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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

OS MOMENTOS QUE MARCARAM A TEMPORADA 2013 DO «BARREIRA DE SOMBRA» (AGOSTO A OUTUBRO)

29.11.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Entre os meses de Agosto e Outubro desenrola-se a parte de leão da temporada tauromáquica, com especial incidência em meados do mês de agosto e setembro. Neste período destacamos  5 momentos que nos fizeram vibrar e mereceram os nossos aplausos.

 

Agosto

Dia 8 – Campo Pequeno – “Magnífico curro de Canas Vigoroux”

CHEGAR, VER E VENCER: MAGNÍFICO CURRO DE CANAS VIGOROUX, O TRIUNFADOR DA CORRIDA DE HOMENAGEM AO EMIGRANTE

 

Falamos sempre de que falta o elemento principal, o toiro. O toiro com idade, peso e trapio. O toiro bravo, de investidas claras, capaz de proporcionar sensação de perigo emoção na arena e transmitir esses predicados a quem assiste à corrida. O toiro não faltou desta vez em Lisboa. O toiro saiu à arena em pleno, com investidas claras, francas, alguns deles a carregarem forte nas sortes e depois dos ferros. Toiros que investiram com raça; toiros que galoparam; toiros a empurrar quando sentiram os forcados nos seus terrenos. Após a reinaguração da praça de toiros do Campo Pequeno, os toiros que pastam na zona de Castanheira do Ribatejo, Vila Franca de Xira, deram a Pedro Canas Vigoroux, seu proprietário, um saboroso triunfo neste regresso à arena da capital e foi merecidíssima a sua chamada à arena. E, refira-se, não foi por falta de colaboração dos toiros que os triunfos não foram sonantes e poderiam ficar registados nos anais.

 

Dia 17 – Arruda dos Vinhos – “Noite memorável dos Amadores de Montemor”

NOITE MEMORÁVEL DOS AMADORES DE MONTEMOR

 

A segunda corrida da Feira de Arruda dos Vinhos viveu sob o signo da emoção, principalmente nas magníficas e duras pegas de caras executadas pelos Amadores de Montemor aos toiros espanhóis (…)Noite de glória para os Amadores de Montemor, secundados pelos de Arruda dos Vinhos. Os Amadores de Montemor sob o comando de António Vacas de Carvalho deram uma enorme lição de solidariedade e de espírito de grupo na forma como ajudaram na consumação de 3 enormes pegas de caras concretizadas por intermédio de Francisco Borges (dura à primeira), Filipe Mendes (com muita raça também à primeira e com o toiro a fugir ao grupo) e Manuel Ramalho enorme nas 2 tentativas, suportando a violência dos derrotes e pulos do toiro, com enorme ovação e público de pé.

 

Dia 18 – Malveira – “Um bravo quinto fez a diferença”

UM BRAVO QUINTO FEZ A DIFERENÇA; BRITO PAES DESTACA-SE NO SEGUNDO; MARCELO, O MELHOR FERRO DA TARDE

 

Quando sai o toiro bravo de verdade ninguém parece ter dúvidas. E o quinto toiro de Oliveiras Irmãos lidado nesta tarde de domingo na Malveira, fazendo juz ao ditado, mostrou toda a sua classe e raça nas investidas, não deixando de se entregar naluta e fazendo valer a pena apreciar tais qualidades num toiro. Justíssima a chamada à arena do maioral Joaquim Carlos, ele que também já havia sido chamado após a lide do terceiro.

 

Setembro

Dia 10 – Moita – “E quando sai o bravo…”

E QUANDO SAI O BRAVO... O PÚBLICO APLAUDE. EMOÇÃO E FERROS DE ARREPIAR NA PRIMEIRA DA MOITA

 

O toiro nº 156, de 530 kg, e com ferro e divisa de Rio Frio, saíu dos curros e desde logo impressionou pelo seu tipo e pela codícia revelada nas investidas ao capote, a que se seguiram as que emprestou para as sortes de praça a apraça nos segundo e terceiro compridos, com alegria a suavidade. Seguiu assim, disponível, arrancando de largo sempre que solicitado, até final da lide. Merecida a ovação dos aficionados e a chamada do ganadeiro à praça, situação que se repetiria após a lide do quinto, mais enraçado e agressivo nas suas investidas e também ele um grande toiro.

 

Dia 13 –Moita – “Público de pé referenda triunfa de Ventura”

PÚBLICO DE PÉ REFERENDA TRIUNFO DE VENTURA EM GRANDE NOITE DE TOUREIO NA 3ª DA MOITA

 

Praça praticamente cheia. Um ambiente extradordinário a que se juntou uma noite cálida e, ao longo da corrida, grandes momentos a fazerem o público aplaudir de pé e vibrar nas bancadas. Trinfou forte Ventura no seu primeiro (…)Diego Ventura recebeu muito bem o seu primeiro, dobrando-se com ele e cravando dois magníficos ferros compridos. Depois, a brega de proximidade, levando o toiro embebido na garupa do cavalo, despegando-se dele rapidamente para os cites de praça a praça e marcando bem as entradas ao pitón contrário e com reuniões ajustadas deixou 4 ferros de boa nota e um quinto em que aguentou a saída do toiro para o cavalo até ao limite. O sexto foi excelente com quiebro e reunião ajustada em investida franca do toiro. Um triunfo saboroso com o público de pé, rendido, entregue ao toureio de Ventura. O quinto não fez juz ao ditado e após uma lide de razoável execução quer na brega quer na cravagem da ferragem, sacou o «Morante» para delírio de grande parte do público e ponto!