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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Samora Correia não tem praça de touros, mas tem afición e tem sobretudo, o poder de congregar as gentes amantes da Festa Brava. Nem mesmo o desconforto de um tauródromo portátil, parece desmotivar o público que anualmente ali acorre, juntando no caso do festejo de hoje à noite, a moldura humana mais que suficiente para que se possa dizer que a 'casa' estava cheia. A tal facto atribuem-se também, altíssimas responsabilidades dos organizadores do evento integrado nas Festas em Honra de Nossa Senhora de Guadalupe. Armando Jorge Teixeira e Rafael Vilhais, são mais que 'velhos conhecidos' de Samora e destas organizações, pelo que tinham na mão, mesmo em tempos difíceis, a importante chave da 'experiência'. Pois bem, a seriedade é ainda um posto e um valor que vai escasseando... Assim sendo, triunfadores da noite, a dupla de empresários que em todo o momento, quiseram mostrar que 'Samora ainda é o que era'...

Desafortunadamente, o espectáculo não resultou formidável nem tão pouco altamente recordatório. Pese embora a nota '10' que o curro da Casa Prudêncio tinha em apresentação, o mesmo não se pode dizer da colaboração. Na sua maioria acabaram por se deixar, embora na sua maioria, mal intencionados e com pouca oferta de lucimento.

Abru praça António Telles, levando por diante duas actuações que decorreram em tom crescente. Se na primeira apenas a parte final foi mais 'apetecível', na segunda houve mais que contar. António de tudo fez para amenizar algumas brusquidões, chegando a deixar ferros de nota agradável.

Francisco Palha foi autor de uma primeira prestação recheada de intermitências. O astado com que se enfrentou não deu tréguas, sendo que as 'coisas' não resultariam harmoniosas. No segundo, a sua prestação foi pautada pelo mérito e pela forma centrada com que abordou a 'papeleta' Houve ferros francamente bons, numa versão 'Palha' que agradou ao jurado.

Tomás Pinto, ao contrário dos seus alternantes, viu na sua primeira exibição, a sua mais feliz passagem pela arena 'improvisada' de Samora. Actuação limpa, coerente, com brega e ferros de nota alta. No segundo e com a montada dos curtos a não querer colaborar, apenas cumpriu com regularidade.

No sector das jaquetas de ramagens, houve emoção e pegas duras. Os forcados das formações do Ribatejo e Alcochete, tiveram de puxar pelos galões, para que as concretizações resultassem positivas. Assim foi.  Apenas a terceira pega da ordem de lide 'exigiu quatro tentativas, sendo que as restantes foram consumadas ao primeiro intento. Por esta ordem, sairam na linha da frente, os forcados: André Martins, Pedro Viegas, Joaquim Consolado, João Machacaz, João Guerreiro e Diogo Timóteo.

Antes do início da corrida, foi rendida sentida homenagem póstuma a Sérgio Perilhão.

Drigiu o festejo, com acerto, o Delegado Teécnico Tauromáquico, Tiago Tavares.

Solange Pinto – www.touroeouro.com

Fotos de João Dinis – www.touroeouro.com

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Se alguém pensar que a generalidade dos prémios atribuídos nas corridas de toiros difere muito do que se passa no defeso ou até na montagem de muitas corridas por esse País fora, desenganem-se. Pelo menos é o que penso e que aqui passo para o papel. Já fui membro de júri em muitas corridas, na atribuição de troféus de final de temporada e, NUNCA, ninguém me entregou uma grelha de avaliação da prestação dos artistas. Melhor, até houve, há uns anos atrás, um aficionado da minha terra que se deu ao trabalho de o fazer e de uma forma simples que permitiria dissipar dúvidas de todo o tipo. Há júris e júris e prémios e prémios. Os que têm maior visibilidade exigem maiores cuidados na atribuição e a escolha de júris deveria ter a concordância dos toureiros.

Outra nota tem a ver com a não realização da corrida de toiros em Viana do Castelo: erro de casting? Não me parece. Caíram na esparrela e não tomaram nota do que já anteriormente havia sucedido e que só por sorte não levou à inviabilização da anterior corrida: se já havia problemas por causa do terreno estar em REN/RAN e não poder ser utilizado, voltar a utilizar um terrenos idêntico, despertaria mais rapidamente a consciência dos antis e a sensibilidade do julgador... Há que arranjar um terreno com zero de aptidão e ponto final!

A demagogia dos antis, a coberto de alguns jornais diários, dizendo que este é o ano em que as corridas perdem mais espectadores ou que a televisão também tem menos adeptos, não tem tido respostas cabais da parte dos taurinos. Umas fotos no facebook não chegam. E se repararem até o Correio da Manhã, que tem 3 críticos taurinos na sua ficha, prefere dar destaque a umas ameaças de estaladas no final de uma corrida em Alcochete do que dar à estampa as crónicas das corridas que foram de casa cheia ou esgotada. Onde é que está o poder da sua equipa tauromáquica?

A temporada decorre e com alguns êxitos a fazerem sentir que a continuidade está assegurada: os triunfos dos irmãos Moura, de João Telles Jr, de João Moura Caetano, de Marcos Bastinhas, Duarte Pinto, por ordem perfeitamente aleatória,  devem merecer das empresas que ainda têm corridas para "fechar", a maior atenção. São eles que amanhã irão levar as multidões às praças de toiros.

Na próxima segunda feira, dia 31, pelas 19h, terá lugar na Praça de Toiros Daniel do Nascimento na Moita do Ribatejo, a apresentação pública dos cartéis que irão compor a Feira a ter lugar de 15 a 18 de Setembro próximo.

Praça de Toiros em Toucinhos – 23.08.15 – Novilhada Popular

Director: João Cantinho – Veterinário: Hugo Rosa – Lotação: 1/3

Cavaleiros: Parreirita Cigano, Cláudia Almeida

Forcados: Amadores de Vila Franca

Novilheiro: João Martins

Ganadaria: Falé Filipe (4)

JOÃO MARTINS TRIUNFOU EM TOUCINHOS; CHUVA LEVA A SUSPENSÃO DO ESPECTÁCULO

A localidade de Toucinhos (Alburitel – Ourém) recebeu pela primeira vez um espectáculo tauromáquico formal, uma novilhada mista, e sem que houvesse na localidade qualquer festividade de cariz anual ou religioso, as gentes dos arredores ajudaram a que a praça instalada numa das entradas da localidade registasse cerca de 1/3 da sua lotação preenchida e assistisse a um agradável espectáculo até que a chegada da chuva, ao quarto novilho, forçou a suspensão do mesmo e não permitisse a lide do quinto.

João Martins, da Escola de Toureio José Falcão, foi o grande triunfador da tarde com duas actuações de muito bom nível nos três tércios, deixando bom ambiente. Bem no capote, por verónicas e chicuelinas a que se junta uma larga afarolada de joelhos, cravou bons pares de bandarilhas e com a muleta construiu duas boas faenas, com classe no toureio essencial pelo lado direito e algumas séries de bons naturais. Atravessa momento de grande confiança e está de parabéns pelos resultados.

A cavalo exibiram-se Parreirita Cigano com alguns bons ferros curtos, domínio das sortes e boa brega, mostrando que está em franca evolução e ascensão como praticante. Cláudia Almeida também teve alguns bons ferros, rematando a sua actuação com um par de bandarilhas.

Os Forcados de Vila Franca efectuaram 2 pegas de caras, á primeira e segunda tentativas respectivamente, com elementos bastante jovens.

Dos 4 erales de Falé Filipe que se lidaram, primeiro e quarto foram de muito boa nota, repetidores nas investidas, que tiveram classe.

Dirigiu o espectáculo João Cantinho, assessorado pelo veterinário Hugo Rosa.

António Lúcio

É suposto que no toureio existem três regras básicas – parar, mandar e templar.

Coisa simples, elementar e suficiente para cumprir um dos desideratos da arte e do saber lidar toiros. A pé ou a cavalo.

Também é suposto que na arte de lidar, existe um tempo para cada um dos tempos das sortes. E que, uma faena, coisa diferente de faina, tem de ser tecida com um ritmo, agradável ao ver e sentir. E que, independente da mobilidade do toiro, mais áspero ou com suave investida, é obrigação do 'homem' que o enfrenta, saber dosear o seu ímpeto ou provocar a sua 'condução', de modo a que daí resulte no todo uma faena. 'Parar, mandar e templar', salvo melhor opinião, é regra básica, concretizável com mais ou menos agrado, mas uma regra que não deve ser esquecida ou preterida, independente do toiro ter ou não raça e poder permitir lide com brilho ou não.

Isto é o suposto serem regras basilares. Daí que, lidar toiros a cavalo, é diferente de uma prova de velocidade ou corrida de obstáculos.

Posto isto, aqui vai como vi a corrida de touros que na noite do passado sábado, dia 22 de Agosto, pelas 22 horas, teve lugar na Monumental Praça de Touros da Póvoa de Varzim.

Corrida de fecho da temporada de 2015, teve nos toiros da ganadaria de José Luís Vasconcelos e Souza d'Andrade, um curro com peso, trapío e raça, e nos forcados, a parte mais distinta da noite.

E se os toiros, com muita pata e raça, merecem nota mais, a raça e valentia, que os dois grupos de forcados mostraram, merecem outro superior destaque.

Dos seis cavaleiros em praça, salvou-se uma parte da lide de Sónia Matias. Aquela parte onde ela em três dos cinco ferros cravados, conseguiu entender o toiro. O primeiro comprido, e o dois primeiros curtos. O último em violino, foi 'aquele ferro a mais', desnecessário. Coube-lhe em sorte, o segundo da noite, também o segundo mais pesado, mas harmonioso, com muita pata, mas franco e toiro para brilhar. Pegou, à 1ª., com aquela valentia e saber que já se lhe conhece, Viegas, dos Amadores de Alcochete, bem ajudado pelo grupo.

Abriu praça Vítor Gonçalves, que apesar da entrega e da muito boa vontade, denotou que carece de muitas mais oportunidades. Com montadas, felizmente, que nos pareceram seguras, a sua lide, sem razão aparente, decorreu sob o tal signo que sendo paradigma de todos os cavaleiros intervenientes, velocidade excessiva e descoordenação visível. Pegou este primeiro da noite, o mais pesado, ao 2º. Intento, sem demérito para o forcado e o grupo, José Marques, dos Amadores de Coruche.

Ana Batista, que na corrida televisonada de Idanha-a-Nova parecia renascida, voltou a não encontrar uma lide capaz de minimamente agradar ao mais piedoso dos aficionados. Ressalta à vista que as montadas estão muito bem preparadas, e o que falta, não vem desse lado. Pegou este 3º., ao segundo intento, numa pega dura, José Sousa, dos Amadores de Coruche.

Gilberto Filipe, foi mais um caso de uma lide para esquecer. Os dois encontrões a que sujeitou as montadas, eram evitáveis, num ginete com o seu curriculum, numa lide cheia de passagens que o toiro soube apreender. Pegou ao 2º. intento, com o valor, saber e alma que todos reconhecem, João Machacáz, agora como um dos elementos dos Amadores de Alcochete, em entrega, que só os grandes senhores da forcadagem, com humildade, estão imbuídos.

Era com expectativa que se aguardava a lide do jovem cavaleiro nascido em Quito, no Equador, Sebastian Penãherrera, e que tem como patrono o já consagrado cavaleiro Rui Fernandes. Foi uma lide de neófito. Idêntica ao dos antecedentes, cheia de passagens inconsequentes, desnecessárias e desmotivadoras. Parece-me que não foi feliz a ideia de perante tão jovem carreira se oferecer uma oportunidade frente a um exemplar deste nível. Distribuiu ferros que se viram ser de quem tem vontade e quer fazer bem. Pegou à primeira, Paulo Oliveira, em mais uma dura pega, bem ajudado, dos Amadores de Coruche.

Mara Pimenta, para não destoar com os restantes companheiros da noite, confundiu o alegrar a concorrência com concorrência alvoraçada, e teve uma lide sem mérito que se orgulhe e recorde, sem que seja para não voltar a repetir. Correu, mais que lidou, e cravou, menos do que era possível. Pegou, naquela que acabou por ser a melhor pega da noite, à primeira, Gonçalo Catalão, dos Amadores de Alcochete, com o grupo a revelar muita harmonia no conjunto.

 

Dirigiu esta última corrida da temporada na Praça de Touros da Póvoa, o senhor Manuel Gama, com paciência, mas de forma segura e ponderada, que foi assessorado na técnica veterinária, pelo sr. dr. Miguel Matias. Como cornetim, esteve Nuno Narciso.

Foi agradável a noite? Claro que foi. Mesmo com a ameaça de umas gostas de água já na parte final da tarde, e apesar do nevoeiro que fazia por vezes questão nos visitar.

José Andrade

A novilhada popular que teve lugar esta tarde em Toucinhos, Alburitel (Ourém)  teve como máximno triunfador o novilheiro João Martins, tendo o espectáculo sido suspenso após a lide do quarto exemplar devido à chuva que caíu forte.

Amanhã não perca a crónica e as fotos.

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O cavaleiro estremocense Francisco Cortes, que esta temporada comemora o vigésimo aniversário da sua alternativa, concecida por seu pai, José Maldonado Cortes, a 10 de Junho de 1995 em Santarém, assinala a data actuando na sua terra, pela primeira vez, após a recuperação da Praça de Touros de Estremoz. Esta é uma data significativa para o cavaleiro, que irá alternar com João Moura e António Telles. Será disputado um extraórdinário concurso de ganadarias, onde vão disputar os troféus bravura e apresentação as divisas, Prudêncio, Cunhal Patrício, Canas Vigouroux, Ascensão Vaz, Romão Tenório e Torre de Onofre.

As pegas ficam a cargo de dois consagrados grupos de forcados, os Forcados Amadores de Santarém, em temporada de centenário e os Forcados Amadores de Alcochete. As reservas podem ser feitas através dos números, 965 752 847 ou 914 094 038.