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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

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Barreira de Sombra - Temporada de 2016 - 12ª. Crónica – 12/Julho/2016

12.07.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

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Esta deveria ser a Crónica em que exultaria, e exaltaria, a constatação de felicidade que derramou sobre Portugal e os Portugueses. E até nem sou suspeito. Não nutro pelo futebol mais atenção que aquela que dedico aos fenómenos sociais emergentes. Mas que gostei de como ganhamos, lá isso gostei. E que o passado domingo foi o nosso dia bom, lá isso foi. E como necessitávamos de um dia assim!

 

E o dia em Portugal se sagrou campeão europeu de futebol, foi o mesmo dia em que três atletas portugueses conquistavam igual número de medalhas no atletismo, e Rui Costa no ciclismo, dava um ar da sua graça na volta à França. E, se o Povo está em feliz, em festa, exulte-se pois, com esses estados de alma.

 

Por cá é o desporto, pela vizinha Espanha, é são as Festas de S. Fermin. S. Fermi em Pamplona, e as muitas outras localidades. Festas que sob os mais diferentes patronos e pretextos, também incluem as corridas de toiros nos programas a oferecer. É a sua Tradição e Cultura.

 

E, com tanta festa em curso, esta devia ser uma Crónica de regozijo e exultação. Devia, mas não é. Não pode ser. Não pode ser, continuar a fazer de conta, a assobiar para o lado. É tempo de acabar com distracções inconsequentes. De dar por esgotado o tempo de ‘boas maneiras’, de sermos gente com responsabilidade, com comiseração, democratas respeitadores do direito à diferença. É tempo de fechar o livro de boas maneiras, de acabar com os bons modos. Já chega!

 

Já chegou de em nome de nada que tal justifique, consentir que um bando minoritário de ‘iluminados’ desacredite o viver em liberdade, se aproveite da liberdade para praticar a libertinagem, insultar sem retorno. A Festa dos Toiros é de gente com Coragem e Valentia, modos e respeitadora, para ser respeitada. A canalha dos iluminados, dos ditos amigos dos animais, se já não tinha razão, agora também já sabemos que não tem respeito pela vida humana, pela dor humana.

 

Que entre eles se comparem como irracionais, isso é um modo de ser e estar, restrito e tolerável. Tentar condicionar, impor, obrigar como regra aos demais, é intolerável. Como dizia alguém, é tempo de dizer não! Basta! E, se tempo virá, em que andarão a chorar baba e ranho, porque, dirão, até só pretendiam ser ‘diferentes’, ‘amigos animais’, e não é justo que os persigam, os condenem, tempos virão, e com eles a conta do que neste tempo dizem e fazem. Tempos em que alguém lhes lembrará os miseráveis ‘mimos’ com que celebraram a morte de um jovem matador de toiros. A colhida fatal de Victor Barrio em Teruel, não merece, ou merecia, os desbragados impropérios, os insultos, com que os ditos ‘amigos dos animais’, celebraram e celebram a sua desdita. Não o merecia Victor Barrio, como artista, como homem, como ser humano. Não o merecem os seus familiares e amigos. Não o merecem todos, e até prova em contrário, são mesmo muitos, os que se revêm na Festa dos Toiros como espaço de respeito pela Natureza, pela Tradição, Arte e Cultura.

 

Mas, como não bastasse a canalhice dos ditos ‘amigos dos animais’, como se não bastasse a ignorância endémica, e os seus efeitos colaterais visíveis e invisíveis, aí temos certa dita ‘comunicação social’, chafurdando na sacanagem, dando voz ao insulto, cultivando, e alimentando assim, com carinho, a mentira e a covardia. A cornada que vitimou Victor Barrio em Teruel, merece todo e de todos, o respeito que devem merecer todos os seres humanos, porque como Homem e como Artista, soube reflectir o que existia em si mesmo, na Arte e no Valor que tão bem mostrava. Paz à sua alma. A Festa continua.

Do Norte, com um abraço

José Andrade

MARCELO LÓIA. “SER FORCADO É UMA ESCOLA DE VIDA”

12.07.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Autor em 2 de Julho de 2015, no Campo Pequeno, de uma pega que foi viral nas redes sociais e que muitos consideraram como a “pega do século”, Marcelo Lóia, cabo do Grupo de Forcados Amadores do Aposento do Barrete Verde de Alcochete, considera que “ser forcado é uma escola de vida”.

 

Estreou-se como forcado em 2007, em Samora Correia, registando desde aí uma carreira ascensional que o levou, em 2014, ao comando do grupo.

 

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“O grupo passa actualmente por uma grande fase, com elementos jovens de muito valor que, na próxima quinta-feira, terão oportunidade de o demonstrar no Campo Pequeno, numa corrida importantíssima”, refere o cabo do grupo.

 

Nessa corrida actuarão os cavaleiros Luis Rouxinol pai e Luis Rouxinol júnior, os matadores espanhóis Juan José Padilla e Juan del Álamo e os forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete. Serão lidados 7 toiros d e Varela Crujo, três para cavalo e 4 para pé.

 

“Será a nossa primeira corrida esta temporada, mas vamos estar à altura, com uma enorme determinação em triunfar e seguir os passos com que marcámos as nossas actuações no Campo pequeno, em 2015”, acrescenta Marcelo Lóia.

 

Recordando as actuações nesta praça em 2015 e, em concreto a de 2 de Julho: “ Foi de facto algo muito especial. Não é todos os dias que fazemos levantar um público tão exigente como são os nossos aficionados. Será sem duvida um dos grandes marcos no meu percurso de forcado, não só pela pega, mas sim pelo conjunto das actuações do grupo nesse dia.   Foi de "loucos" esse dia, recebi dezenas de mensagens de apoio e felicitação a todo o grupo, coisa que nos fez "crescer" e claro deixou-nos bastante felizes. Ainda assim, havia que gerir as emoções, pois por mais importante que tenha sido aquele dia, tínhamos de cair na realidade, colocar os pés bem firmes no chão para que as próximas corridas fossem de tal êxito como tinha sido a de dia 2 Julho, e na minha opinião foi o que aconteceu.”

 

Analisando as repercussões destas actuações (2 de Julho e 6 de Agosto) na restante temporada, manifesta” um certo desapontamento com as mudanças a nível do número de corridas, pois se fosse pelo valor mostrado que os grupos entrassem nos cartéis teríamos tido uma época recheada de corridas. Contudo, não foi isso que aconteceu. Apesar de tudo, para as que fomos contratados, estivemos à altura e mostrámos todo o nosso valor, tendo superando todas as dificuldades”. Já no que se refere a repercussões na vida interna do grupo, refere acha-as “ bastante positivas, trouxeram novos elementos ao grupo, elementos esses que vão, sem duvida,  dar continuidade a mais anos de historia e de êxitos como os  50 anteriores.”