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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

20 DE JULHO - INAUGURAÇÃO DA TEMPORADA NA NAZARÉ

26.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A temporada tauromáquica na Nazaré inicia-se dia 20 de Julho com uma corrida de homenagem às dinastias Moura e Bastinhas, cujos patriarcas comemoram, este ano, efemérides de grande significado artístico.

 

São duas das mais importantes dinastias de cavaleiros tauromáquicos pois João Moura, foi quem mais influenciou o toureio equestre nas últimas décadas, e Joaquim Bastinhas é um caso único de popularidade de norte a sul do país. Comemoram esta temporada respectivamente 35 anos e 30 anos de alternativa, efemérides a que a Sociedade Campo Pequeno SA se associa, promovendo-lhes uma homenagem nesta corrida.

 

João Moura e Joaquim Bastinhas terão por alternantes os seus filhos Marcos Bastinhas e  Miguel Moura, na lide de um curro de toiros de Mário e Herdeiros de Manuel Vinhas.

Pegam os grupos de forcados amadores de Coruche e do Aposento da Moita, capitaneados respectivamente por Amorim Ribeiro Lopes e José Pedro Pires da Costa.

 

A corrida terá início às 22h15.

 

A temporada tauromáquica na Nazaré terá também espectáculos nos dias 3, 10, 17 e 25 de Agosto e 7 de Setembro.

26 ANOS QUE PASSARAM MUITO DEPRESSA… 13/06/1987 »« 13/06/2013

26.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Um abrir e fechar de olhos… Passaram vinte e seis anos num ápice. Viveram-se muitos momentos, datas marcantes, episódios únicos, momentos de prazer inexplicáveis para aqueles que não atingem o sublime da festa brava e de todos os seus rituais, princípios e sentimentos. Se sou aficionado devo-o aos meus pais e aos meus avós. Foram os grandes responsáveis ao levarem-me desde tenra idade, a ver as corridas de toiros em Sobral, Vila Franca, Santarém (grandes feiras agrícolas e Colete Encarnado). Mais tarde, com o meu pai a fazer trabalhos de colocação de publicidade, pude acompanhar a par e passo as grandes corridas da temporada, nomeadamente Campo Pequeno, Moita, Santarém, Vila Franca de Xira,Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Espinho, Figueira da Foz, Nazaré, Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço, Malveira, Cascais, Reguengos de Monsaraz, Alcácer do Sal, não deixando de assistir a muitas outras corridas em tantas e tantas praças que, por vezes, já lhes perco a conta. José Agostinho dos Santos, Manuel Jacinto, Américo Pena, Manuel Gonçalves, José Lino, entre muitos outros, foram responsáveis por muita da minha aprendizagem nos meandros da Festa Brava.

 

Passaram os anos e, a acompanhar estas corridas, inúmeros foram os toureiros que vi actuar e que marcaram a história da nossa tauromaquia. Permitiram-me ver os mais diversos estilos de toureio e tentar assimilá-los. Nem sempre foi fácil chegar ao entendimento do que cada artista executava mas, sempre atento aos programas de toiros da rádio e da televisão e às transmissões de corridas via RTP, lá fui colhendo ensinamentos. Na realidade, assistir a corridas onde tourearam João Núncio (apenas me lembro da corrida dos seus 50 anos de alternativa, tinha eu 9 anos), Mestre David Ribeiro Telles, José Maldonado Cortes,José Samuel Lupi, Álvaro Domecq, Manuel Vidrié, os irmãos Peralta,  Manuel Conde, Alfredo Conde, José Mestre Baptista, Luis Miguel da Veiga… depois Frederico Cunha, João Moura, Manuel Jorge de Oliveira, José João Zoio, Paulo Caetano, Emídio Pinto, João Palha Ribeiro Telles… e tantos outros, tornou-se um privilégio. E no toureio a pé, Mário Coelho, José Júlio, José Falcão(em 2 vezes no ano da sua colhida fatal, tinha eu 10 anos), José Simões, Armando Soares, José Trincheira, para além dos mais novos como António de Portugal, Vítor Mendes, Rui Bento, José Luis Gonçalves, Pedrito de Portugal… sem falar dos estrangeiros Niño de la Capea, Dâmaso González, Ortega Cano, Nimeño, Julio Robles, curro Romero, Rafael de Paula, Eloy Cavazos, Paco Ojeda, Esplá, Manzanares, Espartaco, Ponce, Juli…. Gerações que fizeram as delícias dos aficionados e que tive a sorte de poder ver repetidas vezes e de desfrutar com o seu toureio.

 

Vinte e seis anos que já passaram e que me parecem, tantas vezes, ter sido ontem. Falo de 26 anos ligado à área da comunicação, na rádio, nos jornais, na net e até na televisão. Algo que, quando contava apenas 22 anos de idade, estava bem longe do meu pensamento e daqueles que fizeram das rádios pirata uma realidade nacional de enorme valia local e regional para todas as actividades.

 

Em Torres Vedras, onde me estreei nestas andanças, ainda a rádio era uma brincadeira, séria mas meio a brincar, não fora a força do Justino Moura Guedes e do Francisco Bráz, acompanhado pelo João Fernando, pelo Mário Ferreira e pelo Sousa Santos (os dois técnicos) e não teria passado de uma brincadeira de juventude. Mas houve também 3 pessoas em Torres Vedras que foram essenciais para que a vontade de fazer mais e melhor fosse adiante: João Sobreiro, António Verino e o Dr. António Raul Brito Paes. As disputas acesas entre os dois primeiros (isto no bom sentido entenda-se), e os ensinamentos colhidos em Paio Correia nos treinos do Dr. António Raul e do Pedro Franco, foram essenciais para se manter o programa e para colocarmos a tauromaquia em Torres Vedras no merecido destaque.

 

Sobral de Monte Agraço tem uma tradição tauromáquica bem antiga e enraizada, como o provam os inúmeros documentos e referências que reuni, ao longo dos anos e espero, um dia, vir a publicar. Alguns dos trechos desse trabalho, que entreguei à Câmara Municipal e à Tertúlia Tauromáquica Sobralense, já foram publicados no Barreira de Sombra e o conjunto de cartazes reunidos, desde há cerca de 90 anos, é impressionante pela quantidade e qualidade dos artistas que pela nossa pequena praça passaram ao longo de décadas.

 

Poderia contar muitas histórias vividas ao longo destes 26 anos de aventura comunicacional nos diversos meios; poderia destacara muita gente com quem partilhei muitos bons e maus momentos. Mas isso ficará para uma dia mais tarde, quiçá quando a praça de toiros de Sobral cumpra 100 anos de existência. Ah! e este ano não se esqueçam que as Festas e Feira de Verão de Sobral de Monte Agraço, que sempre tiveram uma importante vertente tauromáquica, cumprem este ano 100 anos!...

 

 

Olé Jornal de Tauromaquia Nº 297 - Nas bancas dia 26 de Junho – Quarta-Feira - http://jornalole.blogspot.pt/

25.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Destaques desta semana:

Pág 2:

- Editorial: Toureio é Grandeza. Um Gesto.

I Por: Director Francisco Morgado

- Bilhete Postal: Matador de Toiros José Simões

I Por: Por: Joaquim Tapada

Notícias:

- José Maria Cortes – Cabo do Grupo de Montemor. Em estado grave.

- Duas tardes para Diogo Peseiro em Agosto em Espanha

Pág. 3:
Publicidades

Pág 4:

- Arronches: Telles Bastos e Duarte Pinto em Triunfo

I Por: Hugo Teixeira (cortesia Diário Taurino)

- Ana Batista: Homenagem em Salvaterra.

I Texto: FM

I Fotos: Emílio de Jesus

Pág 5:

- 3ª de Albufeira com boa entrada de público

I Texto e Fotos: Jorge Sampaio

Págs 6 e 7:

Campo Pequeno. Três grandes toirosde António Silva; Brito Paes e Sónia Matias destacam-se em Lisboa

I Texto e Fotos: António Lúcio

I Fotos: Emílio de Jesus

Pág 7:

Breves: Coudelaria de Alter

Pág. 8:

Corrida de Gala no Cartaxo em imagens.

I Fotos: Emílio de Jesus

Pág. 9:

Cartaxo: Triunfos de Rui Salvador e Marcos Bastinhas na

Despedida de Manuel Jorge de Oliveira

I Texto: Lugero Mendes

I Fotos: Emílio de Jesus

Pág. 10 e 11:

Tauromaquia Atlântica:

Primeira das Sanjoaninas 2013: Olés para João Salgueiro e João Pamplona!

Texto: Mário Aguiar Rodrigues

I Fotos: Edgar Vieira

Pág 11:

Tauromaquia Atlântica:

A 5 de Agosto: Triunfadores na Corrida das Festas da Praia da Vitória!

I Texto: Mário Aguiar Rodrigues

I Fotos: Edgar Vieira

Pág 12:

- Álcacer do Sal: Os Monteviejo sem êxito!

I Texto: Sara Teles

I Fotos: Emílio de Jesus

Pág. 13:

- Memórias da Festa . Por: Luís Miguel Barroso

- Coisas & Loisas da nossa Festa

Notícia:

- “À Barbela” – Memórias e Recados.

Um novo livro de Manuel Peralta

Pág 14:

Ecuextre, V Edição.

I Informação e Fotos: Marco Gomes

Pág 15:
- Agenda Taurina

Notícia:

- 4.ª Semana da Cultura Tauromáquica

28 de Junho a 4 de Julho em Vila Franca de Xira

Pág 16:
- Publicidade

ANTÓNIO TELLES: MAIS UMA LIÇÃO DE BEM TOUREAR A CAVALO. OS DE “MONTEVIEJO” NÃO TROUXERAM VALOR ACRESCENTADO À CORRIDA

24.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Alcácer do Sal – 23.06.13 – Corrida à Portuguesa

Director:   - Veterinário: João Infante – Lotação: meia casa

Cavaleiros: António Telles, Luis Rouxinol, Marcelo Mendes

Forcados: Amadores de Évora e Vila Franca

Ganadaria: Monteviejo

 

ANTÓNIO TELLES: MAIS UMA LIÇÃO DE BEM TOUREAR A CAVALO. OS DE “MONTEVIEJO” NÃO TROUXERAM VALOR ACRESCENTADO À CORRIDA

 

Uma vez mais a maestria e a classe de António Telles impuseram-se à mansidão dos toiros e a lição de bem tourear a cavalo que deu em Alcácer do Sal, a terra do Califa Mestre João Branco Núncio, na tarde de domingo 23 de Junho, ficará na memória dos bons aficionados porque, para os outros, o que importa é o espectáculo e não a essência do toureio. Justamente foi António premiado com o troféu à «Melhor Lide» e injustos foram também os assobios que provocaram divio de opiniões quando o seu nome foi anunciado como o triunfador da corrida. Corrida onde a expectativa quanto ao comportamento dos toiros de Monteviejo saíu quase completamente defraudada dada a sua mansidão, não fora o bom comportamento do sexto da ordem.

 

A primeira lide de António a um toiro sonsote e que teve pouco motor, obrigou o cavaleiro a pisar terrenos de compromisso para cravar a ferragem da ordem, e também a brega esforçada. A série de curtos revela toda a capacidade lidadora de António, com sortes bem executadas e a última em terrenos cambiados a fazer estalardm fortes os aplausos. No quarto da ordem, manso e que cedo descaíu para as tábuas e aí se fixou,obrigou as montadas a djstancias muito em curto para cravar em sortes a sesgo os quatro curtos com que brindou o oponente, mostrando toda a sua raça e toureiria. Olé António Telles.

 

Luis Rouxinol lidou o mais pesado da corrida, anunciado com 670 kilos, e esteve em bom plano na brega e na cravagem do segundo comprido, para depois, na ferragem curta, deixar bons ferros apesar do toiro se defender. O quarto foi  de boa nota e rematou a sua actuação com um bom par de bandarilhas e um de palmo. No que foi quinto da ordem, mansote, não conseguiu igualar a sua primeira actuação apesar do seu esforço.

 

Marcelo Mendes não teve uma actuação muito acertada frente ao seu primeiro. Foi uma actuação de altos e baixos e apesar do segundo comprido ter sido bom e o segundo curto também, “perdeu-se” um pouco no decurso da lide ao não encontrar os melhores terrenos e distâncias para lidar este terceiro da tarde. No que encerrou praça esteve em bom plano e em especial na série de curtos, com sortes bem desenhadas e rematando com um bom par de bandarilhas com o toiro no centro da arena.

 

Os Forcados de Évora saíram por diante dos de Vila Franca, apesar destes terem antiguidade maior. Assim, pelos Amadores de Évora foram á cara dos toiros os forcados João Pedro Oliveira (fácil á 1ª), José Miguel Martins (à 2ª) e Ricardo Sousa (muito bem à 2ª). Por Vila Franca, Rui Godinho (bem à 1ª), Márcio Francisco a emendar à 1ª os colegas João Santos e Carlos Silva (2 tentativas de cernelha a descoberto foram falhadas) e Ricardo Patusco a fechar praça à 2ª tentativa, pega que foi premiada como a melhor.

 

Os toiros de Monteviejo não trouxeram qualquer valor acrescentado à corrida, excepto as expectativas criadas no público e que foram, genericamente, defraudadas. Toiros com 5 e 6 anos, díspares de presença, com pesos a oscilarem entre 480 e 670 kilos (diferença de 190 kilos), mansos à excepção do sexto da ordem.

 

Na direcção de corrida esteve Tiago Tavares, algo desatento aos tempos de lide, sendo coadjuvado pelo veterinário João Infante, perante cerca de meia lotação preenchida com especial predominância na sombra.