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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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PRÓXIMOS CARTÉIS

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Coruche, 17.08.16 - Rouxinol e Ribeiro Telles Jr destacam-se numa tarde dedicada à forcadagem

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Coruche – 17.08.16

Director: Lourenço Luzio – Lotação: Casa cheia

Cavaleiros: António Ribeiro Telles, Luis Rouxinol, João Ribeiro Telles Jr.

Forcados: Amadores de Coruche

Ganadarias: David Ribeiro Telles

 

A tarde era de homenagem ao Grupo de Forcados Amadores de Coruche, que comemoram 45 anos e e despedida do cabo Amorim Ribeiro Lopes, que ao fim de 15 anos passou “a pasta” a José Macedo Tomás. Casa cheia, sem estar esgotada, em mais um tradicional 17 de Agosto, feriado municipal em Coruche, e uma tarde em crescendo na Monumental do Sorraia.

 

Por ter sido tarde de forcados é precisamente por eles que começamos. Amorim Ribeiro Lopes despediu-se logo no primeiro da tarde, um exemplar da ganadaria David Ribeiro Telles (tal como os outros cinco da tarde), fechando à primeira numa pega tecnicamente correcta e digna de um mestre da forcadagem. Deu volta à arena acompanhado e foi ao centro do terreno receber uma forte ovação  antes de dar nova volta acompanhado dos actuais e antigos elementos do grupo.

 

José Macedo Tomás efectivou a sua “tomada de posse” no segundo da tarde, um toiro com nada mais nada menos que 705 kg mas que se mostrou voluntarioso. Mostrou dificuldades na reunião e conseguiu pegar apenas à terceira tentativa. Deu volta.

 

Nos restantes quatro, pegou João Bruno Peseiro, bem à primeira como tem vindo a ser seu apanágio, António Tomás, à terceira e José Marques, à primeira . A pega da tarde esteve a cargo de Miguel Raposo (no quinto da tarde), que aguentou na cara do toiro com as ajudas a serem “ceifadas”, arrancando fortes aplausos e sendo, merecidamente, chamado ao centro da praça para ovação.

 

António Ribeiro Telles abriu a tarde com um exemplar que lhe deu trabalho e o obrigou a uma lide em que o importante era cumprir a “papeleta”, deixando o brilho para segundo plano. Fê-lo com a classe que lhe é conhecida, depois de alguma dificuldade no inicio da cravagem dos curtos. No seu segundo (quarto da ordem) teve oportunidade para fazer mais e melhor, conseguindo uma lide com uma nota artística mais elevada.

 

A Luís Rouxinol calhou em sorte o segundo da tarde, um exemplar com 705 kg que gerou apreensão, mas que acabou por ser colaborativo, permitindo ao cavaleiro de Pegões arrancar fortes aplausos e destacar-se como a melhor lide da primeira parte desta corrida. Cravou como quis e ainda teve oportunidade de adicionar toques artísticos a um exemplar que apesar do peso apresentou boa mobilidade, terminando com par de bandarilhas. No segundo da tarde, lide idêntica à primeira, a gosto, frente a um exemplar que se deixava lidar sem grandes dificuldades e que permitiu a Luís Rouxinol sair como um dos triunfadores da tarde.

 

João Ribeiro Telles Jr granjeia enorme simpatia na Monumental de Coruche, tal como o seu tio, mas nem por isso deixou de impressionar, merecendo todos os aplausos que escutou. No primeiro da tarde (terceiro da ordem), cumpriu sem deslumbrar, terminando com sorte de violino, deixando os condimentos para o segundo da tarde onde entusiasmou as bancadas, cheias, para um final de tarde em apoteose, onde terminou com palmitos e violino, a pedido do público.

 

Luis Rouxinol e João Ribeiro Telles Jr foram os destaques a cavalo numa tarde que pertenceu aos Amadores de Coruche, que abrem agora um novo ciclo ao fim de 45 anos. José Macedo Tomás assume o comando do grupo depois de década e meia liderados por Amorim Ribeiro Lopes que se despede assim das arenas.

 

Cumpriu-se um minuto de silêncio em memória do mestre David Ribeiro Telles.

 

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Miguel Dias

AS FOTOS DA NOVILHADA DE 17 DE AGOSTO EM ARRUDA DOS VINHOS

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

AS FOTOS DA CORRIDA DE 16 DE AGOSTO EM ARRUDA DOS VINHOS

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Marcos Bastinhas reaparece em ABIUL a 19 de Agosto

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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A próxima corrida de sexta-feira dia 19 de Agosto em ABIUL, será o encerramento de uma das grandes feiras taurinas da temporada 2016!

 

Podemos hoje informar, que esta corrida tem o aliciante e a boa notícia, do ressurgimento do cavaleiro Marcos Bastinhas que se lesionou recentemente e reaparece após não poder ter estado presente nos seus últimos compromissos.

 

Assim na sexta feira dia 19 de Agosto em ABIUL pelas 22h00, teremos na praça de toiros mais antiga de Portugal, o regresso do popular ginete e grande figura do toureio Marcos Bastinhas, que repartirá cartel com Jacobo Botero e Rouxinol Junior, para lidar um impressionante curro de toiros da divisa de Cunhal Patrício. Para as pegas, estarão em praça os grupos de forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e os de Alter do Chão.

 

Campo Pequeno: 124 anos de história, cultura e tradição

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Comemoram-se hoje 124 anos sobre a inauguração da Praça de Toiros do Campo Pequeno, a “catedral mundial do toureio a cavalo”, verdadeiro “ex-libris” da tauromaquia portuguesa, ponto de encontro entre a história, a cultura e a tradição. Pela arena do Campo Pequeno passaram as maiores figuras da tauromaquia mundial, tanto no que respeita ao toureio a cavalo como ao toureio a pé e aos grupos de forcados, tal como no referente a ganadarias.

 

O Campo Pequeno afirma-se na actualidade, para além da tauromaquia, como palco das mais diversas manifestações artísticas, culturais e politicas, factos só possíveis depois das obras de restauro e requalificação que tiveram lugar entre 2000 e 2006.

 

Sendo uma das mais importantes salas de visita de Lisboa, o Campo Pequeno foi também testemunha e “interveniente” em grandes acontecimentos políticos do século XX, entre os quais uma mudança de regime (da Monarquia para a República, em 1910) e de diversos golpes de estado ocorridos depois da implantação da República.

 

O edifício, cujo projecto é da autoria do Arquitecto António José Dias da Silva, constitui uma das principais construções em estilo neo-árabe existentes em Portugal. A monumental praça, de forma circular e dotada de janelas de arcos de ferradura e ameias, tem quatro torreões orientados segundo os quatro pontos cardeais e que são encimados por cúpulas em forma de bolbo. A superfície do edifício é integralmente revestida com meio milhão de tijolos vermelhos, dando-lhe uma aparência típica da arquitectura ibérica. A escolha deste estilo arquitectónico deveu-se à crença corrente no século XIX de que as corridas de toiros teriam uma origem árabe, o que não corresponde à realidade. 

 

A praça de toiros do Campo Pequeno é propriedade da Casa Pia de Lisboa, entidade que, por força da publicação da Carta de Lei de 21 de Agosto de 1837 (Reinado de D.ª Maria II) detém o exclusivo das touradas pagas, ou seja, aquelas que são organizadas com fins comerciais. Por esta razão, nos dias de hoje, o Campo Pequeno contribui com 700 mil euros anuais para esta instituição social, sendo uma das suas principais fontes de financiamento.

 

Recordemos os nomes daqueles que integraram o cartel inaugural do Campo Pequeno, a 18 de Agosto de 1892: Cavaleiros: Alfredo Tinoco e Fernando de Oliveira. Bandarilheiros: Vicente Roberto, Roberto da Fonseca, José Peixinho, João Calabaça, João Roberto e os seus colegas espanhóis Felipe Aragón “Minuto” e “Pescadero”. Toiros de Infante da Câmara e um grupo de forcados.

Campo Pequeno - O imponente curro de Murteira Grave apresentado pelo próprio Ganadero

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Quando sair à arena o sexto e último toiro da “LII Corrida da RTP”, a realizar no Campo Pequeno, no dia 25 de Agosto, a ganadaria Murteira Grave terá lidado nesta praça 250 toiros.

 

Os toiros enviados para esta corrida, pelo ganadero Joaquim Murteira Grave, com uma variedade de pelagens extremamente sugestiva, têm como denominador comum um “trapío” impressionante e irrepreensível. São eles o “Gaturro” (2), “Esquilero” (6), “Montecristo” (20), “Cigarrero” (26), “Inquieto” (35) e o “Parasita” (67).

 

“O ‘Gaturro’, negro, bragado, listão, é um toiro que me toca particularmente, pelo seu tipo”, diz-nos o Joaquim Grave que destaca nas características morfológicas deste toiro, o facto de ser “baixo, de cornos acapachados, onde é visível a sua ascendência ‘Gamero Cívico’. Tem uma apresentação soberba. Um tipo de toiro que me habituei a ver cá em casa desde menino. Foi um toiro muito calmo até há cerca de um mês, altura em que arranjou aí uma espécie de contencioso com o número 20 e, desde então, ando sempre em sobressalto a ver se duram dos dois até Lisboa….”

 

O “Esquilero” é um toiro castanho-escuro quase albardado, bisco do corno direito e “zurdo”. “É bisneto da ‘Saltarilla’, uma das vacas da ganadaria Grave mais pontuadas de sempre e filho da ‘Esquilera’. Foi sempre um animal tranquilo que nunca se meteu em brigas, o que para mim é um sinal de bravura. Para ser um animal totalmente perfeito, só lhe acrescentaria algumas sedas mais na cauda,” refere o ganadero.

 

O “Montecristo” é um toiro preto, bragado corrido, axiblanco e lavado por detrás. Bem armado de córnea é levemente “tocado” e quase “cornidelantero”. Para Joaquim Murteira Grave, trata-se de “um toiro fino” para o qual prevê uma investida “um pouco rebrincada, de grande mobilidade e que pode proporcionar uma lide espectacular”. É um toiro descendente de um toiro Coimbra que seu pai, Joaquim Grave, fundador da ganadaria, “comprou a José Luis Sommer d’Andrade e que sempre ligou muito bem dentro da nossa ganadaria”.

 

A pelagem do “Cigarrero”, um “burraco”, como que “faz as delícias de Joaquim Murteira Grave. “Pela pelagem é um dos meus preferidos” diz, destacando outras características morfológicas do seu gosto: “cara comprida, ‘estrecho de sienes’, córnea de grande simetria e, embora seja um bocadinho alto, tenho de reconhecer que está dentro dos parâmetros da sua linha genética”. Acrescenta que se trata de um toiro “avesso a brigas no campo, que teve dois irmãos mansos mas, em contrapartida, tem quatro irmãs aprovadas em tenta”.

 

O “Inquieto”, um ensabanado salpicado de negro e capirote, “tocado” e aberto de cara é, no entender de Joaquim Murteira Grave, “um toiro com aspecto do século XIX, muito comprido e baixo como eu gosto de os ver. A sua mãe, quando foi tentada, teve nota máxima em trapío e é uma das mais bonitas da vacada”. A sua expectativa quanto ao comportamento deste toiro em praça é grande pois “com a mistura de sangues que este animal tem, se cada um deles lhe der a sua melhor qualidade, então teremos um grande toiro, um toiro de grande mobilidade.”

O “Parasita” é salgado, bragado corrido, “um toiro grande, para ultrapassar à vontade os 600 quilos e que tem um comportamento muito curioso. É grande amigo do 20 (“Montecristo”), sempre que o 2 (“Gaturro”) o ataca, lá está para o defender. É um toiro muito sério que assusta só pelo volume,” diz o ganadero sobre este toiro que considera bem armado de córnea e que procede de uma linha genética “que não é de meias tintas: é muito agressivo, mas de uma agressividade templada.”

 

Fundada em 1958, esta ganadaria pasta na Herdade da Galeana e é uma das ganadarias portuguesas mais respeitadas nacional e internacionalmente, com prémios obtidos nas principais praças de Espanha e França, designadamente em Madrid, a praça onde lidou mais toiros: 336, seguida de Évora (335).

 

O seu efectivo é de 180 vacas de ventre e 14 sementais (entre “efectivos” e “reservistas”).

 

Para lidar e pegar este imponente curro estarão em praça os cavaleiros António Ribeiro Telles, Luis Rouxinol e Marcos Bastinhas e os forcados amadores de Santarém e do Aposento da Moita, capitaneados respectivamente por João Grave e José Maria Bettencourt que se estreiam no Campo Pequeno na chefia dos seus grupos.

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BOA ACTUAÇÃO DE DAVID GOMES PREMIADA COM TROFÉU “TERTÚLIAS DE ARRUDA” Á MELHOR LIDE

18.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Arruda dos Vinhos – 17.08.16 – Novilhada

Director: Rogério Jóia – Veterinário: José M. Lourenço – Lotação: ¼

Cavaleiros: Verónica Cabaço, David Gomes, António Prates, António Núncio, Ricardo Cravidão

Forcados: Amadores de Montemor e de Arruda dos Vinhos

Ganadarias: Jorge Carvalho (2º) e Falé Filipe (1º, 3º, 4º e 5º)

BOA ACTUAÇÃO DE DAVID GOMES PREMIADA COM TROFÉU “TERTÚLIAS DE ARRUDA” Á MELHOR LIDE

A denominada novilhada das Tertúlias de Arruda dos Vinhos teve momentos de interesse mas a escassa presença de público – as Tertúlias quase não marcaram presença! – e a noite fresca e ventosa não ajudaram muito a que os ânimos aquecessem na bancada. A excepção aconteceu na boa lide de David Gomes ao segundo da noite, justamente premiada com o troféu “Tertúlias de Arruda” que foi entregue por Márcio Viduedo em representação das Tertúlias.

David Gomes apresentou-se em Arruda mostrando-se moralizado e com bom entendimento do novilho de Jorge Carvalho que teve por diante. Procurou desde cedo interessá-lo na montada, colocando três compridos a tentar provocar a investida. Na série de curtos, onde foi patente uma boa brega e bom conceito de lide, teve dois ferros de muito boa execução, entrando bem de frente.

Verónica Cabaço abriu praça frente a um colaborador novilho de Falé Filipe (excelente nos capotes). Andou algo hesitante e com alguns problemas colocados pelas montadas deixou a ferragem da ordem sem destaques.

António Prates teve uma actuação com alguns momentos interessantes, procurando um toureio com sortes em que a batida ao pitón contrário nem sempre resultou mas deixando boa nota no geral. Quarto e sexto curtos foram de boa execução e os mais destacados da sua actuação frente a um novilho de Falé Filipe de muito boa nota, com raça e encastadas investidas.

António Núncio teve por diante um novilho de Falé Filipe que foi manso e de arreões. Deixou 3 compridos bem cravados, no sítio, e a sesgo teve de deixar a ferragem curta, o que fez com muito mérito e valor pois o novilho aí se fixou e não mostrava vontade de sair para os tércios ou os médios.

Ricardo Cravidão lidou o quinto da ordem, um Falé Filipe que não colocou grandes problemas. Cravou 3 compridos e uma série de 5 curtos dos quais o último foi o melhor em sorte a sesgo.

Os Amadores de Montemor mandaram para a cara dos novilhos os forcados João Vacas de Carvalho que consumou à terceira, Vasco Ponce também à 3ª assim como João Calisto. Os Amadores de Arruda tiveram na cara dos novilhos os forcados David Lima que consumou à terceira e Mário Real que só à 5ª tentativa e a sesgo conseguiu consumar.

Na direcção do espectáculo esteve Rogério Jóia coadjuvado pelo veterinário José Manuel Lourenço.