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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

AFINAL, FOI POSSÍVEL: ÊXITO TOTAL NA “ENTRADA DE TOIROS À ANTIGA” NA VILA DO SOBRAL

21.09.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O epílogo das comemorações do 1º Centenário das Festas e Feira de Verão de Sobral de Monte Agraço foi uma «entrada de toiros à moda antiga», num largo percurso (cerca de mil metros) que, iniciado junto ao antigo Campo da Feira (entrada Sul de Sobral) e que conduziria os toiros e cabrestos até à praça de toiros sita ao cimo da Rua João Luis de Moura.

 

Foram vários milhares  de pessoas que preencheram todos os espaços disponíveis (janelas, varandas, reboques de tractores e camiões, tronqueiras do espaço da Praça Dr. Eugénio Dias, coreto, muros...) para assistir ao reviver de uma tradição que se havia perdido e deixado de realizar havia 70 anos (segundo contam os mais idosos). Do antigo Campo da Feira até à Praça de Toiros não havia um espaço onde coubesse um alfinete, como se diz na gíria, tal o número de aficionados e curiosos. Um êxito total a provar que, afinal, sempre era possível fazer uma entrada com campinos, cabrestos e toiros pelas ruas de Sobral.

 

Faltavam quinze minutos para a hora marcada (16h) para o arranque da «entrada de toiros» quando o grupo de cavaleiros e campinos, encabeçado pelo ganadeiro Nuno Casquinha (um olé pela sua afición e por ter oferecido gratuitamente este espectáculos aos sobralenses) e pelo veterano campino Orlando Vicente, uma das grandes varas deste nosso Ribatejo, e ainda o Paulo Lúcio (que com o Júlio Costa da 13 de Setembro tanto se empenharam nesta entrada), o Ricardo, o grande aficionado Chia e outros cavaleiros inspeccionaram todo o percurso para garantir a segurança necessária para que o espectáculo decorresse sem incidentes. Os membros da Associação 13 de Setembro, responsáveis pela organização das Festas, encerravam todas as passagens e tudo estava a postos.

 

Ao ribombar do foguete a emoção subiu ao rubro com a abertura dos portões do curral onde estava toiros e cabrestos. Milhares de aficionados acotovelavam-se nos espaços, procuravam subir às árvores ou correr rua abaixo, como em Pamplona, na frente de toiros e de cabrestos entre essa saída e a esquina do Ginja e a Praça Dr. Eugénio Dias. E com os toiros bem arroupados pelos cabrestos, a louca correria foi espectacular, não faltando a queda de um campino na curva da igreja, e até aí foi genuíno ao recordar as passagens do livro de Carlos Morais “Em Louvor do Sobral”.

 

Vinte e cinco minutos depois das 16h, os milhares de presentes nesta recriação histórica parabenizavam os organizadores por lhes terem oferecido estes momentos únicos que devem de encher de orgulho todos os sobralenses e todos quantos apostaram neste feliz epílogo do 1º Centenário das Festas e Feira de Verão.

 

 

O CORTEJO HISTÓRICO-ETNOGRÁFICO DO CENTENÁRIO

No primeiro domingo das Festas e Feira de Verão houve lugar ao Cortejo Histórico-Etnográfico que, em diversos quadros, abordou os 100 anos das Festas e que foi, também ele, um êxito com milhares de forasteiros a assistir. Deixamos algumas fotos que retratam bem o ambiente que se viveu nesta recriação da história de Sobral de Monte Agraço desde os seus primórdios a até aos dias de hoje.

 

TRIUNFO DE JOÃOMARTINS EM ALBUFEIRA, POR PAULO BEJA

21.09.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Depois da boa prestação do novilheiro João Martins em Lisboa o diestro da escola José Falcão rumou na passada sexta feira a Albufeira para mais uma novilhada popular promovida pelo matador de toiros Fernando dos Santos. Uma noite em que o jovem toureiro pôde desfrutar nos três tércios perante o precioso novilho toiro enviado pelo ganadeiro Jorge Mendes. Um exemplar que investiu de mãos no ar no capote mandão, provando-o por verónicas rematadas por rebolera.  No tércio de bandarilhas foi pronto e a comer terreno e João Martins arriscou ganhando-lhe a cara em dois bons pares a quarteio e um terceiro de violino, improvisando à segunda passagem por o novilho se parar na reunião.

Sempre com ímpeto, tempo ainda antes da muleta para o de Jorge Mendes carregar forte num dos burladeros e desmontá-lo peça a peça causando sururu na bancada e algum medo entre tábuas. Uma faêna que foi intensa e plena de toreria e em que o novilho foi crescendo e entregando-se aos vôos da flanela por ambos os lados, em séries largas e cadenciadas. Viu-se o toureiro a gosto e a sentir cada muletazzo e isso faz transparecer para a bancada que sentiu especialmente os bons naturais e os olés surgiram nas várias línguas diferentes deste público turista mas que está a ficar um pouco toreirista aclamando os jovens toureiros que passam por Albufeira. João Martins sentiu esse calor humana e foi já totalmente envolvido de prazer que nos presenciou ainda com um redondo invertido quase em câmara lenta e uma série final de manoletinas com o publico rendido. Calma, suavidade e segurança vendo-se uma evolução bem vincada desde que o jovem se mudou para Vila Franca e fez o debute em espanha onde já tem saídas em ombros e 4 orelhas no seu palmarés. Em Albufeira foram dele e do bom novilho os momentos da noite.

 

Noite em que os cavaleiros não se entenderam com as montadas e tanto Verónica Cabaço como Ruben Inácio andaram muitos furos abaixo dos oponentes de Jorge Mendes que foram nobres e suaves de investidas pedindo mais motivação ao elenco. Bem estiveram os forcados amadores do Ribatejo com duas excelentes prestações a cargo de André Martins prefeito a recuar e a fechar-se na córnea do primeiro e Igor Varela quase sem tempo de citar abraçou-se com decisão à barbela do terceiro da ordem. 

 

Dirigiu com condescendência João Cantinho numa noite de autentico verão em Albufeira com uma moldura agradável  de público participativo. Destacar que a família empresarial desta praça estava de parabéns pelo décimo aniversário da Carolina, neta  de Fernando dos Santos e os convidados familiares e amigos acabaram a noite com a aniversariante na bancada o que mostra que o espírito aficionado da família irá continuar no futuro deste tauródromo.

 

Cortesia: Paulo Beja

CORRIDA DE MÁXIMA COMPETIÇÃO NA ÚLTIMA EM ALCÁCER

21.09.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

As empresas Emoção e Tauroleve anunciam para o próximo dia 6 de Outubro por ocasião da Feira Nova de Alcácer do Sal uma corrida de máxima competição e no qual estarão em disputa dois galardões de enorme significado para a tauromaquia portuguesa.

 

João Branco Núncio e José Maria Cortes dão nome aos galardões em disputa para o melhor cavaleiro e grupo de forcados que serão avaliados pelo conjunto das suas atuações no belíssimo tauródromo de Alcácer do Sal.

 

Um cartel jovem e arrojado, com três dos mais destacados cavaleiros da temporada, e dois grupos consagrados da nossa tauromaquia, estarão diante de um imponente curro de toiros. Assim, pelas 17:00 horas farão o passeillo na arena João Branco Núncio, os cavaleiros João Ribeiro Telles Jr, João Maria Branco e João Salgueiro da Costa, bem como os forcados amadores de Santarém e Montemor. Lidam-se seis toiros da ganadaria alentejana Manuel Passanha Sobral, que no decorrer da temporada tem logrado inúmeros triunfos além-fronteiras.

 

Uma corrida com inúmeros aliciantes e que ninguém vai querer perder!