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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MATEUS PRIETO AQUECEU AMBIENTE NA LIDE AO TERCEIRO DA NOITE

04.08.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Síto da Nazaré – 03.08.13 – Corrida à Portuguesa

Director: Francisco Calado – Veterinário: Francisca Claudino – Lotação: ½ casa

Cartel: Luis Rouxinol, Sónia Matias, Mateus Prieto

Forcados: Amadores de Azambuja, Chamusca e Cascais

Ganadaria: Falé Filipe

 

MATEUS PRIETO AQUECEU AMBIENTE NA LIDE AO TERCEIRO DA NOITE

 

O jovem cavaleiro de alternativa Mateus Prieto teve o mérito de aquecer as bancadas na lide do terceiro toiro da noite na praça do Sítio, no meio de um ambiente extraordinário, o da Nazaré, inigualável na geografia taurina. Chegou rápido às bancadas e o público agradeceu como sempre exigindo música e mais ferros, aplaudindo com força. A corrida teve ambiente, Rouxinol abriu praça com o pior toiro dos seis lidados e Sónia Matias teve uma noite inspirada e a dar a volta aos oponentes. Rijas pegas de caras a cargo dos 3 Grupos de Forcados.

 

Luis Rouxinol teve por diante, e a abrir praça, um manso, complicado e que se emparelhava com as montadas. Com esforço deixou-lhe a ferragem da ordem, terminando com um curto de boa nota e um de palmo. No que foi quarto da noite, de boa condição, a carregar depois do ferro, Rouxinol esteve muito bem nos remates das sortes, destacando-se no segundo curto em sorte frontal bem executada, assim como no quarto e rematando com um bom par de bandarilhas.


Sónia Matias está num momento grande da sua carreira e msotrou-o na Nazaré. Duas lides bem conseguidas, a primeira frente a um colaborador toiro. Deixou-lhe três ferros curtos de boa nota, quarteando-se o mínimo para passar sem toques na montada e rematou com dois de violino que foram do agrado do público. No que foi quinto da fresca noite, Sónia voltou a estar em bom plano na brega e na cravagem da ferragem, aproveitando ao máximo o toiro que era solto e distraído e rematou a sua lide com um de violino e dois de palmo a pedido do público.

 

Mateus Prieto esteve em grande no seu primeiro, um bom toiro ao qual soube tirar partido nas viagens para a série de curtos, com tiras bem desenhadas nos dois primeiros e, depois, colocando bem de frente para o terceiro que foi o seu melhor. Com o público de pé cravou dois de violino e um de palmo para rematar a sua actuação. O sexto foi mansote e teve mais dificuldades para se acoplar, fazendo com que a ferragem ficasse algo dispersa e ireegular mas mostrando a garra que um jovem tem de ter para se ir afirmando.

 

Os 3 Grupos de Forcados realizaram boas pegas de caras, com eficiência na generalidade das sortes e bem ajudados os forcados de cara. Pelos Amadores de Azambuja abriu praça Ricardo Paiva, com muita segurança a fechar-se bem e ao primeiro intento enquanto que David Mouchão só à segunda consumou; os Amadores da Chamusca efectuaram a pega ao segundo da noite por Diogo Cruz que se fechou com decisão á primeira e no quinto da ordem foi Mário Duarte quem, também à 1ª, se fechou na cara do toiro; finalmente, pelos Amadores de Cascais Joel Zambujeira à segunda e Ventura Doroteia também à segunda, concretizaram as restantes pegas de caras.

 

Os toiros de Falé Filipe, de razoável apresentação, com pesos entre os 465kg e 500kg, tiveram diversos comportamentos, desde o manso e complicado primeiro, aos colaborantes e de boa condição segundo e terceiro, e sem problemas de maior os 4º e 5º, sendo também mansote o sexto. Tiveram seriedade e deram emoção à corrida.

 

Bem esteve o director de corrida Francisco Calado, entendendo o que se passava na arena e o que o público exigia, assessorado pela veterinária Francisca Claudino. Boa prestação dos peões de brega e da dupla de campinos da Casa Manuel José da Úrsula.