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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

LUÍS MIGUEL DA VEIGA HOMENAGEADO COM BOA CORRIDA DE TOIROS EM LISBOA

29.07.16 | barreiradesombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 28.07.16 – Corrida à Portuguesa

Corrida comemorativa do 50º aniversário de alternativa de Luís Miguel da Viega

Director: Agostinho Borges – Veterinário: Carlos Santos  - Lotação: 75%

Cavaleiros: João Moura, Rui Salvador, Brito Paes, Manuel Telles Bastos, Duare Pinto, Salgueiro da Costa, António Núncio (praticante)

Forcados: Amadores de Montemor e de Évora

Ganadaria: David Ribeiro Telles

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Cumpriam-se 50 anos sobre a data em que Mestre David Ribeiro Telles (qepd) concedia a alternativa de cavaleiro a um dos mais promissores cavaleiros amadores da época e que se tornaria um verdadeiro ídolo de multidões: Luís Miguel da Veiga. A emotiva ovação com que o público o recebeu 50 anos depois mostra o quanto importante foi e é para a nossa tauromaquia equestre e o quanto a marcou na sua evolução e aprimoramento artístico. Parabéns Mestre Luís Miguel da Veiga.

 

A corrida começou com a confirmação de alternativa de João Salgueiro da Costa, frente a um toiro que teve qualidade e com o qual se foi centrando nas sortes e subindo de tom quer na brega quer na cravagem da ferragem. Uma actuação de boa nota com três bons ferros curtos em lide brindada a Luís Miguel da Veiga que foi o seu padrinho nesta confirmação.

 

João Moura teve por diante o melhor toiro da corrida, com imensa presença e trapio, um toiro bravo e com codícia, bem recebido em duas voltas á arena e depois, com os compridos e com os curtos foi uma lide «à Moura», a lembrar tempos antigos. Entrar nos terrenos do toiro com batidas ao piton contrário ou cambiando, mostrando-se de largo e rematando com classe as sortes, com destaque para os terceiro e quarto curtos. Infelizmente e por prolongar demasiado a lide houve dois ferros de inferior valia, terminando com um bom palmito.

 

Rui Salvador teve de enfrentar-se com um toiro algo incómodo de início por não se fixar, distraído mas com sentido e houve-se a contento na brega e nuns quantos ferros, nomeadamente a partir do segundo e até final da lide. Os curtos deixados em segundo e quarto lugares foram de boa nota.

 

António Mª Brito Paes esteve francamente bem frente ao terceiro da ordem, um toiro que serviu e onde mostrou a qualidade das suas montadas. A cravagem da ferragem, em sortes frontais bem marcadas, foi de muito boa nota na generalidade. Uma actuação que pode marcar, pela positiva, a sua temporada de 2016.

 

Manuel Telles Bastos não teve problemas para se impor ao quinto da noite, um toiro com classe. Bregou bem e dentro do seu estilo mais clássico cravou bons ferros, com destaque para quarto curto em que provocou bem a investida do toiro e cravou como mandam as regras.

 

Duarte Pinto é outro clássico. Bons compridos, boa brega, a mexer bem no toiro, a deixá-lo de largo para as sortes. Nos curtos esteve em toureiro nos cites, avançando para o toiro, que por sinal foi o manso da corrida, e cravar como mandam os cânones. Uma actuação de muito bom tom do ginete de Paço de Arcos.

 

Para encerrar praça apresentou-se o praticante António Núncio. A evoluir na ainda curta carreira, esteve em plano bastante aceitável, correcto na brega e na colocação do toiro que era escasso de forças. Deixou ferros desenhando bem as sortes e deixou vontade para o rever.

 

No capítulo das pegas, partilhavam cartel dois Grupos alentejanos: Montemor e Évora. Abriu praça o cabo de Montemor, António Vacas de Carvalho que não esteve bem a encontrar o momento da reunião em três tentativas e apenas consumou à quarta. Seguiu-se-lhe João Romão Tavares com um pegão enorme à 1ª tentativa com fortes derrotes pelo meio; Francisco Borges efectuou uma pega tecnicamente perfeita à primeira e Manuel Dentinho encerrou praça com uma pega de caras à segunda tentativa. Pelos Amadores de Évora, João Oliveira pegou com enorme raça e à segunda tentativa o segundo da noite, seguindo-se o cabo António Alfacinha que saíu lesionado na única tentativa que efectuou sendo emendado à primeira por Gonçalo Pires e no sexto da ordem João Madeira foi por cinco vezes à cara do toiro (nas duas últimas visivelmente combalido) sem conseguir concretizar, emendado por Manuel Rovisco numa pega ao sopé e sem brilho, muito protestada pelo público.

 

Os toiros de David Ribeiro, com comportamentos já descritos, estavam muito pesados na generalidade (três com mais de 600 kilos) e o segundo permitiu a volta à arena dos representantes da ganadaria João e Manuel Ribeiro Telles.

 

A corrida foi dirigida pela dupla Agostinho Borges e Carlos Santos.

Em Defesa da Festa de Toiros, pela Liberdade e pela Democracia

27.07.16 | barreiradesombra

A Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (TTP), representante de milhões de portugueses que gostam da Festa de Toiros nas suas mais diversas manifestações (na rua em festejos populares, ou nas Praças de Toiros), saúda os Deputados que, em esmagadora maioria na Assembleia da República, votaram contra propostas de Lei apresentadas pelo PAN, pelo BE e pelo PEV que muito lesariam a Festa de Toiros.

 

Foram “chumbados” no Parlamento Projetos de Lei que visavam, no imediato, impedir os jovens de se iniciarem na aprendizagem da arte de tourear; impor aos municípios com atividades taurinas uma proibição ilícita de apoiar manifestações festivas com raízes profundas nas vivências das suas populações; cercear a liberdade de imprensa e impedir a RTP de transmitir espetáculos ou programas com conteúdos tauromáquicos. Esse era apenas um passo tático dos anti-taurinos que visam mais longe, proibir todas as manifestações taurinas no nosso país. De facto atacam agora a tauromaquia, devido à visibilidade que a Festa lhes dá, mas os seus fins estão ainda mais além. Visam impor a toda a sociedade mudanças de fundo, baseadas em ideais misantrópicos, no sentido de perverter e desnaturalizar a relação das pessoas com os animais e com a natureza, com todos os desequilíbrios morais, sociais, culturais e ambientais que tal implicaria.

 

No nosso entendimento, com o seu voto a esmagadora maioria dos Deputados da Nação não declararam adesão à Tauromaquia e aos seus valores. Quanto a isso, seguirão como antes, uns a favor, outros contra e outros ainda mais ou menos indiferentes. Mas agiram com responsabilidade, defendendo a liberdade de imprensa, impedindo que as opções de programação da televisão pública sejam determinadas politicamente. Defenderam a autonomia das famílias (no respeito pelas leis) na educação dos seus filhos e destes na afirmação da sua vocação. Deixam às comunidades locais, e aos órgãos que as representam diretamente, as autarquias, o direito a organizarem as suas festas de acordo com a sua identidade, com a sua tradição, com o seu gosto e os seus afetos.

 

Além disso, os Deputados agiram com a seriedade de quem tem consciência de que o proibicionismo taurino geraria um gravíssimo potencial de alteração da ordem pública nas centenas de localidades em que o Toiro de lide é amado e convertido no centro de uma Festa com profundo significado para aqueles que a fazem.

 

Manifestaram também sentido de justiça. Com que critérios, a não ser o preconceito e a intolerância, se podem uns poucos arrogar o direito de impor aos outros uma determinada e única maneira de pensar, de sentir e de agir?

 

Os aficionados aos Toiros declaram-se fartos de perseguições, insultos e vitupérios que atentam contra a sua dignidade e bom nome. Não pretendem nem procuram obrigar ninguém a gostar do que eles gostam nem a pensar como eles pensam. Respeitam quem os respeitar. Amam o toiro porque amam a bravura, a força telúrica que transporta e a beleza que a natureza lhe concedeu. Apreciam a coragem dos homens que o enfrentam num jogo de exaltação da vida e de superação das fraquezas humanas. Celebram a solidariedade e a inteligência que permite aos frágeis humanos tornar-se fortes. Exaltam a criatividade artística do toureio produzida com o risco da própria morte. Celebram a amizade e a alegria em comunhão festiva, por se sentirem parte de um todo que os une aos seus semelhantes.

 

Vivemos tempos em que crescem a intolerância, a violência contra as pessoas mais desprotegidas e o egoísmo. Pelo contrário, o sentido humanista da vida recua perigosamente, ameaçando escaladas que colocam em risco as bases da nossa sociedade. Deveríamos aprender com o passado, quando forças tenebrosas promulgavam proibições baseadas sobre falsas ideias de proteção dos animais, ao mesmo tempo que massacravam milhões de seres humanos. Não podemos permitir que a palavra “proibir” se sobreponha às palavras “liberdade” e “democracia”.

 

Os aficionados à Festa de Toiros são cidadãos iguais aos outros. Em direitos e deveres. Incluindo os deveres para com a natureza, para com os animais e, acima de tudo, para com os homens. Revêm-se na cultura tauromáquica e identificam-se com os seus valores, sem com isso deixarem de se sentir cidadãos do mundo e do seu país.

 

Têm consciência de que os ataques proibicionistas e as campanhas de mentira, demagogia e mistificação acerca do que é a Festa de Toiros vão continuar, se não mesmo crescer, à medida que crescem os apoios monetários estrangeiros às atividades anti-taurinas. Os aficionados prosseguirão por isso empenhados na defesa do direito à liberdade e à democracia cultural, unindo-se e apoiando todos aqueles que, nos seus postos, defendam os mesmos valores civilizacionais que são o cimento do nosso futuro.

 

Alagoa, 22 de julho de 2016

A Comissão Instaladora da TTP – Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal

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