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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Barreira de Sombra - Temporada de 2016 - 8ª. Crónica – 15/Junho/2016

15.06.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

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O Barreira de Sombra completou mais um aniversário.

29 anos de uma vida dedicada à divulgação, promoção e carinho pela Festa dos Toiros em Portugal. Um espaço escrito e falado de dedicação ao mundo dos toiros, à Festa Brava, contribuição digna, que deve mercer o reconhecimento de todos aqueles, aficionados ou não, que vivem a paixão pela tourada como Tradição, Cultura e Arte. Em mais um aniversário, da minha parte, aqui ficam os modestos, mas sinceros votos de parabéns e congratulação.

 

Está de parabéns o Barreira de Sombra, e está de parabéns o António Lúcio. Ele é o criador, e a alma que mantém viva e actuante este espaço que, agradecidamente, permite aos aficionados poderem desfrutar, lendo, ouvindo e apreciando, o que de bom e menos bom se vai vivendo no ‘mundillo’ dos toiros em Portugal, e não só. Sim! Sim, porque não se é só amigo para tecer loas e compor desculpas. Até nos maus momentos, ou nos tramentos menos conseguidos, é possível encontrar lições para melhorar e corrigir. Como participante suspeito, já que também por este espaço mediático o meu Amigo António Lúcio me permite verter algumas opiniões escritas e faladas – e até imagens fotográficas – de uma Tradição, Arte e Cultura que cultivo e aprecio, não quero, nem posso, por dever de lucidez e justiça, deixar de enaltecer a data, destacar o aniversário, relevar o trabalho em prol da Festa dos Toiros, e celebrar o criador, António Lúcio. Parabéns.

 

E, já que estamos numa fase de parabéns, um cumprimento ao arrojo dos empresários que, um pouco por vários lados, cá neste nosso Portugal, continuam a apostar na realização de corridas de toiros. Só mesmo com muita coragem e ‘fé’, é compreensível a louvável iniciativa de arriscarem na montagem corridas. Se tomarmos como exemplo que, se nem a mediática e televisionada corrida da Casa de Pessoal da RTP, na Chamusca, conseguiu compor o cenário das pequenas bancadas em noite de temperatura amena – eu sei que o cartel era sofrível, e os toiros sairam um fiasco - saudar os corajosos empresários, é um dever.

 

Como já aqui na última Crónica referi, tive o previlégio, através da televisão, de  ‘religiosamente’ ter seguido o longo folhetim da Feira de S. Isidro, em Madrid. Um balanço? - Bem, sem tomar ou tornar a minha opinião como ‘um caso, ao acaso’, direi que no que de bom registei, destacaria: - o número de espectadores que se dispuseram a assistir a todos os espectáculos da Feira.

 

A Feira de S. Isidro em 2016 concluiu com oito tardes de “no hay billetes”, a que se somam, oito festejos com uma assistência entre 90% e 99%, e seis corridas entre os 80% e os 89% de lugares vendidos. Dados, que confirmam o total de 620.000 espectadores da Feira, e que ditam uma assistência media de 86,7% de lugares vendidos.

 

De bom ainda, o despontar de novos e promissores toureiros. Um naipe de novos valores, que no toureio apeado, são valentes e temerários. Inovadores na forma, e até brilhantes na arte de lidar, são gente jovem, técnicamente bem preparada, fisicamente e mentalmente atrevida, corajosa e destemida. Isto sem menor merecimento dos já mais rodados, que continuam a ser ‘maestros’ por direito conquistado. Mas para bons toureiros, é necessário que existam bons toiros. Daí que do mau, direi mesmo de muito mau, frustrante, nas tardes de Las Ventas, foram os toiros. Mas sobre os toiros, que Madrid faz questão de sejam, grandes e  pesados, tratarei em outra Crónica.

 

Do Norte com um abraço,

José Andrade