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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MARCELO MENDES TRIUNFOU NO ÚLTIMO DA TARDE. BOAS PRESTAÇÕES DE ANA BATISTA E BRITO PAES

02.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros em Livramento (Mafra) – 02.06.13 – Corrida à Portuguesa

Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: José M.Lourenço – Lotação: ¾

Cavaleiros: Ana Batista, Brito Paes, Marcelo Mendes

Forcados: Amadores do Ribatejo, Cascais e Alter

Ganadarias: Palha (4) e Oliveira Irmãos (2)

 

MARCELO MENDES TRIUNFOU NO ÚLTIMO DA TARDE. BOAS PRESTAÇÕES DE ANA BATISTA E BRITO PAES

 

A corrida desta tarde de domingo, de muito sol e calor, levou o público até à praça desmontável instalada em Caneira Nova, Livramento, e os toureiros e forcados encheram-se brios e proporcionaram uma muito agradável tarde de toiros, com boas actuações e belas pegas de caras, ante novilhos de Palha e Oliveira Irmãos (1º e 5º), de diversa condição e comportamento. Marcelo Mendes superiorizou-se aos colegas de cartel na lide ao sexto da ordem.

 

Ana Batista entendeu-se bem com o primeiro da tarde, de Oliveiras e que teve boas condições de lide apesar de não permitir deslizes. A cavaleira de Salvaterra encontrou os terrenos adequados para, depois de boa brega, entrar de frente e pisando terrenos do oponente para lhe deixar boa ferragem curta. No que foi quarto da ordem, de Palha, manso e com sentido, Ana porfiou para lhe deixar os ferros, o que fez ante o agrado geral do público. Em ambos deu volta com o forcado.

 

António Mª Brito Paes lidou bem o mansote Palha que lhe tocou em primeiro lugar. Andou desenvolto na brega e, encurtando distâncias, encontrou os terrenos idóneos para cravar uma boa série de curtos que o público aplaudiu. No quinto da tarde, um manso de Oliveiras com mais ganas de se defender do que de atacar. Brito Paes assinou um excelente ferro a sesgo após um outro em sorte frontal e rematou com um bom palmito dando a volta ao novilho. Também deu volta á arena após a lide dos dois do seu lote.


Quem não deu volta á arena após lidar o seu primeiro, de Palha, mansote, foi Marcelo Mendes que cravou dois bons compridos e um primeiro curto, entrando bem recto e cravando bem no alto. Depois, alguns toques fizeram a lide ir a menos apesar dos dois ferros seguintes terem sido bem deixados. Seria no último da corrida, também de Palha e que cumpriu, que Marcelo Mendes aqueceu as bancadas com um toureio vibrante na ferragem curta, com bons momentos de brega e remates poderosos, submetendo o novilho nas viagens para cravar três bons compridos e rematar a sua actuação com um bom par de bandarilhas e um ferro de palmo.

 

No capítulo da forcadagem, ainda que nem todas as pegas de caras fossem concretizadas à primeira tentatva, houve bons momentos dos três Grupos de Forcados: Ribatejo, Cascais e Alter. Assim, pelos Amadores do Ribatejo foram caras Francisco Mansidão bem à primeira e Leonel Godinho também à primeira; pelos de Cascais, foram á cara dos novilhos Paulo Loução que consumou ao segundo intento, seguido de Dário Silva também à segunda. Finalmente, por Alter foram forcados de cara João Lopes, que concretizou à terceira e João Carlos Vaz à segunda tentativa.

 

O júri decidiu atribuir o prémio á melhor lide ao cavaleiro António Maria Brito Paes e ao forcado Leonel Godinho dos Amadores do Ribatejo, o pr´meio á melhor pega. Na direcção de corrida esteve Pedro Reinhardt assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço.

ALMEIRIM, 1 DE JUNHO - AS FOTOS DA CORRIDA

02.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

RUI FERNANDES

DIEGO VENTURA

JOÃO TELLES JR

FORCADOS AMADORES DE CORUCHE

1ª PEGA - AMORIM RIBEIRO LOPES

JOÃO PESEIRO

ALBERTO SIMÕES

 

FORCADOS AMADORES DO APOSENTO DA MOITA

JOSÉ HENRIQUES

 

FRANCISCO BALTAZAR

NUNO INÁCIO

 

JOÃO TELLES JR REBENTOU COM O QUADRO NO SEXTO DA NOITE; GRANDES PEGAS DE CARAS LEVANTAM PÚBLICO NAS BANCADAS

02.06.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Almeirim – 01.06.13 – Corrida à Portuguesa

Director: Ricardo Pereira – Vetrinário: Miguel Matias – Lotação: ¾

Cavaleiros: Rui Fernandes, Diego Ventura, João Telles Jr

Forcados: Amadores de Coruche e Aposento da Moita

Ganadaria: Murteira Grave

JOÃO TELLES JR REBENTOU COM O QUADRO NO SEXTO DA NOITE; GRANDES PEGAS DE CARAS LEVANTAM PÚBLICO NAS BANCADAS

 

Noite para recordar, a de sábado 1 de Junho, e corrida para a história da família Telles com uma última actuação soberba, de enorme valor e raça a cargo de João Telles Jr, o grande triunfador da noite,  a par dos forcados de ambos os grupos, mas com o de Coruche a destacar-se com a enorme pega de João Peseiro ao terceiro da noite, como os restantes de Murteira Grave e que não deram facilidades nem a cavaleiros nem a forcados. Um marco da temporada de 2013 para João Telles Jr.

 

A história do triunfo de João Telles Jr começa a desenhar-se a partir do segundo curto ao terceiro toiro da noite, um toiro que teve nota positiva pois mostrou codícia e disponibilidade par investir potenciada pela forma como Telles Jr o lidou. Bem a mexer com o toiro, numa brega de classe, apontou-lhe os ferros em sortes bem delineadas com entradas ao pitón contrário, provocando as investidas e rematando bem, entre os fortes aplausos do público. Mas seria no último toiro, fazendo juz ao ditado popular «guardado está o bocado...», que João Telles Jr assinaria aquela que é, em meu entender, das mais redondas e valorosas actuaçoes que lhe vi realizar. A expressão «rebentar com o quadro» aplica-se plenamente à fase final de uma lide de muito valor, com dois bons compridos e uma asérie de curtos em sortes frontais, a atacar o toiro, a provocar a sua investida, e em curto e em terrenos proibitivos a conseguir os tais ferros “impossíveis”, a entrar pelo toiro dentro e a dar ao público os momentos de emoção que o fazem saltar dos assentos e rejubilar com os ferros, aplaudindo até romper as mãos. Olé João Telles Jr.

 

Rui Fernandes teve de «bailar» com  a mais feia pois tocou-lhe o pior lote dos seis Graves. O cavaleiro da Caparica esteve em bom plano procurando o êxito, numa primeira lide com muito boa nota, em sortes frontais bem executadas, com bons momentos de brega e a rematar sempre os ferros como mandam as boas regras. Uma lide de muito interesse mas que apanhou o público ainda frio. No quarto da tarde, manso e a adiantar-se, Fernandes esteve «por cima do toiro» pois tentou as sortes frontais, em curto para tentar evitar que o toiro se adiantasse, e deixando três ferros de muito boa nota apesar da falta de qualidade evidente da rês.

 

Diego Ventura teve uma primeira actuação de muito boa nota, recebendo bem o de Murteira Grave e cravando-lhe bons ferros, com bons momentos de brega e remates poderosos, com os aplausos do público a fazerem-se ouvir. A fase final da lide é de muito mérito pela forma como cravou a ferragem, bem de frente e com batidas ao pitón contrário e a rematar com um bom par de bandarilhas. No quinto, que foi mesmo manso e não fez juz ao ditado, Ventura cumpriu a papeleta sem destaques de maior e teve no terceiro curto o melhor momento da sua actuação, pela decisão e pelos terrenos pisados, acabando por não dar volta à arena com o forcado devido a alguns assobios – não justificáveis – de parte do público.

Os Forcados tiveram de enfrentar toiros duros e difíceis, a baterem forte quando sentiam os forcados, com derrotes violentos por vezes. Levaram emoções fortes às bancadas e fizeram o público levantar-se por várias vezes.

 

Os Amadores de Coruche abriram praça com uma boa pega de caras de Amorim Ribeiro Lopes, à segunda e depois de na primeira ter sofrido um violentíssimo derrote de cima para baixo sem hipóteses para as ajudas; João Peseiro efectuou a pega da noite, à primeira, brilhante a forma como se fechou à córnea e suportou os violentos derrotes, contando com excelente intervenção do 1º ajuda José Tomás; e, finalmente, Alberto Simões noutra rija pega de caras à primeira sendo muito bem ajudado.

 

Os Amadores do Aposento da Moita não começaram bem pois José Henriques só à 5ª tentativa e a sesgo logrou consumar a pega ao segundo da noite; Francisco Baltazar concretizou à segunda tentativa e Nuno Inácio fechou com chave de oiro a actuação do seu grupo com uma duríssima cara ao primeiro intento.

 

Os toiros de Murteira Grave, de 4 anos e irrepreensível apresentação, foram mansos no geral, encastado o primeiro, e destacando-se o terceiro da noite pelas suas boas e codiciosas investidas.

 

Na direcção da corrida esteve, bem, Ricardo Pereira, assessorado pelo veterinário José Luis Cruz.