Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

FEIRA DE ABIUL ARRANCA COM TRIUNFO DE ANDY CARTAGENA

07.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Abiúl – 06.08.16 – Corrida de Toiros

Director: Manuel Gama – Veterinário: José M. Lourenço – Lotação: ¾

Cavaleiros: Rui Salvador, Andy Cartagena, João Moura Caetano

Forcados: Amadores da T.T. Terceirense e Amadores da Chamusca

Ganadarias: Branco Núncio e Lopes Branco (2º. e 4º., sobrero)

abiul_7833.JPG

FEIRA DE ABIUL ARRANCA COM TRIUNFO DE ANDY CARTAGENA

A temperatura rondava os 40/41 graus e o calor era abrasador. Por isso, também, a sombra era o local mais procurado fora e dentro da praça e o público marcou forte presença mostrando que havia interesse no cartel e participando, como sempre, de uma forma muito activa no espectáculo. Abiul marca a diferença no panorama taurino nacional e é sempre um prazer deslocar-nos até essa carismática praça de toiros. O primeiro espectáculo desta feira teve no rejoneador espanhol Andy Cartagena o grande triunfador, escolhido, como sempre, pelo público que quer espectáculo e espera divertir-se numa corrida de toiros.

Como cavaleiro de maior antiguidade, Rui Salvador abriu praça frente a um nobre e de suaves investidas toiro de Branco Núncio. Salvador deu-lhe a lide adequada, ligando-se na brega e nos remates e deixando alguns curtos de muito boa nota. No sobrero de Lopes Branco que teve de lidar devido ao titular se ter inutilizado, viu-se com agrado e decisão não lhe faltou pois o toiro, na série de curtos, defendia-se de cara no ar e depois a «sacar-se» no momento do ferro.

Andy Cartagena lidou bem o segundo da tarde, com especial destaque para os remates das sortes. Dois curtos sesgados e outros tantos em sortes de violino que são do agrado do grande público remataram a sua actuação, aqui e além com protestos do público devido ao excesso de capotazos dos peões de brega do espanhol. O quinto da ordem foi também demasiado castigado pelos peões de brega sem que nada o justificasse. Cartagena esteve bem nos curtos, principalmente nos três primeiros, seguindo-se um violino com velocidade demasiada mas que deixou o público de pé quando no remate colocou o cavalo em levada, um ar de alta escola, e repetiu a dose ante a exigência popular. Deu duas voltas à arena, tal como o forcado.

João Moura Caetano esteve bem frente ao seu primeiro, andando em bom plano na brega e a cravar 3 curtos de muito boa nota com destaque para o terceiro. Rematou esta boa actuação com um ferro de palmo em actuação muito aplaudida. No que encerrou praça e que tinha os seus problemas, Moura Caetano viu-se que não estava a gosto e a sua actuação foi para cumprir a papeleta sem destaques. Em ambos os toiros houve também demasiada intervenção dos seus peões de brega.

Açorianos e ribatejanos enfrentaram-se no capítulo das pegas aos seis toiros desta tarde em Abiul: Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores da Chamusca. Grandes pegas de caras foram concretizadas por intermédio de João Pedro Ávila (à 1ª), Luis Cunha (rija à 1ª e bem ajudado) e ainda Tomás Ortins (grande momento consumado à primeira com o toiro a empurrar forte e o grupo a ajudar bem) pelo Grupo da T.T. Terceirense, enquanto que os Amadores da Chamusca pegaram por intermédio de Hélder Delgado (bem à 2ª), Bernardo Borges (muito dura á segunda tentativa e com o grupo a ajudar bem, vindo a dar 2 voltas á arena com o rejoneador) e Emanuel Injay a encerrar com chave d eouro e outra grande pega de caras á primeira.

Os toiros de Branco Núncio, díspares de tipo e de presença, tiveram bom comportamento á excepção do saído em sexto lugar e de Lopes Branco foi bom o segundo da corrida e complicadote o sobrero.

Dirigiu bem e com bom critério Manuel Gama, assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço. Registe-se o regresso a esta emblemática praça de Abiul do cornetim José Henriques, um verdadeiro ídolo naquela terra.