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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

ENTREGA DOS GALARDÕES CAMPO PEQUENO 2011 QUINTA-FEIRA, ÀS 18 HORAS

04.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A empresa do Campo Pequeno entregará os “Galardões Campo Pequeno2011”, em cerimónia a realizar ao fim da tarde de quinta-feira, feriado nacional do Corpo de Deus, na arena da Praça de Toiros.

 

Os galardoados de 2011 são o cavaleiro Luís Rouxinol, o matador Antonio Ferrera, o novilheiro Tiago Santos, o cavaleiro praticante João Salgueiro da Costa, o Forcado João Brito (Santarém), o Grupo de Forcados Amadores de Montemor e David Antunes, como autor da melhor brega.

 

No capítulo de toiros, os prémios foram para a mesma ganadaria, ou seja, a de Rego Botelho de qual é oriundo o toiro premiado (“Guarda”, lidado por Antonio Ferrera).

 

A anteceder a cerimónia de entrega dos “Galardões Campo Pequeno” terá lugar, Às 18h00, também na arena, a apresentação do livro “Luís Rouxinol, 25 anos de Alternativa” da autoria de Solange Pinto (texto) e João Dinis (Fotos).

 

Às 22 horas realiza-se a corrida de toiros comemorativa dos 25 anos de Alternativa de Luís Rouxinol que terá por companheiros de cartel Rui Salvador e Duarte Pinto.

 

Com único grupo, para pegar seis imponentes toiros da ganadaria António Silva, estará em praça o Grupo de Forcados Amadores de Montemor, capitaneado por José Maria Cortes.

 

Fotos dos toiros a lidar 5ª feira em Lisboa:

DUARTE PINTO HOJE NO «BARREIRA DE SOMBRA» ÀS 21H

04.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Depois do enorme triunfo de ontem à tarde em Santarém, o cavaleiro Duarte Pinto é o convidado principal do «Barreira de Sombra» desta noite, a partir das 21h.

 

Em directo e via telefone, o cavaleiro de Paço de Arcos contará na primeira pessoa os sentimentos e emoções da lide ao último toiro da tarde de ontem na "Celestino Graça". Em especial para si, nos 106.4 fm ou em www.radiooasis.pt.

 

A não perder, neste regresso do «Barreira de Sombra» às noites de segunda-feira na sua Oásis FM.

 

DUARTE PINTO: TRIUNFO INQUESTIONÁVEL HOJE EM SANTARÉM

03.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Foi necessário aguardar que saísse o sexto toiro da tarde, que viria a revelar um excelente comportamento, para assistirmos a um triunfo inolvidável, de toureio sério, de praça a praça e a dar vantagens ao toiro, numa lide soberba a cargo do cavaleiro Duarte Pinto. Ante um toiro que pela sua qualidade e capacidade de luta, sempre disponível para investir de largo, Duarte Pinto teve a capacidade de o entender e de lhe dar a lide que exigia, colocando-se de frente, de largo em cites de praça a praça para provocar e aguentar as investidas e cravar ferros que deixaram os aficionados em alvorço nas bancadas, tribuntando-lhe fortes ovações. O cavaleiro de Paço de Arcos esteve e brilhou a um grande nível, mostrando um toureio de verdade e de emoção que há muito não se via nas arenas portuguesas. De frente e por direito. Assinou um truinfo inquestionável, quiçá histórico, e com o toiro a ser fortemente ovacionado na recolha aos currais.

Abriu praça António Telles frente  a um toiro manso e complicado e frente ao qual sacou das suas qualidades de maestria a tourear para, com brega a preceito, procurar os melhores terrenos para cravar a ferragem da ordem, o que fez com sobriedade. No quarto da tarde, que cedo se defendeu e descaíu para tábuas, António Telles cravou bons ferros a sesgo, pois apesar de bem bregar e tentar sacar o toiro para os médios, este sempre buscou a defesa dos terrenos de tábuas. E, uma vez, mais, o maestro da Torrinha sacou dos seus galões e mostrou quem mandava ali.

 

João Telles Jr também não teve toiros que facilitassem as suas actuações e, assim, com a garra e querer que lhe são habituais, tudo procurou para cumprir a papeleta e merecer os aplausos do público. Em ambas as lides houve ferros de boa nota mas sem conseguiur uma actuação redonda.

 

De Duarte Pinto já escrevemos quase tudo. Da lide ao seu primeiro podemos dizer que teve uma abordagem correcta dos terrenos e das sortes, começando com um comprido bastante descaído mas não se incomodando com isso e conseguindo alguns bons ferros.

 

Tarde de grande triunfo também para os Forcados Amadores de Santarém que concretizaram algumas excelentes e duras pegas de caras. João Brito abriu praça com uma vistosa cara ao primeiro intento, seguido por António Imaginário que suportou fortes derrotes e concretizou também à primeira e depois Luis Sepulveda que consumou ao segundo inteto. Na segunda parte da corrida foram forcados de cara António Grave de Jesus muito bem à primeira, João Góis numa rija cara à segunda e, para encerrar com cheve de oiro, João Vaz Freire também numa rija cara à primeira tentativa.

 

Os toiros de Fernandes de Castro, que pesaram entre os 530 e os 600 kg, foram mansos no geral, excepção feita ao que saíu em sexto lugar, bravote, a ser fortemente ovacionado na recolha e a motivar a chamada do ganadeiro para partilhar volta com cavaleiro e forcado.

 

Na direcção da corrida também houve duas partes: a primeira dirigida por Pedro Reinhardt e a segunda por Rogério Jóia (estagiário), assessorados pelo veterinário João Maria Nobre. A praça registou cerca de ¼ da sua lotação preenchida em tarde de sol e temperatura amena.

COLHIDAS, UM RITUAL DE RESPEITO...

03.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O mês de Junho está aí e ao virar da porta anuncia-se para Badajoz o regresso de José Tomás. Com pompa e circunstância e com inusitado interesse. Com o máximo respeito também como em todo o mundo taurino, e não apenas porque é um génio do toureio mas porque o respeito se ganha pela postura em frente ao toiro. Onde se arrisca a vida em cada momento e onde alguns, poucos, conseguem essa imortalizaçã porque, apesar de colhidos, continuam na arena «a matar ou a morrer» cumprindo a sua parte no ritual...

 

E muitas das vezes perguntamos porque é que o mesmo não acontece em Portugal? O público ri quando um toureiro é colhido, seja ele forcado, bandarilheiro ou matador. Onde é que está o respeito por quem arrisca a vida numa colhida? No caso dos cavaleiros, sucederam-se algumas quedas violentas nos dois últimos anos é verdade, mas felizmente que a colhida com consequências mais graves, transformada em cornada com derrame de sangue nunca aconteceu. Os cavalos também estão protegidos com as embolas nos cornos dos toiros e os toques podem suceder-se que, na maioria das vezes, não acontece nada.

 

Esta questão da verdade do toiro em pontas, com a sorte de varas e a morte do toiro na arena, pelo menos para o toureio a pé em Portugal, é essencial para que o público aprenda a respeitar o toureiro. Para que perceba que da simulação da verdade que é o toureio a pé em Portugal nada tem a ver com o que acontece no resto do Mundo taurino. Ainda que a colhida possa suceder – e já aconteceu várias vezes – e o sangue possa ser vertido pelo toureiro. Dir-me-ão alguns que sempre foi assim em Portugal. E que tivémos figuras, etc etc etc. Verdade. E por isso, também, nunca tivémos verdadeira expressão mundial no mercado do toureio a pé.

 

Mas se queremos respeito, que comece pela verdade histórica e pela manutenção de todo o ritual de acordo com os cânones. Ou seja, que os matadores o sejam na plenitude e que o toiro seja respeitado na sua plenitude, sem amputação das suas hastes, dando-lhe a possibilidade de brilhar na sorte de varas e a morte digna na arena ou o indulto se a sua bravura o justificar.

 

O toureio a cavalo, à portuguesa, só teria a ganhar com esta competição, de verdade, de cumprimento de um ritual milenar. Da vitória da inteligência do homem sobre a força bruta e nobre do animal. Da arte, efémera porque não repetível, do momento que faz suspirar os corações ou rebentar as mãos de tanto aplaudir, do enrouquecer da voz de tantos olés gritar.

 

E do grito em uníssono, único, irrepetível em qualquer outro espectáculo, de «Torero! Torero! Torero!».

 

A verdade, meus amigos, é que todos nós queremos ver, num determinado momento, alguém que seja capaz de transpor a linha que tranasforma algo de banal em momento único de magia. Que seja capaz de um gesto de genialidade e nos transporte para além da realidade, em êxtase. E quando é que isso acontece numa tourada à portuguesa???

HOJE HOUVE CAPEIA RAIANA DA CASA DO SABUGAL NO CAMPO PEQUENO

02.06.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Mais de 2500 pessoas oriundas da região raiana do Sabugal e aldeias vizinhas do concelho, estiveram esta tarde no Campo Pequeno, para mostrarem na capital como são profundas as suas raízes culturais e etnográficas e como se defende a tradição secular da capeia.

 

Aqui vos deixamos algumas imagens do desfile de abertura e do pedido de praça assim como da lide com o forcão.

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