Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

GRANDE LIDE DE ROUXINOL A UM BRAVO TOIRO DE PAULINO DA CUNHA E SILVA: ENORME PEGA DE CARAS DE JOÃO MACHACAZ

29.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Montijo – 28.06.13 – Corrida Concurso de Ganadarias

Director: Rogério Jóia – Veterinário: Carlos Santos – Lotação: + ½ casa

Cavaleiros: Luis Rouxinol, João Maria Branco, Miguel Moura

Forcados: Amadores do Ribatejo, T.T.Montijo, Montijo

Ganadarias: Paulino da Cunha e Silva, Branco Núcio, José Lupi, Cunhal Patricio, Rio Frio, Romão Tenório

GRANDE LIDE DE ROUXINOL A UM BRAVO TOIRO DE PAULINO DA CUNHA E SILVA: ENORME PEGA DE CARAS DE JOÃO MACHACAZ

 

A Corrida da Adega de Pegões, que uma vez mais se realizou na arena montijense, teve uma boa moldura humana a presenciá-la e uma grande lide de Rouxinol a abrir praça frente a um bravo, encastado e codicioso toiro de Paulino da Cunha e Silva que, justamente, ganhou o troféu “Bravura” em disputa nessa corrida. O outro prémio, o de “Apresentação” foi para o toiro de Romão Tenório lidado em último lugar. Quanto aos restantes prémios, o de “Melhor Lide” foi para Miguel Moura (lide ao sexto toiro) e motivou divisão de opiniões, e o de “Melhor Pega” para João Machacaz na pega ao primeiro da noite, suportando sózinho na arena violentos derrotes do toiro.

 

Luis Rouxinol montou cátedra na lide que deu ao primeiro da noite. Uma lide como há muito se não via, com uma brega intensa a suportar as cargas do toiro, codicioso e com muita mobilidade, deixando-o bem colocado e cravando ferros de muita categoria. Uma lide intensa, com reuniões justas e remates poderosos das sortes, frente a um toiro bravo que não dava tréguas e que tornou ainda mais importante todo o conjunto desenhado por Rouxinol na arena do Montijo. Deveria ter vencido o troféu em disputa para a melhor lide pois foi isso que fez com maestria: lidar! No seu segundo, mansote e com dificuldades visuais, Rouxinol procurou os melhores terrenos para cravar a ferragem, sortes sesgadas muitas delas, mas o toiro não dava para outros cometimentos.

 

João Maria Branco teve duas lides que não convenceram os mais exigentes e numa delas nem quis dar volta à arena com o forcado.. No primeiro, mansote e distraído, havia que pisar-lhe os terrenos, mais em curto. Dois curtos de boa nota souberam a pouco. E no quinto da noite esteve melhor na brega que na cravagem, notando-se alguma pressa em fazer as coisas o que, em nosso entender, o prejudica. Com mais tempo, mais rodagem, os triunfos fortes acabarão por surgir pois tem valor e capacidade para tanto.

 

O mesmo se pode dizer do jovem Miguel Moura. O seu primeiro era bem propício para o êxito, pelas condições que mostrou no decurso da sua passagem pela arena. Houve dois bons curtos e ficou a sensação de que poderia ter dado mais um passo em frente e alcançado o triunfo forte. No que encerrou praça, de muito volume e pouco andamento que saíu solto e andarilho mas melhorou ao longo da lide, proporcionou bons momentos de brega e nos remates das sortes emque viajou de largo e atacou o toiro, com batidas pronunciadas ao pitón contrário que foram do agrado da generalidade do público. Recebeu, no final, o prémio a “Melhor Lide”.

 

No capítulo das pegas de caras, o destaque vai para a enorme pega de João Machacaz dos Amadores do Ribatejo, á segunda, sózinho na arena, de peito aberto batendo as palmas ao toiro, fechando-se com enorme raça e suportando dois violentos derrotes antes que o restante Grupo saltasse à arena e consumasse a sorte. Ainda pelos do Ribatejo, Mário Gonçalves fechou-se com raça à primeira tentativa. Os Amadores da T.T. Montijo pegaram os seus toiros por intermédio de Rodrigo Carrilho à terceira e Luis Carrilho numam pega perfeita no cite e na reunião, ao primeiro intento. Finlamente, os Amadores do Montijo tiveram na cara dos toiros Ricardo Parracho que se fechou bem na segunda tentativa e Élio Lopes numa excelente cara ao primeiro intento a encerrar a noite.

 

Por ordem de lide, saíram toiros de Paulino da Cunha e Silva (500kg, 5 anos, bravo, codicioso e com muita mobilidade); Branco Núncio (485k, 5 anos, mansote distraído), José Lupi (505kg, 4 anos, que cumpriu); Cunhal Patricio (525kg, 4 anos, manso e a descair para tábuas); Rio Frio (525kg, 4 anos, manso, de arreões), Romão Tenório (660kg, 4 anos, sonsote).

 

Excelente e criteriosa direcção de corrida a cargo de Rogério Jóia assessorado pelo veterinário Carlos Santos.