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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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ESPECTÁCULOS TAURINOS ATÉ 15 DE AGOSTO (ACTUALIZAÇÃO)

09.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Saiba quais são os espectáculos taurinos até dia 15 em Portugal na nossa galeria:

 

CARTEL DE FIGURAS A 13 DE AGOSTO NA FIGUEIRA DA FOZ

09.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

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É indiscutivelmente um cartel de figuras o que a empresa Tauroleve anuncia para o próximo sábado, dia 13 de Agosto pelas 22:30, no Coliseu Figueirense.

 

A Corrida Correio da Manhã Centro contará com a presença dos cavaleiros António Telles e João Moura bem como do matador de toiros Pedrito de Portugal que fará neste dia o seu primeiro compromisso na temporada bem como o regresso a uma praça que muito o acarinhou ao longo da sua trajetória e obteve inúmeros triunfos.

 

A corrida que goza de enorme expectativa contará ainda com a presença dos forcados amadores de Vila Franca e Alcochete, numa noite onde se lidam toiros das emblemáticas ganadarias de Pinto Barreiros, para as lides a cavalo, e São Torcato, para as lides a pé.

 

No próximo sábado pelas 22:00, regressam à Figueira da Foz os grandes cartéis e as magnificas corridas emblemáticas.

 

Beja - Como nunca... Por: Solange Pinto

09.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Com a devida vénia, sim, porque temos que a fazer, adopto o slogan da empresa e adapto-o sem favor, ao título da minha crónica… ‘Beja como nunca…’, disse e bem Rafael Vilhais, numa oportuna e justificadíssima antecipação e antevisão dos acontecimentos. Beja esgotou o papel e ao  que parece, fez-se história… Diziam ontem os mais antigos bejenses, que não tinham memória de uma ‘coisa’ assim… e que ‘coisa’ é essa?


Bem, praça esgotada, carros e mais carros, trânsito ‘aflito’ para chegar ao tauródromo, dificuldade na ocupação de lugares e sobretudo, um frenesim dos antigos e aquela ‘comichãozinha’ tão própria das grandes noites de toiros…


Beja como nunca e a arena como há muito não víamos… tudo veio ‘arriba’… o público merecia afinal todo o empenho dos artistas e ‘eles’ sabiam disso… Continuo em Rafael Vilhais. Raios me partam que é preciso mais ‘quê’ para se perceber que este frenesim, o tal burburinho e borboletas na barriga, se devem sentir em Beja, em Salvaterra mas e as outras praças? Afinal uns podem concretizar e outros não? Afinal o que falta aos outros empresários que Rafael parece ter aos montes?


As respostas são mais que óbvias e juro dá-las num artigo de opinião, porque as crónicas não são  definitivamente o palco adequado para tais dissertações…

 Apenas pensem…

Pois bem, ‘carne no assador’ e o petisco, apenas poderia ter sido ‘gourmet’…

O que esperar de um cartel em que se apresentam Fernandes e Ventura? Isto!

O que esperar de um cartel onde se inclui uma despedida de um cabo de um grupo? Isto!
Bem, tudo à vista!


Sou adepta da pontualidade, mas a verdade é que, os minutos de atraso (uns escassos cinco), poderiam e deveriam ter sido mais. Era necessária sensibilidade para proporcionar a excepção e deixar que o público se acomodasse nos seus lugares. Pois bem, cortesias e ‘tal’ e lá entra o elenco em praça, para monumental ovação do conclave. A ‘magia’ estava lá e esteve sobretudo numa primeira parte de absoluta antologia…


Rui Fernandes esteve enorme frente ao primeiro manejável Charrua, tónica aliás dominante de um curro bem apresentado, a transmitir e a proporcionar bom espectáculo. Mais complicadote o quarto… Voltamos a Rui e ao ‘grande’ que esteve, que está… Actuação super completa, em
plano de máxima figura do toureio, inteiro e completo, brilhante na brega, no poderio, na raça, no tremendismo e sobretudo, marcando a diferença no panorama taurino português, onde se destaca dos demais… Ferros de grande valor artístico, remates portentosos e grande triunfo.


O seu segundo não permitiu semelhante dimensão em resultado global, mas o toureiro esteve lá, a ‘jogá-las’, a defender um posto que é seu. O último curto foi de uma genialidade imensa, aquecendo uma ‘faena’ que estava morna… A seguir um par e claro, palmas e mais palmas.


Diego Ventura, ‘que va’… sabemos, sabemos sim, sabemos que ali estavam todos muito por sua causa. Todos queriam ver o grande triunfador de Madrid, artisticamente falando… Ventura e a sua inigualável quadra colocam-no no patamar de ‘dono do toureio’ que se faz com cavalos. A sua primeira prestação na Praça de Toiros Varela Crujo foi algo histórico. Nazari esteve enorme. Nem sei se a isto se possa chamar cavalo… É um toureiro dos grandes. Como ladeia, com que arte e poder…
‘Lío’ e Beja ‘boca abajo’ e continua o recital com o Ritz e o Remate, este último com os palmos. Que bem e repito, melhor actuação do toureiro luso-espanhol, em Portugal.

Frente ao segundo, igual… outro show de Nazari, Roneo ao seu melhor nível e Remate outra vez. Todos aos ‘pés’ de Ventura e Ventura, agradecido a Beja e ao seu apoderado português de sempre, Rafael Vilhais a quem brindou esta lide.


Nas linhas mais acima, não falei da inclusão de Filipe Gonçalves neste cartel por motivos óbvios, ou seja, Fernandes e Ventura, máximas Figuras do Toureio e Filipe, obviamente como aspirante. Mas atenção e pára tudo! Filipe Gonçalves marcou ontem, em Beja, uma viragem na sua carreira e disso, não tenho dúvidas. Quando todos pensavam que poderia estar um furo ou dois abaixo devido aos naturais nervos e pressão de compartir cartel com dois ‘monstros’ do toureio, a verdade é que, chegou, viu e venceu, rubricando ali, duas exibições de verdadeiro ‘escândalo’.


Filipe teve aquilo que deve ter um toureiro, sentido de espectáculo, de dar a público o que quer ver e mais, teve sentido de lide e de fazer com os toiros o melhor e deles retirar o máximo partido. Foram
ladeios, ferros com imponentes batidas ao piton contrário, palmas em jeito de adornos, piruetas, enfim… Colocou-se a par das Figuras e sem favor e a continuar assim, dizemos que está perto… muito perto!


Infelizmente actuando em sétimo lugar fruto de algumas inflexibilidades, Joaquim Brito Paes. O mais novo da dinastia Brito Paes, esteve muito bem se em conta tivermos, que por diante teve um
novilho-toiro arisco, áspero e com menor condições de lide. O da ganadaria de ‘sua’ casa, não deu contemplações, mas permitiu ver a raça do ‘miúdo’ que marcou também pontos em Beja. Raça e ‘gracia’ numa prestação auspiciosa.


O festejo tinha também como aliciante e atractivo maior, o facto de se despedir, Joel Zambujeira. Esteve bem e com grande ambiente e sentimento, despiu a jaqueta dos Amadores de Cascais, entregando a liderança do grupo a Paulo Loução. As restantes pegas foram duras e com algumas intermitências, destacando-se a de Ventura Doroteia  ao último da noite. Consumaram ainda pegas, os ‘caras’ Paulo Loução e Bruno Cantinho.
Pela formação bejense, consumaram pegas os forcados João Fialho, Mauro Lança e Diogo Morgado, com alguns incidentes no percurso e algumas colhidas aparatosas…


Terminada a corrida, o forte ambiente continuou nas imediações do tauródromo, onde se debatiam triunfos, felizmente que os houve e muitos e onde, se dizia, que Beja esteve como nunca!

Dirigiu, Agostinho Borges...

Fotos: João Dinis /www.touroeouro.com

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