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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Póvoa de Varzim - 7ª. Corrida de Toiros do Clube de Caçadores da Estela

06.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Ir aos pombos bravos… caçar uns passaritos.

Nem mais, para ser simpático.

A corrida de toiros do Clube de Caçadores da Estela, era o espectáculo que tradicionalmente abria a temporada tauromáquica na catedral do toureio do Norte, na Póvoa de Varzim. Como vem sucedendo um pouco por todo o lado, e nas mais diversas áreas e circunstâncias, a tradição só é considerada e invocada, quando os invocadores têm especial interesse próprio, e vêem, por alguma outra razão, esse interesse posto em causa. O resto é música para baralhar o ambiente.

 

E foi com pouco ambiente, que nesta agradável noite, de temperatura amena, com um ligeiro atraso na chegada da banda de música, que João Moura Caetano abriu praça, tomando o pulso (andamento) ao primeiro dos hastados, do curro enviado pela ganadaria Ascenção Vaz.

Dois compridos de castigo, serviram para João Moura Caetano ver, que mesmo mudando de montada, com muita entrega, diga-se, e depois de cravar três ferros curtos, por si só, o seu meritório empenho, não conseguia alegrar a lide. Desafiado o público, pediu mais um, e teve, talvez o melhor. Luís Seabra, dos Amadores de Santarém, viu o toiro bater alto, e por alto sair, sem conseguir concretizar a pega à 1ª., intenção, que recuando e fechando-se com ajudas a tempo, resolveu à 2ª.

 

Mas se o primeiro já não era de molde a J.M.Caetano poder justificar porque está em alta no escalão marialva desta temporada, o 4º., um toiro distraído, mais interessado nas bancadas, que galanteador em dia de pinga-amor, nem com dois compridos de castigo, cravados depois muitas passagens e com o cavalo quase parado em cima, acordou. Com a iniciativa de ataque a ficar por conta do cavaleiro, os três curtos que recebeu, trabalhosos, desanimaram o artista, que num gesto digno, recusou dar a volta com o forcado no final. Francisco Andrade, dos Amadores do Aposento da Chamusca, sofreu na primeira tentativa as consequências da descompostura do exemplar de Ascenção Vaz, que permitiu à 2ª. concretizar a pega, aguentando com bom braço e melhor ajuda.

 

Marcos Bastinhas, ou Bastinhas Júnior, como agora é anunciado, recebeu o 2º. da ordem à porta-gaiola, aguentando, parando e cravando, com garbo. O 2º. comprido, citando com distância, ficou bem no alto. Depois de mudança de montada, cravou a ferragem curta, sempre em boa preparação, rematando com uma rosa, e o par da ordem, que o público exige. Francisco Montoia, dos Amadores do Aposento da Chamusca, pegou à 1ª., citando e recuando como é sem timbre, e bem ajudado pelo cabo Pedro Coelho, e o grupo.

Mas se no seu 1º. Marcos Bastinhas mostrou que veio para dar tudo, no 5º. contra a vontade do oponente, pôs a carne no assador. Dois compridos a mandar, com três curtos em montadas diferentes, rematados com o exigido par da ordem, salvaram a noite, premiaram uma actuação triunfadora. Pegou Fernando Montoia, dos Amadores de Santarém, à 1ª. em pega bem executada.

 

Duarte Pinto tem um estilo muito pessoal de montar e lidar, que vai sempre de menos a mais, deixando o público com a sensação de um gosto a pedir mais. Não foi também feliz no seu primeiro, o 3º. da ordem, que teve uma cãimbra, da qual recuperou, felizmente, mas que condicionou o decorrer da lide ao cavaleiro, e perante o público, sem todavia impedir de mostrar um Duarte Pinto empenhado, e disposto a agradar. Quatro curtos, rematados com um a sesgo, dispensável. Pegou à 1ª. numa grande e empolgante pega, Rúben Giovetty, dos Amadores de Santarém, que teve braços e alma, aguentando até mais não o desvio do toiro, que dificultou a ajuda.

No 6º. e último, Duarte Pinto, com dois compridos, o 2º. bem preparado e cravado, seguido de quatro curtos, de frente, bem cravados, embora o último fosse dispensável, mostrou porque é um cavaleiro do agrado do público, e dos que gostam de ver montar e lidar à moda antiga, com tempos medidos na preparação e cravagem. Pegou à 3ª. José Maria Moreira, do Aposento da Chamusca.

 

Dirigiu a corrida e conduziu, com acerto e discrição, o senhor Francisco Calado, delegado da I.G.A.Culturais, acompanhado na parte técnica veterinária pelo dr. José Luís Cruz.

6 de Agosto 2016

José Andrade

A VERDADEIRA “TOURADA À PORTUGUESA” - HOMENAGEM AO EMIGRANTE EM TOMAR

06.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “José Salvador” –Tomar – 05.08.16 – Corrida de Toiros

Director: Lourenço Lúzio – Veterinário: Miguel Matias – Lotação: ¾

Cartel: Rui Salvador, Sónia Matias, A. Brito Paes, Bernardo Salvador

Forcados: Amadores de Lisboa e Amadores de Tomar

Ganadaria: Ascenção Vaz

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A VERDADEIRA “TOURADA À PORTUGUESA”

 

Primeiro fim de semana de Agosto e multiplicam-se as homenagens aos emigrantes, muitas delas com corridas de toiros como sucedeu na noite de sexta-feira, 5 de Agosto, em Tomar. Praça com uma bela moldura humana a roçar os 75% de lotação preenchida, noite amena e agradável. Tudo conjugado para uma jornada interessante de tauromaquia mas onde algumas coisas fizeram com que desse este título à crónica do espectáculo.

 

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Foi uma verdadeira “tourada à portuguesa” onde aconteceu de quase tudo: um toiro que faz o pino com o forcado na cara; um toiro que dá cabo de uma embola e fica com um corno de fora, mal arranjado, antes da pega; pega de cernelha que devido à incapacidade dos cabrestitos e dos “campinos” que não campinam nem nada…; o último toiro da corrida a sair com um corno à mostra por ter rompido as velhas embolas e volta para dentro para ser embolado… quase 4 horas até que Paulo Parker dos Amadores de Tomar conseguisse uma vistosa e valente pega de caras a encerrar este espectáculo. E sem ritmo, com intervalos pelo meio, com IMG_7827.JPGdificuldades na recolha dos toiros, não há espectáculo que resista nem espectador que aguente!

 

 

 

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Rui Salvador teve duas boas actuações, quiçá em melhor plano no que abriu praça e que serviu apesar de mansote. Foram momentos vibrantes aqueles em que cravou os dois curtos da corrida, com entradas muito ajustadas ao pitón contrário, a entrar nos terrenos do toiro e deixar dois excelentes ferros, justamente aplaudidos pelo público. No que abriu a segunda parte esteve de novo em bom plano quer na brega quer na cravagem da ferragem com bons momentos.

 

Sónia Matias esteve algo apagada e com dificuldades frente aos dois toiros. Se bem que a sua atitude seja de comunicação constante com o público e coIMG_7717.JPGm um sorriso nos lábios, a verdade é que as coisas não correram de feição, não conseguindo ajustar a velocidade das montadas para que as reuniões fossem mais ajustadas e pronto… O público acarinhou-a como sempre mas julgamos que no segundo toiro não deveria ter dado volta à arena.

 

 

 

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António Brito Paes mostrou, de novo, o bom momento que atravessa e a injustiça de não estar em alguns dos chamados grandes cartéis. Bem montado, mostrou elevado nível na brega e cravou bons ferros curtos no seu primeiro que cedo buscou tábuas. Mostrou ter soluções e entender bem o toiro ao deixar-lhe dois curtos sesgados depois de um primeiro também de boa nota com o toiro nos tércios e terminou com um violino. Longa ia a noite a corrida quando lidou o sétimo exemplar, manso e reservado, fechado em tábuas, e aí lhe cravou 3 curtos de muito mérito.

 

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Bernardo Salvador lidou o quarto da noite e depois de deixar dois compridos á tira e mudar de montada, cravou dois curtos de muito boa nota, entrando ao pitón contrário, e fazendo soar os aplausos do seu público. Houve algumas falhas na cravagem, desculpáveis porque o Bernardo ainda é amador. Mas importa ressaltar que se preocupou na colocação do toiro e nos remates das sortes.

 

Os Amadores de LisboaLISBOA_7749.JPG e os Amadores de Tomar repartiram entre si as sete pegas da noite. Por Lisboa abriu praça João Luz, muito bem e ao primeiro intento; seguiu-se Eurico Medronheira, numa rija cara á segunda, enquanto Osvaldo Silva se fechou com facilidade à primeira num misto com Tomar e depois houve a tal situação do toiro que ficou com o corno de fora da embola e a cernelha só a muito custo foi concretizada por Pedro Gomes e Renato Avelar. Pelos Amadores de Tomar foram para a cara João Serra, a fechar-se á primeira e com o toiro a fazer o pino; Bruno Feijão numa rija pega à primeira e Hélder Parker também numa vista e valente cara á primeira a encerrar praça.tomar_7701.JPG

 

 

Os toiros de Ascensão Vaz estavam bem apresentados, foram mansos no geral à excepção de 4ºe 5º e com nota francamente negativa o lote que tocou a Brito Paes.

 

Dirigiu a corrida, com alguma condescendência, Lourenço Lúzio acolitado pelo veterinário Miguel Matias.

Corrida do Emigrante este sábado em Setúbal

06.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Corrida do Emigrante este sábado em Setúbal

 
A Praça de Touros Carlos Relvas, em Setúbal, recebe este sábado, 6 de Agosto, pelas 22 horas, a Corrida de Homenagem ao Emigrante, inserida na Feira de Santiago, que decorre na Cidade do rio Sado.

Frente a seis bonitos touros da ganadaria Falé Filipe vão estar os cavaleiros, Luís Rouxinol, Sónia Matias e Filipe Gonçalves, três dos toureiros mais queridos pelos aficionados setubalenses.

As pegas vão ficam entregues aos Forcados Amadores do Montijo e Aposento da Moita.