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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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ANTÓNIO TELLES: MAIS UMA LIÇÃO DE BEM TOUREAR A CAVALO. OS DE “MONTEVIEJO” NÃO TROUXERAM VALOR ACRESCENTADO À CORRIDA

24.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Alcácer do Sal – 23.06.13 – Corrida à Portuguesa

Director:   - Veterinário: João Infante – Lotação: meia casa

Cavaleiros: António Telles, Luis Rouxinol, Marcelo Mendes

Forcados: Amadores de Évora e Vila Franca

Ganadaria: Monteviejo

 

ANTÓNIO TELLES: MAIS UMA LIÇÃO DE BEM TOUREAR A CAVALO. OS DE “MONTEVIEJO” NÃO TROUXERAM VALOR ACRESCENTADO À CORRIDA

 

Uma vez mais a maestria e a classe de António Telles impuseram-se à mansidão dos toiros e a lição de bem tourear a cavalo que deu em Alcácer do Sal, a terra do Califa Mestre João Branco Núncio, na tarde de domingo 23 de Junho, ficará na memória dos bons aficionados porque, para os outros, o que importa é o espectáculo e não a essência do toureio. Justamente foi António premiado com o troféu à «Melhor Lide» e injustos foram também os assobios que provocaram divio de opiniões quando o seu nome foi anunciado como o triunfador da corrida. Corrida onde a expectativa quanto ao comportamento dos toiros de Monteviejo saíu quase completamente defraudada dada a sua mansidão, não fora o bom comportamento do sexto da ordem.

 

A primeira lide de António a um toiro sonsote e que teve pouco motor, obrigou o cavaleiro a pisar terrenos de compromisso para cravar a ferragem da ordem, e também a brega esforçada. A série de curtos revela toda a capacidade lidadora de António, com sortes bem executadas e a última em terrenos cambiados a fazer estalardm fortes os aplausos. No quarto da ordem, manso e que cedo descaíu para as tábuas e aí se fixou,obrigou as montadas a djstancias muito em curto para cravar em sortes a sesgo os quatro curtos com que brindou o oponente, mostrando toda a sua raça e toureiria. Olé António Telles.

 

Luis Rouxinol lidou o mais pesado da corrida, anunciado com 670 kilos, e esteve em bom plano na brega e na cravagem do segundo comprido, para depois, na ferragem curta, deixar bons ferros apesar do toiro se defender. O quarto foi  de boa nota e rematou a sua actuação com um bom par de bandarilhas e um de palmo. No que foi quinto da ordem, mansote, não conseguiu igualar a sua primeira actuação apesar do seu esforço.

 

Marcelo Mendes não teve uma actuação muito acertada frente ao seu primeiro. Foi uma actuação de altos e baixos e apesar do segundo comprido ter sido bom e o segundo curto também, “perdeu-se” um pouco no decurso da lide ao não encontrar os melhores terrenos e distâncias para lidar este terceiro da tarde. No que encerrou praça esteve em bom plano e em especial na série de curtos, com sortes bem desenhadas e rematando com um bom par de bandarilhas com o toiro no centro da arena.

 

Os Forcados de Évora saíram por diante dos de Vila Franca, apesar destes terem antiguidade maior. Assim, pelos Amadores de Évora foram á cara dos toiros os forcados João Pedro Oliveira (fácil á 1ª), José Miguel Martins (à 2ª) e Ricardo Sousa (muito bem à 2ª). Por Vila Franca, Rui Godinho (bem à 1ª), Márcio Francisco a emendar à 1ª os colegas João Santos e Carlos Silva (2 tentativas de cernelha a descoberto foram falhadas) e Ricardo Patusco a fechar praça à 2ª tentativa, pega que foi premiada como a melhor.

 

Os toiros de Monteviejo não trouxeram qualquer valor acrescentado à corrida, excepto as expectativas criadas no público e que foram, genericamente, defraudadas. Toiros com 5 e 6 anos, díspares de presença, com pesos a oscilarem entre 480 e 670 kilos (diferença de 190 kilos), mansos à excepção do sexto da ordem.

 

Na direcção de corrida esteve Tiago Tavares, algo desatento aos tempos de lide, sendo coadjuvado pelo veterinário João Infante, perante cerca de meia lotação preenchida com especial predominância na sombra.