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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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Barreira de Sombra - Temporada de 2016 - 15ª. Crónica – 03/Agosto/2016

03.08.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Como quem não quer a coisa, o tempo, esse inexorável justiceiro dos desequilíbrios humanos, já nos presenteou com o mês de Agosto.

 

Tempo alto da temporada tauromáquica, em Agosto, dizem, é quando se realizam mais festejos. É ou era, embora façamos figas para que, se não aumentar o número corridas, pelo menos que se mantenham. O que parece não vai acontecer.

 

Como destacamos na parte final da nossa anterior crónica, parece, e dizemos parece, porque nesta coisa de aplicação de Normas, Regras e Leis, cá no quintal lusitano, a coisa só se aplica, consoante os parvos, e mesmo assim, com desconto na circunstância. Assim, repito, parece que vai ser durante os primeiros dias de Agosto, que se vai dar por findo o período de transição do Regulamento Tauromáquico. A informação que então nessa crónica demos, de que por via da aplicação integral do Regulamento, Viana do Castelo, também este ano voltaria a não ter a tradicional corrida de toiros, integrada nas Festas da Senhora da Agonia, era já uma das, primeiras e até então conhecidas, consequências. De-mo-la, porque a nossa fonte nos merecer credibilidade. Depois disso, lemos que também a já anunciada corrida de 15 de Agosto, na Malveira, tinha sido cancelada. Razão!, a praça desmontável já instalada, não tinha curros, nem haviam possibilidade temporal de tal colmatar. E, como não há duas sem três, lemos agora que existe uma interpretação feita pela Associação Portuguesa dos Empresários Tauromáquicos (APET), que se não contradiz, também não clarifica no todo.

 

Somos dos que gostam, e tudo dentro das nossas possibilidades o fazemos, para que a Festa dos Toiros tenha um percurso feliz. Feliz, artístico, financeiro, cultural e apelativo. Somos dos que gostam de ‘empurrar para cima’, por gosto, sem interesses próprios, ou por delegação. Daí a nossa afirmação de princípios: - se vimos, comentamos, se gostamos, aplaudimos… se não gostamos, não nos calamos’. Não nos calamos, mas damos sempre espaço a que os outros apresentem as suas razões. Se não impomos o nosso gosto, não gostamos que nos queiram impor o que não gostamos. E não gostamos que uma minoria, mesmo muito insignificante, por mais berros que dêem, nos insultem. É que estupidez tem prazo. E o prazo para que meia dúzia de energúmenos, revestidos de estupidez, ainda pudessem alegrar o ambiente, já terminou. Ou será que os organizadores de corridas de toiros não pagam os seus impostos, não cumprem a lei, não satisfazem as regras legais de empresas certificadas?

 

Como sei que quem organiza os espectáculos, começa logo por ter que cumprir com muitos e vários organismos da administração pública, central, local e policial, não será já tempo de exigirem condições mínimas para que possam oferecer um espectáculo, sem incómodos, insultos e poluição social?

 

Na próxima sexta-feira, dia 5, na Praça de Touros da Póvoa de Varzim, vai ter lugar a 7ª. Corrida de Toiros do Clube de Caçadores da Estela. Também parece que foi ontem, e já vamos para a sétima edição. J. Moura Caetano, Bastinhas Jr, ou seja Marcos Bastinhas, e Duarte Pinto, lidaram toiros de Ascenção Vaz, ficando as pegas a cargo dos Grupos de Santarém e do Aposento da Chamusca.

 

É a segunda das previstas três corridas desta temporada na Póvoa, e terá lugar as 22 horas.

 

Do Norte, com um abraço

José Andrade