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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Póvoa de Varzim – 13 Agosto 2016 - A última da temporada… mas podia bem ser a primeira

14.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Podia ser a primeira corrida da temporada na Praça de Touros da Póvoa de Varzim, pelo desempenho artístico, pelo bonito curro da ganadaria Vinhas, pelo exemplo futuro no modo como alguns artistas gerem a sua carreira, os seus compromissos, os seus contratos. E também para tirar ilações sobre qual o melhor horário e melhor dia para montar uma corrida. Foi a última, mas podia, e devia ter sido a primeira.

 

Noite de temperatura incerta, algo que oscilou entre um leve manto de fumo e nevoeiro, suportáveis, e terminou fria e desagradável.

 

Dirigiu a corrida, com aquela eficiência, aficion e simpatia que se lhe reconhece, Rogério Jóia, que teve como assistente veterinário o dr. Carlos Santos.

 

A ganadaria foi a Vinhas, em substituição da anunciada Jorge Mendes, com o sobrero, que acabou sendo utilizado, da casa Santos Silva.

 

Do cartaz anteriormente anunciado – Luís Rouxinol – Sónia Matias – Mara Pimenta e Luís Rouxinol júnior, Sónia Matias, que apresentou atestado médico, embora à mesma hora estivesse anunciada para a Praça da Nazaré, foi substituída por Filipe Gonçalves. Os Grupos de Forcados anunciados, o da Moita, capitaneados por Pedro Raposo, e o do Montijo, dirigido por Ricardo Figueiredo, compareceram.

 

A dupla Rouxinol, Luís e Luís Júnior, abriram praça. A lide a duo tem sempre o seu quê de exigência no entendimento entre os cavaleiros. Pai e filho deram conta da função, lidando com grande eficiência o Vinhas que lhes coube em sorte, o mais encorpado do lote, que deu bom jogo, num desempenho entre as partes, animado e ritmado. Pegou à 1ª., Luís Lourenço, dos Amadores da Moita, que brindou aos bombeiros presentes, pelos ausentes, em geral.

 

Filipe Gonçalves, que substituiu Sónia Matias, tem grande aficion no Norte, e na Póvoa em especial, e depois de ser o grande triunfador da recente Corrida Tv/Norte, veio para voltar a triunfar. Alegre ao receber, preparou de deixou os três compridos da ordem, já com a respeitável com as mãos a arder. Em crescendo, desenvolveu uma lide empolgante, onde a preparação e cravagem até por um estranho feito pelo  de Vinhas, no último, fez desta actuação um delírio. Pegou à 3ª., com uma ajuda a carregar e o grupo, como competia a fechar bem, José Suíça, dos Amadores do Montijo, que brindou a Diego Ventura, o melhor cavaleiro do mundo, que discretamente assistia entre barreiras à corrida.

 

O Vinhas que saiu em 3º. lugar, foi para Mara Pimenta mais uma boa oportunidade de dar o ‘salto’. O ‘fulgor da juventude’, para não usar outro termo menos doloroso, não deixou calma e serenidade para entender o que tinha que resolver, e não era difícil, nem para ouvir o que de fora lhe pediam. Cravou como pôde, e um pôde, ferros a contento e descontento. Pegou à 2ª. numa demonstração de grandes braços e alma, Fábio Silva dos Amadores da Moita.

 

Luís Rouxinol é mesmo um caso, que quando dá caso, é só porque, por acaso, o caso não dava para acasos. E o acaso do sorteio deu-lhe pela frente um bom toiro, que não vale a pena repetir, deixou Luís Rouxinol passear o seu empenho, saber e classe, com preparações e cravagem de ferros para todos os gostos, em todos os terrenos, rematando a lide, com o inevitável para a duas mãos, exigência ensurdecedora das bancadas. Pegou, à 1ª. em pega de grande valor na execução e consumação, João Paulo da Mata, dos Amadores do Montijo, que com a responsável da ganadaria Vinhas presente, com o cavaleiro, deu volta à praça.

 

Com Luís Rouxinol Júnior, cumpriu-se o aforismo, ‘não há quintos maus’. Não foi mau  o toiro, nem foi má a prestação de Rouxinol Júnior. Seguro, atrevido e mostrando maturidade, preparou e cravou os dois primeiros compridos, ‘agarrando’ o oponente, mudou de cavalo para deixar mais um excelente comprido, trocando de montada para mais dois curtos em terrenos com a sua marca, e voltando a mudar de montada para mais dois curtos de boa nota. Pegou à 3º., numa pega em que uma ajuda a carregar teria evitado as anteriores, mas não o estranho que fez à 2ª., Nuno Santos, dos Amadores da Moita.

 

O toiro da ganadaria Vinhas que saiu em sexto, o segundo mais pesado do curro, ao ser lanceado no capote do terceiro bandarilheiro, sofreu uma notória cãibra num dos quartos traseiros, incidente acabou por provocar uma queda, queda que provocou um total descontrolo motor do animal, levando a cair imobilizado. Seguro do diagnóstico o dr. Carlos Santos, imediatamente foi ordenada a sua substituição pelo ‘sobrero’, um novilho da casa Santos Silva, que foi lidado dentro do possível, já que em nada estava interessado no que se propunham, numa lide a duo, Filipe Gonçalves e Mara Pimenta, que mais ele que ela, tiveram de resolver uma ‘papeleta’  que em nada estava disposta a colaborar. Daí a ferragem, pouca, de difícil execução, e intermitente nos compassos possíveis. Como não há duas sem três, dizem, como lhe competia, o cabo decidiu que a pega seria de cernelha. É verdade que o toiro era ‘baixel’, mas nem os cabrestos estavam pelos ajustes, não se deixavam aproximar sem um coice por cumprimento, nem os campinos estavam senhores da função. Após muitas tentativas sem direito a aproximação, o que desmotiva e exaspera os cernelheiros, e aborrece o público, rematou-se a lide com uma pega de caras, à 2ª., por Élio Santos, que dobrou André Marques, dos A. do Montijo, que se lesionou na 1ª.

 

 E assim, com um desagradável vento frio em noite de Agosto, terminou por este ano, a temporada tauromáquica na Póvoa de Varzim. Uma temporada que arrancou envolta na decisão dos donos da praça, a Câmara Municipal, que querendo subsidiar uma Associação onde pontuam umas ‘amigas dos animais’, entendeu de futuro, criar novas regras, absurdas e até em nada abonam a boa gestão financeira e de imagem da cidade, apenas mostram caprichos frutos do tempo.

 

José Andrade

Grande Gala Ribatejana na corrida de 3 de Setembro na Chamusca, Homenagem ao aficionado e ganadeiro Manuel Assunção Coimbra

14.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Esta corrida será uma corrida de toiros marcante, pois será efectuada uma Homenagem ao conhecido Ganadeiro e aficionado chamusquense Manuel Assunção Coimbra nesse dia, lidando-se exatamente um magnifico curro da sua ganadaria, que esperamos que saiam tão bravos quanto são bonitos, prestando assim  a melhor homenagem a esta incontornável figura.

 

Esta corrida tem um particular envolvimento do Município da Chamusca, que se empenhou em recrear o que de melhor e mais típico há no Ribatejo, organizando uma verdadeira GALA RIBATEJANA que irá envolver entre: associações, ranchos, bandas e outras instituições do concelho, mais de 250 figurantes que irão desfilar pelas ruas desta aficionada Vila Ribatejana, a Chamusca, o CORAÇÃO do RIBATEJO!