Praça de Toiros Celestino Graça – Santarém – 22.03.15 – Festival Taurino
Director: Lourenço Luzio – Veterinário: João Mª. Nobre – Lotação: 3500
Cavaleiros: Joaquim Bastinhas, Luis Rouxinol, Marcos Bastinhas, Tiago Carreiras, Ana Rita, Luis Rouxinol Jr, Mara Pimenta
Forcados: Amadores de Santarém, Amadores de Vila Franca
Ganadarias: Lopes Branco (1º), Silva Herculano (2º, 4º), Dr. António Silva (5º, 6º), Branco Núncio (3º, 7º)
O festival taurino realizado na Monumental Celestino Graça, em Santarém, pode bem ser caracterizado como um festival que decorreu como o tempo, com chuvinha miudinha no início e cinzento até anoitecer, longa tarde com mais de três horas e meia de espectáculo, de onde se destacou um bravo toiro de Núncio, muito bem lidado por Marcos Bastinhas pese um percalço que felizmente não teve consequências de maior.
Com efeito, o toiro saído em terceiro lugar, com ferro e divisa de Branco Núncio, teve imensa qualidade nas suas investidas, codicioso, arrancando-se de todos os lados desde que provocado, com alegria, a carregar depois dos ferros. Foi bravo e com raça e com ele se entendeu bem Marcos Bastinhas, com dois bons ferros compridos e um terceiro curto de excelente nota pela forma como entrou nos terrenos do toiro. Uma lide muito promissora em arranque de temporada.
A primeira actuação da tarde esteve a cargo de Joaquim Bastinhas frente a um colaborador exemplar de Lopes Branco, que mostrou também raça e classe. Bastinhas soube lidá-lo com a habitual maestria e a lide foi em crescendo nos curtos, os dois últimos de muito boa nota para rematar com o seu habitual par de bandarilhas exigido, como sempre, pelo público.
Luis Rouxinol teve por diante um manso e nada colaborador toiro de Silva Herculano. A sua lide teve altos e baixos, com um início em que teve de deixar os feros de forma sesgada e no final alguns quarteios mas sem conseguir elevar a fasquia.
Tiago Carreiras demorou algum tempo a entender as características do exemplar de Silva Herculano, mansote mas a deixar-se lidar. Uma actuação sem brilho na cravagem, quase toda passada, e só no final conseguiu alguns momentos que chegaram às bancadas, toureando em curto.
Ana Rita, em dia de aniversário, substituiu Sónia Matias. Lidou um exemplar de Dr. António Silva, mansote e a buscar tábuas. A sua actuação foi regular e no final cravou um ferro em sorte de violino e demorou uma eternidade para deixar outro violino, de palmo, o tal ferro que nada trouxe de mais-valia á sua actuação.
O sexto da já longa, cinzenta e fria tarde, era de Dr. António Silva e teve condições de lide nem sempre aproveitadas por Rouxinol Jr. Lide em tom morno, nem sempre nos melhores terrenos e dois ferros de melhor nota, numa actuação aquém do esperado.
Em sétimo e último lugar actuou Mara Pimenta frente a um novilho de Branco Núncio de boa qualidade e investidas nobres. Foi também uma lide morna, sem grandes destaques e onde o quarto ferro curto foi de boa nota.
A forcadagem complicou a sua própria vida e houve apenas 3 pegas de caras consumadas à primeira tentativa. Os Amadores de Santarém tiveram na cara dos novilhos e toiros, os forcados João Grave (3ª), David Inácio (3ª), António Goes (1ª) e Luis Sepulveda (1ª), enquanto que pelos Amadores de Vila Franca foram forcados de cara Francisco Faria (1ª9, Gonçalo Filipe (1ª9 e Nuno Vassalo (3ª).
A direcção do espectáculo esteve a cargo de Lourenço Luzio assessorado pelo veterinário João Maria Nobre, perante cerca de 3500 espectadores.
António Lúcio