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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

COLETE ENCARNADO COM CARTEL DE TRIUNFADORES

11.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

No próximo dia 7 de Julho pelas 18: 00 horas, Vila Franca e a sua Centenária Praça de Toiros Palha Blanco servirão de palco a uma das datas mais importantes datas do panorama tauromáquico nacional.

 

Um data com história e muita tradição, e que este ano volta a receber um cartel recheado de interesse, já que pisarão a arena do tauródromo ribeirinho, dois dos cavaleiros com maior interesse da nossa tauromaquia – João Telles Jr e João Salgueiro da Costa -, assim como o matador de toiros espanhol David Mora, que regressa a Vila Franca após o extraordinário triunfo obtido na temporada passada. As pegas estarão a cargo dos amadores de Vila Franca de Xira, capitaneados por Ricardo Castelo, numa corrida onde será lidado um curro de toiros da prestigiada divisa de Murteira Grave.

 

Para além da tradicional corrida mista, na madrugada de 6 para 7 pelas 02:00 horas, realiza-se na Palha Blanco a Tradicional Garraiada da Sardinha Assada.

SÁBADO NO CRATO UMA NOVILHDA DE LUXO DA GANADARIA PALHA

11.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Actuaram Cláudia Almeida -Marta Valente -Ruben Inácio -Parreirita Cigano  e Correia Lopes -  Forcados de Arronches e Alter do Chão. Da Escola de Toureio José Falcão de Vila Franca de Xira os alunos Pedro Noronha e Pedro Cunha na lide de um novilho em pontas.

 

Texto e fotos: Fernando Clemente

TRIUNFO DE PACO VELÀSQUEZ EN SANTA MARIA DEL RIO

11.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

O jovem novilheiro português Paco Velasquez obteve um grande êxito na praça de toiros de Santa Maria Del Rio (Mexico), durante a lide do seu primeiro toiro, já que o segundo toiro se vio impossibilitado de matar devido ao mau tempo, e o festejo foi cancelado depois da morte do 3 toiro.

 

O toureio natural de Riachos, executou uma faena de "altos voos", frente a un novilho exigente da ganadaria de Cerrito Corzo. Paco terminou a faena con gritos de "toureiro, toureiro..."! Cortou uma orelha com forte petição da segunda , provocando alguns incidentes com os aficionados e o presidente da corrida por não conceder essa merecida segunda orelha!

 

O cartel era composto pelo toureiro de Zacatecas Luis Ignacio Escobedo, que obteve silêncio no seu primeiro e uma orelha protestada no seu segundo, numa faena executada baixo a intensa chuva!

 

Paco saiu como o grande triunfador de este confronto Mexico - Portugal

 

Paco actuará no próximo sábado 15 em Juriquilla com o mesmo cartel de Santa Maria, de novo mano-a-mano con Luis Ignacio Escobedo frente a toiros de "EL Batan" ! E no domingo dia 16 em Caldereyta (Queretaro) um festival "Charro" com os matadores Mexicanos Cristian Ortega y "El Calita" frente a toiros de Cerrito Corzo ...

 

Praça de Toiros de Santa Maria Del Rio S.L.P (Mexico)

Luis Ignacio Escobedo silencio - Orelha

Paco Velasquez Orelha -

Novilhos de Cerrito Corzo

 

 

 

Informação e fotos - P.Velasquez

FILIPE GONÇALVES ASSINA IMPORTANTE TRIUNFO EM SANTARÉM; MATEUS PRIETO PASSA PROVA DA ALTERNATIVA COM DISTINÇÃO

11.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Santarém – Monumental Celestino Graça – 10.06.13 – Corrida à Portuguesa

Director: Lourenço Lúzio – Veteriário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: ½ casa

Cavaleiros: Joaquim Bastinhas, Luis Rouxinol, Sónia Matias, Filipe Gonçalves, Duarte Pinto, Mateus Prieto (alternativa)

Forcados: Amadores de Santarém e Alcochete

Ganadaria: Manuel Veiga

 

FILIPE GONÇALVES ASSINA IMPORTANTE TRIUNFO EM SANTARÉM; MATEUS PRIETO PASSA PROVA DA ALTERNATIVA COM DISTINÇÃO

 

Tarde de muito ambiente m Santarém, tendo o público respondido em número aceitável para a ocasião e a verdade é que a corrida proporcionou grandes momentos de toureio e grandes pegas de caras, com um importante triunfo de Filipe Gonçalves frente ao bom quinto toiro da tarde, enquanto que Mateus Prieto passou a prova da alternativa com distinção.

 

O triunfo forte da tarde teve como autor Filipe Gonçalves. Com um toureio mais repousado, com classe, mais temple nas viagens e um entendimento perfeito das boas condições de lide do quinto toiro da tarde, o cavaleiro algarvio cravou dois compridos à tira e assinaria alguns dos mais emotivos momentos da tarde na ferragem curta com entradas ao pitón contrário bem marcadas, pisando terrenos de compromisso em três feros de muito valor, rematados com algumas piruetas na cara do toiro, fazendo levantar as bancadas e rematando a sua lide com um par de bandarilhas.

 

A cerimónia da alternativa teve lugar cerca das 17h15 quando Joaquim Bastinhas cedeu o ferro comprido a Mateus Prieto e assim tmabém a lide do primeir toiro, marcado com o nº 20, de 500kg, da ganadaria de Manuel Veiga, com pouco trapio. O jovem cavaleiro esteve desembaraçado com os compridos e, na série de curtos, passou com distinção, a procuraros melhores terrenos, com brega criteriosa e a cravar bem os três curtos, seguindo-se os de violino e de palmo.

 

Padrinho da alternativa, o veterano Joaquim Bastinhas esteve igual a si próprio, em crescendo na série de curtos, mexendo bem no toiro, deixando-o nos terrenos mais idóneos para cravar cinco ferros, rematando a sua actuação com o sempre exigido par de bandarilhas.

 

Luis Rouxinol esteve em bom plano na lide do terceiro da ordem, recebido com um ferro em sorte de gaiola.Lidou bem, com a habitual mestria, e cravou três bons curtos, para rematar com o palmito e o par de bandarilhas. Foi uma boa actuação do cavaleiro de Pegões no dia em que comemorava 26 anos de alternativa.

 

O manso saído em quarto lugar, de arreões fortes, reservado também, teve por diante uma Sónia Matias em profissional de letra grande. Não voltou costas às dificuldades que o toiro tinha e deu-lhe a lide adequada, cravando a maioria dos ferros em sortes sesgadas, com mérito e perante o agrado geral.

 

Duarte Pinto saíu à arena em sexto lugar e após o êxito grande de Gonçalves. Teve um bom toiro e só se pode queixar da quantidade de capotazos desnecessários que os seus peões de brega lhe deram. Dois compridos de praça a praça, com o toiro a arrancar de largo e alegre, faziam prever que outro êxito importante se desenhava. Mas os subalternos não ajudaram e Duarte Pinto teve de porfiar para sair por cima. Colocou-se de largo, encurtou distâncias e cravou quatro ferros curtos que podiam ser de outro calibre e impacto... Deixou boa nota e mostrou a garra necessária para triunfar.

 

Triunfo forte também para os forcados dos Amadores de Santarém e Amadores de Alcochete pelo brilhantismo das pegas de caras executadas. Pelos Amadores de Santarém abriu praça o cabo Diogo Sepúlveda que esteve muito bem e consumou à primeira enquanto Luis Sepúlveda só se fechou à segunda; e para encerrar a prestação dos scalabitanos foi à cara do bravo quinto António Grave de Jesus numa brilhante cara ao primeiro intento. Vasco Pinto, cabo dos Amadores de Alcochete, mandou para a cara dos toiros Nuno Santana que se fechou com muita decisão à primeira, Tomás Vale com outra rija pega de caras ao primeiro intento e Ruben Duarte, ainda à primeira, com tremenda eficácia e levando o toiro muito bem toureado.

 

Os toiros da ganadaria de Manuel Veiga estavam bem apresentados, excepto o primeiro que tinha pouco trapio, e foram de boa nota para o espectáculo, com destaque pela positiva para o quinto da tarde e, pela negativa, para o manso quarto.

 

Na direcção da corrida esteve Lourenço Luzio, assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

DA BANALIZAÇÃO DAS VOLTAS À ARENA E DA FALTA DE SENTIDO DE RITMO DO ESPECTÁCULO

11.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Muitas vezes, em conversas de circunstância com gente do toiro ou com simples espectadores de corridas de toiros, somos confrontados com duas situações que retiram importância àquilo de efectivamente aconteceu na arena e faz com que, muitas vezes, após a lide do 4º ou do 5º toiro, muita gente comece a abandonar o seu lugar. É uma situação que importa analisar sob dois pontos de vista, na minha modesta opinião. A banalização das voltas à arena e a falta de ritmo do espectáculo, com demasiados tempos mortos, a generalidade deles de culpa exclusiva dos intervenientes e das autoridades que devem superintender o espectáculo (delegados técnicos tauromáquicos).

 

Socorro-me das definições insertas na Wikipédia (on-line) sobre banalização e ritmo: “Banalização é algo que teve sua imagem desgastada, ou algo de importância que se tornou menos importante pela exaustão da repetição sobre um determinado assunto. Banalização (banalizar + ção) é o substantivo construído a partir do verbo banalizar (banal + i + zar), que indica a ação de tornar banal (comum, corriqueiro, costumeiro, aceitável facilmente, incorporável...)”

“Rítmo (do grego rhuthmós [movimento regular]) é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. O termo é usual também para referir-se à variação da frequência de repetição de um fenômeno no tempo, notadamente os sons.”

 

Se estivermos atentos ao desenrolar do espectáculo, verificamos que, em muitos deles, muitos dos cavaleiros dão uma volta à arena após a colocação de cada ferro. Basta que o toiro se fique pelos médios… Isto numa corrida com algum interesse, e onde todos os artistas coloquem uma média de 5 ferros curtos, totaliza 30 voltas à arena, a cavalo, e mais seis voltas à arena na companhia dos forcados… Contabilizem o tempo e verão em quanto poderíamos encurtar a duração do espectáculo!

 

Tanta volta à arena, a pretexto de tudo e de nada porquanto tanto se dá após a colocação de um ferro excepcional como de outro vulgaríssimo, torna a situação demasiado corriqueira e sem interesse, havendo palmas apenas de circunstância e sem a expressão que teriam. Imaginem se os matadores, após cada série de muletazos decidissem dar uma volta à arena… Não faz sentido. E quebra o ritmo, a constância, a regularidade que deve pautar a actuação.

Por falar em falta de ritmo, todas estas quebras, as recolhas de toiros com cabrestos que não funcionam e a falta de agilidade dos delegados técnicos tauromáquicos em tentar abreviar esta situação, só para dar um exemplo, fazem também com que o espectáculo se arraste por muito tempo, pior ainda quando as actuações nada têm de interesse, ou quando os forcados demoram eternidades para pegarem os toiros em vez de optarem pela eficácia que resolveria muito melhor algumas situações.

 

Uma actuação que está no momento álgido é subitamente cortada, no seu ritmo e no seu interesse, porque o cavaleiro decidiu ir mudar de montada para colocar um último ferro que, muitas das vezes nada acrescenta pois o toiro mudou de comportamento ou porque, com essa mudança não há uma real adaptação da montada ao toiro numa questão de curtos minutos. E os triunfos, por vezes, esfumam-se nesse momento pois a última imagem é a que perdura.

 

Nas trocas de montada e nas voltas a cavalo à arena, muitas delas em passo lento, perdem-se mais de 30 minutos num espectáculo que dura, em média, 3 longas horas, com o público sentado em incómodos lugares de cimento. Nas recolhas dos toiros perdem-se, em média e por causa daqueles que se defendem em tábuas ou pura e simplesmente não querem encabrestar, mais uns 15 minutos. Para não contar já com o malfadado “breve” intervalo de 10 minutos. Ou seja, tudo somado, são 55 minutos!

 

Já pensaram nisso???