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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

INAUGURAÇÃO DA TEMPORADA NA FIGUEIRA DA FOZ

01.07.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A temporada tauromáquica na Figueira da Foz inicia-se domingo 21 de Julho, às 17h30, com uma sensacional corrida “Concurso de Pegas”, na qual os grupos de forcados amadores do Aposento do Barrete Verde de Alcochete, Portalegre e Coimbra disputam o prémio para a”Melhor Pega de Caras”.

 

Trata-se da “2ª Grande Corrida Correio da Manhã/Centro”, na qual actuam os cavaleiros Joaquim Bastinhas, que comemorará também na Figueira da Foz os seus 30 anos de Alternativa, Luis Rouxinol, grande triunfador da passada temporada e João Maria Branco, um valor que se afirma em cada corrida.

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Será lidado um imponente curro de toiros da prestigiada ganadaria Manuel Coimbra.

SANGUINHEIRA/CANTANHEDE - 30 DE JUNHO 2013 - SIMPÁTICA JORNADA DE PROMOÇÃO

01.07.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Em Sanguinheira, não houve sangue. Desta vez, nem aqueles pândegos que se borrifam com tinta vermelha, comem bifes mal passados e dizem que gostam muito dos 'animais', nem esses, quiseram comparecer ao espectáculo. Não sabem o que perderam. Ana Batista, Alberto Conde e Manuel Ribeiro Telles Bastos na companhia do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, cada um a seu modo, lá brindaram a concorrência com uma simpática e agradável, salvo seja, boa jornada de promoção tauromáquica. Claro que tendo como opositores um curro de seis oponentes hastados da lavra do senhor Higino Sobral.

 

E porque existe sempre uma primeira vez. Sanguinheira, ali perto de Cantanhede, a dois passos da Figueira de Foz, e a outros tantos da conhecida praia de Mira, uma Freguesia com gente que gosta de toiros, foi também a oportunidade de, ao vivo e em directo, iniciar a minha época tauromáquica de 2013, depois de umas tantas corridas do outro lado do Atlântico, via TV, a que se somou o infindável e inqualificável castigo que foi a Isidrada. Se dos lados de Espanha se cumpria o provérbio, 'nem bom vento, nem bom casamento', em Sanguinheira, dando de barato toda a boa vontade que uma critica pode refletir, não houve vento, mas também não chegou a haver casamento. Este foi para mim, o resultado final, generoso, desta quente e ensolarada tarde de toiros.

 

Meia casa de público, e uns quantos aficionados, disposto a suportar os raios solares, com cerca de 30 graus, num espectáculo marcado e iniciado pelas cinco da tarde, ingredientes que devem merecer especial atenção de quem se dispõem, e aceita o desafio de ver o seu nome ser incluído no cartel actuante. E quando essa actuação é em primeira e provávelmente única por um ano, redobradas são, devem ser, os cuidados na apresentação e as responsabilidades dos que a isso se dispõem. Com os artistas intervenientes a demonstrarem, ou a mostrarem, que andam a montar com pouco empenho as suas cavalgaduras, o que os leva a penosos esforços de domínio durante as lides, coisa que nem os arames e outras artes que tais solucionam, na lide a cavalo, sobressaiu, pela regularidade, Manuel Ribeiro Telles Bastos. Alberto Conde, empenhado e esforçado, também esteve em alta, e merece muitas mais oportunidades. Ana Batista, não crendo que os 25 anos de carreira a tornem já uma 'respeitável matrona', compareceu mais titubeante, sem chama e sem domínio das montadas, uma prima-dona na arte de falhar cravagem a toda a prova. O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, esteve muito bem, mesmo quando teve de repetir a tentativa de pega, fruto da 'primeira vez' de alguns dos moços a quem Pedro Maria Gomes, deu uma oportunidade de mostrar o que vale.

 

Dirigiu a corrida, com acerto e sem interferência inoportunas, o senhor Nuno Nery, assessorado pelo veterinário, dr. João Nobre.

 

José Andrade

 

Notas da Corrida em Sanguinheira – 30 Junho 2013   -  17horas

Direcção de Corrida – Nuno Nery

A. Técnico Veterinário – dr. João Nobre

 

Banda Filarmónica de Covões

 

Guardado um minuto de silêncio em memória de José Maria Cortes. Esqueceram-se de anunciar pelos altifalantes, tardou o público a entender o que se passava.

 

Ana Batista

        1º.-  nº. 61 - Dois ferros compridos, impreparados, após uma luta com a montada.

Quatro curtos, sem esmero, e com os mesmos problemas, como 4º. Ferro a só ficar à 3ª. Tentativa.

Um de palmo como remate, em jeito de desculpa.

 

Pegou à 1ª., com jeito e a jeito, Duarte Mira. Para quem fez a primeira pega, temos gente.

 

        2º.- 43, quarto da tarde, mais encorpado, os dois compridos deixados por Ana Batista, foram mais do mesmo, isto é, sofríveis.

Depois de 3 curtos cravados no chão, e algumas passagens em luta com o cavalo e o touro, deixou o quarto, rematando com um quinto, a mostrar que tinha vontade, mas não aconteceu.

 

Pegou, João Luz, com uma aplaudida e elogiada ajuda de Armando Nunes, que foi chamado e mereceu a volta a praça.

 

Alberto Conde

        No seu 1º.- segundo na ordem da tarde, nº. 69, Alberto Conde, colocou dois ferros compridos, num toiro que mostrava interesse em dar lide. Abriu a série dos curtos, com primeiro, dos 3 que deixou, mostrando que estava ali para apanhar uma oportunidade, numa lide de muito boa nota. Rematou também com um de palmo.

 

Pegou, à 1ª., João Varandas, que aguentou um desvio do toiro no momento da reunião.

 

        2º.- que foi o 5º-. da tarde, nº. 53, mostrou um Alberto Conde também em luta com o cavalo e em encontrar colocação para os ferros, algo que fez esfriar o ambiente criado na lide do seu primeiro. Deixou compridos, três, em jeito de emenda, e após mudança de montada, lá colocou a série de curtos, rematando já em tom de subida.

 

Pegou, Ricardo Mendes Pereira, à primeira.

 

 

Manuel Ribeiro Telles Bastos

        Soube iniciar a lide do seu primeiro, com o nº. 46, terceiro da tarde, um bom exemplar das pastagens de Montemor-o-Velho, com a boa colocação, na preparação e 'su sitio' na cravagem. Os dois bons ferros compridos iniciais, abriram caminho à colocação de quatro curtos, lide que mereceu música da Banda de Covões, pedida pelo público, e muito bem ordenada pelo director de corrida.

 

Pegou, com garbo e valentia, à 2ª. Tentativa, com um poderoso par de braços, António Cortesão.

 

        No seu 2º.- o sexto e último da tarde, com o nº. 66, mostrou uma boa lide, ainda melhor, na preparação e remate, que na primeira intervenção, mostrou um Manuel Telles Bastos, alegre, puxando pelo público, e sabendo entender o oponente, fechando assim a tarde ao som de música e forte animação do público.

 

Pegou, também à 2ª. Tentativa, mas sem qualquer desprimor, muito pelo contrário, Martin Lopes, que também empolgou a concorrência.

 

Espectáculo com cerca de 3 horas de duração. Sempre em bom ritmo, agradável.

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