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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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ESPECTÁCULOS TAURINOS ATÉ 15 DE AGOSTO (ACTUALIZAÇÃO)

Saiba quais são os espectáculos taurinos até dia 15 em Portugal na nossa galeria:

 

CARTEL DE FIGURAS A 13 DE AGOSTO NA FIGUEIRA DA FOZ

 

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É indiscutivelmente um cartel de figuras o que a empresa Tauroleve anuncia para o próximo sábado, dia 13 de Agosto pelas 22:30, no Coliseu Figueirense.

 

A Corrida Correio da Manhã Centro contará com a presença dos cavaleiros António Telles e João Moura bem como do matador de toiros Pedrito de Portugal que fará neste dia o seu primeiro compromisso na temporada bem como o regresso a uma praça que muito o acarinhou ao longo da sua trajetória e obteve inúmeros triunfos.

 

A corrida que goza de enorme expectativa contará ainda com a presença dos forcados amadores de Vila Franca e Alcochete, numa noite onde se lidam toiros das emblemáticas ganadarias de Pinto Barreiros, para as lides a cavalo, e São Torcato, para as lides a pé.

 

No próximo sábado pelas 22:00, regressam à Figueira da Foz os grandes cartéis e as magnificas corridas emblemáticas.

 

Beja - Como nunca... Por: Solange Pinto

Com a devida vénia, sim, porque temos que a fazer, adopto o slogan da empresa e adapto-o sem favor, ao título da minha crónica… ‘Beja como nunca…’, disse e bem Rafael Vilhais, numa oportuna e justificadíssima antecipação e antevisão dos acontecimentos. Beja esgotou o papel e ao  que parece, fez-se história… Diziam ontem os mais antigos bejenses, que não tinham memória de uma ‘coisa’ assim… e que ‘coisa’ é essa?


Bem, praça esgotada, carros e mais carros, trânsito ‘aflito’ para chegar ao tauródromo, dificuldade na ocupação de lugares e sobretudo, um frenesim dos antigos e aquela ‘comichãozinha’ tão própria das grandes noites de toiros…


Beja como nunca e a arena como há muito não víamos… tudo veio ‘arriba’… o público merecia afinal todo o empenho dos artistas e ‘eles’ sabiam disso… Continuo em Rafael Vilhais. Raios me partam que é preciso mais ‘quê’ para se perceber que este frenesim, o tal burburinho e borboletas na barriga, se devem sentir em Beja, em Salvaterra mas e as outras praças? Afinal uns podem concretizar e outros não? Afinal o que falta aos outros empresários que Rafael parece ter aos montes?


As respostas são mais que óbvias e juro dá-las num artigo de opinião, porque as crónicas não são  definitivamente o palco adequado para tais dissertações…

 Apenas pensem…

Pois bem, ‘carne no assador’ e o petisco, apenas poderia ter sido ‘gourmet’…

O que esperar de um cartel em que se apresentam Fernandes e Ventura? Isto!

O que esperar de um cartel onde se inclui uma despedida de um cabo de um grupo? Isto!
Bem, tudo à vista!


Sou adepta da pontualidade, mas a verdade é que, os minutos de atraso (uns escassos cinco), poderiam e deveriam ter sido mais. Era necessária sensibilidade para proporcionar a excepção e deixar que o público se acomodasse nos seus lugares. Pois bem, cortesias e ‘tal’ e lá entra o elenco em praça, para monumental ovação do conclave. A ‘magia’ estava lá e esteve sobretudo numa primeira parte de absoluta antologia…


Rui Fernandes esteve enorme frente ao primeiro manejável Charrua, tónica aliás dominante de um curro bem apresentado, a transmitir e a proporcionar bom espectáculo. Mais complicadote o quarto… Voltamos a Rui e ao ‘grande’ que esteve, que está… Actuação super completa, em
plano de máxima figura do toureio, inteiro e completo, brilhante na brega, no poderio, na raça, no tremendismo e sobretudo, marcando a diferença no panorama taurino português, onde se destaca dos demais… Ferros de grande valor artístico, remates portentosos e grande triunfo.


O seu segundo não permitiu semelhante dimensão em resultado global, mas o toureiro esteve lá, a ‘jogá-las’, a defender um posto que é seu. O último curto foi de uma genialidade imensa, aquecendo uma ‘faena’ que estava morna… A seguir um par e claro, palmas e mais palmas.


Diego Ventura, ‘que va’… sabemos, sabemos sim, sabemos que ali estavam todos muito por sua causa. Todos queriam ver o grande triunfador de Madrid, artisticamente falando… Ventura e a sua inigualável quadra colocam-no no patamar de ‘dono do toureio’ que se faz com cavalos. A sua primeira prestação na Praça de Toiros Varela Crujo foi algo histórico. Nazari esteve enorme. Nem sei se a isto se possa chamar cavalo… É um toureiro dos grandes. Como ladeia, com que arte e poder…
‘Lío’ e Beja ‘boca abajo’ e continua o recital com o Ritz e o Remate, este último com os palmos. Que bem e repito, melhor actuação do toureiro luso-espanhol, em Portugal.

Frente ao segundo, igual… outro show de Nazari, Roneo ao seu melhor nível e Remate outra vez. Todos aos ‘pés’ de Ventura e Ventura, agradecido a Beja e ao seu apoderado português de sempre, Rafael Vilhais a quem brindou esta lide.


Nas linhas mais acima, não falei da inclusão de Filipe Gonçalves neste cartel por motivos óbvios, ou seja, Fernandes e Ventura, máximas Figuras do Toureio e Filipe, obviamente como aspirante. Mas atenção e pára tudo! Filipe Gonçalves marcou ontem, em Beja, uma viragem na sua carreira e disso, não tenho dúvidas. Quando todos pensavam que poderia estar um furo ou dois abaixo devido aos naturais nervos e pressão de compartir cartel com dois ‘monstros’ do toureio, a verdade é que, chegou, viu e venceu, rubricando ali, duas exibições de verdadeiro ‘escândalo’.


Filipe teve aquilo que deve ter um toureiro, sentido de espectáculo, de dar a público o que quer ver e mais, teve sentido de lide e de fazer com os toiros o melhor e deles retirar o máximo partido. Foram
ladeios, ferros com imponentes batidas ao piton contrário, palmas em jeito de adornos, piruetas, enfim… Colocou-se a par das Figuras e sem favor e a continuar assim, dizemos que está perto… muito perto!


Infelizmente actuando em sétimo lugar fruto de algumas inflexibilidades, Joaquim Brito Paes. O mais novo da dinastia Brito Paes, esteve muito bem se em conta tivermos, que por diante teve um
novilho-toiro arisco, áspero e com menor condições de lide. O da ganadaria de ‘sua’ casa, não deu contemplações, mas permitiu ver a raça do ‘miúdo’ que marcou também pontos em Beja. Raça e ‘gracia’ numa prestação auspiciosa.


O festejo tinha também como aliciante e atractivo maior, o facto de se despedir, Joel Zambujeira. Esteve bem e com grande ambiente e sentimento, despiu a jaqueta dos Amadores de Cascais, entregando a liderança do grupo a Paulo Loução. As restantes pegas foram duras e com algumas intermitências, destacando-se a de Ventura Doroteia  ao último da noite. Consumaram ainda pegas, os ‘caras’ Paulo Loução e Bruno Cantinho.
Pela formação bejense, consumaram pegas os forcados João Fialho, Mauro Lança e Diogo Morgado, com alguns incidentes no percurso e algumas colhidas aparatosas…


Terminada a corrida, o forte ambiente continuou nas imediações do tauródromo, onde se debatiam triunfos, felizmente que os houve e muitos e onde, se dizia, que Beja esteve como nunca!

Dirigiu, Agostinho Borges...

Fotos: João Dinis /www.touroeouro.com

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AS PRÓXIMAS CORRIDAS DE TOIROS

Saiba quais os cartéis que se irão realizar. Para avançar clique na seta da direita...

 

Ribeira de Pena – 06 Agosto 2016 - Há sempre uma primeira vez… e esta foi de casa cheia, em noite agradável.

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Ribeira de Pena, nas franjas da Serra do Alvão, é uma típica terra do interior Norte,  e teve, neste sábado, dia 6 de Agosto, incluídas nas festas concelhias, a sua primeira corrida de toiros.

 

Foi uma ‘primeira vez’, e uma vez mais, pela eficiência, simpatia e acolhimento, Luís Pires dos Santos, o organizador da corrida, ele que foi Cabo de um Grupo de Forcados, mostrou como se podem ganhar espaços, e conquistar aficionados, trazer novas referências no calendário tauromáquico nacional.

 

Mais de três quartos de casa, não foi só um caso de curiosidade. Até porque havia muita animação e divertimentos, ali ao lado – acima, melhor dizendo – mais refrescantes em noite de calor intenso, depois, porque o anunciado João Moura, foi substituído por Brito Pais, depois ainda, porque não sobravam outras festas e animação ali por perto.

 

Abriu praça, Ana Batista. Os sete ferros que despachou, dois compridos e cinco curtos, não acrescentaram nada ao que se tem testemunhado sobre a sua iniciativa e trajecto artístico. Cavalos bem arranjados, limpos e asseados, são imagem de marca de Ana Batista, que deu volta com José Quintas, dos Amadores de S. Manços, após pega à 2ª. tentativa. Os dois curtos e quatro compridos deixados pelo costado do 4º. da noite, se satisfizeram Ana Batista, creio não cometer uma desagradável injustiça se comentar, pondo a tónica sem gin, que não dá para entender  a lide. Pegou à 1ª., pelos Amadores de Coimbra, João Eusébio, numa grande pega, onde aos braços teve de ‘apertar’ a alma, rematada, com uma muito boa ajuda do grupo.

 

António Maria Brito Pais, que veio substituir João Moura, mostrou na lide do seu primeiro, o 2º. da ordem, que veio a Ribeira de Pena, não para preencher programa. Os dois compridos com que testou o novilho da casa Santos Silva, com uma boa e bem trabalhada brega, preparam o cenário para os cinco curtos que se lhes seguiram, o último com nota mais dos anteriores, rematando actuação com um de violino. Pegou à 2ª., pelos Amadores de Coimbra, André Rosa, resgatando uma 1ª. tentativa menos cuidada. Mas se no 2º. Brito Pais já marcara boa impressão, no 5º., que se refugiou nas tábuas, encrençado, de onde só dava umas arrancadas para mudar de posição face à Lua, Brito Pais, com determinação e entendimento, imprimiu toda uma lide feita a sesgo, cumprindo a função, e impondo um trasteio de saber. Cada toiro a sua lide, foi neste caso um bom exemplo, quando assim se entende. Dois compridos e quatro porfiados curtos a sesgo, é de mestre. E foi a sesgo que depois de longas citações, com o forcado a ter de ir mesmo a terrenos impensáveis e indesejáveis, que à 4ª. tentativa, João Rosmaninho, dos Amadores de S. Manços, valente, ‘roubou’ uma pega a este 5º., que contrariou o ‘não há quintos maus’. De relevar a concessão de volta permitida pela director da corrida, que entendeu, bem, o mérito do valor do forcado, que por decisão do cabo, não acompanhou o cavaleiro.

 

Só pode ser por medo na concorrência, é que Paulo Jorge Santos não é mais vezes figura nos cartéis. Nem se pode aceitar outro motivo que não seja por esse lado. Paulo Jorge Santos é simpático, alegre no contacto com o respeitável, tem cavalos apresentáveis, monta e toureia bem, sabe que uma corrida de toiros, além de Tradição, tem Arte, Emoção e, é espectáculo.

 

A lide que Paulo Jorge Santos montou e demonstrou, desde que entrou em praça, empolgou o público, e imprimiu um distinto sentido de como deve ser a arte de lidar toiros. Os dois compridos, mostraram como se cria interesse, no público, e no oponente. Os dois curtos, mais os dois em violino, mais um outro curto e o de palmo, foram um crescendo de ritmo que ‘agarrou’ o público, que vibrou e delirou. Manuel Carvalho, dos Amadores de S. Manços, pegando à 1ª., culminou a lide deste 3º. da ordem, em pega de saber citar, recuar e fechar. O 6º. e último, complicado, confirmou um Paulo Jorge Santos como bom ‘leitor’ do oponente, traduzido nos seis ferros cravados, dois curtos e quatro compridos, essenciais e suficientes para confirmar o valor de enfrentar um novilho algo difícil e reservado. Pegou à 3ª., mostrando valor e resiliência, Ricardo Matos, dos Amadores de Coimbra, que teve na ajuda do grupo, a prova da sua entrega como equipa.

 

Dirigiu com discrição, saber e eficiência, o senhor Francisco Calado, delegado da I.G.A.C., que teve no dr. José Luís Cruz um competente assistente veterinário.

 

7 de Agosto 2016

José Andrade

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Nota: as fotos são as possíveis...  

 

 

FEIRA DE ABIUL ARRANCA COM TRIUNFO DE ANDY CARTAGENA

Praça de Toiros de Abiúl – 06.08.16 – Corrida de Toiros

Director: Manuel Gama – Veterinário: José M. Lourenço – Lotação: ¾

Cavaleiros: Rui Salvador, Andy Cartagena, João Moura Caetano

Forcados: Amadores da T.T. Terceirense e Amadores da Chamusca

Ganadarias: Branco Núncio e Lopes Branco (2º. e 4º., sobrero)

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FEIRA DE ABIUL ARRANCA COM TRIUNFO DE ANDY CARTAGENA

A temperatura rondava os 40/41 graus e o calor era abrasador. Por isso, também, a sombra era o local mais procurado fora e dentro da praça e o público marcou forte presença mostrando que havia interesse no cartel e participando, como sempre, de uma forma muito activa no espectáculo. Abiul marca a diferença no panorama taurino nacional e é sempre um prazer deslocar-nos até essa carismática praça de toiros. O primeiro espectáculo desta feira teve no rejoneador espanhol Andy Cartagena o grande triunfador, escolhido, como sempre, pelo público que quer espectáculo e espera divertir-se numa corrida de toiros.

Como cavaleiro de maior antiguidade, Rui Salvador abriu praça frente a um nobre e de suaves investidas toiro de Branco Núncio. Salvador deu-lhe a lide adequada, ligando-se na brega e nos remates e deixando alguns curtos de muito boa nota. No sobrero de Lopes Branco que teve de lidar devido ao titular se ter inutilizado, viu-se com agrado e decisão não lhe faltou pois o toiro, na série de curtos, defendia-se de cara no ar e depois a «sacar-se» no momento do ferro.

Andy Cartagena lidou bem o segundo da tarde, com especial destaque para os remates das sortes. Dois curtos sesgados e outros tantos em sortes de violino que são do agrado do grande público remataram a sua actuação, aqui e além com protestos do público devido ao excesso de capotazos dos peões de brega do espanhol. O quinto da ordem foi também demasiado castigado pelos peões de brega sem que nada o justificasse. Cartagena esteve bem nos curtos, principalmente nos três primeiros, seguindo-se um violino com velocidade demasiada mas que deixou o público de pé quando no remate colocou o cavalo em levada, um ar de alta escola, e repetiu a dose ante a exigência popular. Deu duas voltas à arena, tal como o forcado.

João Moura Caetano esteve bem frente ao seu primeiro, andando em bom plano na brega e a cravar 3 curtos de muito boa nota com destaque para o terceiro. Rematou esta boa actuação com um ferro de palmo em actuação muito aplaudida. No que encerrou praça e que tinha os seus problemas, Moura Caetano viu-se que não estava a gosto e a sua actuação foi para cumprir a papeleta sem destaques. Em ambos os toiros houve também demasiada intervenção dos seus peões de brega.

Açorianos e ribatejanos enfrentaram-se no capítulo das pegas aos seis toiros desta tarde em Abiul: Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores da Chamusca. Grandes pegas de caras foram concretizadas por intermédio de João Pedro Ávila (à 1ª), Luis Cunha (rija à 1ª e bem ajudado) e ainda Tomás Ortins (grande momento consumado à primeira com o toiro a empurrar forte e o grupo a ajudar bem) pelo Grupo da T.T. Terceirense, enquanto que os Amadores da Chamusca pegaram por intermédio de Hélder Delgado (bem à 2ª), Bernardo Borges (muito dura á segunda tentativa e com o grupo a ajudar bem, vindo a dar 2 voltas á arena com o rejoneador) e Emanuel Injay a encerrar com chave d eouro e outra grande pega de caras á primeira.

Os toiros de Branco Núncio, díspares de tipo e de presença, tiveram bom comportamento á excepção do saído em sexto lugar e de Lopes Branco foi bom o segundo da corrida e complicadote o sobrero.

Dirigiu bem e com bom critério Manuel Gama, assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço. Registe-se o regresso a esta emblemática praça de Abiul do cornetim José Henriques, um verdadeiro ídolo naquela terra.

Póvoa de Varzim - 7ª. Corrida de Toiros do Clube de Caçadores da Estela

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Ir aos pombos bravos… caçar uns passaritos.

Nem mais, para ser simpático.

A corrida de toiros do Clube de Caçadores da Estela, era o espectáculo que tradicionalmente abria a temporada tauromáquica na catedral do toureio do Norte, na Póvoa de Varzim. Como vem sucedendo um pouco por todo o lado, e nas mais diversas áreas e circunstâncias, a tradição só é considerada e invocada, quando os invocadores têm especial interesse próprio, e vêem, por alguma outra razão, esse interesse posto em causa. O resto é música para baralhar o ambiente.

 

E foi com pouco ambiente, que nesta agradável noite, de temperatura amena, com um ligeiro atraso na chegada da banda de música, que João Moura Caetano abriu praça, tomando o pulso (andamento) ao primeiro dos hastados, do curro enviado pela ganadaria Ascenção Vaz.

Dois compridos de castigo, serviram para João Moura Caetano ver, que mesmo mudando de montada, com muita entrega, diga-se, e depois de cravar três ferros curtos, por si só, o seu meritório empenho, não conseguia alegrar a lide. Desafiado o público, pediu mais um, e teve, talvez o melhor. Luís Seabra, dos Amadores de Santarém, viu o toiro bater alto, e por alto sair, sem conseguir concretizar a pega à 1ª., intenção, que recuando e fechando-se com ajudas a tempo, resolveu à 2ª.

 

Mas se o primeiro já não era de molde a J.M.Caetano poder justificar porque está em alta no escalão marialva desta temporada, o 4º., um toiro distraído, mais interessado nas bancadas, que galanteador em dia de pinga-amor, nem com dois compridos de castigo, cravados depois muitas passagens e com o cavalo quase parado em cima, acordou. Com a iniciativa de ataque a ficar por conta do cavaleiro, os três curtos que recebeu, trabalhosos, desanimaram o artista, que num gesto digno, recusou dar a volta com o forcado no final. Francisco Andrade, dos Amadores do Aposento da Chamusca, sofreu na primeira tentativa as consequências da descompostura do exemplar de Ascenção Vaz, que permitiu à 2ª. concretizar a pega, aguentando com bom braço e melhor ajuda.

 

Marcos Bastinhas, ou Bastinhas Júnior, como agora é anunciado, recebeu o 2º. da ordem à porta-gaiola, aguentando, parando e cravando, com garbo. O 2º. comprido, citando com distância, ficou bem no alto. Depois de mudança de montada, cravou a ferragem curta, sempre em boa preparação, rematando com uma rosa, e o par da ordem, que o público exige. Francisco Montoia, dos Amadores do Aposento da Chamusca, pegou à 1ª., citando e recuando como é sem timbre, e bem ajudado pelo cabo Pedro Coelho, e o grupo.

Mas se no seu 1º. Marcos Bastinhas mostrou que veio para dar tudo, no 5º. contra a vontade do oponente, pôs a carne no assador. Dois compridos a mandar, com três curtos em montadas diferentes, rematados com o exigido par da ordem, salvaram a noite, premiaram uma actuação triunfadora. Pegou Fernando Montoia, dos Amadores de Santarém, à 1ª. em pega bem executada.

 

Duarte Pinto tem um estilo muito pessoal de montar e lidar, que vai sempre de menos a mais, deixando o público com a sensação de um gosto a pedir mais. Não foi também feliz no seu primeiro, o 3º. da ordem, que teve uma cãimbra, da qual recuperou, felizmente, mas que condicionou o decorrer da lide ao cavaleiro, e perante o público, sem todavia impedir de mostrar um Duarte Pinto empenhado, e disposto a agradar. Quatro curtos, rematados com um a sesgo, dispensável. Pegou à 1ª. numa grande e empolgante pega, Rúben Giovetty, dos Amadores de Santarém, que teve braços e alma, aguentando até mais não o desvio do toiro, que dificultou a ajuda.

No 6º. e último, Duarte Pinto, com dois compridos, o 2º. bem preparado e cravado, seguido de quatro curtos, de frente, bem cravados, embora o último fosse dispensável, mostrou porque é um cavaleiro do agrado do público, e dos que gostam de ver montar e lidar à moda antiga, com tempos medidos na preparação e cravagem. Pegou à 3ª. José Maria Moreira, do Aposento da Chamusca.

 

Dirigiu a corrida e conduziu, com acerto e discrição, o senhor Francisco Calado, delegado da I.G.A.Culturais, acompanhado na parte técnica veterinária pelo dr. José Luís Cruz.

6 de Agosto 2016

José Andrade

A VERDADEIRA “TOURADA À PORTUGUESA” - HOMENAGEM AO EMIGRANTE EM TOMAR

Praça de Toiros “José Salvador” –Tomar – 05.08.16 – Corrida de Toiros

Director: Lourenço Lúzio – Veterinário: Miguel Matias – Lotação: ¾

Cartel: Rui Salvador, Sónia Matias, A. Brito Paes, Bernardo Salvador

Forcados: Amadores de Lisboa e Amadores de Tomar

Ganadaria: Ascenção Vaz

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A VERDADEIRA “TOURADA À PORTUGUESA”

 

Primeiro fim de semana de Agosto e multiplicam-se as homenagens aos emigrantes, muitas delas com corridas de toiros como sucedeu na noite de sexta-feira, 5 de Agosto, em Tomar. Praça com uma bela moldura humana a roçar os 75% de lotação preenchida, noite amena e agradável. Tudo conjugado para uma jornada interessante de tauromaquia mas onde algumas coisas fizeram com que desse este título à crónica do espectáculo.

 

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Foi uma verdadeira “tourada à portuguesa” onde aconteceu de quase tudo: um toiro que faz o pino com o forcado na cara; um toiro que dá cabo de uma embola e fica com um corno de fora, mal arranjado, antes da pega; pega de cernelha que devido à incapacidade dos cabrestitos e dos “campinos” que não campinam nem nada…; o último toiro da corrida a sair com um corno à mostra por ter rompido as velhas embolas e volta para dentro para ser embolado… quase 4 horas até que Paulo Parker dos Amadores de Tomar conseguisse uma vistosa e valente pega de caras a encerrar este espectáculo. E sem ritmo, com intervalos pelo meio, com IMG_7827.JPGdificuldades na recolha dos toiros, não há espectáculo que resista nem espectador que aguente!

 

 

 

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Rui Salvador teve duas boas actuações, quiçá em melhor plano no que abriu praça e que serviu apesar de mansote. Foram momentos vibrantes aqueles em que cravou os dois curtos da corrida, com entradas muito ajustadas ao pitón contrário, a entrar nos terrenos do toiro e deixar dois excelentes ferros, justamente aplaudidos pelo público. No que abriu a segunda parte esteve de novo em bom plano quer na brega quer na cravagem da ferragem com bons momentos.

 

Sónia Matias esteve algo apagada e com dificuldades frente aos dois toiros. Se bem que a sua atitude seja de comunicação constante com o público e coIMG_7717.JPGm um sorriso nos lábios, a verdade é que as coisas não correram de feição, não conseguindo ajustar a velocidade das montadas para que as reuniões fossem mais ajustadas e pronto… O público acarinhou-a como sempre mas julgamos que no segundo toiro não deveria ter dado volta à arena.

 

 

 

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António Brito Paes mostrou, de novo, o bom momento que atravessa e a injustiça de não estar em alguns dos chamados grandes cartéis. Bem montado, mostrou elevado nível na brega e cravou bons ferros curtos no seu primeiro que cedo buscou tábuas. Mostrou ter soluções e entender bem o toiro ao deixar-lhe dois curtos sesgados depois de um primeiro também de boa nota com o toiro nos tércios e terminou com um violino. Longa ia a noite a corrida quando lidou o sétimo exemplar, manso e reservado, fechado em tábuas, e aí lhe cravou 3 curtos de muito mérito.

 

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Bernardo Salvador lidou o quarto da noite e depois de deixar dois compridos á tira e mudar de montada, cravou dois curtos de muito boa nota, entrando ao pitón contrário, e fazendo soar os aplausos do seu público. Houve algumas falhas na cravagem, desculpáveis porque o Bernardo ainda é amador. Mas importa ressaltar que se preocupou na colocação do toiro e nos remates das sortes.

 

Os Amadores de LisboaLISBOA_7749.JPG e os Amadores de Tomar repartiram entre si as sete pegas da noite. Por Lisboa abriu praça João Luz, muito bem e ao primeiro intento; seguiu-se Eurico Medronheira, numa rija cara á segunda, enquanto Osvaldo Silva se fechou com facilidade à primeira num misto com Tomar e depois houve a tal situação do toiro que ficou com o corno de fora da embola e a cernelha só a muito custo foi concretizada por Pedro Gomes e Renato Avelar. Pelos Amadores de Tomar foram para a cara João Serra, a fechar-se á primeira e com o toiro a fazer o pino; Bruno Feijão numa rija pega à primeira e Hélder Parker também numa vista e valente cara á primeira a encerrar praça.tomar_7701.JPG

 

 

Os toiros de Ascensão Vaz estavam bem apresentados, foram mansos no geral à excepção de 4ºe 5º e com nota francamente negativa o lote que tocou a Brito Paes.

 

Dirigiu a corrida, com alguma condescendência, Lourenço Lúzio acolitado pelo veterinário Miguel Matias.

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