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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

FINITO DE CÓRDOBA BORDOU O TOUREIO COM EXCELENTE NOVILHO DE PAULO CAETANO

27.02.16 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 27.02.16 – Festival Tauromáquico

Director: Manuel Gama – Veterinário: Carlos Santos – Lotação: ½ casa

Cavaleiros: António Ribeiro Telles, Manuel Ribeiro Telles Bastos, João Ribeiro Telles Jr

Forcados: Amadores de Santarém, Montemor, Vila Franca

Matadores: Vítor Mendes, Finito de Córdoba, Juan del Álamo, Diogo Peseiro (novilheiro)

Ganadarias: Murteira Grave (1º), Canas Vigoroux (2º), David R. Telles (3º), Calejo Pires (4º, 6º, 7º), Paulo Caetano (5º)

 

FINITO DE CÓRDOBA BORDOU O TOUREIO COM EXCELENTE NOVILHO DE PAULO CAETANO

 

O festival taurino que abriu na tarde de hoje a temporada de 2016 no Campo Pequeno, que comemora 10 anos sobre a data da sua reinauguração, teve em Finito de Córdoba o grande triunfador após uma excelente e artisticamente bela e profunda faena de muleta. Um entendimento perfeito das condições de lide do excelente novilho de Paulo Caetano.

 

De capote Finito esteve muito bem nas verónicas de cartel de toiros e depois de ter iniciado a faena de muleta com passes junto à trincheira rematados com um soberbo passe de trincheira, desenhou uma faena de muleta onde a profundidade, a suavidade, a classe e a estética foram notas dominantes, fazendo soar olés e aplausos fortes. Momentos por ambos os pitóns que ficarão para a memória e que as imagens recolhidas também ajudarão a perpetuar. Uma faena “cumbre” de Finito de Córdoba.

 

Vítor Mendes teve de enfrentar o pior dos sete, de Calejo Pires, manso  e sem qualidade, a revolver-se e querer fugir da muleta mas sempre disposto a tentar colher o toureiro. Bem no toureio de capote, o diestro de Marinhais sentiu dificuldades para se impor mas com uma técnica superior e perfeita colocação dos enganos, deixando a muleta sempre na cara para que o morlaco não se fosse embora, suou e tragou com enorme mérito e valentia para sacar os muletazos. O apoio do público aficionado foi enorme e de pé o ovacionou.

 

Juan del Álamo teve por diante outro novilho de Calejo Pires, chato como se diz na gíria, mas que graças à insistência e perseverança do matador, teve de se entregar na muleta. O diestro espanhol conseguiu muito meritoriamente ligar os muletazos, com séries pelos dois lados, tragando e mostrando que está em grande momento de forma. Prolongou em demasia a sua faena, quando tudo já estava mais que justificado e o público completamente do seu lado.

 

Diogo Peseiro lidou o sétimo da ordem, terceiro de Calejo Pires e que foi deles o que melhor serviu. Lanceou a fixar com o capote, cumpriu um tércio de bandarilhas sem destaques e com a muleta teve pormenores, conseguindo algumas tandas de derechazos e uma de naturais em que esteve por cima das qualidades do oponente.

 

Este festival teve início com a lide António Ribeiro Telles a um novilho de Grave de boas investidas, nobre e suave, e onde o cavaleiro da Torrinha rubricou uma actuação do agrado geral, com bons ferros curtos.

 

Manuel Ribeiro Telles Bastos lidou um novilho de Canas Vigoroux que foi de mais a menos. Uma actuação correcta rematada com dois bons ferros curtos.

 

João Ribeiro Telles Jr encerrou a parte equestre com uma boa lide ao cumpridor, nobre e suave novilho com ferro Ribeiro Telles. Uma lide com bons ferros curtos, fortemente aplaudidos pelo público.

 

No capítulo dos Forcados, os Amadores de Santarém abriram praça com o forcado David Inácio a conseguir consumar apenas à 4ª tentativa, seguindo-se os Amadores de Montemor por intermédio de Luís Valério a fechar-se facilmente à primeira tal como Vasco Pereira dos Amadores de Vila Franca que se fechou muito bem e á primeira.

 

Direcção a cargo da dupla Manuel Gama/Carlos Santos, assinalando-se também o regresso do cornetim José Henriques.

 

António Lúcio