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Tenho seguido, através da televisão, necessáriamente, tudo o que de bom e mau tem acontecido durante o longo folhetim da Feira de S. Isidro, em Madrid. - O que por cá vai acontecendo, muito mais a Sul, fico-me pela opinião sempre responsável do meu Amigo António Lúcio, do Miguel Dias, da Solange Pinto, e mais um outro aficionado/comentador. Não serei pessimista se disser que me preocupou conhecer o resultado final da corrida inaugural da temporada no Campo Pequeno. Foi desolador demais para que não se junte dois mais dois, na soma das tardes já realizadas, ou não, esta temporada.
Do que de bom aconteceu em Madrid, que quer se queira ou não. Madrid ainda é a Meca do toureio a pé. Como local de culto e negócio, quer como referência histórica e tradicional, o meu destaque, sintético, fica tão só pelo despontar de novos e promissores toureiros.
Assim, do que ali sucedeu, ou tem sucedido, na parte artistica destaco, a confirmação do bom naipe de novos valores, no toureio apeado, já que rejoneo, tenho diferente opinião. São jovens novilheiros, produto das muitas escolas que cultivam a arte de ensinar cultura e tradição. São valores a despontar, gente que já por aqui havia alertado, e que em diferentes ocasiões tinham mostrado e destacado na arena, a sua vontade e empenho de ser figura. Gente jovem, técnicamente bem preparada, fisicamente atrevida e corajosa, valente e destemida. - Que temos massa critica, e parece-me que da boa, não tenho dúvidas.
Mas para que hajam bons toureiros, é necessário que existam bons toiros. Daí que do mau, direi mesmo de muito mau, frustrante, que tem preenchido as tardes de Las Ventas, superando o tempo incerto, têm sido os toiros. infelizmente, renovo também aquilo que já tenho destacado. Os toiros, que Madrid faz questão de sejam, grandes e pesados, têm sido um verdadeiro e grande pesadêlo, de frustrações incontáveis.
Com tantas experiências e ensaios, é desolador testemunhar que a menos de uma semana do fecho da longa Feira de S.Isidro de 2016, se existiram três ganadarias que cumpriram o aceitável, é o tanto. E até nem foram as mais propagandeadas. Enfim!
Mas, no lado mau, uma coisa não posso, nem quero, também, aqui e agora, mais uma vez, voltar a salientar e a repudiar: - o chauvismo dos directores de corrida, exacerbado e provocatório! Um exemplo? Só um. Pode não ser o mais eloquente, mas o mais recente, o que se passou na corrida do passado sábado com Diego Ventura. Injustiça e preconceito. E eu até não gosto das actuações em que o toureio é confundido com desfiles de cavalos. Mas mais casos deste tipo de comportamento, sob o mais diferentes despropósitos, tem ocorrido e acontecido. Exigência?! Sim! Mas também humildade e pedagogia. Não sou daqueles que defende que “o povo é quem mais ordena”, até porque a vida já me ensinou a quanto mau leva a prática da aplicação deste bonito principio democático, além de abominar a demagogia e estupifidicação, mas...
Mas enquanto uns de calam, silenciam, outros, menos dependentes e respeitáveis, lá vão remando contra a maré. A deliberação tomada pela autarquia da Póvoa de Varzim, aqui neste espaço já tratada, é um, mais um sinal a reter e a alertar. E agora não se pode dizer que a autarquia é ‘rosa’, ou ‘levemente vermelha’.
Quando se trata de caçar porcos, muda o tipo de caçador, mas a técnica é a mesma. E claro, mudam os porcos a caçar. Com pedigree, ou não, pouco importa.
Por hoje é tudo. Do Norte com um abraço,
José Andrade