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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

No passado domingo, 1 de Maio o matador de toiros português Diogo dos Santos actuou numa corrida mista na localidade de Jicamarca no Distrito de Lima (Perú). Frente a quatro toiros de Rodolfo  Barraza. Com o matador sadino actuaram os matadores António Pavón (espanhol) Luís Prato (venezuelano) e o novilheiro peruano Javier Diez "El Javi".


Os quatro astados de Rodolfo Barraza saíram manejáveis excepto o saído em segundo lugar que apresentou mansidão e sentido.

Antonio Pavón, palmas.
Diogo dos Santos, ovação.
Luis Prato, orelha
Javier Díaz "El Javi", orelha 

Informa: Jaime Martinez Amante

Praça de Toiros “Palha Blanco” – Vila Franca de Xira – 01.05.16 – Corrida de Toiros

Director: Rogério Jóia – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: + ½ casa

Cavaleiros: António R. Telles, Manuel Telles Bastos, Francisco Palha

Forcados Amadores de Vila Franca e Caldas da Rainha

Ganadarias: David Ribeiro Telles (sobrero, extra-concurso), Passanha Sobral, António Silva, Fernando Palha, David Ribeiro Telles, Canas Vigoroux

EMOTIVA HOMENAGEM PÓSTUMA A FERNANDO PALHA

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O campo, os campinos, a tradição dos grandes senhores da terra, dos grandes fazendeiros, foram vividos de forma emotiva por todos quantos assistiram ao início do festejo em Vila Franca de Xira. Na arena estavam os símbolos que fizeram a vida do Senhor Fernando Palha: uma manta lobeira, um cajado, uma jaqueta e, colocado pela sua filha Isabel Palha, o sombrero castanho que tantas e tantas vezes fazia questão de lançar aos toureiros que haviam triunfado na sua “Palha Blanco”.

 

E como prémio maior, o toiro marcado com o seu ferro (Fernando Palha) e o número 98, 470 kg e jabonero de pelagem, arrecadou o prémio para toiro mais bravo, com as suas qualidades a serem realçadas pelo cavaleiro António Ribeiro Telles. No capítulo da apresentação foi premiado o toiro de Canas Vigoroux, lidado em último lugar com o nº 398 e o peso de 570 kg e que cumpriu. Em primeiro lugar lidou-se um sobrero de David Ribeiro Telles, com o nº 39 e 500 kilos, com classe e a humilhar nas investidas mas a esperar um pouco pelo cavalo mediada que foi a lide; seguiu-se um imponente toiro de Passanha Sobral (nº43) que teve qualidade e andamento apesar dos anunciados 630 kg; em terceiro, com o nº 284, 530kg um toiro de António Silva que cedo buscou tábuas; em quinto um outro bom toiro de David Ribeiro Telles, com o nº 37 e 545 kg.

 

António Ribeiro Telles desenvolveu bom labor no que abriu praça, em especial nos três últimos curtos. Mas foi no quarto da ordem que esteve em grande plano a lidar e a fazer sobressair as qualidades do toiro que lhe tocou por sorteio. Mediu bem as distâncias e a lide teve pormenores importantes nos cites e nos remates, mas sobretudo pela forma como luziu o toiro e lhe cravou 3 ferros curtos de muito valor e mérito.

 

Manuel Telles Bastos assinou os seus melhores momentos frente ao imponente toiro de Passanha Sobral. Deixou os compridos com desenvoltura em sortes à tira e teve 3 ferros curtos de se lhe tirar o chapéu pela forma como marcou as sortes, entrou nos terrenos do toiro e lhe deixou os ferros. Uma grande actuação. No quinto da tarde, teve alguns pormenores mas não rematou a tarde perante um toiro que teve qualidade. Recebeu bem o toiro com um ferro em sorte de gaiola e a lide decorreu sem grandes rasgos.

 

Francisco Palha lidou o toiro de António Silva que cedo buscou tábuas e que pode ter ficado algo diminuído com um forte embate na trincheira. Despachou os compridos sem relevo e nos curtos arriscou nas sortes a sesgo com o toiro fechado em tábuas, No que encerrou praça teve uma actuação de melhor nota, rematada com dois bons curtos.

 

Pegaram esta corrida os Amadores de Vila Franca e de Caldas da Rainha sendo que neste agrupamento pegam alguns netos do homenageado. E foram justamente considerados o melhor grupo em praça os Amadores de Caldas da Rainha, com boas pegas de caras a cargo do cabo Francisco Mascarenhas, à 1ª tentativa, seguido por Francisco Lourenço Palha que apenas á segunda conseguiu ficar depois de uma reunião em que ficou fora da cara mas com raça a conseguir ficar depois d eum derrotes do toiro que o ajudou meter-se na cara, e ainda António Cunha a encerrar com outra boa cara á primeira. Pelos Amadores de Vila Franca só à 6ª é que Vasco Pereira se conseguiu fechar na cara do primeiro da ordem, seguido por Ricardo Patusco à 1ª e Francisco Faria também à 1ª tentativa.

 

A corrida, a que faltou gente, foi dirigida por Rogério Jóia com assessoria veterinária de Jorge Moreira da Silva.

 

António Lúcio

O dinheiro envolvido na realização das touradas à corda, na ilha Terceira, nos Açores, corresponde a 2,47% do Produto Interno Bruto (PIB) da região e a 11,4% do PIB da ilha, segundo um estudo do economista Domingos Borges.

"De acordo com a estimativa mais recente, a totalidade das touradas à corda em 2015 foi de 226 e corresponderam a 2,47% do total do PIB da região", salientou, em declarações à agência Lusa.

A nova época de touradas à corda na ilha Terceira arranca no domingo e estende-se até 15 de outubro, sendo habitual que nesse período de tempo se realizem entre 230 e 250 touradas todos os anos.

Nas touradas à corda, os touros correm nas ruas, amarrados por uma corda, num percurso delimitado, enquanto a população assiste nas varandas ou no caminho.

Estes espetáculos tauromáquicos não são pagos pelo público, mas têm um forte peso na economia da ilha, como comprova o estudo de Domingos Borges, que aponta para valores na ordem dos 91,3 milhões de euros, em 2015.

O economista contabilizou os custos diretos das touradas à corda, como o pagamento das touradas aos ganadeiros e as licenças para a sua realização, mas também os custos indiretos, como a manutenção das moradias que se situam no percurso onde passa a tourada, a deslocação da população para assistir às manifestações ou a venda de DVD e recordações.

Outro dos custos indiretos prende-se com a preparação para a tourada à corda, que envolve a apresentação de uma mesa com comida e bebida, para oferecer a amigos e familiares, e que é conhecida na ilha como quinto touro (já que correm quatro touros nas ruas e no final os amigos e familiares são convidados a ir à mesa).

Natural da ilha Terceira, onde se desloca com frequência no verão, Domingos Borges considera que as touradas à corda têm potencial turístico, desde que seja explicado aos turistas o conceito de 'taurinidade'.

"Não é dada qualquer informação aos turistas que chegam à Terceira acerca do que é a tourada à corda e da história que a envolve", salientou.

Para o economista, o conceito de 'taurinidade' é mais amplo do que o espetáculo tauromáquico, como comprova o estudo que elaborou, mas se não for explicado os turistas ficam confusos.

"Há casos anedóticos de pessoas que são convidadas para entrar nas casas e para ir à mesa e depois ao sair perguntam se têm de pagar alguma coisa", adiantou.

Para Arnaldo Ourique, da Associação de Mordomos das Festas Tradicionais da Ilha Terceira, a tourada à corda ainda é vista como um "parente pobre", porque apesar de se realizarem cerca de 250 espetáculos em cinco meses e meio, em todas as freguesias da ilha, não há apoios públicos para esta manifestação.

A Associação de Mordomos defendeu há cerca de um ano a elevação da tourada à corda a Património da Humanidade da UNESCO, mas, segundo Arnaldo Ourique, o processo é "complexo".

"Se tivéssemos o apoio do Governo Regional já podíamos estar a trabalhar com a UNESCO em Portugal. Não nos querem ajudar, gostam de entreter com coisas mais simples, com as quais todas as pessoas concordam", criticou.

Segundo Arnaldo Ourique, a associação está atualmente a fazer uma lista "exaustiva" do património da tourada à corda em cada freguesia da ilha Terceira, com o intuito de a integrar no inventário do património municipal, regional e nacional.

"Independentemente de se gostar ou não das touradas à corda, a cultura existe. Não temos de julgar a cultura de um povo", frisou.

Informa: Prótoiro

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