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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

CAMPO PEQUENO APRESENTA TEMPORADA NA TERÇA-FEIRA DIA 12

10.03.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Será na próxima terça-feira, dia 12, pelas 18h, que a empresa do Campo Pequeno apresentará à Comunicação Social o abono da temporada de 2013, sendo certo que terá início já no mês de Abril com uma corrida à portuguesa.

 

A temporada lisboeta deverá ter cerca de 8 espectáculos.

JORNADAS TAURINAS NA FACULADE DE MEDICINA VETERINÁRIA – 9 DE MARÇO

10.03.13 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A tarde de sábado 9 de Março  marcou o dia dois das VII Jornadas Taurinas organizadas pela Tertúlia Tauromáquica da Faculdade de Medicina Veterinária, tarde concorrida por alunos que quiseram estar presentes nas mesas redondas que se realizaram, tendo o «Barreira de Sombra» marcado presença nas duas primeiras delas, subordinadas aos temas “A corrida de toiros em Portugal – a perspetiva dos diversos intervenientes” moderada pelo Dr. Vasco Lucas e com Duarte Pinto, José Luis Gomes e João Andrade como oradores e a segunda “Empresários Taurinos e Ganadeiros”, moderada pelo Dr. Núncio Fragoso e composta pelos oradores Ricardo Levesinho, Fernando Palha e João Andrade.

A primeira mesa redonda - “A corrida de toiros em Portugal – a perspetiva dos diversos intervenientes” – serviu para que o ganadeiro e presidente da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide João Santos Andrade nos desse uma perspectiva do que foram os últimos anos em termos de espectáculos, espectadores, de toiros lidados em Portugal, toiros exportados e importados, e ainda uma visão da distribuição geográfica do espectáculo tauromáquico, sendo que em apenas 3 distritos de Portugal não se realizaram espectáculos tauromáquicos: Vila Real, Funchal (Madeira) e Ponta Delgada (Açores).

 

Houve, por influências meteorológicas, menos 10 espectáculos em 2012 (274) do que em 2011 (284) e lidaram-se menos 34 toiros, sendo importante realçar que se exportaram mais 32 toiros (144 contra 112 em 2011) e que se importaram menos 114 reses (56 em 2012 contra 170 em 2011), permitindo assim aumentar o diferencial na balança de transações comerciais entre Portugal e Espanha neste capítulo. De acordo ainda com os dados da APCTL houve uma estabilização nas médias de espectáculos e de espectadores atendendo ainda ao factor crise.

 

O cavaleiro Duarte Pinto abordou com sabedoria o tema do toureio a cavalo, quando questionado sobre se hoje se toureia melhor do que antigamente, referindo os ensinamentos do seu pai (Emídio Pinto) e de outras figuras, mantendo a tónica na boa fase que atravessa o toureio a cavalo em Portugal, com as várias gerações de toureiros a disputarem os lugares entre si, com os mais jovens a procurarem justificar cada tarde para que o triunfo sirva para subirem de plano e o respeito pelo toiro e pelo público. Colocou especial ênfase na necessidade do toiro levar emoção e noção de perigo às bancadas, ainda que seja menos cómodo para os toureiros, mas que, ao colocarem problemas aos toureiros, servirá para que a selecção de faça e para que o público eleja os mais capazes e que lhe levam o espectáculo de que gostam.

 

José Luis Gomes abordou o tema do toureio a pé – filho de Augusto Gomes Jr, que dispensa apresentações -, pai de forcados e de um promissor novilheiro e depois falou sobre a arte de pegar toiros, do seu sentimento, da sua técnica, do pegar toiros toureando, com a habitual emoção e paixão com que sempre fala destas duas vertentes da nossa corrida de toiros.

 

Trocaram-se ideias entre a plateia e os oradores, com o Dr. Vasco Lucas a rematar a sessão alertando para alguns problemas que carecem de solução urgente para que o espectáculo readquira uma maior dinâmica e interesse.

Seguiu-se a mesa redonda intitulada “Empresários Taurinos e Ganadeiros”, e onde, uma vez mais, pudémos desfrutar das belas e emotivas histórias de um senhor chamado Fernanda Palha, 81 anos de idade, sobre a sua enorme paixão pelo campo e pelo toiro, moderada esta segunda mesa redonda pelo Dr. Núncio Fragoso e ainda contando com as presenças do empresário Ricardo Levesinho e do ganadeiro João Santos Andrade (Prudêncio). Foram momentos inesquecíveis proporcionados por Fernando Palha nas suas histórias, na abordagem à evolução do toiro (um conhecimento especial da ganadaria Palha e depois abordando a sua própria ganadaria) e do espectáculo tauromáquico intercaladas com umas quantas histórias vividas na Lezíria e sobre o Campino e muitas das pessoas que com ele trabalharam.

 

Ricardo Levesinho falou da sua forma de entender a gestão da praça de toiros “Palha Blanco” em Vila Franca, dos afectos e da ligação que tem de haver de todos os elementos para que o sucesso aconteça e dando especial ênfase ao Toiro, de idade, de trapio, capaz de levar emoção às bancadas e, com isso, fazer regressar o público às bancadas, situação que fora também referida como elogio ao seu trabalho por parte do Dr. Núncio Fragoso, enquanto que o ganadeiro João Santos Andrade – Prudêncio – traçou a história da sua ganadaria e mostrou alguns dados interessantes sobre o maneio da sua ganadaria.

 

A mesa redonda terminaria com nova intervenção do ganadeiro Fernando Palha com mais uma das suas histórias que souberam manter o interesse do auditório.

 

As jornadas prosseguem na próxima sexta-feira, dia 15, com as seguintes palestras:

 

  • 14h30 – “Estudo da dor”, por George Stilwell
  • 15h30 – “A sorte de matar. Biomecânica do toiro de lide”, por Júlio Cavaco Faísca (FMV)
  • 16h50 – “A importância do delegado técnico tauromáquico”, por Jorge Moreira da Silva (AMVAT)
  • 17h50 – “Como ver uma corrida de toiros?”, por António Vasco Lucas (APCTL) e José Cáceres