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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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AS PRÓXIMAS CORRIDAS DE TOIROS

08.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Ribeira de Pena – 06 Agosto 2016 - Há sempre uma primeira vez… e esta foi de casa cheia, em noite agradável.

08.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Ribeira de Pena, nas franjas da Serra do Alvão, é uma típica terra do interior Norte,  e teve, neste sábado, dia 6 de Agosto, incluídas nas festas concelhias, a sua primeira corrida de toiros.

 

Foi uma ‘primeira vez’, e uma vez mais, pela eficiência, simpatia e acolhimento, Luís Pires dos Santos, o organizador da corrida, ele que foi Cabo de um Grupo de Forcados, mostrou como se podem ganhar espaços, e conquistar aficionados, trazer novas referências no calendário tauromáquico nacional.

 

Mais de três quartos de casa, não foi só um caso de curiosidade. Até porque havia muita animação e divertimentos, ali ao lado – acima, melhor dizendo – mais refrescantes em noite de calor intenso, depois, porque o anunciado João Moura, foi substituído por Brito Pais, depois ainda, porque não sobravam outras festas e animação ali por perto.

 

Abriu praça, Ana Batista. Os sete ferros que despachou, dois compridos e cinco curtos, não acrescentaram nada ao que se tem testemunhado sobre a sua iniciativa e trajecto artístico. Cavalos bem arranjados, limpos e asseados, são imagem de marca de Ana Batista, que deu volta com José Quintas, dos Amadores de S. Manços, após pega à 2ª. tentativa. Os dois curtos e quatro compridos deixados pelo costado do 4º. da noite, se satisfizeram Ana Batista, creio não cometer uma desagradável injustiça se comentar, pondo a tónica sem gin, que não dá para entender  a lide. Pegou à 1ª., pelos Amadores de Coimbra, João Eusébio, numa grande pega, onde aos braços teve de ‘apertar’ a alma, rematada, com uma muito boa ajuda do grupo.

 

António Maria Brito Pais, que veio substituir João Moura, mostrou na lide do seu primeiro, o 2º. da ordem, que veio a Ribeira de Pena, não para preencher programa. Os dois compridos com que testou o novilho da casa Santos Silva, com uma boa e bem trabalhada brega, preparam o cenário para os cinco curtos que se lhes seguiram, o último com nota mais dos anteriores, rematando actuação com um de violino. Pegou à 2ª., pelos Amadores de Coimbra, André Rosa, resgatando uma 1ª. tentativa menos cuidada. Mas se no 2º. Brito Pais já marcara boa impressão, no 5º., que se refugiou nas tábuas, encrençado, de onde só dava umas arrancadas para mudar de posição face à Lua, Brito Pais, com determinação e entendimento, imprimiu toda uma lide feita a sesgo, cumprindo a função, e impondo um trasteio de saber. Cada toiro a sua lide, foi neste caso um bom exemplo, quando assim se entende. Dois compridos e quatro porfiados curtos a sesgo, é de mestre. E foi a sesgo que depois de longas citações, com o forcado a ter de ir mesmo a terrenos impensáveis e indesejáveis, que à 4ª. tentativa, João Rosmaninho, dos Amadores de S. Manços, valente, ‘roubou’ uma pega a este 5º., que contrariou o ‘não há quintos maus’. De relevar a concessão de volta permitida pela director da corrida, que entendeu, bem, o mérito do valor do forcado, que por decisão do cabo, não acompanhou o cavaleiro.

 

Só pode ser por medo na concorrência, é que Paulo Jorge Santos não é mais vezes figura nos cartéis. Nem se pode aceitar outro motivo que não seja por esse lado. Paulo Jorge Santos é simpático, alegre no contacto com o respeitável, tem cavalos apresentáveis, monta e toureia bem, sabe que uma corrida de toiros, além de Tradição, tem Arte, Emoção e, é espectáculo.

 

A lide que Paulo Jorge Santos montou e demonstrou, desde que entrou em praça, empolgou o público, e imprimiu um distinto sentido de como deve ser a arte de lidar toiros. Os dois compridos, mostraram como se cria interesse, no público, e no oponente. Os dois curtos, mais os dois em violino, mais um outro curto e o de palmo, foram um crescendo de ritmo que ‘agarrou’ o público, que vibrou e delirou. Manuel Carvalho, dos Amadores de S. Manços, pegando à 1ª., culminou a lide deste 3º. da ordem, em pega de saber citar, recuar e fechar. O 6º. e último, complicado, confirmou um Paulo Jorge Santos como bom ‘leitor’ do oponente, traduzido nos seis ferros cravados, dois curtos e quatro compridos, essenciais e suficientes para confirmar o valor de enfrentar um novilho algo difícil e reservado. Pegou à 3ª., mostrando valor e resiliência, Ricardo Matos, dos Amadores de Coimbra, que teve na ajuda do grupo, a prova da sua entrega como equipa.

 

Dirigiu com discrição, saber e eficiência, o senhor Francisco Calado, delegado da I.G.A.C., que teve no dr. José Luís Cruz um competente assistente veterinário.

 

7 de Agosto 2016

José Andrade

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Nota: as fotos são as possíveis...