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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

A PRIMEIRA CORRIDA DA TEMPORADA EM LISBOA FOI DE FRACA NOTA ARTÍSTICA

15.04.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 14.04.16 – Corrida de Toiros

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: Carlos Santos – Lotação: +- ½ casa

Cavaleiros: João Salgueiro, João Telles Jr, Manuel Manzanares

Forcados: Moura, Aposento da Moita

Ganadarias: Pinto Barreiros (1º), David Ribeiro Telles (2º), Santa Maria (3º e 6º, este sobrero), Murteira Grave (4º), Veiga Teixeira (5º)

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A PRIMEIRA CORRIDA DA TEMPORADA EM LISBOA FOI DE FRACA NOTA ARTÍSTICA

 

Bem promovida, com antecedência, e querendo transformá-la num grande acontecimento taurino com a reaparição de João Salgueiro após dois anos de ausência das arenas, a verdade é que a corrida não resultou nem no aspecto artístico nem no capítulo de entradas pois a praça registou cerca de metade da sua lotação preenchida. Outro dos aliciantes era o concurso de ganadarias, mas também aqui… O empate a dois – Pinto Barreiros e David Ribeiro Telles – mereceu protestos do público e ponto!

 

Num concurso de ganadarias deveriam existir algumas regras que os cavaleiros deveriam cumprir: receber o toiro sem se dobrar em demasia, corrê-lo de largo, deixá-lo de largo e procurando dar-lhe vantagens nas investidas, nem que fosse apenas nos compridos. Cada toureiro interpreta o toureio à sua maneira, procura o êxito e nem sempre o toiro se pode luzir. Lidado a cavalo, deverá receber o prémio de melhor toiro ou toiro mais colaborador… O de Pinto Barreiros que abriu praça foi um bom toiro, colaborador, com motor e sempre disponível; o de David Ribeiro Telles foi um pouco reservado, com sentido mas a servir para o bom toureiro; o de Santa Maria saído em terceiro lugar foi sonsote e sem colocar muitos problemas; o de Murteira Grave teve qualidade. Aplaudido de saída, o quinto da ordem, de Veiga Teixeira, imponente e colaborador mas com seriedade, foi um dos toiros que gostei de ver. E em sexto lugar, fora de concurso e a substituir o de São Torcato quês e lesionou nos currais, saiu outro Santa Maria que, sem presença e umas «bananas» no lugar dos cornos, não teve qualidade e não deveria ter saído à arena em respeito para com a presença e trapio dos outros cinco toiros.

 

João Salgueiro deu, a espaços, um ar da sua graça em ambos os toiros. Não foi o regresso desejado e ansiado pelo cavaleiro de Valada do Ribatejo, pois o que fez soube a pouco. Houve dois ferros de boa nota, com a marca Salgueiro e apesar de autorizado pelo director de corrida não deu volta em nenhum dos seus toiros, o que se deve realçar pela seriedade que conferiu ao gesto.

 

João Telles Jr saiu de Lisboa com mais um triunfo. Ainda que sem ter atingido um nível muito elevado em ambas as actuações, e o de Veiga Teixeira permitia mais, a verdade é que João Telles Jr conseguiu os mais destacados momentos da noite, com alguns bons ferros e bons momentos de brega.

 

Manuel Manzanares cumpriu no seu primeiro, sem destaques e teve dois ferros de muito boa nota no sobrero que encerrou praça. Duas actuações certinhas.

 

No capítulo dos forcados, os Grupos de Forcados de Moura e do Aposento da Moita equivaleram-se e concretizaram todas as pegas de caras. Pelo Real Grupo de Forcados de Moura foram caras Cláudio Pereira, à primeira tal como Rui Ameixa e o cabo Valter Rijo numa rija intervenção à primeira frente ao quinto da noite. Pelos do Aposento da Moita abriu praça João Rodrigues, com muita técnica no cite, no provocar da investida e na reunião consumando à primeira, seguido por Nuno Inácio que se fechou com raçaà segunda e José Maria Bettencourt a encerra praça também à segunda com uma boa pega de caras.

 

Durante as cortesias guardou-se um minuto de silêncio em memória dos ganadeiros Fernando Palha e Manuel Assunção Coimbra e, no final destas, foi entregue à Fundação L-Vida o cheque com os valores recolhidos no festival, no valor total de 30.779 euros.

 

A corrida foi dirigida por Pedro Reinhardt assessorado pelo veterinário Carlos Santos.

 

António Lúcio