várias figuras para as suas praças em 2017 e onde a Moita será provavelmente a sua jóia da coroa, afigura-se como o grande atractivo para temporada que virá. Para além desta praça, tem a gestão de Salvaterra de Magos e de Beja e perfila-se aos concursos de outras praças.

 

O Campo Pequeno também já anunciou que na abertura da temporada terá Juan José Padilla, aquele que armou uma verdadeira revolução nas duas vezes que actuou em Lisboa. Com o êxito do toureio a pé em Lisboa neste 2016, aguarda-se por quem virá tourear a pé em Lisboa no ano em que a praça comemora 125 anos sobre a sua inauguração.

 

E se muitas praças irão a concurso e alguns toureiros mudarão de apoderados tendo a ilusão de estar em mais e melhores cartéis, a quantidade de espectáculos terá, forçosamente, de diminuir um pouco para que haja mais competição, melhores cartéis, mais gente nas praças. Uma gestão bem feita da temporada de um toureiro poderá implicar menos corridas mas a melhor preço, colocado em cartéis de maior importância quer pelos colegas de cartel quer pelas arenas pisadas. Com o devido respeito, o circuito das praças desmontáveis não pode continuar a ser ocupado pelas ditas figuras.

 

As principais ganadarias, aquelas que triunfam, devem ver reconhecidos os seus méritos com a valorização económica dos seus produtos e serem incluídas nessas melhores corridas com os melhores artistas. Esta deveria ser a atitude dos toureiros e dos empresários. E os ganadeiros, enviar os seus melhores produtos.

 

O público, esse grande e soberano juiz. Aquele que decide aplaudir ou assobiar. Que exige ou permite as voltas e mais voltas à arena. Tem de ser mais exigente com todos os intervenientes num espectáculo que não é barato. Não pode permitir toiros sem presença; não pode ou não deve aplaudir ferros onde houve toques nas montadas; não deve dar como consumada uma pega que não o foi… e assim sucessivamente. Porque, por exemplo, em relação à crítica tauromáquica, basta deixar de ler o jornal ou revista ou de visitar o site ou blogue…

 

2017 pode e deve ser um ano em que a exigência seja uma nota dominante, de montante a jusante. Que todos sejamos capazes de exercer essa pressão e que toureiros e empresas a sintam como uma obrigação para nos darem o melhor.