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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Saiba quais são os espectáculos taurinos até dia 15 em Portugal na nossa galeria:

 

 

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É indiscutivelmente um cartel de figuras o que a empresa Tauroleve anuncia para o próximo sábado, dia 13 de Agosto pelas 22:30, no Coliseu Figueirense.

 

A Corrida Correio da Manhã Centro contará com a presença dos cavaleiros António Telles e João Moura bem como do matador de toiros Pedrito de Portugal que fará neste dia o seu primeiro compromisso na temporada bem como o regresso a uma praça que muito o acarinhou ao longo da sua trajetória e obteve inúmeros triunfos.

 

A corrida que goza de enorme expectativa contará ainda com a presença dos forcados amadores de Vila Franca e Alcochete, numa noite onde se lidam toiros das emblemáticas ganadarias de Pinto Barreiros, para as lides a cavalo, e São Torcato, para as lides a pé.

 

No próximo sábado pelas 22:00, regressam à Figueira da Foz os grandes cartéis e as magnificas corridas emblemáticas.

 

Com a devida vénia, sim, porque temos que a fazer, adopto o slogan da empresa e adapto-o sem favor, ao título da minha crónica… ‘Beja como nunca…’, disse e bem Rafael Vilhais, numa oportuna e justificadíssima antecipação e antevisão dos acontecimentos. Beja esgotou o papel e ao  que parece, fez-se história… Diziam ontem os mais antigos bejenses, que não tinham memória de uma ‘coisa’ assim… e que ‘coisa’ é essa?


Bem, praça esgotada, carros e mais carros, trânsito ‘aflito’ para chegar ao tauródromo, dificuldade na ocupação de lugares e sobretudo, um frenesim dos antigos e aquela ‘comichãozinha’ tão própria das grandes noites de toiros…


Beja como nunca e a arena como há muito não víamos… tudo veio ‘arriba’… o público merecia afinal todo o empenho dos artistas e ‘eles’ sabiam disso… Continuo em Rafael Vilhais. Raios me partam que é preciso mais ‘quê’ para se perceber que este frenesim, o tal burburinho e borboletas na barriga, se devem sentir em Beja, em Salvaterra mas e as outras praças? Afinal uns podem concretizar e outros não? Afinal o que falta aos outros empresários que Rafael parece ter aos montes?


As respostas são mais que óbvias e juro dá-las num artigo de opinião, porque as crónicas não são  definitivamente o palco adequado para tais dissertações…

 Apenas pensem…

Pois bem, ‘carne no assador’ e o petisco, apenas poderia ter sido ‘gourmet’…

O que esperar de um cartel em que se apresentam Fernandes e Ventura? Isto!

O que esperar de um cartel onde se inclui uma despedida de um cabo de um grupo? Isto!
Bem, tudo à vista!


Sou adepta da pontualidade, mas a verdade é que, os minutos de atraso (uns escassos cinco), poderiam e deveriam ter sido mais. Era necessária sensibilidade para proporcionar a excepção e deixar que o público se acomodasse nos seus lugares. Pois bem, cortesias e ‘tal’ e lá entra o elenco em praça, para monumental ovação do conclave. A ‘magia’ estava lá e esteve sobretudo numa primeira parte de absoluta antologia…


Rui Fernandes esteve enorme frente ao primeiro manejável Charrua, tónica aliás dominante de um curro bem apresentado, a transmitir e a proporcionar bom espectáculo. Mais complicadote o quarto… Voltamos a Rui e ao ‘grande’ que esteve, que está… Actuação super completa, em
plano de máxima figura do toureio, inteiro e completo, brilhante na brega, no poderio, na raça, no tremendismo e sobretudo, marcando a diferença no panorama taurino português, onde se destaca dos demais… Ferros de grande valor artístico, remates portentosos e grande triunfo.


O seu segundo não permitiu semelhante dimensão em resultado global, mas o toureiro esteve lá, a ‘jogá-las’, a defender um posto que é seu. O último curto foi de uma genialidade imensa, aquecendo uma ‘faena’ que estava morna… A seguir um par e claro, palmas e mais palmas.


Diego Ventura, ‘que va’… sabemos, sabemos sim, sabemos que ali estavam todos muito por sua causa. Todos queriam ver o grande triunfador de Madrid, artisticamente falando… Ventura e a sua inigualável quadra colocam-no no patamar de ‘dono do toureio’ que se faz com cavalos. A sua primeira prestação na Praça de Toiros Varela Crujo foi algo histórico. Nazari esteve enorme. Nem sei se a isto se possa chamar cavalo… É um toureiro dos grandes. Como ladeia, com que arte e poder…
‘Lío’ e Beja ‘boca abajo’ e continua o recital com o Ritz e o Remate, este último com os palmos. Que bem e repito, melhor actuação do toureiro luso-espanhol, em Portugal.

Frente ao segundo, igual… outro show de Nazari, Roneo ao seu melhor nível e Remate outra vez. Todos aos ‘pés’ de Ventura e Ventura, agradecido a Beja e ao seu apoderado português de sempre, Rafael Vilhais a quem brindou esta lide.


Nas linhas mais acima, não falei da inclusão de Filipe Gonçalves neste cartel por motivos óbvios, ou seja, Fernandes e Ventura, máximas Figuras do Toureio e Filipe, obviamente como aspirante. Mas atenção e pára tudo! Filipe Gonçalves marcou ontem, em Beja, uma viragem na sua carreira e disso, não tenho dúvidas. Quando todos pensavam que poderia estar um furo ou dois abaixo devido aos naturais nervos e pressão de compartir cartel com dois ‘monstros’ do toureio, a verdade é que, chegou, viu e venceu, rubricando ali, duas exibições de verdadeiro ‘escândalo’.


Filipe teve aquilo que deve ter um toureiro, sentido de espectáculo, de dar a público o que quer ver e mais, teve sentido de lide e de fazer com os toiros o melhor e deles retirar o máximo partido. Foram
ladeios, ferros com imponentes batidas ao piton contrário, palmas em jeito de adornos, piruetas, enfim… Colocou-se a par das Figuras e sem favor e a continuar assim, dizemos que está perto… muito perto!


Infelizmente actuando em sétimo lugar fruto de algumas inflexibilidades, Joaquim Brito Paes. O mais novo da dinastia Brito Paes, esteve muito bem se em conta tivermos, que por diante teve um
novilho-toiro arisco, áspero e com menor condições de lide. O da ganadaria de ‘sua’ casa, não deu contemplações, mas permitiu ver a raça do ‘miúdo’ que marcou também pontos em Beja. Raça e ‘gracia’ numa prestação auspiciosa.


O festejo tinha também como aliciante e atractivo maior, o facto de se despedir, Joel Zambujeira. Esteve bem e com grande ambiente e sentimento, despiu a jaqueta dos Amadores de Cascais, entregando a liderança do grupo a Paulo Loução. As restantes pegas foram duras e com algumas intermitências, destacando-se a de Ventura Doroteia  ao último da noite. Consumaram ainda pegas, os ‘caras’ Paulo Loução e Bruno Cantinho.
Pela formação bejense, consumaram pegas os forcados João Fialho, Mauro Lança e Diogo Morgado, com alguns incidentes no percurso e algumas colhidas aparatosas…


Terminada a corrida, o forte ambiente continuou nas imediações do tauródromo, onde se debatiam triunfos, felizmente que os houve e muitos e onde, se dizia, que Beja esteve como nunca!

Dirigiu, Agostinho Borges...

Fotos: João Dinis /www.touroeouro.com

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