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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Praça de Toiros de Coruche – 30.05.15 – Corrida de Toiros

Director: Rogério Jóia – Veterinário:     - Lotação: ½ casa

Cavaleiros: Manuel Telles Bastos, Francisco Palha, Marcelo Mendes, Tomás Pinto, Salgueiro da Costa, Luís Rouxinol Jr

Forcados: Ribatejo e Coruche

Ganadarias: Lopes Branco, Veiga Teixeira, Ribeiro Telles, António Silva, Vale Sorraia, Cunhal Patrício

Juventude luta pelos merecidos aplausos frente a uma tarde com bons exemplares taurinos

Nas bancadas um aficionado comentava para outro: “quando há toiro não há artista”. Na verdade, nenhum dos cavaleiros desiludiu propriamente, mas quando os toiros cumpriram e bem o seu papel (nenhum caiu em tábuas durante toda a tarde), as criticas a apontar dirigem-se aos cavaleiros, nem que sejam nos detalhes. Numa tarde quente, a juventude merecia mais público, pois mais palmas teriam dado mais valor aos triunfos e aos bons momentos de toureio na Praça de Toiros de Coruche neste concurso de ganadarias.

Manuel Ribeiro Telles inaugurou a tarde com uma sorte gaiola que não correu da melhor forma. Ainda assim o cavaleiro da Torrinha sabe que em Coruche não precisa de deslumbrar para agradar ao seu público. Não esteve muito acertado nos compridos mas nos curtos desculpou-se cumprindo bem o seu papel frente a um toiro que não era de grandes investidas.

Francisco Palha recebeu o mais pesado da tarde. O António Silva de 630 kgs esteve colaborante e Palha não descansou enquanto não arrancou aplausos do público. Acabou por conseguir e todos eles foram merecidos, proporcionando dos momentos de toureio mais aplaudidos da tarde. Francisco Palha é um dos exemplos em que merecia mais público para dar mais “peso” ao seu trabalho com este exemplar.

Marcelo Mendes fechou a primeira parte desta corrida de homenagem às florestas e integrada na Feira da Cortiça de Coruche. Sofreu muitos toques na montada, sobretudo na fase inicial da lide e dá ideia de que poderia ter terminado mais cedo numa fase em que estava já a cumprir os “mínimos olímpicos” para arrancar alguns aplausos da bancada. Terminou com um ferro de palmo.

A abrir a segunda parte da corrida, Tomás Pinto recebeu o toiro mais complicado da tarde mas este competente na forma como o lidou, embora arrancando poucos aplausos pela timidez do exemplar do Vale Sorraia. Foi obrigado a trocar de montada nos curtos, onde o cavalo não quis colaborar com o cavaleiro.

Salgueiro da Costa podia ter manchado a sua lide logo ao inicio mas acabou por construir uma actuação em crescendo. O segundo comprido foi um verdadeiro “bajonazo” que podia ter logo ali ditado a sorte do jovem Salgueiro da Costa, ainda assim o cavaleiro partiu para uma lide que concluiu com dois curtos de muito boa nota, um deles em claros terrenos de compromisso, merecendo a desculpa por parte das bancadas e os aplausos que recebeu. O cavaleiro não deu volta, embora autorizado.

A fechar a tarde, Luis Rouxinol Jr terminou com excelentes apontamentos. Dando indicação de que estava sempre no controlo do exemplar que tinha pela frente, arrancou uma actuação com boa nota artistica e fechou com um ferro de palmo cara-a-cara com o David Ribeiro Ribeiro Telles que tinha pela frente.

Nas pegas, os Amadores do Ribatejo pegaram à primeira no segundo e terceiro da tarde, com Pedro Coelho e André Martins e à terceira na quinto da tarde, pelo cabo Pedro Espinheira. Os Amadores de Coruche pegaram à primeira tentativa por Paulo Oliveira e António Tomás, na pega da tarde, e à segunda por José Marques.

A corrida foi dirigida com acerto por Rogério Joia e destaque ainda para a equipa de campinos, eficiente no processo de recolha dos toiros o que só ajuda à dinâmica do espectáculo. Menos de meia casa, numa tarde em que a juventude merecia mais aplausos do que os que se fizeram ouvir.

Venceu o prémio de bravura o exemplar da ganadaria Veiga Teixeira e o de apresentação a ganadaria Vale Sorraia.

Miguel Dias

Manuel Dias Gomes tornou-se no 40º matador de toiros português e foi ovacionado após matar o toiro da sua alternativa e deu volta no que encerrou praça. Com a praça de Gamarde les Bains cheia na sua inauguração e com toiros de Benjumea, completaram o cartel Thomas Dufau (orelha – orelha) e Juan leal (silêncio nos dois).

No Certame Internacional de Aulas Práticas do Cabo da Lezíria 2015, haverá quatro aulas práticas, nos dias 6, 7, 13 e 20 de Junho no Cabo da Lezíria, com a participação das Escolas de Sevilha, Madrid, Nimes, Almeria, Málaga, Moita, Academia do Campo Pequeno e José Falcão.

Os novilhos a lidar são de S. Torcato, Manuel Coimbra, Canas Vigouroux, Palha e Falé Filipe.

Realiza-se no dia 27 de Junho às 22 h na Praça de Toiros Palha Blanco, uma novilhada Popular, integrada na Semana da Cultura Taurina.

Todas as aulas práticas e a novilhada popular têm entrada livre.

Informa: José Raínho

Vila Franca de Xira, Certame Internacional de Aula

 

O empresário Paulo Pessoa de Carvalho acaba de anunciar o cartel da Corrida de Domingo de Colete Encarnado em Vila Franca, conforme nota que transcrevemos:

"No seguimento do assunto em referência, venho informar que no próximo dia 5 de Julho em Vila Franca de Xira terá lugar mais uma corrida de toiros que se espera uma das corridas da temporada.

Será um mano a mano entre duas figuras do toureio.

A cavalo – ANTÓNIO RIBEIRO TELLES

A pé – PEDRITO DE PORTUGAL

Os toiros a serem lidados serão das ganadarias respectivamente de António Charrua para a lide a Cavalo e de Carlos Falé Filipe para a lide apeada.

Para as pegas estarão em praça os Forcados Amadores de Vila Franca de Xira."

Duas corridas de toiros, uma novilhada e uma corrida de rejoneio a encerrar a Feira, com homenagem à dinastia Moura compõem a Feira de San Juan 2015 em Badajoz. Um cartel fortemente local abre a feira a 24, quarta-feira, seguindo-se uma interessante novilhada a 25 e corrida mais forte a 26, sexta-feira. Para rematar, a homenagem a Moura com Hermoso e Ventura!

Os cartéis completos desta feira são os seguintes:

24 junho: António Ferrera, Miguel Angel Perera e Alejandro Talavante (toiros de Daniel Ruiz)

25 junho: Posada de Maravillas, Ginés Marín e Carballo (novilhos de Fernando Peña)

26 junho: Morante de la Puebla, José Maria Manzanares e José Garrido (toiros de Zalduendo)

27 junho: Rejoneio - João Moura, Pablo Hermoso de Hermoso, Diego Ventura, João Moura Jr,, Andrés Romero e Miguel Moura (Toiros de Los Espartales)

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Estava tentado em não deixar aqui neste espaço, nesta nossa participação semanal, qualquer referência à polémica sobre exigência da Carteira Profissional, eleito agora, passaporte que dá acesso a fotografar as corridas de toiros a partir da trincheira.

Sou dos que concordam que por vezes, por aqueles terrenos, até existe gente a mais. Mas isso é um problema tem de ser discutido e ponderado sob outro ângulo, não o que agora está em polémica. - Disse que estava disposto a deixar em branco a minha opinião, mas, não me contenho perante a estupidez e a deselegância.

Há muitas maneiras de dar uma má noticia. Com deselegância, estupidamente, poucas. Mesmo com Carteira Profissional. E sobretudo depois de ler e ouvir o que aqui disse e escreveu o meu distinto Amigo, António Lúcio, texto e opinião que de todo, se ele me permite, subscrevo. Após ler e ouvir este companheiro de jornada em prol da Festa dos Toiros, também não posso calar a minha estupefacção perante o impedimento de que foi alvo um dos decanos e veterano da fotografia taurina, António Cecílio.

Não calo a minha solidariedade para com o senhor António Cecílio, e não calo a minha indignação, perante a estupidez da aplicação de uma regra, a que os senhores empresários e representantes dos artistas intervenientes nas corridas de toiros, tinham, e têm aqui uma séria e imperiosa razão, justificada motivação, de em conjunto, se oporem, a exigirem que se cuide as situações, os casos, na aplicação prática e cega da regulamentação. - Não! Não somos todos iguais.

Não somos, não queremos ser, não queremos que assim seja! Daí que, por muitas razões que existissem, ou existam, este tratamento a António Cecílio, é um caso, um sinal que, se mais não fosse, obstar a que queiram meter todos nos mesmo saco. E só por isso, já deveria merecer enorme e forte indignação, oposição.

Há quem não necessite de estar na trincheira, quem não faça lá mais nada que não seja conviver próximo com amigos e conhecidos, todavia outros existem que, por dever de função, com provas dadas de muitos e bons contributos na promoção, difusão e divulgação da Festa dos Toiros que, mesmo sem carteira profissional, sem nada ganharem ou receberem, que não seja a satisfação de poderem registar, pela imagem, e pela escrita, o que na arena ocorre, esses outros, não podem, não devem, não merecem ser avaliados e qualificados por igual. Sou dos entendem, que ninguém deve ter privilégios. Por mim, nunca os pedi, nunca os reclamei. Mas reconheço que existem pessoas, situações, casos que são excepcionais. A excepção que confirma a regra, diz o ditado popular.

E, se por regra, solicitamos uma senha de trincheira para fazer fotografia, isso mais não é, por esse modo, assim, dali, poder escolher o melhor ângulo, obter a melhor imagem, aspectos que suportam a crónica escrita que, sempre, depois fazemos e publicamos. Sempre agradecemos a gentileza da oferta, é também necessário que aqui diga, que foram imensas as ocasiões em que retribuímos, muito para além do normal e cordial, civilizado 'muito obrigado'. Nem a oferta da senha me faz mais rico, nem o aceitar me torna mais pobre, mais dependente, me diminui. Claro que me escuso, aqui e agora, de enumerar as incontáveis vezes em que, para além de fotografar e tomar notas, colaboramos em outras funções dentro da trincheira, sempre no sentido de que o espectáculo seja um êxito, seja mais uma grande tarde ou noite de toiros. O trabalho que temos desenvolvido em prol da festa, sem Carteira Profissional, passe a imodéstia, em nada é inferior ao exigível, feito em liberdade de informação e de opinião.

É esta a nossa opinião em relação à exigência de Carteira Profissional, e aos ínvios caminhos de ingratidão, respeito e obtusa forma de gerir relações e poderes.

Do Norte, com um abraço

José Andrade

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