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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

OLIVEIRA DO BAIRRO… ESPECTÁCULO AGRADÁVEL COM CALOR Q.B.!

18.07.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Foi quente a tarde ensolarada deste domingo em Oliveira do Bairro. Quente de temperatura ambiente, própria da segunda quinzena de Julho, mas agradável no espectáculo, que teve cerca de três quartos de público nas bancadas. E um público cheio de aficion. Só com muita aficion se entende, que pelas cinco horas de uma tarde quente, de calor tórrido, sem ponta de brisa, um mortal se sacrifique, se disponha, ainda que por pouco mais de duas horas de penitência, ficar exposto ao clima, e aos insultos e berros desconcertados, de cerca de quinze malfeitores dos animais, devidamente guardados de perto, por mais de vinte guardas da nossa musculada GNR.

 

É verdade, se eram quinze os malfeitores, no início da corrida, na parte final, contei dez, sendo que quatro eram miúdas de cerca de dez anos. Como já vi este tipo de insultantes profissionais com bebés, este subir de escalão etário, é de registar. Regista-se também a diminuição do número de ‘protestantes’, e a idade dos que fazem parte desse número. E regista-se também o ‘cuidado’ das autoridades de segurança, que obrigam a desligar o carro de som ali presente, que faz a propaganda do espectáculo, apesar de ter todas as licenças pagas, só porque os ‘senhores protestantes’ se sentiam incomodados com o som do dito, que, diga-se, abafava os seus ‘ruídos de protesto’. Enfim! Estamos em Portugal, onde só os estúpidos acreditam que o bom senso ainda não seja um bem escasso. Pagamos impostos para ter a Policia a guardar quem nos insulta. Dizem que é o direito à manifestação. Depois de ver quinze criaturas a insultar cerca de dois mil ordeiros cidadãos, que têm o direito de gostar de corridas de toiros, insultantes, guardadas de perto, por mais de vinte soldados devidamente armados da GNR, começo a acreditar que ‘isto está mesmo mal’.

 

Mas, como nesta coisa de males, dizem os mais dados a entender os comportamentos sociais que, mesmo no mal e no mau, existe uma oportunidade, vamos continuar a acreditar que sim. Daí poder dizer que, em Oliveira do Bairro, com berros e insultos, a Corrida de Toiros integrada na Feira anual, de agradáveis momentos que proporcionou, foi um bendito castigo! Por isso, louvados sejam os pecadores! Pecadores que não são os insultantes, mas os artistas, Cavaleiros, Forcados, e naturalmente os toiros. Animais, cujo ‘sofrimento’ faz correr ‘rios de lágrimas de crocodilo’ aos que agora já dizem, eles não são como os gatos e os cães, pelos vistos, animais em alta na escala dos castigados com autorização legal e devidamente regulamentada, porque feita dentro de portas, marquises, varandas e afins.

 

E o fim que nos levou até Oliveira do Bairro, foi ver uma corrida de toiros, da qual, aqui deixamos as sintéticas notas que reportamos de mais interessantes.

 

Dirigida com critério por Francisco Calado, delegado da Inspecção-Geral das Actividades Culturais, sensato ao permitir que forcados dessem a volta, apesar de desfeiteados nas duas primeiras tentativas de pega, teve como Assessor Veterinário o dr. Carlos Santos, a corrida de Oliveira do Bairro deu-me a oportunidade de voltar a ver os toiros da Casa D’Avó. Os dois primeiros, do lote de seis que compunham cartaz, pareceu-me serem ‘chicos’ demais para serem lidados, e muito mais, quando tocaram em sorte a dois cavaleiros como, Rui Salvador e Luís Rouxinol, cavaleiros que cumpriram o seu papel colocando a ferragem em dose máxima, em sorte e terreno variado. Rouxinol Júnior, que substituiu Mara Pimenta, mostrou que não quer desmerecer o apelido.

 

Diogo Perdigão, à 1ª., João Francisco (Pinipom) à 3ª., e João Coelho, à 1ª. do Grupo dos Amadores do Aposento da Moita, e João Oliveira, à 3ª., Vasco Félix da Costa, à 1ª., e António Lacerda, à 3ª., dos Amadores das Caldas, pegaram e agarraram como puderam, em sortes, sites possíveis, que os produtos da Casa D’Avó, lidáveis, não eram de fazer mal nem estragos.

 

Texto: José Andrade

Nota: as fotos serão disponibilzadas assim que o SAPO permita acesso à caixa de email...