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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MUITA PRESENÇA E POUCA BRAVURA DOS SEIS VIGOROUX. TRIUNFO MAIOR DOS AMADORES DE VILA FRANCA

17.06.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 16.06.16 – Corrida de Toiros

Director: Manuel Gama – Veterinário: Jorge Moreira da Silva

Cavaleiros: Rui Salvador, Andy Cartagena, João Ribeiro Telles

Forcados: Amadores de Vila Franca

Ganadaria: Canas Vigoroux

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MUITA PRESENÇA E POUCA BRAVURA DOS SEIS VIGOROUX. TRIUNFO MAIOR DOS AMADORES DE VILA FRANCA

 

A afluência de público não foi grande e o espectáculo não contou com a colaboração dos seis exemplares de Canas Vigoroux para que a noite fosse de maior impacto. No geral os toiros foram mansos em diversos graus, com sentido, tiveram muita presença, kilos… e pouca bravura. Não gostei do comportamento dos toiros apesar de terem proporcionado emoção nas pegas.

 

E os triunfadores foram, sem margem para dúvidas, os Amadores de Vila Franca. Tal como em outras ocasiões e perante as aparentes dificuldades que o primeiro da noite podia apresentar ao forcado, o cabo Ricardo Castelo deu o exemplo e o mote e saltou à arena para consumar uma rija pega de caras ao primeiro intento, bem ajudado. Seguiu-se Francisco Faria, com uma rija intervenção à segunda tentativa. No terceiro da noite foi para a cara Rui Godinho com uma boa intervenção à primeira, tal como seriam as restantes 3 pegas de caras por intermédio de Vasco Pereira, Ricardo Patusco e David Moreira. Um conjunto de 6 actuações de muito bom nível dos Amadores de Vila Franca que, pela primeira vez desde a reinauguração do Campo Pequeno se encerraram com seis toiros nesta praça.

 

Posto isto, refira-se que na primeira lide da noite Rui Salvador teve imensas dificuldades para deixar a ferragem da ordem, com algumas passagens em falso e sem encontrar os melhores terrenos e distâncias frente a um toiro que tinha problemas. No quarto da noite a lide foi em crescendo, com Rui Salvador a agigantar-se na fase final da lide, em curto e atacando o toiro para cravar bons ferros e que fizeram soar os aplausos.

 

Em segundo lugar actuou Andy Cartagena numa lide em estilo campero, de rejoneio aliviado e rematado com número circense que nada de valor acrescentou a uma lide apenas sofrível. No que foi quinto da ordem centrou-se, andou mais repousado e a procurar as sortes frontais para cravar a ferragem. No seu primeiro escutou forte assobiadela mais por culpa da excessiva intervenção dos bandarilheiros do que por outra coisa. Mas a verdade é que não se justificava tanto capotazo no toiro.

 

Para completar a terna de actuantes, João Ribeiro Telles. Uma primeira a actuação a cumprir, com alguns ferros curtos de melhor nota. Seria contudo no que encerrou praça que esteve em melhor plano pois á brega esforçada para colocar nos melhores terrenos o manso que lhe tocou, corresponderam bons ferros curtos, a fazer soar os aplausos, merecidos diga-se em abono da verdade.

 

O espectáculo foi dirigido por Manuel Gama, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva e no início foi guardado um minuto de silêncio em memória do matador mexicano El Pana e do cavaleiro amador Francisco Moita da Cruz.

 

Texto e foto: António Lúcio