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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Foi de forma uníssona que os representantes das várias tertúlias, grupos tauromáquicos e federação de tertúlias disseram NÃO aos ataques que a Tauromaquia tem recebido nestes últimos tempos, afetando os profissionais do toureio, a herança cultural, a tradição secular de um povo e sobretudo os aficionados que continuam a ir aos tauródromos, pagando o seu bilhete e dando assim expressão ao direito à cultura e à identidade que lhes assiste.

Em reunião no Centro Hípico Lebreiro, na Azambuja, os vários representantes deram contributos de extrema importância para ações futuras.

Foram já aprovados os estatutos na generalidade bem como o regimento interno da agregação destes grupos, sendo que como elementos identificadores do projeto além do nome e logotipo, ficou acordada a criação de uma bandeira.

O registo em cartório notarial que criará formalmente a Confederação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal será agendado num futuro próximo.

A composição dos órgãos sociais e o representante junto da Comissão Nacional de Tauromaquia será um passo dado em próxima reunião, que no entanto ficou desde já preparado.

A colaboração com a Prótoiro e os Municípios com atividade Tauromáquica como parceiros será determinante para a afirmação da tauromaquia como emblema identitário de milhões de cidadãos portugueses. Os representantes das várias sensibilidades políticas com representação parlamentar deverão saber o quanto põem em risco a coesão e a solidariedade nacional ao permitir que, a coberto de falsas compaixões para com os animais, se coloquem em causa direitos fundamentais das pessoas.

Em data a marcar será realizada uma conferência intitulada “O que é o toiro de lide”, visando desmistificar os falsos conceitos que têm sido propalados em torno deste animal e da relação ritual entre ele e as comunidades aficionados do nosso país.

 

A Comissão Instaladora

Pablo Hermoso de Mendoza e Lea Vicens, rejoneadores que esta manhã saíram em ombros no final da corrida de Nîmes (França), actuarão no Campo Pequeno, no dia 2 de Junho.

 

Tanto o rejoneador navarro como a rejoneadora francesa cortaram as orelhas aos segundos toiros do seu lote, de uma corrida com ferro da ganadaria espanhola de Bohórquez.

 

Pablo e Léa engrandecem assim artisticamente o abono do Campo Pequeno, onde se apresentarão outros triunfadores da temporada espanhola.

 

Esse desfile de triunfadores começa já na quinta feira, na corrida do décimo aniversário da reinauguração do Campo Pequeno, com a presença do cavaleiro Rui Fernandes, que saiu em ombros no dia 5 de Maio, em Jerez de la Frontera. Alternará com João Moura e António Telles, na lide de toiros da ganadaria Vinhas que serão pegados pelos grupos de forcados amadores de Santarém e de Montemor.

 

Depois será a vez de Léa Vicens confirmar a sua alternativa no dia 2 de Junho, numa corrida em que, além de Pablo Hermoso de Mendoza, conta também a participação de João Moura Junior e dos forcados amadores de Coruche e Alcochete e toiros de Santa Maria.

 

Quanto a matadores de toiros, Jose António Morante de la Puebla, triunfador da Feira de Sevilha (Melhor Faena) virá lidar 4 toiros na corrida goyesca de 30 de Junho e Juan José Padilla, (Triunfador da feira de Abril) estará no Campo Pequeno na mista de 14 de Julho, para alternar com Juan del Álamo, que cortou uma orelha na goyesca de Madrid (2 de Maio) e actua amanhã na Feira de Santo Isidro (Madrid), na emblemática “Corrida da Imprensa”.

O cabo do Grupo de Forcados Amadores de Santarém, Diogo Sepúlveda, encara a participação do grupo na corrida comemorativa do décimo a aniversário da reinauguração do Campo Pequeno com “grande sentido de responsabilidade, compromisso e entrega total”.

Diogo Sepúlveda recorda o orgulho e o enorme prazer que foi ter participado na corrida de há 10 anos. “São corridas que ficam marcadas na história do Campo Pequeno, como ficam também marcadas na história do nosso grupo e nos fazem crescer, bem como sentir o gosto de ser forcado”.

Aquando da reinauguração do Campo Pequeno o Grupo de Santarém era então chefiado por Pedro Figueiredo (Graciosa) e, agora, passados 10 anos, essa honra é da responsabilidade de Diogo Sepúlveda.

“Será uma corrida muito especial para todos nós, mas para mim em particular visto que será a minha despedida do público desta bonita praça. Brevemente deixarei de pegar”, disse o ainda cabo.

Tem bem ciente que, apesar de as pessoas passarem, os valores que elas transmitem permanecem nas instituições, e diz mesmo que, “na realidade, nada verdadeiramente muda. Com o dobrar do primeiro centenário de actividade ininterrupta (1915-2015), o Grupo e Santarém continua a manter uma matriz de valores muito bem definida e característica que vão passando de geração em geração, procurando sempre honrar a nossa história e elevando cada vez mais a figura do Forcado e a arte genuinamente portuguesa de pegar toiros”.

E faz ainda um voto para corrida de dia 19: “Que Deus reparta a sorte”.

O cartel da corrida comemorativa do décimo aniversário da reinauguração do Campo Pequeno é formado é o mesmo da corrida de há 10 anos: Cavaleiros João Moura, Antonio Telles e Rui Fernandes. Forcados Amadores de Santarém e de Lisboa e Toiros da ganadaria dos Herdeiros de Manuel e Mário Vinhas.