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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

LUÍS MIGUEL DA VEIGA HOMENAGEADO COM BOA CORRIDA DE TOIROS EM LISBOA

29.07.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 28.07.16 – Corrida à Portuguesa

Corrida comemorativa do 50º aniversário de alternativa de Luís Miguel da Viega

Director: Agostinho Borges – Veterinário: Carlos Santos  - Lotação: 75%

Cavaleiros: João Moura, Rui Salvador, Brito Paes, Manuel Telles Bastos, Duare Pinto, Salgueiro da Costa, António Núncio (praticante)

Forcados: Amadores de Montemor e de Évora

Ganadaria: David Ribeiro Telles

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Cumpriam-se 50 anos sobre a data em que Mestre David Ribeiro Telles (qepd) concedia a alternativa de cavaleiro a um dos mais promissores cavaleiros amadores da época e que se tornaria um verdadeiro ídolo de multidões: Luís Miguel da Veiga. A emotiva ovação com que o público o recebeu 50 anos depois mostra o quanto importante foi e é para a nossa tauromaquia equestre e o quanto a marcou na sua evolução e aprimoramento artístico. Parabéns Mestre Luís Miguel da Veiga.

 

A corrida começou com a confirmação de alternativa de João Salgueiro da Costa, frente a um toiro que teve qualidade e com o qual se foi centrando nas sortes e subindo de tom quer na brega quer na cravagem da ferragem. Uma actuação de boa nota com três bons ferros curtos em lide brindada a Luís Miguel da Veiga que foi o seu padrinho nesta confirmação.

 

João Moura teve por diante o melhor toiro da corrida, com imensa presença e trapio, um toiro bravo e com codícia, bem recebido em duas voltas á arena e depois, com os compridos e com os curtos foi uma lide «à Moura», a lembrar tempos antigos. Entrar nos terrenos do toiro com batidas ao piton contrário ou cambiando, mostrando-se de largo e rematando com classe as sortes, com destaque para os terceiro e quarto curtos. Infelizmente e por prolongar demasiado a lide houve dois ferros de inferior valia, terminando com um bom palmito.

 

Rui Salvador teve de enfrentar-se com um toiro algo incómodo de início por não se fixar, distraído mas com sentido e houve-se a contento na brega e nuns quantos ferros, nomeadamente a partir do segundo e até final da lide. Os curtos deixados em segundo e quarto lugares foram de boa nota.

 

António Mª Brito Paes esteve francamente bem frente ao terceiro da ordem, um toiro que serviu e onde mostrou a qualidade das suas montadas. A cravagem da ferragem, em sortes frontais bem marcadas, foi de muito boa nota na generalidade. Uma actuação que pode marcar, pela positiva, a sua temporada de 2016.

 

Manuel Telles Bastos não teve problemas para se impor ao quinto da noite, um toiro com classe. Bregou bem e dentro do seu estilo mais clássico cravou bons ferros, com destaque para quarto curto em que provocou bem a investida do toiro e cravou como mandam as regras.

 

Duarte Pinto é outro clássico. Bons compridos, boa brega, a mexer bem no toiro, a deixá-lo de largo para as sortes. Nos curtos esteve em toureiro nos cites, avançando para o toiro, que por sinal foi o manso da corrida, e cravar como mandam os cânones. Uma actuação de muito bom tom do ginete de Paço de Arcos.

 

Para encerrar praça apresentou-se o praticante António Núncio. A evoluir na ainda curta carreira, esteve em plano bastante aceitável, correcto na brega e na colocação do toiro que era escasso de forças. Deixou ferros desenhando bem as sortes e deixou vontade para o rever.

 

No capítulo das pegas, partilhavam cartel dois Grupos alentejanos: Montemor e Évora. Abriu praça o cabo de Montemor, António Vacas de Carvalho que não esteve bem a encontrar o momento da reunião em três tentativas e apenas consumou à quarta. Seguiu-se-lhe João Romão Tavares com um pegão enorme à 1ª tentativa com fortes derrotes pelo meio; Francisco Borges efectuou uma pega tecnicamente perfeita à primeira e Manuel Dentinho encerrou praça com uma pega de caras à segunda tentativa. Pelos Amadores de Évora, João Oliveira pegou com enorme raça e à segunda tentativa o segundo da noite, seguindo-se o cabo António Alfacinha que saíu lesionado na única tentativa que efectuou sendo emendado à primeira por Gonçalo Pires e no sexto da ordem João Madeira foi por cinco vezes à cara do toiro (nas duas últimas visivelmente combalido) sem conseguir concretizar, emendado por Manuel Rovisco numa pega ao sopé e sem brilho, muito protestada pelo público.

 

Os toiros de David Ribeiro, com comportamentos já descritos, estavam muito pesados na generalidade (três com mais de 600 kilos) e o segundo permitiu a volta à arena dos representantes da ganadaria João e Manuel Ribeiro Telles.

 

A corrida foi dirigida pela dupla Agostinho Borges e Carlos Santos.