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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

UM BRAVO QUINTO FEZ A DIFERENÇA; BRITO PAES DESTACA-SE NO SEGUNDO; MARCELO, O MELHOR FERRO DA TARDE

18.08.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros da Malveira – 18.08.13 – Corrida à Portuguesa

Director: Tiago Tavares – Veterinário: Jorge M. Silva – Lotação: + ½ casa

Cavaleiros: Brito Paes, Marcelo Mendes, David Gomes

Forcados: Amadores de Lisboa e T.T. Terceirense

Ganadaria: Oliveiras Irmãos

 

UM BRAVO QUINTO FEZ A DIFERENÇA; BRITO PAES DESTACA-SE NO SEGUNDO; MARCELO, O MELHOR FERRO DA TARDE

 

Quando sai o toiro bravo de verdade ninguém parece ter dúvidas. E o quinto toiro de Oliveiras Irmãos lidado nesta tarde de domingo na Malveira, fazendo juz ao ditado, mostrou toda a sua classe e raça nas investidas, não deixando de se entregar naluta e fazendo valer a pena apreciar tais qualidades num toiro. Justíssima a chamada à arena do maioral Joaquim Carlos, ele que também já havia sido chamado após a lide do terceiro.

 

No capítulo das lides equestres, Brito Paes cumpriu no seu primeiro e teve uma actuação de muito boa nota no quarto da tarde, um toiro que cumpriu e ao qual soube entender nos terrenos e nas distâncias e cravou bons ferros curtos que o público aplaudiu.

 

Marcelo Mendes, teve um primeiro toiro que não deu facilidades e cumpriu na sua lide. Contudo seria frente ao bravo que assinaria o ferro da tarde, deixando o toiro vir de largo, alegre na investida, bem aguentada pelo cavaleiro que cravou de alto a baixo e como mandam as regras, fazendo com que os aplausos fossem de tom maior. Foi o momento alto da tarde.

 

David Gomes esteve pouco certeiro de mão no seu primeiro, com ferragem dispersa e algo traseira, aquecendo o ambiente com o par de bandarilhas de remate. E no que encerrou praça e era mansote, teve o seu melhor momento na corrida ao cravar, bem e em sorte frontal, o quarto curto.

 

Tarde fácil para os forcados que tiveram, também, o mérito de não complicar. Pelos Amadores de Lisboa abriu praça Pedro Miranda com eficácia á primeira, seguido por Pedro Nunes que consumou bem à segunda e Daniel Batalha, também à primeira e citando sózinho na arena, levantando o público das bancadas quando consumou a pega. Os Amadores da TT Terceirense concretizaram as pegas de caras por intermédio de Tomás Ortins, à 1ª, tal como Álvaro Dentinho e José Vicente.

 

Os toiros de Oliveiras Irmãos, propriedade de João Folque, estavam bem apresentados, com 4 e 5 anos, proporcionaram bom espectáculo com especial destaque para o bravo quinto da ordem. Duas chamadas à arena merecidas e com o maioral Joaquim Carlos a receber os aplausos.

 

Direcção acertada de Tiago Tavares com assessoria do veterinário Jorge Moreira da Silva e com boa presença de pública.

PALHA E GRAVE REPARTEM TROFÉUS BRAVURA E APRESENTAÇÃO: GRANDES FERROS DE SALGUEIRO E NOITE MEMORÁVEL DOS AMADORES DE MONTEMOR

18.08.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Arruda dos Vinhos – 17.08.13 – Corrida Concurso de Ganadarias

Director: Tiago Tavares – Veterinário: José M. Lourenço – Lotação: quase cheia

Cavaleiros: Luis Rouxinol, Duarte Pinto, Salgueiro da Costa

Forcados: Amadores de Montemor e Arruda dos Vinhos

Ganadarias Miura, Palha, Victorino Martin, Oliveiras, Cebada Gago, Murteira Grave

 

PALHA E GRAVE REPARTEM TROFÉUS BRAVURA E APRESENTAÇÃO: GRANDES FERROS DE SALGUEIRO E NOITE MEMORÁVEL DOS AMADORES DE MONTEMOR

 

A segunda corrida da Feira de Arruda dos Vinhos viveu sob o signo da emoção, principalmente nas magníficas e duras pegas de caras executadas pelos Amadores de Montemor aos toiros espanhóis e pela segunda metade da primeira lide de Salgueiro da Cotsa, com magníficos ferros curtos a levantar o público na bancada e que exigiu a segunda volta para cavaleiro e forcado, tudo depois de uma violenta colhida em que o toiro de Victorino agarrou o cavalo de saída de Salgueiro contra as tábuas mal saíu dos curros e não ligando a capotes.

 

Em primeiro lugar saíu um toiro de Miura, com 610 kg e 5 anos, dentro do tipo da ganadaria e que teve um comportamento sobre o manso. Luis Rouxinol pretendia deixar o primeiro comprido da noite em sorte de gaiola mas a saída do toiro, a gazapear e a tapar a saída ao cavalo impediu que o consumasse. Foi uma lide com inteligência na busca dos melhores terenos para cravar a ferragem da ordem e rematando a actuação com um bom par de bandarilhas. Em quarto lugar lidou um b, com 530 kg, que se deixou lidar, indo a menos na lide, e onde Rouxinol esteve em bom plano na cravagem do terceiro curto em sorte frontal de muito mérito para rematar com um de palmo.

 

O segundo da noite, da ganadaria Palha, com 535 kg, de muito boa pinta, teve um comportamento de bravo, crescendo ao castigo, empregando-se nas sortes e sem que o cavaleiro Duarte Pinto conseguisse o triunfo que a categoria do toiro permitia. Com sortes à tira e alguns quarteios em curto, teve uma actuação mediana e só o quinto curto foi de boa nota na única vez em que se colocou de largo e deu alguma vantagem ao toiro, cravando bem. No que foi quinto da ordem, de Cebada Gago e com 500 kg e 5 anos, manso e sem qualidade, houve várias passagens em falso para deixar a ferragem sendo que segundo e terceiro curtos foram de boa nota.


O terceiro da noite era de Victorino Martin, com 590 kg e 5 anos, manso de solenidade, tardo e bruto nas investidas e colheu a montada de Salgueiro da Costa mal saíu. O jovem cavaleiro encasou-se a lide foi em crescendo, aproveitando o facto de o bruto investir com potência quando provocado em curto e o segundo curto, a atacar o toiro fechado em tábuas e quase sem margem para sair da sorte, foi de arrepiar pela ousadia do toureiro e pela forma como rodou no piton de saída. Repetiria a dose no seguinte, com o toiro já mais fora das tábuas e encerrou com outro grande ferro em sorte frontal. Momentos vibrantes e que lhe valeram a segunda volta exigida, de pé, pelo público. No que encerrou praça, um  manso sem vontade alguma de investir, da ganadaria Murteira Grave e com 540 kg, Salgueiro da Costa sentiu as naturais dificuldades para lhe deixar 2 compridos e 3 curtos.

 

Noite de glória para os Amadores de Montemor, secundados pelos de Arruda dos Vinhos. Os Amadores de Montemor sob o comando de António Vacas de Carvalho deram uma enorme lição de solidariedade e de espírito de grupo na forma como ajudaram na consumação de 3 enormes pegas de caras concretizadas por intermédio de Francisco Borges (dura à primeira), Filipe Mendes (com muita raça também à primeira e com o toiro a fugir ao grupo) e Manuel Ramalho enorme nas 2 tentativas, suportando a violência dos derrotes e pulos do toiro, com enorme ovação e público de pé. Os Amadores de Arruda, a quem couberam os toiros portugueses, mostraram também coesão e vontade, com Fábio Correia à 2ª, Rodolfo Costa à 2ª e António Santos ainda à 2ª tentativa, a serem os forcados de cara.

 

No final foram anunciados os ganadeiros triunfadores, Palha (Bravura) e Grave (apresentação), sendo o júri composto por um representante da empresa Tauroleve, outro da Tertúlia O Piriquita, por este vosso servidor, e ainda João Mascarenhas e Miguel Ortega Cláudio.

 

Dirigiu com critério Tiago Tavares, assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço perante casa quase cheia.