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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

LISBOA, 4 DE JULHO, TOIROS: O GRANDE HANDICAP PARA O ÊXITO DOS TOUREIROS

05.07.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno - Lisboa – 04.07.13 – Corrida à Portuguesa

Director: João Cantinho – Veterinário: Jorge M. Silva – Lotação: ½ casa

Cavaleiros: João Moura, Manuel Telles Bastos, Manuel Manzanares (confirmação de alternativa)

Forcados: Amadores do Aposento da Moita e Amadores de Portalegre

Ganadaria: Brito Paes

 

LISBOA, 4 DE JULHO, TOIROS: O GRANDE HANDICAP PARA O ÊXITO DOS TOUREIROS

 

Com quatro anos cumpridos, com médias a rondar os 600 kilos, os toiros de Brito Paes que saíram à arena lisboeta constituíram o grande handicap para o êxito dos toureiros. Faltou-lhes raça e casta, não transmitiram e apesar de não se enquerençarem em tábuas, saíram sobre o manso e não emprestaram emoção ao espectáculo. Foram os toureiros que tiveram de colocar a «carne no assador», de pisar terrenos de muito compromisso para conseguirem deixar a ferragem, o que fizeram com mérito maior. Destaque para o conjunto de actuações do confirmante Manzanares, de Telles Bastos e para a primeira lide de maestro João Moura.

 

Eram sensivelmente 21h48 quando João Moura cedeu o primeiro ferro e a lide do toiro nº 770, de nome “Diestro” e com 612 kg, da ganadaria Brito Paes, ao jovem Manuel Manzanares. A sua lide foi de boa nota, pausada, sem concessões ao estilo campero do rejoneio e muito em clássico, indo de frente para cravar bons ferros, numa actuação marcada também pela sobriedade. Deixou bom ambiente e, no manso sexto da noite, que foi o sobrero dado o titular se ter lesionado, pisou terrenos de muito compromisso, bem em curto a provocar o manso que resistia a investir e cravando bons ferros, sendo fortemente aplaudido pelo público. Gostámos desta faceta do toureiro espanhol, aluno de Pablo Hermoso de Mendoza.

 

O veterano João Moura, a comemorar 35 anos de alternativa, aquele que revolucionou o toureio a cavalo, teve uma primeira lide em plano de maestro, quer na brega quer na forma como abordou o toiro e lhe cravou os ferros entre fortes aplausos do público. No que foi quarto e se foi apagando no decurso da lide, o maestro de Monforte cumpriu a papeleta sem grandes rasgos e a contento da generalidade do público.

 

Classicismo, serenidade e temple podem ser os qualificativos de ambas as actuações de Manuel Telles  Bastos, mais redonda a segunda actuação, com melhores momentos, mas sem esquecer os três magníficos curtos da primeira lide. No que foi quinto, assistimos a alguns momentos de enorme classe na brega, nos cites e na cravagem, que foram em sortes frontais muito bem executadas e a merecerem os fortes aplausos do público.

 

Noite algo complicada para os forcados do Aposento da Moita e de Portalegre, com as ajudas a complicarem, por vezes,  a vida aos forcados da cara. Os do Aposento da Moita tiveram na cara dos toiros José Broega (à 2ª), José Maria Bettencourt (à 3ª) e Nuno Inácio numa dura cara ao segundo intento, enquanto que pelos de Portalegre pegaram Miguel Zagalo (à 2ª), Alexandre Lopes na pega da noite à 2ª suportando dois violentos derrotes e com excelente 1ª ajuda, e Ricardo Almeida (à 3ª).

 

Dirigiu a corrida João Cantinho, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva, com a praça a registar um pouco mais de meia casa preenchida.