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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

2013 JÁ FOI...! - POR JOSÉ ANDRADE

31.12.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

2013 já foi... !

 

 

Venha lá 2014! Que seja um Bom Ano, mesmo sem o sempre tão 'suplicado' novo Regulamento. Um ano tauromáquico, com mais cuidado na montagem de corridas, na direcção dos espectáculos, no cumprimento dos contratos, de visível fair-play dentre os intervenientes, no respeito pelo público, são os meus sinceros e ardentes Votos. “Que Deus reparta sorte”, seja na tauromaquia portuguesa, mais uma frase bonita de circunstância, uma prece atingível, conquistada.

 

Dezembro, fim de ano, tempo onde é suposto, fazerem-se balanços. O meu é aquele que aqui no Barreira de Sombra já foi feito, com garbo, jeito e a preceito, pelo Meu Amigo, e autor do Blogue, António Luís Lúcio. Subscrevo e assino por baixo, se ele a tanto me consentir. Porque há Balanços e 'Balanços', não quero de sobre este tema deixar de tecer algumas considerações.

 

Balanços ou coisa que o valha, a maioria das vezes, deveria ser o tipo de exercício onde o Deve e o Haver serviriam para repensar caminhos, travar desmandos, corrigir erros, traçar estratégias. Deveria de ser, mas não é. E não é, porque o meio é pequeno, e o espaço onde se movimenta, requentado e pretensioso, o Deve e Haver fica por ser mais uma espécie de 'acerto de contas'. Daí que, certos 'Balanços', mostram bem que mais não são que uma forma estranha de amenizar certas consciências, polvilhados de 'vendettas', 'recados' e 'golpes de mão'. Como são de uns tantos já conhecidos, para outros tantos, também (re)conhecidos, a coisa até podia passar sem grande importância. Mas já cheira mal. Tão mal, que e só prova o quanto é urgente separar o bom do podre, e onde a 'mostra, ou montra, de interesse' pela causa taurina, por uns outros tantos, acaba como começa, isto é, em ritual de 'moda', em pura e clara demonstração de pedantismo. E não admira que assim seja. Pedantismo é coisa que hoje em dia não escasseia no mundo do espectáculo, das artes e da cultura. E naturalmente também no mundo empresarial, onde é mais fácil fechar uma unidade produtiva, que arregaçar as mangas, motivando e mobilizando os meios humanos e os recursos disponíveis, para assim ultrapassar o momento menos bom. Enfim, no Deve Haver da temporada tauromáquica de 2013, e não se diga que não gosto de 'balanços', sem grandes peregrinações pelos diferentes caminhos que conduzem os intervenientes ao centro principal onde tudo tem o seu clímax, o espectáculo tauromáquico, a corrida de toiros, o resultado voltou a ser o de … grande expectação/grande frustração!

 

Sendo a corrida de toiros um espectáculo, pela sua natureza, muito imprevisível, licito e lógico será, que quem tem responsabilidades, mais cuidado tem de ter nos 'balanços' que promove e faz. Como homem de Fé... Votos de um Bom 2014.

 

Vila do Conde, 31 Dezembro de 2013

 

José Andrade

NUNO CASQUINHA ENCERRA TEMPORADA COM CHAVE DE OURO EM SANTA CRUZ

31.12.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O matador de toiros Nuno Casquinha terminou o ano 2013 com mais um triunfo, desta vez foi em Santa Cruz (Cajamarca) onde saiu a ombros pela porta grande e conquistou o escapulàrio de ouro ao melhor matador.

 

O resultado artistico foi o seguinte:

 

Santa Cruz (Cajamarca)

29/12/2013

Toiros de El Rocio e La Viña Montenegro;+

Antony Reyes - Palmas (Inutilizou-se o segundo do seu lote)

Nuno Casquinha - 2 Orelhas e Palmas

Carlos Ramirez - 1 Orelha

 

Nuno Casquinha aproveita para agradecer a toda a imprensa a extraordinaria divulgacao de todas as suas corridas durante a temporada e deseja a todos os aficionados um òptimo ano novo.

 
Imprensa Nuno Casquinha

NOTA DE IMPRENSA: "CAMPANHA DE NATAL PELOS SEM-ABRIGO DA ATCT: O SUCESSO!

29.12.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Foi num ambiente de plena união e solidariedade e com o sentimento de missão cumprida, que se estreou o Departamento de Solidariedade Social da ATCT - Associação de Tradições e Cultura Tauromáquica, com esta acção de Natal em que nos propusemos reunir agasalhos para dar aos Sem-Abrigo por forma a proporcionar um Inverno um pouco menos frio a estas pessoas cujo número não teima em não parar de crescer.

Desta vez sentimos que afinal a Família Taurina quando quer se une e mostra a sua força e determinação.

Quando vemos isto acontecer acende-se a luz da esperança! Obrigado a todos.

Queremos começar por agradecer à Imprensa da Especialidade.
Foram - salvo raríssimas excepções - incansáveis na divulgação, permitindo assim que o resultado desta primeira acção fosse o sucesso que na verdade foi!
 
Pena a imprensa generalista não olhar para isto como devia, faltava com toda a certeza aquela "pitada" de sensacionalismo animal de que tanto gostam e de que se alimentam...

Ainda uma palavra de apreço e agradecimento a todos aqueles que nas semanas que antecederam a Campanha, nos enviaram as mensagens que fomos divulgando. Foram todos muito importantes no caminho que levou a este sucesso!

Quanto aos membros desta Família que hoje sentimos existir e à qual temos orgulho de pertencer, após um telefonema de boa sorte logo pela manhã vindo de Espanha de Ricardo Relvas (que também enviou a sua contribuição), tivemos a presença e o donativo de muitos. De destacar o crítico tauromáquico João Cortesão que foi incansável, estando presente desde as 10 horas da manhã e até cerca das 23:30 horas, altura em que se terminou a entrega do material recolhido.

Pela Praça de Toiros do Campo Pequeno - de cuja empresa foi também determinante o apoio à campanha - passaram o forcado Ricardo Cartaxo (G.F.Aposento da Chamusca), o Novilheiro Joaquim Ribeiro "Cuqui", o Cavaleiro Tauromáquico e Presidente do Fundo de Assistência aos Toureiros Nuno Pardal, o Bandarilheiro Américo Manadas da Academia do Campo Pequeno, bem como os Cavaleiros Tauromáquicos Sónia Matias, Pedro Salvador e António Brito Paes.

Destacamos ainda o Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa Pedro Maria Gomes, Luís Segão, Jaime Cortesão, João Caetano (pai do Cavaleiro Paulo Caetano e avô de João Moura Caetano), Augusto Marcos Santos, Diogo Marcelino do Faenas TV, Rui Almeida dos Aficionados de Portugal e Rádio Limite e muitas aficionadas e aficionados que por lá passaram deixando o seu contributo.

Do resultado desta recolha, tudo o que era roupa e sapatos de criança foi entregue ao Polo de Carnide da Associação Lâmpada Mágica, que recolheu no local.

Quanto aos 2 jipes absolutamente carregados, um com roupa e sapatos de homem e outro com roupa e sapatos de mulher, foram entregues no Albergue do Exército de Salvação, em Xabregas.

Mais uma vez a todos sem excepção, o nosso muito obrigado!

E porque a solidariedade não é exclusivo do Natal, para breve anunciaremos outras acções.


Melhores cumprimentos,
A Direcção da ATCT"

 

ESTAMOS NO FINAL DO ANO… O QUE PEÇO PARA 2014

26.12.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O ano de 2013 está quase a finar-se e a temporada tauromáquica portuguesa  há muito que terminou. Foram feitos balanços, análises, deram-se prémios a torto e a direito ou por tudo e por nada, tal como nas nossas corridas as voltas a cavalo e a pé se tornaram de tal forma banais que já quase ninguém reclama… Mas como o ano está praticamente no final, e apesar de não ter podido estar lá, entendo que o evento “Feira de Campo” na Torrinha foi o único que trouxe inovação e alguma dose extra de criatividade à temporada, aproximando o grande público ao campo, aos cavalos, aos toiros e a todas as actividades que giram em torno desses dois animais e do seu espaço. Espero que, no ano que está prestes a nascer, a organização volte a empenhar-se para seja de novo uma realidade.

 

Quando, em 2012, se apresentou o ciclo de novilhadas de promoção, todos pensávamos que, com a empresa do Campo Pequeno envolvida, as várias Escolas de Toureio, Associações de classe representadas, que esse ciclo teria continuidade em 2013 e serviria para o lançamento dos novos valores e, acima de tudo, para criar novos aficionados. Pura ilusão pois em 2013 tudo ficou em águas de bacalhau. Espero que em 2014 esta iniciativa seja retomada, com o esforço de todos, para bem do futuro da Festa Brava.

 

Em 2013 a RTP abandonou a temática taurina como quem abandona um cão tinhoso. E não me venham com a história de que transmitiram, em ano de grandes dificuldades financeiras, três corridas de toiros e assim mantiveram o serviço público de TV e até porque a TVE (congénere pública espanhola) só transmitiu uma corrida… Pois é, mas todas as semanas a TVE mantém o seu «Tendido Cero», programa de tauromaquia, no ar enquanto que por cá o «Arte & Emoção» de José Cáceres foi pura e simplesmente banido da grelha da RTP/2. Alguns protestos, pouco veementes, e a 2 da RTP sacudiu a água de um capote que lhe era incómodo por ultrapassar, em muito, as médias de audiências do canal… Desejo que volte em força em 2014 e, de preferência, acompanhado de bastantes transmissões de corridas de toiros.

 

O toureio a pé, em 2013, teve escassas oportunidades. Apesar disso, e em especial na Moita, meteu gente e houve quem vibrasse, nas poucas praças de datas, com bons momentos de toureio. A corrida mista deveria ser uma realidade para ajudar a fomentar a afición e levar mais gente às praças e espero que em 2014 as empresas se lembrem de alguns toureiros que tiveram de sair do seu País para poderem tourear com alguma regularidade. Matadores e novilheiros temos, com qualidade também, e não levam menos gente às praças que alguns cavaleiros em algumas datas.

 

No campo ganadeiro, temos ganadarias de classe, toiros com peso e trapio para preencher os grandes cartéis da temporada. A verdade do toiro-toiro é imprescindível para que o público sinta emoção e perigo e valorize o que os toureiros fazem na arena. Espero, também, que 2014 continue a marcar essa seriedade que algumas empresas puseram na escolha dos toiros e que os toureiros compreendam que só assim o público voltará a acreditar e a pagar a entrada para esgotar as praças de toiros.

 

Finalmente, e no campo da comunicação social taurina, com duas revistas e um jornal, estamos bem servidos. No capítulo das novas tecnologias – internet -, os blogues e sites deveriam ser avaliados pelos aficionados e pelos empresários, não apenas porque servem de correia de transmissão de algumas ideias, de favorecimento de empresas e toureiros, ou porque colocam vídeos e fotos na hora, mas pelo trabalho sério e consciente dos que neles colaboram, pelo qualidade das crónicas e do seu português, pelos conhecimentos técnicos das sortes do toureio, do toureio e do comportamento dos toiros; pelo valor das fotos colocadas on-line; em suma, há que separar o «trigo do joio». Ao nível da rádio, e quando já somos poucos os que mantêm programas de tauromaquia, que se mantenham todos no ar em 2014.

 

A todos quantos fazem a nossa tauromaquia, e em especial àqueles que se mantém fiéis seguidores do espectáculo e preenchem as bancadas das praças, desejo um Ano de 2014 com muitas boas faenas.

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