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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SAMORA - 'REGULARIDADE' E POUCO MAIS... POR: SOLANGE PINTO

27.04.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

É tempo de Festivais e Samora Correia juntou-se ao ‘grupo’ destes festejos, dando em sua ‘casa’,  um Festival Taurino cujos benefícios ou eventuais lucros, revertiam a favor do Grupo Desportivo de Samora Correia.

Em plena harmonia com o S. Pedro, definitivamente a dar tréguas depois de um período abastado de ‘rebeldia’, entram em praça perante um público que preencheu menos de meia casa, os cavaleiros Tito Semedo, Gilberto Filipe, Marcos Bastinhas, Duarte Pinto, Tomás Pinto e Mara Pimenta, frente a toiros na sua generalidade colaborantes, de Lopes da Costa e um de Romão Tenório, lidado por Bastinhas.

Apesar de um ou outro exemplar ser mais escasso de forças, houve até um deles, o lidado por Duarte Pinto, que permitiu e bem, a ‘chamada’ do ganadeiro à arena.

Todos os cavaleiros exibiram actuações apenas e só regulares, não havendo, infelizmente, um sonoro triunfo que se possa guardar na
memória.

Abriu a função o já veterano Tito Semedo, fazendo-o de forma correcta. Terminou a sua prestação com um violino e palmo, tendo dado volta à arena, como de resto aconteceu com todos os ginetes.

A Gilberto Filipe tocou lidar um dos tais exemplares menos felizes em comportamento, sendo mais tardo na investida, faltando-lhe também aquele ´passito’… Gilberto lidou em crescendo, terminando com um muito bom curto.

Marcos Bastinhas e como já foi referido lá atrás, teve por diante um Romão Tenório, bem em tipo da ganadaria e com a suavidade suficiente para que o toureiro lhe templasse a investida, em brega a duas pistas que criaram ‘impacto’ junto do cônclave. Sem par de bandarilhas, terminou com um palmo que, acabaria por não ficar cravado. No entanto, a forma como lidou, desembaraçada e com ‘praça’, criou ‘alvoroço’ em Samora.

Duarte Pinto teve por diante o mais colaborante toiro do festejo. Andou correctissimo na execução das sortes, sendo fiél ao seu conceito de toureio, tal como aconteceu com Tomás Pinto, cuja prestação decorreu sob o signo da regularidade.

Terminou a jovem Mara Pimenta. Recebeu muito bem o oponente, em curto, deixando um primeiro comprido de muito boa nota. A sua restante actuação, foi pautada pelas boas maneiras que exibe, mesclando no entanto, alguns momentos de intermitência.

As pegas estiveram por conta das formações do Ribatejo e Cascais, sendo caras do primeiro grupo, Fábio Costa (à quarta), João Oliveira (à primeira) e Ricardo Jorge (à segunda). Pelo do Cascais, foram na linha da frente Marco Baião (à primeira), André Baião (à segunda) e Ventura Doroteia (à quarta).

Dirigiu o Sr. Rogério Jóia.

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Fotos: João Dinis/www.touroeouro.com

SANTO ANTÓNIO DAS AREIAS COM CURVAS E CONTRACURVAS - POR: SOLANGE PINTO

27.04.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Qualquer das estradas de acesso à localidade alentejana de Santo António das Areias, é abastada em curvas e contracurvas… Tudo vale a pena, quando chegamos à dita povoação e damos de ‘caras’ com a catita praça de touros, renovada à pouquíssimo tempo e portanto, ainda muito bem parecida…

O seu já tradicional Festival Taurino, foi por diante (não havia sequer razões para não ir), chegando mesmo a ‘ganhar’ com o adiamento de outro espectáculo agendado para o mesmo dia… Tauródromo cheio à vista e bom ambiente!

A tónica dominante do evento, simples, as mesmas curvas e contracurvas que atrás referi, descrevendo o acesso a Santo António das Areias.

O que quer isto dizer? Simples também… Êxito rotundo, nenhum; ‘petardo’ (desculpem a expressão pouco elegante), também nenhum, mas houve sim, actuações curvilínias…

A mais destacada prestação da tarde, foi a do jovem Miguel Moura, que esta tarde substituia o lesionado  (segundo o atestado médico e AVISO) ‘cabeça de cartaz’, João Moura.

Depois dos regulares compridos, seguiu para uma série de curtos de franca boa nota, sobretudo no que concerne à brega, de tom muito ‘mourista’ e que, em ‘casa’, fizeram delirar o público presente. Remates em curtas distâncias, cadenciados e a templar a investida do oponente, quiçá um dos que mais serviu.

Antes, havia passado pela arena Marcos Bastinhas. A sua actuação foi limpa, coerente e até com bons momentos, sendo que ainda assim, faltou a rectificação da cravagem do par de bandarilhas que se prupôs deixar. Cravou meio, sendo que o outro meio, acabaria por ser cravado em sorte de violino.

Rui Salvador e Tito Semedo abriram as hostilidades, fazendo-o de forma intermitente. Ainda assim, as suas prestações decorreram em tom crescente. Há que referir que Tito Semedo lidou um astado escasso de forças motivando o insistente protesto do público.

Sónia Matias lidou o terceiro da tarde, visivelmente menos composto de carnes que os anteriores. A ginete andou irregular até ao equador da sua exibição, sendo que, na segunda metade e uma vez encontrado o ‘sítio’, agarrou praça, voltando a evidenciar o seu carisma e poder comunicativo junto do público.

A jornada taurina encerrou com a presença na arena da segunda cavaleira anunciada. A praticante Mara Pimenta. Nos compridos e com grande apoio do cônclave, esteve fantástica, deixando dois belíssimos ferros, sendo que, continuou em muito bom tom nos curtos iniciais. Com o público já rendido, foi em busca do ‘Quiebro’, sendo que nesta fase da sua actuação a regularidade não foi efectiva.

Todos os cavaleiros deram volta à arena e todos, foram altamente prejudicados com imenso areal a que se chamava arena.

Lidaram-se toiros de João Ramalho, de comportamento desigual e um de Santa Maria, lidado por Marcos Bastinhas.

No ramo da forcadagem e com prémio em disputa para o melhor grupo, estiveram os elementos das formações de Cascais, Portalegre e Coimbra. Ganhou Cascais, mas todos evidenciaram regularidade. As cinco primeiras pegas foram efectivadas ao primeiro intento e a última, ao segundo.

Por Cascais, foram caras Paulo Loução e Carlos Dias; por Portalegre, Fábio Santos e Miguel Gonçalves e por Coimbra, Carlos Prata e Pedro Silva.

Dirigiu com correcção, Marco Gomes.

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Fotos de João Dinis/www.touroeouro.com